POESIA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

POESIA

UMA FORTALEZA SAUDADE

Por Nonato Albuquerque em POESIA

20 de novembro de 2019

(in memoriam à Jáder de Carvalho)

o olhar de menino do interior, 

que a cidade alcovitou um dia 

adormeceu uma paisagem 

de terra, água, amor e muito mar.

no porto onde naus descansam 

meu olhar desejou ser um navio 

e singrar os sete mares do mundo 

sem choro, medo e sem adeuses. 

Não ia dizer nada a minha mãe 

que desligado o meu umbigo 

mantém aprisionado meu coração 

com receio desse meu outro destino 

Nas areias do Mucuripe, flagro 

ainda o menino já descalço 

à sombra de um carvalho nome 

poetando versos, vozes e (en)cantos. 

Um dia, eu navio de mim mesmo 

velejei no mar da Vida a outro porto 

onde vim jornalistar esse outro lado 

que é o lado de lá, do lado mar. 

o céu que os padres me vendiam 

é lugar de trabalho, sem descanso

sem necessidades de indulgência 

nem petitório aos protetores santos.


Náufrago dessa enseada de luz 

vejo surpreso, navios já cansados 

atracarem neste porto, sem aviso

aos lenços em aceno de saudades. 

Que a terra bárbara onde eu vivi 

um tempo bom, bom tempo tenha;

e que o farol do mediúnico estafeta

brilhe com essa fortaleza saudade. 

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Ora direis ouvir azul caneta!

Por Nonato Albuquerque em POESIA

30 de outubro de 2019

Eu, Nonato Albuquerque, resolvi parafrasear Bilac e baixei o santo para o ‘canto’ da música CANETA AZUL

Ora (direis) ouvir azul caneta! Certo,

a MPB perdeu o senso e lamentamos tanto

a perda de tal caneta que, decerto,

faz-me rir em meio a pálido espanto

E lamentar a cada noite, enquanto

via internet ou quando o rádio aberto

ventila, o solo desse homem em canto

atrás de uma caneta nesse deserto.

Ora direis agora: “é um tresloucado amigo!

E os que cantam com ele. Que sentido

tem o que diz a letra desse castigo?

Eu vos direi: “caneta azul quereis contê-la

Mas todos estão cantando esse iludido

que na MPB se passa por estrela”.

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O semeador de estrelas

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

16 de outubro de 2019

o semeador de estrelas

Nonato Albuquerque

quem semeou estrelas na Terra,

certamente adormeceu sonhos

e acordou

esperanças de realizações.

 

no rastro de quem amou alguém

há sinais de luz sempre presente

apontando

certamente para o futuro

 

o túmulo da vida é perder a fé

e sintonizar-se com as relíquias

do que viveu,

sabendo-se eterno e imortal.

 

é preciso semear estrelas,

renovar a paisagem dos céus

e aprender

com o milagre da multiplicação.

 

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Nada é mais fora de moda que um soneto

Por Nonato Albuquerque em POESIA

10 de agosto de 2019

Nada é mais fora de moda que um soneto.
Eu, de teimoso, insisto sempre em tê-lo.
É que de tudo o que na vida eu prometo
acabo por descumprir a esse meu apelo.

Um soneto é algo antiquado, como amuleto
do ontem que o hoje quer prescrevê-lo,
Mas convive em mim como se fosse um dueto
que imagino apenas só eu consiga lê-lo.

Nessa disputa entre eu e não sei quantos
vou ganhando tempo e sonetos carregando
até que um dia a modernidade me reclame.

Eu sou de eras outras onde poemas e cantos
eram arte de uma arte que irá durar até quando
houver alguém que a faça e alguém que a ame.

®nonato albuquerque

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ALTAR INTERIOR

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

27 de julho de 2019

ALTAR INTERIOR

Nonato Albuquerque

O coração sagrado do maior herói
Repousa num baú, entre trastes velhos;
À espera, provavelmente, de mudanças.

Era tão belo o quadro que se via
Na sala de visitas de cada casa,
Por onde circulava, domada, a família.

Ao lado desse coração, o de Maria
Era o par perfeito que se desejava
Como modelo a ser seguido por todas
aquelas em sua maternal religiosidade.

O mundo mudou muito ultimamente.
Retirados da parede, todos os quadros
Dos santos de nossa maior devoção…
Eles morreram em nosso altar interior.

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DIA DE SÃO NUNCA

Por Nonato Albuquerque em POESIA

22 de julho de 2019

DIA DE SÃO NUNCA

Se um dia, eu tiver que perder
que eu ganhe experiência suficiente 
para não desequilibrar-me.

