A dor das mães que abandonam o filho recém-nascido - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A dor das mães que abandonam o filho recém-nascido

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Fevereiro de 2020

A dor de alguém só é mensurada, só é medida, por quem a sofre. Eu não posso avaliar a sua dor, nem você a minha, porque é algo muito pessoal. Por isso, nunca não se deve aproveitar a tragédia que alguém convive e fazer prejulgamento.

Uma mãe que lança fora o filho recém-nascido, no mínimo no mínimo, deva estar passando por alguma situação que estamos longe de avaliar.

É comum, a gente apontar o dedo acusador; viborar uma praga contra a atitude desalmada. Mas poucos param para refletir: o que terá levado essa mulher a largar o fruto de uma relação.

Toda vez que surge um caso desses na imprensa, , eu me lembro da jovenzinha que trabalhava em casa de família; apaixonou-se por quem despertou nela a afeição e a relação avançou para a gravidez.

Do trabalho dela, dependia o sustento da mãe viúva, dos irmãos menores e a toda a despesa da casa. A madame, para quem ela prestava serviço, foi logo avisando que ela abortasse – desconhecendo não só as leis judiciais sobre esse tipo de crime, mas as consequências extrafísicas de quem comete esse equívoco.

A jovenzinha teve o filho, mas para evitar perder o emprego, colocou-o numa caixa de sapatos, deixou-o à porta de uma residência, sob a pressão ameaçadora da patroa.

Como esse, há casos de pais que ameaçam a filha que engravidou sem se casar. De mulheres cujos amantes ameaçam abandoná-las caso ela não aborte. De mães que, por questão financeira, doam os filhos e passam a viver o inferno desse ato, além das que são enxotadas de casa e vão se prostituir na rua para sobreviver.

Atire a primeira pedra, aquele que nunca passou por um drama qualquer.

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A dor das mães que abandonam o filho recém-nascido

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Fevereiro de 2020

A dor de alguém só é mensurada, só é medida, por quem a sofre. Eu não posso avaliar a sua dor, nem você a minha, porque é algo muito pessoal. Por isso, nunca não se deve aproveitar a tragédia que alguém convive e fazer prejulgamento.

Uma mãe que lança fora o filho recém-nascido, no mínimo no mínimo, deva estar passando por alguma situação que estamos longe de avaliar.

É comum, a gente apontar o dedo acusador; viborar uma praga contra a atitude desalmada. Mas poucos param para refletir: o que terá levado essa mulher a largar o fruto de uma relação.

Toda vez que surge um caso desses na imprensa, , eu me lembro da jovenzinha que trabalhava em casa de família; apaixonou-se por quem despertou nela a afeição e a relação avançou para a gravidez.

Do trabalho dela, dependia o sustento da mãe viúva, dos irmãos menores e a toda a despesa da casa. A madame, para quem ela prestava serviço, foi logo avisando que ela abortasse – desconhecendo não só as leis judiciais sobre esse tipo de crime, mas as consequências extrafísicas de quem comete esse equívoco.

A jovenzinha teve o filho, mas para evitar perder o emprego, colocou-o numa caixa de sapatos, deixou-o à porta de uma residência, sob a pressão ameaçadora da patroa.

Como esse, há casos de pais que ameaçam a filha que engravidou sem se casar. De mulheres cujos amantes ameaçam abandoná-las caso ela não aborte. De mães que, por questão financeira, doam os filhos e passam a viver o inferno desse ato, além das que são enxotadas de casa e vão se prostituir na rua para sobreviver.

Atire a primeira pedra, aquele que nunca passou por um drama qualquer.