O povo não deve ser culpado pelo desmazelo do governo - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O povo não deve ser culpado pelo desmazelo do governo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de outubro de 2016

A população não pode pagar pela incúria dos outros. É isso o que se entende dessa queda de braço entre agentes da Polícia Civil que atuam nas delegacias e o governo do Estado, via Secretaria de Justiça. Presos vivem amontoados nos xadrezes superlotados das delegacias cearenses e, para protestar contra esse desmazelo, os policiais iniciaram um movimento, negando-se a atender ao público que busca algum tipo de serviço.

Consideramos que as delegacias não foram feitas para permanência atemporal de quem responde a algum delito. Tem um prazo legal. Que os agentes de segurança não devem se constituir em meros babás desses inquilinos temporários, também concordamos. Mas é intolerável a decisão de passar as consequências desse problema para o povo. A população já sofre tantas impropriedades do Estado, seja na área de segurança, educação e saúde, que é preciso reorientar o alvo desse protesto. É o governo, o responsável pelo desmando? Então que se crie frentes capazes de atingir quem não está cumprindo com o dever.

Ao negar o atendimento ao público, que busca uma delegacia para o registro de um boletim de ocorrência, ao invés de ganhar a simpatia do cidadão comum, a Polícia bate de frente com o principal foco de sua operaciionalidade, que é o cidadão comum. Esse espírito de corpo que alguns movimentos paredistas sempre incorporam já está desgastado, diante das ações que grevistas fazem, indo de encontro ao povo e não aos responsáveis maiores. Tem sido assim com as greves no setor bancário, no de transporte, na área de educação e da saúde onde, em busca da melhoria da qualidade dos serviços, quem acaba pagando o pato somos nós, a população. E isso não é politicamente correto.

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O povo não deve ser culpado pelo desmazelo do governo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de outubro de 2016

A população não pode pagar pela incúria dos outros. É isso o que se entende dessa queda de braço entre agentes da Polícia Civil que atuam nas delegacias e o governo do Estado, via Secretaria de Justiça. Presos vivem amontoados nos xadrezes superlotados das delegacias cearenses e, para protestar contra esse desmazelo, os policiais iniciaram um movimento, negando-se a atender ao público que busca algum tipo de serviço.

Consideramos que as delegacias não foram feitas para permanência atemporal de quem responde a algum delito. Tem um prazo legal. Que os agentes de segurança não devem se constituir em meros babás desses inquilinos temporários, também concordamos. Mas é intolerável a decisão de passar as consequências desse problema para o povo. A população já sofre tantas impropriedades do Estado, seja na área de segurança, educação e saúde, que é preciso reorientar o alvo desse protesto. É o governo, o responsável pelo desmando? Então que se crie frentes capazes de atingir quem não está cumprindo com o dever.

Ao negar o atendimento ao público, que busca uma delegacia para o registro de um boletim de ocorrência, ao invés de ganhar a simpatia do cidadão comum, a Polícia bate de frente com o principal foco de sua operaciionalidade, que é o cidadão comum. Esse espírito de corpo que alguns movimentos paredistas sempre incorporam já está desgastado, diante das ações que grevistas fazem, indo de encontro ao povo e não aos responsáveis maiores. Tem sido assim com as greves no setor bancário, no de transporte, na área de educação e da saúde onde, em busca da melhoria da qualidade dos serviços, quem acaba pagando o pato somos nós, a população. E isso não é politicamente correto.