A peça de retórica e a crise no HGF - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A peça de retórica e a crise no HGF

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Janeiro de 2015

Há exatos 45 anos, o autor teatral Paulo Pontes, definia o cidadão de nosso país de uma forma bastante realista, ao intitular uma de suas peças “Brasileiro – Profissão Esperança”. Essa definição parece continuar válida nos dias de hoje. Principalmente quando se refere à acreditar nas promessas de nossos governantes. O povo vive acreditando que tudo vai mudar para melhor. E, de repente, se depara com uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade. Veja o caso da Saúde.

Há pouco mais de dois meses, ouvia-se a presidenta Dilma anunciar investimentos e mais investimentos no setor. O próprio governo do Ceará entoava loas nas publicidades oficiais, sobre a abertura de unidades hospitalares que beneficiariam o cidadão, tentando apagar a imagem negativa do atendimento na rede de saúde pública. Pois agora, com o fechamento da emergência do Hospital Geral de Fortaleza, tem-se a impressão de que, na prática, a teoria apregoada pelos anúncios governamentais era mera peça de retórica. Era conversa pra boi dormir, como se diz no popular.

A direção do HGF, desde ontem e durante 48 horas, está barrando o atendimento de pacientes, sob a alegativa de superlotação na unidade, enquanto se tem denúncias de que não é saudável a situação de outros hospitais como Maternidade César Cals e do Hospital Regional de Sobral. Eles estão convivendo com problemas de atraso de recursos federais, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Médicos, José Maria Pontes, preocupado com o estágio a que a Saúde Pública chegou.

Em meio às tentativas de se justificar o óbvio, encontra-se o cidadão comum, que paga impostos e, quando necessita de socorro, enfrenta uma verdadeira via sacra, bem diferente da realidade que os anúncios oficiais propagam. Mesmo assim, é incrível como ele não perde a esperança de que, um dia, quem sabe, as coisas mudem. E para melhor, evidentemente.

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A peça de retórica e a crise no HGF

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Janeiro de 2015

Há exatos 45 anos, o autor teatral Paulo Pontes, definia o cidadão de nosso país de uma forma bastante realista, ao intitular uma de suas peças “Brasileiro – Profissão Esperança”. Essa definição parece continuar válida nos dias de hoje. Principalmente quando se refere à acreditar nas promessas de nossos governantes. O povo vive acreditando que tudo vai mudar para melhor. E, de repente, se depara com uma pedra no meio do caminho, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade. Veja o caso da Saúde.

Há pouco mais de dois meses, ouvia-se a presidenta Dilma anunciar investimentos e mais investimentos no setor. O próprio governo do Ceará entoava loas nas publicidades oficiais, sobre a abertura de unidades hospitalares que beneficiariam o cidadão, tentando apagar a imagem negativa do atendimento na rede de saúde pública. Pois agora, com o fechamento da emergência do Hospital Geral de Fortaleza, tem-se a impressão de que, na prática, a teoria apregoada pelos anúncios governamentais era mera peça de retórica. Era conversa pra boi dormir, como se diz no popular.

A direção do HGF, desde ontem e durante 48 horas, está barrando o atendimento de pacientes, sob a alegativa de superlotação na unidade, enquanto se tem denúncias de que não é saudável a situação de outros hospitais como Maternidade César Cals e do Hospital Regional de Sobral. Eles estão convivendo com problemas de atraso de recursos federais, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Médicos, José Maria Pontes, preocupado com o estágio a que a Saúde Pública chegou.

Em meio às tentativas de se justificar o óbvio, encontra-se o cidadão comum, que paga impostos e, quando necessita de socorro, enfrenta uma verdadeira via sacra, bem diferente da realidade que os anúncios oficiais propagam. Mesmo assim, é incrível como ele não perde a esperança de que, um dia, quem sabe, as coisas mudem. E para melhor, evidentemente.