ARTIGO Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

ARTIGO

UMA VIDA POR UM REAL: “Mas era apenas uma moradora de rua!…”

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2019

Câmera de segurança flagrou momento do assassinato - Reprodução/TV Globo

Que tempos são esses em que o respeito à Vida, para alguns, perdeu o sentido?

Em que a lei dos homens é nada para quem a transgride e a própria lei de Deus, que defende o “não matar” se torna obsoleta sobre a face da Terra.

Em que uma pessoa na rua, recebe dois tiros como resposta porque lhe pediu 1 real de esmola.

Que tempos são esses em que a loucura humana verte ódio e raiva por todos os poros, diante de alguém que pede um socorro pra tomar um café?

Aconteceu no Rio. Uma moradora de rua pediu uma esmola e o cara saca de uma arma, dá-lhe dois tiros, sem ver sem porquê, só porque não estava para conversa com ninguém.

Que tempos infernais são esses em que a miséria humana não é a fome, não é a doença, nem é a guerra – as malignidades expressas pela carta do Apocalipse -, mas é a falta de sensibilidade de outros que, ao ouvirem contar o caso, balançaram os ombros e vomitaram: mas era apenas uma moradora de rua. Eu juro que ouvi, alguém dizer isso.

Que demônios são esses que a Terra abriga, como se ao invés do purgatório fosse aqui o inferno descrito por Dante e em que todos nós, somos culpados direta ou indiretamente?

Quando é que termina esse horrível pesadelo, que, na verdade, não é sonho; mas uma realidade, difícil de se acreditar.

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Um dia para se pensar em proclamar mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

15 de novembro de 2019

No dia da Proclamação da República, como seria bom se a gente resolvesse proclamar o fim de regimes que nos prendem a comportamentos indesejáveis.

Quem vive sob o regime da violência, bem que poderia pensar melhor e dispor o seu tempo em favor da prática de coisas boas.

Quem está sob o comando da desordem moral, seria de boa utilidade começar a agir corretamente. Seja na vida pessoal, na atividade profissional.

A dependência ao vício, que acomete a muitos, bem que poderia ser proclamada a libertação disso.

15 de novembro pode muito bem servir de estímulo a que se proclame o regime de quem perde seu tempo falando da vida alheia. Julgando os erros dos outros, ao invés de aprender com eles a não repeti-los. E de fazer algo bom, apagando o lado sombra que todos carregamos.

Hoje – e todos os dias do ano – são oportunidades de alguém mudar o comportamento errôneo, para viverem a bonança da Vida e a proclamação de um tempo melhor.

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O mal é doença que acomete a todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de novembro de 2019

Se você pesquisar em qualquer dicionário vai descobrir que o mal, que as pessoas fazem, trata-se de uma enfermidade que causa aflição, angústia, e que é fruto da imperfeição humana.

Para alguns o mal é apenas a ausência do bem. Mas custa crer que alguém que é treinado para conter situações onde o mal se propague, acabe sendo contaminado por ele.

Nos últimos dias, o noticiário policial tem apontado casos onde agentes de segurança – soldados, promotora, delegado, advogados e até um coronel da Polícia Militaer – ocuparam as manchetes, não porque cumprissem o dever, mas exatamente por cometerem mal.

Uma inspetora cobrava pedágio dos traficantes para fazer vista curta. Uma advogada, suspeita de envolvimento com organizações criminosas, foi presa no Crato. Policiais foram detidos cometendo furtos.

Tudo isso por conta da falta de caráter. De respeito a sua condição profissional. De fugir às regras de comportamento.

A tentação do mal não escolhe raça, credo, nem tampouco formação. É doença da alma. Que a todos acometem quando fogem do verdadeiro sentido da vida que é o Bem.

