ESPIRITUALIDADE Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

ESPIRITUALIDADE

As outras bem-aventuranças

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

05 de setembro de 2018

Nonato Albuquerque

Bem aventurados, os homens de poucas letras e de muito saber em quem a Natureza expõe toda a sua maestria.

Bem aventurados, os sem esperança mas que acham motivos para derramar nos outros as chances de um tempo melhor.

Bem aventurados, os que navegam pela Terra sem bússola, sem rumo e conseguem auxiliar numa rua, a travessia dos sem memória.

Bem aventurados, os profetas que anunciam chuva e inverno e mesmo que lhe deem as costas, sua ciência é verdade exata.

Bem aventurados, os que se acham solitários por sobre o planeta, mas abrigam em si o conhecimento de que somos uma só família.

Bem aventurados os homens e mulheres de idéias luminosas cujo facho de luz se projeta em favor não de si mas dos outros.

Bem aventurados, os que amam e embora não haja reciprocidade, magnificam a Vida com sua luminosa presença de paz…

Bem aventurados, os que auxiliam os deserdados do bem ainda que nem considerem ser possuidores dessa sagrada virtude.

Bem aventurados, sejam todos e todas!

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A profunda crise da sociedade humana

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ESPIRITUALIDADE

27 de Janeiro de 2015

Tenho a impressão de que a humanidade regrediu em termos morais, apesar dos avanços conquistados no plano material. É que a insensibilidade parece tomar conta de nossos gestos diante da própria fragilidade humana. Como entender, então, que possamos assistir ao abandono de uma mãe e sua filha, vítimas da violência doméstica, jogadas à sorte em um terminal de ônibus, sem que se tenha o olhar apiedado dos transeuntes; tampouco, o necessário auxílio do serviço social a quem deve o caso.

Tenho a impressão de que perdemos a noção do respeito humano e do socorro humanitário a esses párias sociais. Como explicar a frieza de adolescentes narrando que sacrificaram a vida de um outro menino de 14 anos, sob a mais banal alegativa?

Tenho a impressão de que todos os ensinamentos desprendidos pelos grandes mestres como Buda, Confúcio, Jesus – perderam-se, ao longo do tempo, e que suas mensagens de amor e desprendimento não conseguem chegar ao nosso coração. No mínimo, entram por um ouvido e sai por outro, por mais que dissimulemos o contrário.

Tenho a impressão de que estamos virando máquinas, compondo com a parafernália de eletrônicos com os quais nos relacionamos, mais uma peça insensível desse mundo automatizado. Como entender que jovens se destinem ao lixo, quando abrigam entre seus prazeres a convivência com as drogas e o álcool, se cada um de nós veio a esse mundo para corporificar um projeto de crescimento e evolução em favor da Vida.

Tenho a impressão de que perdemos o senso comum do Bem, e passamos a disputar a frivolidade de nos mostrarmos nos ‘selfies’, como modernos narcisos, destacando apenas a aparência, esquecidos de que o melhor de todos, repousa no íntimo de cada um – que é o bem que possamos fazer aos outros.

É, eu tenho a impressão de que estamos deslocados no tempo, convivendo numa era onde alguns reinventaram a barbárie e disputamos um lugar em meio aos destroços de uma sociedade que já contou com a presença de iluminados, como essa figura magnânima de Jesus, que nos ensinou a necessidade de amar o próximo e a crer nas benesses da Vida, pela melhoria de cada um de nós e em favor do progresso do próprio Planeta.

Tenho a impressão de que estamos em profunda crise. Quem dera, fosse mera impressão.

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Um ano não muda as pessoas; elas que devem mudar os anos todos os dias

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ESPIRITUALIDADE

31 de dezembro de 2014

2015Adeus ano velho, feliz ano novo. A frase é surrada e bem mais antiga do que o 2014, que está indo embora deixando marcas pelo caminho. Algumas agradáveis; outras, nem tanto. Mas faz parte do show que a vida oferece.

Se, neste espaço, foi preciso ser forte para contar fatos ainda mais fortes, é que este é um planeta em transição. Uma escola de refazimento das almas e, nela, ainda não aprendemos a vivenciar o legítimo sabor de nossos melhores sentimentos.

Nós somos frutos dessa era. Estamos a amadurecer o nosso coração nessa estação de passagem. Nosso grande lavrador, que é Deus, quisera fosse sempre doce o nosso coração. Para melhoria pessoal nossa e do mundo. Somos almas de passagem por esse planeta pra nos reeducar e redimir dos nossos erros, das nossas falhas. Que no ano novo, cada um melhore a sua imagem. Ensinando amar e distribuindo amor. O que nos falta é coragem para construir o novo, não apenas nas promessas do rito de passagem do ano – como fazemos sempre nessa época -, mas cada um tomando para si, a determinação de mudar realmente. Mudar para melhor. De vencer as fraquezas da alma, livrando-se das mazelas do ódio, do desamor, da impaciência, da falta de caridade.

