FIM DA FOLIA, VOLTEMOS AO QUE SOMOS - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

FIM DA FOLIA, VOLTEMOS AO QUE SOMOS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Março de 2020

Passada a folia, é hora de cair na real. O carnaval, esse sonho vivenciado em meio ao grande delírio da alegria, de forma nenhuma existe para anestesiar a realidade. As cinzas dos católicos nos remetem à lembrança de que tudo que é matéria tem finitude, tem limite. No entanto, como diz a lenda da fênix, também renascemos das cinzas para o novo tempo de contemplação do que é real.

Costuma-se dizer que o ano no Brasil só começa mesmo depois da festa de Momo. Não do ponto de vista do povo, que trabalha de sol a sol, de janeiro a janeiro, enquanto uma parcela mais ou menos privilegiada, como a que atua nos poderes executivo, legislativo e judiciário, esses vivem no que mais parece ser uma ilha de fantasia, carnavalizando o tempo todo.

Para o cidadão comum, o carnaval passou. Serviu para extravasar as neuras do dia-a-dia. Este ano marcou história na avenida, com escolas transportando para as escolas de samba o beabá da nossa realidade social e cultural. É bom lembrar que teve enredo que significou com mais atualidade o evangelho da solidariedade cristã do que muitos que arrotam pregações que fogem ao verdadeiro sentido do cristianismo.

Que bom que o carnaval serviu para isso, também. Agora é hora de cair na real. Tirar a fantasia e assumir o batente, que ninguém é e ferro.

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FIM DA FOLIA, VOLTEMOS AO QUE SOMOS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Março de 2020

Passada a folia, é hora de cair na real. O carnaval, esse sonho vivenciado em meio ao grande delírio da alegria, de forma nenhuma existe para anestesiar a realidade. As cinzas dos católicos nos remetem à lembrança de que tudo que é matéria tem finitude, tem limite. No entanto, como diz a lenda da fênix, também renascemos das cinzas para o novo tempo de contemplação do que é real.

Costuma-se dizer que o ano no Brasil só começa mesmo depois da festa de Momo. Não do ponto de vista do povo, que trabalha de sol a sol, de janeiro a janeiro, enquanto uma parcela mais ou menos privilegiada, como a que atua nos poderes executivo, legislativo e judiciário, esses vivem no que mais parece ser uma ilha de fantasia, carnavalizando o tempo todo.

Para o cidadão comum, o carnaval passou. Serviu para extravasar as neuras do dia-a-dia. Este ano marcou história na avenida, com escolas transportando para as escolas de samba o beabá da nossa realidade social e cultural. É bom lembrar que teve enredo que significou com mais atualidade o evangelho da solidariedade cristã do que muitos que arrotam pregações que fogem ao verdadeiro sentido do cristianismo.

Que bom que o carnaval serviu para isso, também. Agora é hora de cair na real. Tirar a fantasia e assumir o batente, que ninguém é e ferro.