A exemplo do samba no passado, o funk sofre preconceito - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A exemplo do samba no passado, o funk sofre preconceito

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de dezembro de 2019

Dezembro ficou convencionado como o mês de festa. De congraçamento. De renovação das amizades. Por ser a data em que se celebra a vinda do Cristo.

Pelo menos até aqui, este dezembro está com uma cara de agosto. Embora só estejamos no terceiro dia do mês, mas o balanço da violência no País já é de preocupar.

Violência na comunidade paulistana de Paraisopólis, com 9 jovens mortos – abre uma discussão sobre os bailes funks no País.

A gente sabe que rola muita droga nesses ambientes de pancadão. Por aqui não é diferente.

O Estado – e eu falo no sentido amplo – Nação, Estados e Municipios – nunca fez nada para organizar o movimento funk que toma conta de 90 por cento da juventude. Sem essa estrutura de segurança, os traficantes se apossaram e hoje são promotores deles.

Quando se trata de grandes eventos artísticos, os governantes colaboram com segurança e todo tipo de serviço de atendimento. Todo show de grandes artistas tem uma cobertura enorme. Mas nas comunidades desassistidas de tudo, a Polícia vai para resolver e não para proteger.

E, com isso, o funk se tornou proibitivo. Como era o samba no passado. Sambista era sinônimo de malandro. E tinha grandes compositores que eram presos por malandragem. Só porque cantavam e dançavam samba.

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A exemplo do samba no passado, o funk sofre preconceito

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de dezembro de 2019

Dezembro ficou convencionado como o mês de festa. De congraçamento. De renovação das amizades. Por ser a data em que se celebra a vinda do Cristo.

Pelo menos até aqui, este dezembro está com uma cara de agosto. Embora só estejamos no terceiro dia do mês, mas o balanço da violência no País já é de preocupar.

Violência na comunidade paulistana de Paraisopólis, com 9 jovens mortos – abre uma discussão sobre os bailes funks no País.

A gente sabe que rola muita droga nesses ambientes de pancadão. Por aqui não é diferente.

O Estado – e eu falo no sentido amplo – Nação, Estados e Municipios – nunca fez nada para organizar o movimento funk que toma conta de 90 por cento da juventude. Sem essa estrutura de segurança, os traficantes se apossaram e hoje são promotores deles.

Quando se trata de grandes eventos artísticos, os governantes colaboram com segurança e todo tipo de serviço de atendimento. Todo show de grandes artistas tem uma cobertura enorme. Mas nas comunidades desassistidas de tudo, a Polícia vai para resolver e não para proteger.

E, com isso, o funk se tornou proibitivo. Como era o samba no passado. Sambista era sinônimo de malandro. E tinha grandes compositores que eram presos por malandragem. Só porque cantavam e dançavam samba.