Se tiver, por acaso, de chorar,
que seja de alegria para festejar,
acima de tudo, a vida plena.
Se um dia, qualquer que seja ele,
eu tiver que morrer, que seja de rir,
para que todos, à minha volta,
possam, também, imitar meu gesto. 

A muitos poucos, eu me revelo.
A uma só pessoa eu me exponho.
Se um dia, eu tiver que deixar de ser,
Que seja no de são nunca, esse dia.
(Nonato Albuquerque)

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Sou paraíba, sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA, POLÍTICA

21 de julho de 2019

Ô capitão do mato,
sou paraíba, sim
e a esse seu desacato,
respondo mesmo é assim:
paraíba, sou de fato, 
e sei o que valho enfim
mas não engulo destrato
vomito tudo no fim.

O senhor só abre a boca
pra dizer o que num presta
como se achasse pouca
coisa quer nos fazer de besta
paraíba, gente “caboca”
é raça boa da mulesta.

eu sou sim, um nordestino
filho de um povo sensato
que enfrenta o seu destino
com garra, com fé e trato
de ser bom desde menino
e vencer o diabo a quatro

Nós não perdemos de vista
o que somos, e deixo claro
sabemos quem é racista
homofóbico e ignaro
na verdade é algum fascista
cujo nome é…

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Apostas atraem esperança

Por Nonato Albuquerque em POESIA

19 de julho de 2019

É fato comum, entre os que fazem jogos de azar,
apostarem na sorte que a outros ela bafeja;
e com essa ditosa glória de milionário, sonhar

em ganhar o prêmio, qualquer valor que seja.

Na verdade, as loterias dão aos homens um ar 
de grandeza; de serem tudo o que se almeja
Afinal, até a hora do sorteio, vive-se a planejar
o sonho de ser no mundo, aquilo que se deseja

Quem joga, aposta mesmo é na força venturosa
que é motivadora em nós dos grandes ideais
e que na Terra a todo ser humano alcança
 
Até o dia do sorteio, vive-se vida cor de rosa,
fazendo planos que o jogo alimenta mais,
com o bem que todos chamamos de esperança

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P de poesia: Báratro de dor

Por Nonato Albuquerque em POESIA

18 de junho de 2019

Báratro de dor 

Nonato Albuquerque

Eu ouço anjos
nas vozes dos meninos, aquietando silêncio.
Nas preces dos que nada pedem a Providência.
Na alegria de quem não guarda mágoa alguma
de quem lhe tirou o pão que lhe sacia a fome.Eu vejo santos
na sagrada inocência de adultos que, virtuosos,
não se arvoram em reclamar alguma prioridade
e na fila dos comensais aguardam tranquilos
a boia anunciada pelo profeta para os fins dos tempos.

Quem tem poder
de separar o joio desse trigo que abunda nas ruas
e que, nos lares esvaziados, consomem-se todos
no aguardo da promessa crística de alçar ao paraíso?

A vida é longa
para a brevidade da existência que nos dá a matéria
a fim de afugentar os miasmas de outras jornadas
feitas a fogo e ferro, no báratro de dor que é a Terra.

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Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS

Por Nonato Albuquerque em POESIA

16 de Março de 2018

Ó iluminado Senhor, de todos os astros,
a quem ouso falar com tal intimidade,
não esqueçais de prover nossa humanidade
com o sinal de vossos luminosos rastros

acesa está em nós, essa santa verdade;
vossa flama içada em nossos tantos mastros
merece ser lembrada em cada um dos claustros
onde em orações tecemos a espiritualidade.

Mas se, porventura, de vós nos ausentarmos
não morra nunca em nós, essa bendita crença,
Preciso é pois se ater a tão sagrada obra

Para no amor com todos reencontrarmos,
a ciência da paz, paciência, na presença
de Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS
de Nonato Albuquerque
dedicado a Santa Teresa D´Avila

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Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS

Por Nonato Albuquerque em POESIA

16 de Março de 2018

Ó iluminado Senhor, de todos os astros,
a quem ouso falar com tal intimidade,
não esqueçais de prover nossa humanidade
com o sinal de vossos luminosos rastros

acesa está em nós, essa santa verdade;
vossa flama içada em nossos tantos mastros
merece ser lembrada em cada um dos claustros
onde em orações tecemos a espiritualidade.

Mas se, porventura, de vós nos ausentarmos
não morra nunca em nós, essa bendita crença,
Preciso é pois se ater a tão sagrada obra

Para no amor com todos reencontrarmos,
a ciência da paz, paciência, na presença
de Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS
de Nonato Albuquerque
dedicado a Santa Teresa D´Avila