Adeus às armas - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Adeus às armas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de julho de 2014

Ninguém desconhece que o comércio ilegal de armas impulsiona – e muito! – o aumento da violência. A confirmar essa evidência estão aí os números de crimes cometidos com o uso de armas. Como tem gente armada nesta cidade! Hoje, por exemplo, o Tribunal de Justiça está encaminhando ao Exército, para destruição, 5 mil 138 armas, fruto de apreensões feitas pela Polícia, nos últimos dois meses. Dessas, 2 mil 348 são armas de fogo; duas mil 790 são armas brancas. Quando se pergunta, porque tanta gente armada, a resposta imediata dos que acham serem elas a solução, é de que as pessoas se armam para enfrentar os bandidos que exibem armas em suas ações criminosas. Esse é o tipo de pensamento contraditório; porque parece isentar os setores da segurança, da tarefa que lhes compete, que é desarmar as pessoas. Combater a violência armada. Aliás, quem pensa que usando uma arma vá resolver o problema da violência, está completamente enganado. Porque, ao se armar, a pessoa corre o risco de se tornar criminoso, mesmo na defesa da vida. Arma é ferramenta para quem detém o poder de polícia e, ainda assim, usável apenas em casos de exceção. Até mesmo os governantes cometem equívoco, quando interessados em combater a violência, imaginam que armando a Guarda Municipal irão conseguir resultados. A violência tem raízes mais profundas. Ela se estabelece na personalidade doentia dos que não respeitam as leis, dos que se acham donos da Vida e dos que se acovardam atrás de uma arma, porque não encontram argumentos de defesa quando instados a resolver problemas pessoais. É a educação, o mecanismo apropriado para deter a insanidade dos que usam armas porque não sabem dialogar.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de julho de 2014

Ninguém desconhece que o comércio ilegal de armas impulsiona – e muito! – o aumento da violência. A confirmar essa evidência estão aí os números de crimes cometidos com o uso de armas. Como tem gente armada nesta cidade! Hoje, por exemplo, o Tribunal de Justiça está encaminhando ao Exército, para destruição, 5 mil 138 armas, fruto de apreensões feitas pela Polícia, nos últimos dois meses. Dessas, 2 mil 348 são armas de fogo; duas mil 790 são armas brancas. Quando se pergunta, porque tanta gente armada, a resposta imediata dos que acham serem elas a solução, é de que as pessoas se armam para enfrentar os bandidos que exibem armas em suas ações criminosas. Esse é o tipo de pensamento contraditório; porque parece isentar os setores da segurança, da tarefa que lhes compete, que é desarmar as pessoas. Combater a violência armada. Aliás, quem pensa que usando uma arma vá resolver o problema da violência, está completamente enganado. Porque, ao se armar, a pessoa corre o risco de se tornar criminoso, mesmo na defesa da vida. Arma é ferramenta para quem detém o poder de polícia e, ainda assim, usável apenas em casos de exceção. Até mesmo os governantes cometem equívoco, quando interessados em combater a violência, imaginam que armando a Guarda Municipal irão conseguir resultados. A violência tem raízes mais profundas. Ela se estabelece na personalidade doentia dos que não respeitam as leis, dos que se acham donos da Vida e dos que se acovardam atrás de uma arma, porque não encontram argumentos de defesa quando instados a resolver problemas pessoais. É a educação, o mecanismo apropriado para deter a insanidade dos que usam armas porque não sabem dialogar.