As placas da vingança - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

As placas da vingança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

14 de junho de 2016

A insegurança dessa cidade tem motivado a população a socorrer-se das mais diversas formas. Começou gradeando portas e janelas. Depois passou-se a eletrificar muros. Evoluiu-se para a instalação de câmeras. Comerciantes pagam serviços de segurança particular. Tudo isso, numa tentativa de fazer frente à violência quase indomável dessa cidade. Sem ver maiores avanços nos planos adotados pelo governo para conter o rio de sangue e os ataques ao patrimônio privado, algumas pessoas passaram a adotar um método, que poderíamos qualificá-lo de arrojado mas muito perigoso: o de colocar placas e avisos pelas ruas, anunciando que reagirá de forma violenta às iniciativas criminosas que por acaso ocorram na comunidade. E o que parecia apenas aviso para assustar os ladrões e afastar a presença indesejável de bandidos, vem prevalecendo na prática, o que é inquietante.

Populares têm reagido de forma inadequada aos ataques dos marginais, quando lhes impõe a pena de talião, como se fosse essa a saída para o drama que Fortaleza vive. Além de ser uma forma arriscada e errônea – de passar de agredido para agressor -, as tentativas de fazer justiça com as próprias mãos podem acabar em erros ainda mais graves, como o de cometer injustiça a pessoas inocentes. Com isso, o objetivo das placas de advertência aos bandidos, deixa de ter apenas um efeito simbólico de amedrontamento, para a efetiva vingança pura e simples.

Por mais que se compreenda a impaciência para conter a insegurança, por mais que se lamente as perdas material e humana, o cidadão honrado e trabalhador não deve assumir nunca a figura de um mero justiceiro, quando ele já paga ao Estado tão caro pela segurança, via impostos, e essa tem se revelado muitas vezes impotente para dar conta do serviço que lhe compete.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

14 de junho de 2016

A insegurança dessa cidade tem motivado a população a socorrer-se das mais diversas formas. Começou gradeando portas e janelas. Depois passou-se a eletrificar muros. Evoluiu-se para a instalação de câmeras. Comerciantes pagam serviços de segurança particular. Tudo isso, numa tentativa de fazer frente à violência quase indomável dessa cidade. Sem ver maiores avanços nos planos adotados pelo governo para conter o rio de sangue e os ataques ao patrimônio privado, algumas pessoas passaram a adotar um método, que poderíamos qualificá-lo de arrojado mas muito perigoso: o de colocar placas e avisos pelas ruas, anunciando que reagirá de forma violenta às iniciativas criminosas que por acaso ocorram na comunidade. E o que parecia apenas aviso para assustar os ladrões e afastar a presença indesejável de bandidos, vem prevalecendo na prática, o que é inquietante.

Populares têm reagido de forma inadequada aos ataques dos marginais, quando lhes impõe a pena de talião, como se fosse essa a saída para o drama que Fortaleza vive. Além de ser uma forma arriscada e errônea – de passar de agredido para agressor -, as tentativas de fazer justiça com as próprias mãos podem acabar em erros ainda mais graves, como o de cometer injustiça a pessoas inocentes. Com isso, o objetivo das placas de advertência aos bandidos, deixa de ter apenas um efeito simbólico de amedrontamento, para a efetiva vingança pura e simples.

Por mais que se compreenda a impaciência para conter a insegurança, por mais que se lamente as perdas material e humana, o cidadão honrado e trabalhador não deve assumir nunca a figura de um mero justiceiro, quando ele já paga ao Estado tão caro pela segurança, via impostos, e essa tem se revelado muitas vezes impotente para dar conta do serviço que lhe compete.