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Quando a sexta vira verbo e muda a vida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de novembro de 2019

Sexta feira tem sido o dia da semana mais desejado, segundo se pode avaliar pela manifestação das pessoas que trabalham e anseiam pela chegada como porta do fim de semana para descanso. A sexta é tão fascinante para alguns que virou verbo. “Sextou”, dizem com um enorme sorriso, quem vive no batente e não vê a hora de parar com o cansaço.

Mas sexta feira, também, é um dia da semana que gera riscos e medos. É quando muitos – por não levarem em conta a responsabilidade individual – mergulham de corpo – eu diria no copo – nas celebrações e, muitas vezes, ao invés de descanso, cansam. Ao invés de viverem, morrem.

Por isso, é sempre bom lembrar que somos mais importantes que um dia qualquer. Que devemos nos ater ao controle de nossos atos. Não é o calendário que deve nos influenciar sobre a maneira de vivermos.

Que haja alegria, sim; que haja diversão, sim. Mas tudo devidamente controlado, para não sair dos limites e acabar transformando-nos num número trágico das vítimas de fim de semana.

Sextar é bom; melhor ainda é continuar vivendo para sextarmos muitas vezes mais.

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Disputa religiosa em campo doutrinário

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, RELIGIÃO

04 de novembro de 2019

Em pleno século XXI é difícil acreditar que disputas ideológicas por conta de religião ainda aconteçam. A gente sabe que, movidos pelo fanatismo religioso, algumas pessoas vão além da conta, defendendo suas crenças e seus credos e lançando anátemas contra outras formas de religiosidade.

Isso tem acontecido principalmente com relação a expansão das doutrinas neopentecostais, que no afã de conquistar adeptos, chegam a lançar campanhas contra as religiões de ascendência afro-brasileiras, esquecendo que a liberdade de religião é algo expresso na nossa carta constitucional.

Agora mesmo, na Vila Manoel Sátiro, um centro de difusão da doutrina codificada vem sofrendo campanha para o seu fechamento. Segundo a dirigente do Obreiros da Luz, a intolerância não está permitindo que ela siga com os trabalhos missionários do evangelho de Jesus, unicamente porque não pertencer às denominações dominantes.

É preciso lembrar que nenhuma religião salva. São as obras que oportunizam a felicidade de se atingir o progresso interior de cada fiel. E é nesse ponto que se deve a orientação de qualquer religião: do amor a Deus e ao próximo. Quem faz guerra religiosa contra qualquer crença, não aprendeu ainda sequer o ABC da cartilha do cristianismo: do amor, da bondade e da caridade.

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Dia de finados, não; dia da saudade, sim

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de novembro de 2019


O Dia de Finados movimenta uma legião de pessoas em direção aos cemitérios. É uma exemplar forma de prestar um preito de saudade aos que atravessaram a fronteira da vida.

Num mundo onde a Ciência já pesquisa os fenômenos de quase morte, falar em finados chega a ser algo contraditório. Tanto que religiosos, como o padre Marcelo Rosssi adotaram chamar o 2 de novembro como o dia da Saudade.

Saudade de afeições queridas que nos deixaram, após conviverem experiências memoráveis da Vida e que estiveram ligadas a nós através dos fios invisíveis do nosso coração.

Morrer, para muitas doutrinas, não significa o fim de tudo. Nem o berço seria o começo, nem o túmulo o final da vida. Se o Cristianismo diz que vamos habitar o céu ou outras regiões de acordo com a nossa condição moral, significa que nossa essência (a alma) está viva de alguma forma. Voltamos à dimensão espiritual, onde segundo os luminares maiores do cristianismo, budismo e outras denominações religiosas, significa que vamos viver no reino dos céus.

Nele, habitam os que se antecederam na viagem e que vivenciaram o bem, o amor ao próximo. É através do pensamento e da oração, que a eles nos ligamos e sentimos as suas vibrações de amor e de saudade.

Por isso, o 2 de novembro deve ser reconhecido como o dia da saudade. E, nele, devem se converter os pensamentos de gratidão pelos que já ultrapassaram a barreira do fenômeno chamado morte.

