novembro 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

novembro 2019

REMARQUE SUAS ATITUDES NESTA BLACK FRIDAY

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2019

A última sexta feira de novembro, a exemplo do que acontece nos EUA, ficou comercialmente conhecida como a Black Friday. Lá, para marcar o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, quando as empresas resolviam liquidar o estoque antigo e abrir espaço para as novidades que seriam vendidas durante a época natalina.

Consumidores compulsivos chegaram a madrugar hoje, em lojas que permaneceram abertas em Fortaleza.

Tudo bem, faz parte de um jogo do sistema financeiro, onde o foco maior é o lucro. Mas que bom seria se esta data servisse para gente promover mudanças em nossas atitudes.

Que tal rebaixar a intolerância que tem acometido grande parcela dos brasileiros? Rebaixar a preocupação com a vida alheia e olhar-se mais no espelho de si, cuja vitrine – a cara -, muitas vezes, revela uma coisa e o sentimento é outro.

Black Friday para o ódio. Para a ignorância. Para o desamor. Remarquem esses produtos que são tóxicos à nossa natureza e, quando inflacionados, eles podem nos levar até a morte.

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O lixo de cada um varrido para debaixo de um outro tapete

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de novembro de 2019

Dizer que a mídia está repleta de notícias de violência, isso é verdade. Mas querer impor aos jornais, rádio e tv a responsabilidade pelo mundo cão que se tem lá fora, parece uma forma de jogar o lixo de cada um para debaixo de um outro tapete.  Já notaram como cada vez mais se instala nas pessoas um ambiente de intolerância, de raiva e ódio por qualquer coisa?

Um filho que mata a mãe. Um motorista que atropela cinco pessoas e, morto de embriagado, diz que perdoa – foi assim que ele falou inicialmente, até consertar e pedir perdão, numa demonstração clara de que quem bebe devia ter consciência de que pode se tornar até um assassino?

O mundo é bom, a vida é bela, mas tem uma parcela de seus moradores que parecem não perceber que, tudo isso aqui, é passageiro. Não estamos aqui para sempre. E que, a eemplo de qualquer inquilino que aluga uma casa e assina um termo de compromisso de deixá-la do jeito que encontrou quando terminar o contrato, todos nós devemos ter em vista que, também, temos a responsabilidade de deixarmos o Planeta como o recebemos  para outras gerações.

Será que isso vai acontecer? Os danos e malefícios que estamos deixando na Terra vão marcar um saldo bastante negativo quando a gente sair para outro plano. E com que vergonha iremos nos depararmos responsáveis por todas essas mazelas.

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UMA VIDA POR UM REAL: “Mas era apenas uma moradora de rua!…”

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2019

Câmera de segurança flagrou momento do assassinato - Reprodução/TV Globo

Que tempos são esses em que o respeito à Vida, para alguns, perdeu o sentido?

Em que a lei dos homens é nada para quem a transgride e a própria lei de Deus, que defende o “não matar” se torna obsoleta sobre a face da Terra.

Em que uma pessoa na rua, recebe dois tiros como resposta porque lhe pediu 1 real de esmola.

Que tempos são esses em que a loucura humana verte ódio e raiva por todos os poros, diante de alguém que pede um socorro pra tomar um café?

Aconteceu no Rio. Uma moradora de rua pediu uma esmola e o cara saca de uma arma, dá-lhe dois tiros, sem ver sem porquê, só porque não estava para conversa com ninguém.

Que tempos infernais são esses em que a miséria humana não é a fome, não é a doença, nem é a guerra – as malignidades expressas pela carta do Apocalipse -, mas é a falta de sensibilidade de outros que, ao ouvirem contar o caso, balançaram os ombros e vomitaram: mas era apenas uma moradora de rua. Eu juro que ouvi, alguém dizer isso.

Que demônios são esses que a Terra abriga, como se ao invés do purgatório fosse aqui o inferno descrito por Dante e em que todos nós, somos culpados direta ou indiretamente?

Quando é que termina esse horrível pesadelo, que, na verdade, não é sonho; mas uma realidade, difícil de se acreditar.

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UMA FORTALEZA SAUDADE

Por Nonato Albuquerque em POESIA

20 de novembro de 2019

(in memoriam à Jáder de Carvalho)

o olhar de menino do interior, 

que a cidade alcovitou um dia 

adormeceu uma paisagem 

de terra, água, amor e muito mar.

no porto onde naus descansam 

meu olhar desejou ser um navio 

e singrar os sete mares do mundo 

sem choro, medo e sem adeuses. 