Quando assumirmos essa decisão de mudarmos, não vamos depender da mudança da folhinha do calendário. Na verdade, um ano não mudará pessoas, pois elas devem mudar os anos todos os dias e a si mesmas.

Que o ano que vai nascer, possa criar, sim, novos motivos para viver. Viver bem, já que esse é o bem maior que se tem. Paz e bem no ano que vem…

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Cantiga de ninar para embalar um deus-menino

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ESPIRITUALIDADE

21 de dezembro de 2014

Neste Natal, eu não quero nenhum presente que aparente riqueza e apenas preencha meus olhos de encanto.
Não quero presentes de fino trato, de alto valor, mas que não adoçam meu coração de alguma forma.
Neste Natal, não quero exibir roupas novas ou calçados da moda, que possam transparecer sinais de ofensa aos que nada têm para vestir ou calçar.
Neste Natal, não renderei tributo a nenhum Papai Noel de plantão. Tampouco dispensarei grana para alguma ave sacrificada aos que vão se empanturrar na ceia natalina. Longe estarei dos líquidos que possam embriagar a minha alegria natural desta noite.
Dispenso chavões natalícios, quando não vindos do mais íntimo do coração.
Neste Natal, eu quero as graças da alegria de crianças rodopiando as luminárias das árvores com seus novos presentes.
Os tons magníficos das vozes humanas saboreando canções pelas ruas, somente.
Calor humano para esquentar o frio que se abateu sobre velhos e estropiados.
Por isso, mesmo, quero estender minha mão de ajuda a todos aqueles que se sentirem sós.
Minha palavra de conforto aos que se emudeceram por falta de alguém que os ouvissem.
Meus ouvidos atentos às conversas de quem se acha em depressiva reclusão.
Neste Natal, quero ser como devemos ser todos a cada dia do ano e não, apenas, porque agora é Natal.
Devo abrigar-me junto aos desabrigados da sorte;
andar com os que perderam a motricidade e cujos corpos, endurecidos, vestem cadeiras de rodas.
Neste Natal, deixe que eu vá aos que perderam a noção do tempo e nem sabem atinar que, no calendário da vida, é Natal novamente.
Precisamos cantar baixinho uma cantiga de ninar que embale o deus-menino, fonte de inspiração em nossas vidas.
Não façam barulho, não corram, não gritem. Pisem, se possível, na ponta dos pés
que o pequeno redentor precisa aquietar-se na manjedoura dos nossos corações,
para acordar inundando de luz o rio de nossas existências no ano que vai nascer.
Neste Natal, não apenas deixe Cristo nascer, mas crescer e se fortalecer… dentro de cada um de nós!

Ví uma estrela lá no céu
brilhando intensamente
e uma suave canção 
feliz a anunciar 
que um deus-menino vai chegar.
Com os olhos deslumbrantes 
lhe damos boas vindas 
é um deus-menino que vem 
e que vai transformar 
em paz e amor, em amor e paz 
nosso destino. 

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O GRÃO QUE ESCONDE A ÁRVORE

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

16 de setembro de 2014

MOSTARDAInútil dizer que você não vale nada e que, seu voto, não vai alterar o andamento das coisas. No reino de todos, todos somos importantes.

Como avaliar o trabalho de um bom cirurgião se não levarmos em conta o ofício da faxineira que higieniza o ambiente de trabalho, evitando com isso o drama da infecção hospitalar?

Que dizer do taifeiro que responde pela alimentação para que a tropa subsista?

Em relação ao tempo, não se pode minimizar o valor dos minutos, pois eles é que pontualizam as horas e marcam em definitivo a sua marcha.

Em tudo e por tudo, você é alguém que pode condicionar a sua força, à fé que move montanhas. E não é preciso ser uma gigantesca sequoia para atrair a atenção na paisagem; basta, apenas e tão somente, ter a vitalidade de um grão de mostarda. Nele, uma grandiosa árvore, também, se oculta.

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Para quem ainda tem coragem de ler textos com mais de 140 caracteres

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

25 de outubro de 2013

foto 1

Cada vez mais em muitos lugares do mundo, pessoas de todas as classes buscam descobrir o lado zen da Vida. O verdadeiro sabor dos prazeres da alma.

Desfrutar de coisas simples, mas de prodigiosas virtudes para a expansão do eu interior. Amar a si mesmo, mas sem perder a distância do outro a quem devemos corresponder a lei de ajuda. Viver em benefício de todo próximo. Ser cortês com tudo e com todos. Ter ideais mais próximos da realidade.

Defender o meio ambiente como parte de seu todo. Ouvir mais o vento. Sentir mais a Natureza. Meditar. E saindo de sí, conviver amiúde com pessoas menos amargas e dissociadas de tédio e depressão. Indignar-se com todo erro. Ser exemplo, sem denotar a menor pretensão de sê-lo.

Aqueles que no soberano palco da vida se armam de ferramentas zen, pouco a pouco dissociam-se de seus estresses e descarregam as emoções tendenciosas ao orgulho e ao egoísmo. Expandem mais o seu eu espiritual como forma de iluminação.