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O HOMEM PERDEU O ENDEREÇO DE DEUS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de outubro de 2019

Um velho sacerdote, desses que ainda usam batina e inclui em seus sermões a necessidade de colocar em prática os dois primeiros mandamentos, afirmou recentemente que o homem perdeu o endereço de Deus.

Que apesar de termos desenvolvido os recursos da mais moderna tecnologia; de termos prolongado a estimativa de vida; criado máquinas velozes que encurtam as distâncias – apesar disso, não avançamos um milímetro em busca de ajudar alguém necessitado.

Nos dizemos cristãos, mas ainda ambientamos em nós os germes do orgulho, da vaidade, do egoísmo e do ciúme – capazes de acender em nós o fogo da discórdia até mesmo contra nossas melhores afeições. Por isso, as discussões banais que nos levam ao crime; o mau uso dos inventos, a ponto de transformá-los em armas de morte, como o carro e a moto quando mau dirigidos.

Pois apesar de todo o avanço, o homem perdeu o endereço de Deus, como dizia o sábio sacerdote. Dizemos que amamos, que temos Deus no coração, mas basta alguém dizer algo que nos desagrade para acordar em nós a fera ferida que não concebe nunca perdoar o outro, como expressa a lei divina.

O velho religioso está coberto de razão. Vivemos num mundo, melhor do que há algum tempo atrás, mas só buscamos Deus quando a doença incurável nos bate a porta ou quando as tragédias se acercam de nós e sentimos a proximidade dessa velha inimiga chamada morte.

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Cidade-beleza tem suas mazelas e descaminhos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de outubro de 2019

Que Fortaleza é uma cidade beleza, ninguém discute. Tem de tudo bom que a gente precisa. Costuma-se dizer que “moramos onde os outros vêm se divertir”. Mas como toda cidade grande que se metropolizou – e como nada é perfeito neste mundo de mãe preta e pai João -, a capital cearense tem lá suas mazelas e os seus descaminhos.

Convive com o drama da violência, querendo se rivalizar com cidades-medo – tipo Medelin, na Colômbia, onde há pouco tempo o narcotráfico ditava quem devia viver e quem não merecia.

Por conta dessa desventura da violência, a cidade comporta um tipo de gente que briga por tudo e é capaz de matar ou morrer por um nada.

É preciso mudar isso. E não compete só ao governo, as autoridades. Depende de nós, como diz a música do Ivan Lins.

Quem vive a planejar, praticar e orientar ações criminosas, mal sabe que o tempo da cobrança vem mais rápido do que notícia ruim.

Quem semeia ventos, sim colhe tempestades. E quem envenena o mundo, mal sabe que é o primeiro a sofrer as consequências do seu mal.

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Não terceirize a responsabilidade de seus atos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de outubro de 2019

Tem gente que, muitas vezes, comete erros e acha de terceirizar a responsabilidade. Pega alguém pra cristo. “Não, sou culpado disso não; foi fulano”.

Diante de qualquer problema na vida, tem quem se considere uma pessoa sem sorte, vítima do destino, que Deus a escolheu para sofrer indevidamente e sempre põe a culpa em outro. Já notaram?

Somos nós os responsáveis por tudo que nos acontece.

Um mentor espiritual lembra sempre que somos os construtores do nosso destino. Colhemos aquilo que plantamos. Se você pensa e faz o bem, terá o bem como retorno. Ninguém planta milho e sai colhendo feijão.

Quando na vida as coisas não dão certo é que, provavelmente, não estejamos agindo de forma correta para chegar a um bom resultado.

O maior inimigo de nossas realizações, somos nós.

Quando a gente se envolve em discussões vazias; quando o nosso orgulho não permite pedir desculpas pelo erro que cometemos ou que alguém cometeu contra nós, somos nós que vamos amargar as mazelas ambientadas pela maneira como agimos.

