A tragédia das estradas - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A tragédia das estradas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2016

Uma das tragédias humanas mais comuns, a dos acidentes nas estradas, tem aumentado muito em nosso Estado. Em menos de 48 horas, várias dessas ocorrências ganharam as manchetes; deixaram famílias enlutadas e estão a exigir reações imediatas. É bem verdade que a maioria dos acidentes em estradas ocorre por imprudência de guiadores, acostumados a empurrar o pé no acelerador, desrespeitando normas de trânsito e sem levar em conta as consequências. Outras vezes, esses casos ocorrem por falhas na sinalização e que precisam ser levadas em conta como preocupante.

Quem deixa Fortaleza em demanda ao interior, por exemplo, vai notar que há uma enorme preocupação das autoridades em criar novas fontes de arrecadação, com a instalação de fotossensores, muito mais para multar os motoristas transgressores do que para coibir o abuso da velocidade. É que, também, ainda somos um povo que se educa mais pelo bolso do que pelo bom exemplo. Evidentemente que esses fotossensores são equipamentos necessários para frear a imprudência de alguns motoristas; mas não se tem conhecimento dos resultados que essas multas provocam em termos de mudança de cultura. Reincidentes em transgredir as normas de trânsito, além da punição pecuniária, são obrigados a um período de reaprendizado?

O número de acidentes causados ou por essa ou outra forma cresceu muito. Se você contabilizar as vítimas recentes vai descobrir que só num intervalo de cinco horas, ontem no Ceará, tivemos sete pessoas mortas e cinco feridas. Isso, entre a tarde e o começo da noite de ontem. Todos os acidentes ocorreram em estradas que cortam os municípios de Caucaia, Sobral,Tamboril e Mucambo. Entre essas vítimas, jovens universitários entre 23 e 24 anos.

É preciso urgentemente que se promovam campanhas de educação de trânsito para que os “donos de ruas” e de “estradas” – como se imaginam alguns guiadores – tomem consciência de que a Vida é um bem precioso. Se eles não pensam assim em relação à deles, existem vidas outras que dão o maior valor a continuar vivendo. E que são, muitas vezes, suprimidas da companhia de seus familiares e amigos por causa da imprudência de terceiros.

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A tragédia das estradas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2016

Uma das tragédias humanas mais comuns, a dos acidentes nas estradas, tem aumentado muito em nosso Estado. Em menos de 48 horas, várias dessas ocorrências ganharam as manchetes; deixaram famílias enlutadas e estão a exigir reações imediatas. É bem verdade que a maioria dos acidentes em estradas ocorre por imprudência de guiadores, acostumados a empurrar o pé no acelerador, desrespeitando normas de trânsito e sem levar em conta as consequências. Outras vezes, esses casos ocorrem por falhas na sinalização e que precisam ser levadas em conta como preocupante.

Quem deixa Fortaleza em demanda ao interior, por exemplo, vai notar que há uma enorme preocupação das autoridades em criar novas fontes de arrecadação, com a instalação de fotossensores, muito mais para multar os motoristas transgressores do que para coibir o abuso da velocidade. É que, também, ainda somos um povo que se educa mais pelo bolso do que pelo bom exemplo. Evidentemente que esses fotossensores são equipamentos necessários para frear a imprudência de alguns motoristas; mas não se tem conhecimento dos resultados que essas multas provocam em termos de mudança de cultura. Reincidentes em transgredir as normas de trânsito, além da punição pecuniária, são obrigados a um período de reaprendizado?

O número de acidentes causados ou por essa ou outra forma cresceu muito. Se você contabilizar as vítimas recentes vai descobrir que só num intervalo de cinco horas, ontem no Ceará, tivemos sete pessoas mortas e cinco feridas. Isso, entre a tarde e o começo da noite de ontem. Todos os acidentes ocorreram em estradas que cortam os municípios de Caucaia, Sobral,Tamboril e Mucambo. Entre essas vítimas, jovens universitários entre 23 e 24 anos.

É preciso urgentemente que se promovam campanhas de educação de trânsito para que os “donos de ruas” e de “estradas” – como se imaginam alguns guiadores – tomem consciência de que a Vida é um bem precioso. Se eles não pensam assim em relação à deles, existem vidas outras que dão o maior valor a continuar vivendo. E que são, muitas vezes, suprimidas da companhia de seus familiares e amigos por causa da imprudência de terceiros.