O borracheiro liberto: feridas que jamais serão reparadas - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O borracheiro liberto: feridas que jamais serão reparadas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de julho de 2019

Um erro judicial. Basta essa expressão para que se tenha a ideia de como isso afeta a vida de alguém. A vida de muitos, porque a família do borracheiro Antonio Cláudio Barbosa de Castro, também, conviveu com o drama dele, que levou cinco anos para ser reconhecido como não culpado. Cláudio foi preso, acusado de estupro, foi mandado pra Complexo Penitenciário de Itaitinga, sem ter nenhuma culpa no caso do “maníaco da moto”. Ele teria sido reconhecido por uma criança – o que demonstra falha na construção do inquérito até chegar a punição.

Dá pra você imaginar o sofrimento de um inocente, pagando por um crime que não cometeu? Conviver ao lado de criminosos? De passar por brigas de internos, rebeliões e de ameaça de morte pelos próprios presos?

Ainda bem que advogados públicos, representantes da Defensoria Pública, descobriram o erro que, entre outros detalhes significativos, passou despercebida a estatura de Cláudio. O verdadeiro “maníaco da moto” tem quase dois metros de altura enquanto a de Cláudio é bem menor do que isso.

Na história desse homem, não apenas as marcas físicas de quem conviveu no inferno humano de um presídio. Mas as feridas na alma que, dificilmente, serão reparadas

Publicidade aqui

leia tudo sobre

O borracheiro liberto: feridas que jamais serão reparadas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de julho de 2019

Um erro judicial. Basta essa expressão para que se tenha a ideia de como isso afeta a vida de alguém. A vida de muitos, porque a família do borracheiro Antonio Cláudio Barbosa de Castro, também, conviveu com o drama dele, que levou cinco anos para ser reconhecido como não culpado. Cláudio foi preso, acusado de estupro, foi mandado pra Complexo Penitenciário de Itaitinga, sem ter nenhuma culpa no caso do “maníaco da moto”. Ele teria sido reconhecido por uma criança – o que demonstra falha na construção do inquérito até chegar a punição.

Dá pra você imaginar o sofrimento de um inocente, pagando por um crime que não cometeu? Conviver ao lado de criminosos? De passar por brigas de internos, rebeliões e de ameaça de morte pelos próprios presos?

Ainda bem que advogados públicos, representantes da Defensoria Pública, descobriram o erro que, entre outros detalhes significativos, passou despercebida a estatura de Cláudio. O verdadeiro “maníaco da moto” tem quase dois metros de altura enquanto a de Cláudio é bem menor do que isso.

Na história desse homem, não apenas as marcas físicas de quem conviveu no inferno humano de um presídio. Mas as feridas na alma que, dificilmente, serão reparadas