Não ia dizer nada a minha mãe 

que desligado o meu umbigo 

mantém aprisionado meu coração 

com receio desse meu outro destino 

Nas areias do Mucuripe, flagro 

ainda o menino já descalço 

à sombra de um carvalho nome 

poetando versos, vozes e (en)cantos. 

Um dia, eu navio de mim mesmo 

velejei no mar da Vida a outro porto 

onde vim jornalistar esse outro lado 

que é o lado de lá, do lado mar. 

o céu que os padres me vendiam 

é lugar de trabalho, sem descanso

sem necessidades de indulgência 

nem petitório aos protetores santos.


Náufrago dessa enseada de luz 

vejo surpreso, navios já cansados 

atracarem neste porto, sem aviso

aos lenços em aceno de saudades. 

Que a terra bárbara onde eu vivi 

um tempo bom, bom tempo tenha;

e que o farol do mediúnico estafeta

brilhe com essa fortaleza saudade. 

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Um dia para se pensar em proclamar mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

15 de novembro de 2019

No dia da Proclamação da República, como seria bom se a gente resolvesse proclamar o fim de regimes que nos prendem a comportamentos indesejáveis.

Quem vive sob o regime da violência, bem que poderia pensar melhor e dispor o seu tempo em favor da prática de coisas boas.

Quem está sob o comando da desordem moral, seria de boa utilidade começar a agir corretamente. Seja na vida pessoal, na atividade profissional.

A dependência ao vício, que acomete a muitos, bem que poderia ser proclamada a libertação disso.

15 de novembro pode muito bem servir de estímulo a que se proclame o regime de quem perde seu tempo falando da vida alheia. Julgando os erros dos outros, ao invés de aprender com eles a não repeti-los. E de fazer algo bom, apagando o lado sombra que todos carregamos.

Hoje – e todos os dias do ano – são oportunidades de alguém mudar o comportamento errôneo, para viverem a bonança da Vida e a proclamação de um tempo melhor.

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O mal é doença que acomete a todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de novembro de 2019

Se você pesquisar em qualquer dicionário vai descobrir que o mal, que as pessoas fazem, trata-se de uma enfermidade que causa aflição, angústia, e que é fruto da imperfeição humana.

Para alguns o mal é apenas a ausência do bem. Mas custa crer que alguém que é treinado para conter situações onde o mal se propague, acabe sendo contaminado por ele.

Nos últimos dias, o noticiário policial tem apontado casos onde agentes de segurança – soldados, promotora, delegado, advogados e até um coronel da Polícia Militaer – ocuparam as manchetes, não porque cumprissem o dever, mas exatamente por cometerem mal.

Uma inspetora cobrava pedágio dos traficantes para fazer vista curta. Uma advogada, suspeita de envolvimento com organizações criminosas, foi presa no Crato. Policiais foram detidos cometendo furtos.

Tudo isso por conta da falta de caráter. De respeito a sua condição profissional. De fugir às regras de comportamento.

A tentação do mal não escolhe raça, credo, nem tampouco formação. É doença da alma. Que a todos acometem quando fogem do verdadeiro sentido da vida que é o Bem.

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Quando a sexta vira verbo e muda a vida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de novembro de 2019

Sexta feira tem sido o dia da semana mais desejado, segundo se pode avaliar pela manifestação das pessoas que trabalham e anseiam pela chegada como porta do fim de semana para descanso. A sexta é tão fascinante para alguns que virou verbo. “Sextou”, dizem com um enorme sorriso, quem vive no batente e não vê a hora de parar com o cansaço.

Mas sexta feira, também, é um dia da semana que gera riscos e medos. É quando muitos – por não levarem em conta a responsabilidade individual – mergulham de corpo – eu diria no copo – nas celebrações e, muitas vezes, ao invés de descanso, cansam. Ao invés de viverem, morrem.

Por isso, é sempre bom lembrar que somos mais importantes que um dia qualquer. Que devemos nos ater ao controle de nossos atos. Não é o calendário que deve nos influenciar sobre a maneira de vivermos.

Que haja alegria, sim; que haja diversão, sim. Mas tudo devidamente controlado, para não sair dos limites e acabar transformando-nos num número trágico das vítimas de fim de semana.

Sextar é bom; melhor ainda é continuar vivendo para sextarmos muitas vezes mais.

