Em favor dos egressos da Justiça - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Em favor dos egressos da Justiça

Por Nonato Albuquerque em JUSTIÇA

17 de setembro de 2015

Eu costumo dizer que a areia fina se espalha ao vento com mais facilidade do que a terra trabalhada. Isso, para significar que toda boa ideia só consegue resultados se houver terreno fértil  para ela vingar. Ontem tive exemplo disso, ao conhecer o projeto do Núcleo de Assistência à Família de Pessoas Privadas de Liberdade. O seu coordenador, Bento Laurindo, é uma dessas pessoas condicionadas para a missão de trabalhar com os segredados da Justiça. E ele o faz com uma convicção de quem gosta do que faz. De quem é talhado para a tarefa. Está nisso há um bom tempo. Conheço-o desde quando era diretor do IPPS e já conduzia seu trabalho com a visão humanista de buscar valorizar a pessoa por mais que tenha cometido atos equivocados.

Bento Laurindo inaugurou, ontem, uma versão da irmandade A.A., dentro da unidade operacional aos egressos. É direcionada ao esclarecimento do uso do álcool pelos indivíduos, droga responsável por 90 por cento de todas as mazelas sociais. É o álcool que leva aos crimes, aos acidentes de trânsito, à violência contra a mulher e a uma série de infortúnios.

Sob a orientação do secretário de Justiça, Hélio Leitão, Laurindo imprime aquilo que tanto almejamos em nossos comentários: o de dotar o sistema prisional, de um serviço que dê resultados objetivos. Que faça valer ao interno a possibilidade de pagar suas dívidas com a Justiça, mas que, ao final da pena, consiga devolvê-lo, senão na sua integralidade, mas pelo menos em condições de reabilitação.

Pois ali na avenida Heráclito Graça, 600, o núcleo que presta assistência à família dos presos se constitui nesse órgão social e socializante, buscando cumprir com a tarefa de readaptação desses egressos através da melhoria de sua auto-estima. É um trabalho difícil, árduo, incompreendido pela maioria das pessoas – por estar voltado a trabalhar os que erraram e ficaram estigmatizados por isso -, mas, que é preciso fazê-lo. E quando há campo fértil para isso, toda boa ideia vingará. Fosse algo sem base, sem estrutura, certamente o tempo se encarregaria de esquecer. Por isso, a terra trabalhada por Laurindo e sua equipe, tem condição de produzir bons frutos.

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Em favor dos egressos da Justiça

Por Nonato Albuquerque em JUSTIÇA

17 de setembro de 2015

Eu costumo dizer que a areia fina se espalha ao vento com mais facilidade do que a terra trabalhada. Isso, para significar que toda boa ideia só consegue resultados se houver terreno fértil  para ela vingar. Ontem tive exemplo disso, ao conhecer o projeto do Núcleo de Assistência à Família de Pessoas Privadas de Liberdade. O seu coordenador, Bento Laurindo, é uma dessas pessoas condicionadas para a missão de trabalhar com os segredados da Justiça. E ele o faz com uma convicção de quem gosta do que faz. De quem é talhado para a tarefa. Está nisso há um bom tempo. Conheço-o desde quando era diretor do IPPS e já conduzia seu trabalho com a visão humanista de buscar valorizar a pessoa por mais que tenha cometido atos equivocados.

Bento Laurindo inaugurou, ontem, uma versão da irmandade A.A., dentro da unidade operacional aos egressos. É direcionada ao esclarecimento do uso do álcool pelos indivíduos, droga responsável por 90 por cento de todas as mazelas sociais. É o álcool que leva aos crimes, aos acidentes de trânsito, à violência contra a mulher e a uma série de infortúnios.

Sob a orientação do secretário de Justiça, Hélio Leitão, Laurindo imprime aquilo que tanto almejamos em nossos comentários: o de dotar o sistema prisional, de um serviço que dê resultados objetivos. Que faça valer ao interno a possibilidade de pagar suas dívidas com a Justiça, mas que, ao final da pena, consiga devolvê-lo, senão na sua integralidade, mas pelo menos em condições de reabilitação.

Pois ali na avenida Heráclito Graça, 600, o núcleo que presta assistência à família dos presos se constitui nesse órgão social e socializante, buscando cumprir com a tarefa de readaptação desses egressos através da melhoria de sua auto-estima. É um trabalho difícil, árduo, incompreendido pela maioria das pessoas – por estar voltado a trabalhar os que erraram e ficaram estigmatizados por isso -, mas, que é preciso fazê-lo. E quando há campo fértil para isso, toda boa ideia vingará. Fosse algo sem base, sem estrutura, certamente o tempo se encarregaria de esquecer. Por isso, a terra trabalhada por Laurindo e sua equipe, tem condição de produzir bons frutos.