O céu só interfere na nossa vida para apontar a escada que nos leva a ele. Se deixamos de nos aplicar à lei, a ordem e ao progresso pessoal, somos nós que abrimos o inferno a nossos pés.

Não culpe os outros pelas consequência de seus atos. Quem planta ódio, recolhe tormentos interiores. Quem propaga o bem, saboreia dos frutos de sua própria bondade.

Pense nisso. E tenha uma tarde boa.

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Intolerância desfigura rosto de Mariele no Crato

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de outubro de 2019

Intolerância é um traço depreciativo da personalidade humana. E ele tem se acentuado muito neste País, gente. Culpa da ignorância e do fanatismo manifesto por algumas pessoas.

Seja intolerância na área religiosa, quando cultos afro-brasileiros são alvo de ataques desferidos por fanáticos fundamentalistas pentecostais; seja no ambiente político, onde a polarização na campanha do ano passado fez incendiar as redes sociais com ataques de ambos os lados.

A intolerância mostrou novamente sua cara no Cariri, com o ato de vandalismo praticado a uma obra de arte, feita por alunos de uma escola pública do Crato, para homenagear ícones da cultura brasileira.

Os alunos da Escola Estado da Paraíba, resolveram homenagear figuras como Paulo Freire, Chico Mendes, Luiz Gonzaga, Irmã Dulce e Mariele Franco, a vereadora carioca assassinada por milicianos contrários ao trabalho desenvolvido por ela em favor das comunidades pobres.

Pois agora a imagem de Mariele foi violentamente apagada num ato de vandalismo que pode ser classificado com ato de intolerância, com quem não consegue conviver com as diferenças.

Se se reclama tanto contra todo tipo de violência e alguém se arma desse gesto covarde de desfigurar uma obra de arte, é que ainda estamos longe de um mundo onde a liberdade de expressão possa ser ambientada sem fanatismo, sem restrições, a fim de que
tenhamos um mundo onde o espírito democrático da Nação se estabeleça em toda a sua plenitude.

Vivemos uma era plural, onde tudo e todos merecem ser ouvidos. Os que são contrários estão à margem da própria História.

 

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Intolerância desfigura rosto de Mariele no Crato

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de outubro de 2019

Intolerância é um traço depreciativo da personalidade humana. E ele tem se acentuado muito neste País, gente. Culpa da ignorância e do fanatismo manifesto por algumas pessoas.

Seja intolerância na área religiosa, quando cultos afro-brasileiros são alvo de ataques desferidos por fanáticos fundamentalistas pentecostais; seja no ambiente político, onde a polarização na campanha do ano passado fez incendiar as redes sociais com ataques de ambos os lados.

A intolerância mostrou novamente sua cara no Cariri, com o ato de vandalismo praticado a uma obra de arte, feita por alunos de uma escola pública do Crato, para homenagear ícones da cultura brasileira.

Os alunos da Escola Estado da Paraíba, resolveram homenagear figuras como Paulo Freire, Chico Mendes, Luiz Gonzaga, Irmã Dulce e Mariele Franco, a vereadora carioca assassinada por milicianos contrários ao trabalho desenvolvido por ela em favor das comunidades pobres.

Pois agora a imagem de Mariele foi violentamente apagada num ato de vandalismo que pode ser classificado com ato de intolerância, com quem não consegue conviver com as diferenças.

Se se reclama tanto contra todo tipo de violência e alguém se arma desse gesto covarde de desfigurar uma obra de arte, é que ainda estamos longe de um mundo onde a liberdade de expressão possa ser ambientada sem fanatismo, sem restrições, a fim de que
tenhamos um mundo onde o espírito democrático da Nação se estabeleça em toda a sua plenitude.

Vivemos uma era plural, onde tudo e todos merecem ser ouvidos. Os que são contrários estão à margem da própria História.