Cadeia é prêmio - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Cadeia é prêmio

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de dezembro de 2014

prisoners2-624x277

Quem deseja morar num local onde não se paga aluguel, tem dormida, café da manhã, almoço e janta todo dia – isso, sem nenhum custo para o morador -, hora livre para descanso e recreio, além da comodidade de não fazer nada durante o dia todo? Se você se animou com o anúncio, é melhor pensar dez vezes antes de desejar ocupar esse espaço. Eu falo do presídio.

Um lugar que deveria ser de recuperação daqueles que cometem algum delito, acaba virando uma espécie de albergue para uma parcela daqueles que têm algum tipo de nocividade – que a sociedade deseja mantê-los afastados dela; mas que, presos, continuam no exercício do crime, muitas vezes com algum aparato maior do que se estivessem em liberdade.

Afinal, é no presídio que o detento consegue linha de celular, com mais facilidade do que o cidadão aqui fora e usa essas ligações clandestinas para o comando de ações criminosas, como a revelada pela Polícia de presos que ordenam homicídios de dentro do sistema penitenciário.

Dos presídios, as mentes doentias orientam os telefonemas de falsos sequestro. É de lá que ditam as normas de assaltos e roubos. As ordens de quem deve viver e morrer. É desses locais que eles orientam outros bandidos a cometerem crimes de toda natureza – de dentro de um local que deveria ser de completo isolamento do público externo.

Bom ou mau, o dia a dia do presidiário parece ser mais facilitado do que o do trabalhador que rala o diabo para ganhar um mínimo. Madruga para ir ao emprego. Sofre para ir e voltar ao trabalho. Enfrenta todo tipo de risco, enquanto os que furtam, roubam e matam – ainda têm direito a visitas íntimas e até auxílio reclusão, o bolsa preso que dá à família o mínimo para sustentá-la, enquanto o cabeça da família, desorganiza-se ainda mais em aprendizagens criminosaS.

Diante de tudo isso, a impressão que se tem é que, muitas vezes, cadeia no Brasil acaba se constituindo em prêmio.

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Cadeia é prêmio

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de dezembro de 2014

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Quem deseja morar num local onde não se paga aluguel, tem dormida, café da manhã, almoço e janta todo dia – isso, sem nenhum custo para o morador -, hora livre para descanso e recreio, além da comodidade de não fazer nada durante o dia todo? Se você se animou com o anúncio, é melhor pensar dez vezes antes de desejar ocupar esse espaço. Eu falo do presídio.

Um lugar que deveria ser de recuperação daqueles que cometem algum delito, acaba virando uma espécie de albergue para uma parcela daqueles que têm algum tipo de nocividade – que a sociedade deseja mantê-los afastados dela; mas que, presos, continuam no exercício do crime, muitas vezes com algum aparato maior do que se estivessem em liberdade.

Afinal, é no presídio que o detento consegue linha de celular, com mais facilidade do que o cidadão aqui fora e usa essas ligações clandestinas para o comando de ações criminosas, como a revelada pela Polícia de presos que ordenam homicídios de dentro do sistema penitenciário.

Dos presídios, as mentes doentias orientam os telefonemas de falsos sequestro. É de lá que ditam as normas de assaltos e roubos. As ordens de quem deve viver e morrer. É desses locais que eles orientam outros bandidos a cometerem crimes de toda natureza – de dentro de um local que deveria ser de completo isolamento do público externo.

Bom ou mau, o dia a dia do presidiário parece ser mais facilitado do que o do trabalhador que rala o diabo para ganhar um mínimo. Madruga para ir ao emprego. Sofre para ir e voltar ao trabalho. Enfrenta todo tipo de risco, enquanto os que furtam, roubam e matam – ainda têm direito a visitas íntimas e até auxílio reclusão, o bolsa preso que dá à família o mínimo para sustentá-la, enquanto o cabeça da família, desorganiza-se ainda mais em aprendizagens criminosaS.

Diante de tudo isso, a impressão que se tem é que, muitas vezes, cadeia no Brasil acaba se constituindo em prêmio.