A força do Amor tem a competência de acalmar nervos, retemperar os corações de algo suficientemente bom para o equilíbrio da Vida. Prazer, doçura, paciência, compaixão – lenitivos dos quais nem percebemos que dispomos em nosso armazém interior.

Agem bem os que disputam menos o Ter em função do Ser, como forma de responder as inquietações do mundo moderno. Se há vazio e angústia no coração de muitos, é que grande parte dessas pessoas ainda não se apercebeu que o ideal da Vida se nutre de valores que nenhuma gôndola de supermercado tem para oferecer.

Viver zen é, portanto, armar-se de coragem para enfrentar os dias difíceis com a serenidade com que os marujos enfrentam as tormentas e relevar tudo aquilo que, de um modo ou de outro, excede os limites da nossa temperança em função da virtude primordial da vida que é viver em benefício do próprio planeta que habitamos.

 

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21.12.12: O fim do mundo que desejamos

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO, ESPIRITUALIDADE

05 de dezembro de 2012


Há 19 anos, uma pessoa me garantiu que iríamos (a sociedade) atravessar uma época onde a violência chegaria a níveis de inquietação. Era uma espécie de premonição que me levaria a trocar editorias de Cultura e Arte no impresso pela ancoragem do ‘Barra Pesada’.

De lá para cá, as coisas foram acontecendo e quando se vê a mídia espelhar a realidade cruenta como essa de hoje da Folha de SP, é que, realmente, já se estabelece aqueles indicativos previamente anunciados.

O corpo social está todo ele contaminado pelas moléstias morais que estimulam a outros menos evoluídos a se chafurdarem nesse lamaçal inditoso.

Adeptos da tese das vidas múltiplas têm consciência de que gerações mais recentes abrigadas no planeta vieram dissociadas de caráter e responsabilidades, a fim de cumprirem etapas de evolução. São personalidades cujas matrizes genéticas ainda se inferem aos tempos da barbárie.

Predispostos ao mal, eles encontrarão aqui um campo fértil para suas ações, devido ao baixo nível de desenvolvimento moral da sociedade humana. Como entender que 63 policiais pudessem compactuar com os criminosos, como revela a manchete da FSP de hoje. Que a liberdade nos presídios permitisse que os internos interferissem na vida dos que estão lá fora. Tudo por conta do descontrole do próprio sistema de segurança. Arbitrados á liberdade de ação, essa geração, porém, terá que arcar com as consequências de seus atos.

Uma esperança é de que tudo isso tem um tempo determinado, tem um limite. E este depende, unica e exclusivamente, da postura ética de como cada indivíduo se comporte na vida. A sociedade, adoecida, já dispõe de toda a medicação necessária para recompor-se. Só é preciso que, cada um, reorganize-se dentro dos padrões de equidade moral a fim de que tenhamos a partir de 21.12.12, não o fim do mundo material anunciado pelo povo maia, mas o término de um desastrado tempo em que, indevidamente, estacionamos.

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OS ‘MORTOS’ CONTAM EM FILME UM EPISÓDIO DA NOSSA HISTÓRIA

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

26 de novembro de 2012

Para se conhecer a verdade sobre fatos do nosso passado histórico, o comum é buscar-se auxílio nos livros de História, quando não não for mais possível ouvir sobreviventes e testemunhas de época. Pois, agora, o Cinema Brasileiro recorre a um dado novo para tratar de um episódio ocorrido há exatos cem anos, o conflito Contestado: foi ouvir o relato dos próprios participantes do episódio, muito embora, se saiba que todos eles já não pertencem ao mundo dos chamados vivos.

O recurso encontrado pelo cineasta Silvio Back, no seu documentário “O Contestado – Restos Mortais”, foi recorrer a médiuns. Incorporados, eles diziam receber integrantes do confronto ocorrido entre os anos de 1912 e 1916, entre caboclos e líderes do governo em disputa por terra. O episódio é considerado bem mais sangrento do que o episódio de Canudos, na Bahia.

O elemento incomum adotado pelo diretor, no entanto, já deu o que falar. A crítica, como era de se esperar, voltou suas baterias para essa decisão do diretor de “entrevistar 30 médiuns em transe que estariam reencarnando (termo incorreto quando devia ser incorporadoparticipantes do Contestado”.

Não se tem como afirmar se os médiuns estão realmente ‘recebendo’ os protagonistas do movimento. À época, ele incorporava traços de messianismo. Há que se considerar, no mínimo, corajosa a atitude de Silvio Back em disponibilizar um recurso que não é novo, o uso do fenômeno da mediunidade , e que até já serviu de peça de processo na Justiça brasileira para evitar a condenação de um inocente. Claro que, nesse caso, o médium em questão era Chico Xavier, sobre quem não pairava nenhuma dúvida sobre a qualidade de seus dons mediúnicos.

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TODO MUNDO GOSTARIA DE SER…

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

05 de novembro de 2012

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Não é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

(Nonato Albuquerque)

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TODO MUNDO GOSTARIA DE SER…

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

05 de novembro de 2012

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Não é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

(Nonato Albuquerque)