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A sexta virou verbo e encarnou entre nós - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A sexta virou verbo e encarnou entre nós

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de dezembro de 2019

A obstinação com que se fala hoje em dia da sexta feira é algo impressionante. Revela, no mínimo, um lado exultante das pessoas em relação ao lazer do fim de semana. Evidente que toda véspera de lazer é algo que suscita alegria e expectativa. Mas nunca se falou tanto da sexta como nos dias atuais.

Não sei no Aurélio já consta, mas o substantivo composto virou verbo. À exceção do domingo, nenhum outro dia da semana é tão festejado quanto ela.

Nos comerciais da TV, a garota propaganda Ivete Sangalo chega a ampliar o prazo de validade da sexta. Vara o domingo e vai por toda a semana.

Nas redes sociais, um jocoso anúncio, postado como se por uma vidente de plantão, promete trazer a sua sexta em quatro dias. O anúncio foi postado na segunda. Sendo assim, até eu faço isso, sem precisar de bola de cristal ou prática em quiromancia.

Sim, devemos à sexta o privilégio de fugir à maldição do sacrifício do ‘ganhar o pão com o suor do rosto’, como está lá nas escrituras. Tudo por causa de Adão e Eva, a gente purga até hoje isso. Devemos, também a sexta a chance de se libertar das correntes que nos aprisionam a algum chefe de trabalho indesejável.

Na verdade, quando exaltamos esse dia, mais do que o dia consagrado ao Senhor, estamos de certa forma escamoteando uma verdade que ancestralmente carregamos: a de que somos adeptos notório da santa preguiça.

Sextou, diz a apresentadora no rádio, com uma dosagem de alívio na voz, como se o trabalho fosse uma tarefa hercúlea sobre nossos ombros. Ou o inferno indesejável por cada um de nós.

Por isso, neste domingo, rezo ao Senhor Deus Tempo, que se apresse na passagem da semana e trate de nos mandar logo a santa sexta feira, pois eu também quero me juntar a esse bloco. E, carnavalescamente, sextar.

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A sexta virou verbo e encarnou entre nós

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de dezembro de 2019

A obstinação com que se fala hoje em dia da sexta feira é algo impressionante. Revela, no mínimo, um lado exultante das pessoas em relação ao lazer do fim de semana. Evidente que toda véspera de lazer é algo que suscita alegria e expectativa. Mas nunca se falou tanto da sexta como nos dias atuais.

Não sei no Aurélio já consta, mas o substantivo composto virou verbo. À exceção do domingo, nenhum outro dia da semana é tão festejado quanto ela.

Nos comerciais da TV, a garota propaganda Ivete Sangalo chega a ampliar o prazo de validade da sexta. Vara o domingo e vai por toda a semana.

Nas redes sociais, um jocoso anúncio, postado como se por uma vidente de plantão, promete trazer a sua sexta em quatro dias. O anúncio foi postado na segunda. Sendo assim, até eu faço isso, sem precisar de bola de cristal ou prática em quiromancia.

Sim, devemos à sexta o privilégio de fugir à maldição do sacrifício do ‘ganhar o pão com o suor do rosto’, como está lá nas escrituras. Tudo por causa de Adão e Eva, a gente purga até hoje isso. Devemos, também a sexta a chance de se libertar das correntes que nos aprisionam a algum chefe de trabalho indesejável.

Na verdade, quando exaltamos esse dia, mais do que o dia consagrado ao Senhor, estamos de certa forma escamoteando uma verdade que ancestralmente carregamos: a de que somos adeptos notório da santa preguiça.

Sextou, diz a apresentadora no rádio, com uma dosagem de alívio na voz, como se o trabalho fosse uma tarefa hercúlea sobre nossos ombros. Ou o inferno indesejável por cada um de nós.

Por isso, neste domingo, rezo ao Senhor Deus Tempo, que se apresse na passagem da semana e trate de nos mandar logo a santa sexta feira, pois eu também quero me juntar a esse bloco. E, carnavalescamente, sextar.