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Disputa religiosa em campo doutrinário

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, RELIGIÃO

04 de novembro de 2019

Em pleno século XXI é difícil acreditar que disputas ideológicas por conta de religião ainda aconteçam. A gente sabe que, movidos pelo fanatismo religioso, algumas pessoas vão além da conta, defendendo suas crenças e seus credos e lançando anátemas contra outras formas de religiosidade.

Isso tem acontecido principalmente com relação a expansão das doutrinas neopentecostais, que no afã de conquistar adeptos, chegam a lançar campanhas contra as religiões de ascendência afro-brasileiras, esquecendo que a liberdade de religião é algo expresso na nossa carta constitucional.

Agora mesmo, na Vila Manoel Sátiro, um centro de difusão da doutrina codificada vem sofrendo campanha para o seu fechamento. Segundo a dirigente do Obreiros da Luz, a intolerância não está permitindo que ela siga com os trabalhos missionários do evangelho de Jesus, unicamente porque não pertencer às denominações dominantes.

É preciso lembrar que nenhuma religião salva. São as obras que oportunizam a felicidade de se atingir o progresso interior de cada fiel. E é nesse ponto que se deve a orientação de qualquer religião: do amor a Deus e ao próximo. Quem faz guerra religiosa contra qualquer crença, não aprendeu ainda sequer o ABC da cartilha do cristianismo: do amor, da bondade e da caridade.

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Dia de finados, não; dia da saudade, sim

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de novembro de 2019


O Dia de Finados movimenta uma legião de pessoas em direção aos cemitérios. É uma exemplar forma de prestar um preito de saudade aos que atravessaram a fronteira da vida.

Num mundo onde a Ciência já pesquisa os fenômenos de quase morte, falar em finados chega a ser algo contraditório. Tanto que religiosos, como o padre Marcelo Rosssi adotaram chamar o 2 de novembro como o dia da Saudade.

Saudade de afeições queridas que nos deixaram, após conviverem experiências memoráveis da Vida e que estiveram ligadas a nós através dos fios invisíveis do nosso coração.

Morrer, para muitas doutrinas, não significa o fim de tudo. Nem o berço seria o começo, nem o túmulo o final da vida. Se o Cristianismo diz que vamos habitar o céu ou outras regiões de acordo com a nossa condição moral, significa que nossa essência (a alma) está viva de alguma forma. Voltamos à dimensão espiritual, onde segundo os luminares maiores do cristianismo, budismo e outras denominações religiosas, significa que vamos viver no reino dos céus.

Nele, habitam os que se antecederam na viagem e que vivenciaram o bem, o amor ao próximo. É através do pensamento e da oração, que a eles nos ligamos e sentimos as suas vibrações de amor e de saudade.

Por isso, o 2 de novembro deve ser reconhecido como o dia da saudade. E, nele, devem se converter os pensamentos de gratidão pelos que já ultrapassaram a barreira do fenômeno chamado morte.

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Dia de finados, não; dia da saudade, sim

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de novembro de 2019


O Dia de Finados movimenta uma legião de pessoas em direção aos cemitérios. É uma exemplar forma de prestar um preito de saudade aos que atravessaram a fronteira da vida.

Num mundo onde a Ciência já pesquisa os fenômenos de quase morte, falar em finados chega a ser algo contraditório. Tanto que religiosos, como o padre Marcelo Rosssi adotaram chamar o 2 de novembro como o dia da Saudade.

Saudade de afeições queridas que nos deixaram, após conviverem experiências memoráveis da Vida e que estiveram ligadas a nós através dos fios invisíveis do nosso coração.

Morrer, para muitas doutrinas, não significa o fim de tudo. Nem o berço seria o começo, nem o túmulo o final da vida. Se o Cristianismo diz que vamos habitar o céu ou outras regiões de acordo com a nossa condição moral, significa que nossa essência (a alma) está viva de alguma forma. Voltamos à dimensão espiritual, onde segundo os luminares maiores do cristianismo, budismo e outras denominações religiosas, significa que vamos viver no reino dos céus.

Nele, habitam os que se antecederam na viagem e que vivenciaram o bem, o amor ao próximo. É através do pensamento e da oração, que a eles nos ligamos e sentimos as suas vibrações de amor e de saudade.

Por isso, o 2 de novembro deve ser reconhecido como o dia da saudade. E, nele, devem se converter os pensamentos de gratidão pelos que já ultrapassaram a barreira do fenômeno chamado morte.