O 51º assalto a banco - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O 51º assalto a banco

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de dezembro de 2014

Semana passada, o noticiário oficial do governo anunciava a redução em 44 por cento do número de assaltos a bancos no interior. Era um respiro de alívio para as autoridades no enfrentamento a esse tipo de crime. Pois como a contrariar esses dados, no mesmo dia, ocorria a explosão de caixas eletrônicos. Era o assalto de número 50. Só este ano. Hoje, esse número aumentou.

A quinquagésima primeira ocorrência se deu em Pedra Branca, distante aqui da capital, 262 quilometros. Oito homens renderam dois vigilantes de rua e explodiram o Bradesco da cidade. Apesar da explosão, os ladrões não conseguiram levar nenhum centavo. Incomodados, os assaltantes fugiram num carro tomado de assalto de um comerciante e o largaram na localidade de Olho Dágua.

O mais interessante em toda essa história é que, em 2010, Pedra Branca foi alvo de um assalto praticado por 12 homens que, além de roubar dinheiro, sairam dos estabelecimentos ameaçando a população, atirando para o alto e desencorajando qualquer iniciativa de perseguição.

Fui pesquisar sobre a incidência de assaltos a bancos no interior e me deparei com uma outra curiosidade: o mesmo banco já foi alvo de outra tentativa semelhante, no mesmo dia do ano 2012 – como se os bandidos, aproveitassem dezembro, para cumprir uma rotina de fim-de-ano.

É que, nesse período, os caixas detém mais grana, por conta do pagamento dos aposentados, engordados com a parcela do décimo terceiro salário.

Se isso vem se repetindo é que, assentada a poeira das ocorrências, provavelmente, a Polícia larga o caso, não aprofunda as investigações, voltando-se para outras ocorrências. É preciso ir à fundo em cada caso de roubo a bancos, para que isso não estimule os bandidos a repetirem um filme que a população do interior já está cansada de assistir. Sem um final feliz.

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O 51º assalto a banco

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de dezembro de 2014

Semana passada, o noticiário oficial do governo anunciava a redução em 44 por cento do número de assaltos a bancos no interior. Era um respiro de alívio para as autoridades no enfrentamento a esse tipo de crime. Pois como a contrariar esses dados, no mesmo dia, ocorria a explosão de caixas eletrônicos. Era o assalto de número 50. Só este ano. Hoje, esse número aumentou.

A quinquagésima primeira ocorrência se deu em Pedra Branca, distante aqui da capital, 262 quilometros. Oito homens renderam dois vigilantes de rua e explodiram o Bradesco da cidade. Apesar da explosão, os ladrões não conseguiram levar nenhum centavo. Incomodados, os assaltantes fugiram num carro tomado de assalto de um comerciante e o largaram na localidade de Olho Dágua.

O mais interessante em toda essa história é que, em 2010, Pedra Branca foi alvo de um assalto praticado por 12 homens que, além de roubar dinheiro, sairam dos estabelecimentos ameaçando a população, atirando para o alto e desencorajando qualquer iniciativa de perseguição.

Fui pesquisar sobre a incidência de assaltos a bancos no interior e me deparei com uma outra curiosidade: o mesmo banco já foi alvo de outra tentativa semelhante, no mesmo dia do ano 2012 – como se os bandidos, aproveitassem dezembro, para cumprir uma rotina de fim-de-ano.

É que, nesse período, os caixas detém mais grana, por conta do pagamento dos aposentados, engordados com a parcela do décimo terceiro salário.

Se isso vem se repetindo é que, assentada a poeira das ocorrências, provavelmente, a Polícia larga o caso, não aprofunda as investigações, voltando-se para outras ocorrências. É preciso ir à fundo em cada caso de roubo a bancos, para que isso não estimule os bandidos a repetirem um filme que a população do interior já está cansada de assistir. Sem um final feliz.