A praça é do povo; mas precisa de ordenamento - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A praça é do povo; mas precisa de ordenamento

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

31 de julho de 2015

O drama dos moradores em situação de rua, ao que parece, está fugindo completamente ao controle das autoridades. O número deles cresce. Só na Praça do Ferreira, considerado o coração nervoso da cidade, se transformou em abrigo de uma centena de pessoas que, ali, armam redes, dormem ao relento, fazem suas necessidades fisiológicas, além de complicarem a vida do transeunte. É que alguns desses ocupantes das praças do centro estão cobrando ‘pedágio’ de quem passa pelos logradouros. Quem precisa circular pela José de Alencar está sendo pressionado a pagar de 1 a 2 reais, caso contrário sofre algum tipo de agressão segundo denúncias.

Em meio aos desassistidos da sorte – os que não têm teto, os que foram largados ou largaram a família -, circulam alguns viciados que utilizam crack a céu aberto, em meio a crianças carregadas por suas famílias. Dor social ainda maior, a presença de garotas vendendo o corpo no mesmo espaço sem o menor receio de serem importunadas. Nunca se viu tão degradação de um espaço da cidade como o que ocorre, atualmente, em Fortaleza. As autoridades têm conhecimento. Fazem vista curta e até justificam ser da filosofia de trabalho não usar de violência, mas de uma abordagem conscientizadora.

Em qualquer lugar do mundo, a desobediência a regras de convivência por quem quer que seja, é considerado algo em desacordo com o perfil de uma cidade que deseja o melhor para os seus. A Secretaria de Segurança Cidadã diz atuar com equipes de ciclopatrulhamento. A PM tem patrulhamento motorizado. A Guarda Municipal circula por ali. Mas é preciso uma atitude cidadã – não se usar de violência, para afastá-los. Eles são vítimas e estão ali a cobrar atitudes de quem gerencia os problemas de uma cidade. Cidade que se preocupa (necessariamente) com o embelezamento de suas ruas – e isso é importante -, mas parece dar as costas ao drama social de quem está nas ruas e que está a merecer mais do que a sopa doada noturnamente por grupos religiosos. Necessita de um tratamento mais humano. 

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Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

31 de julho de 2015

O drama dos moradores em situação de rua, ao que parece, está fugindo completamente ao controle das autoridades. O número deles cresce. Só na Praça do Ferreira, considerado o coração nervoso da cidade, se transformou em abrigo de uma centena de pessoas que, ali, armam redes, dormem ao relento, fazem suas necessidades fisiológicas, além de complicarem a vida do transeunte. É que alguns desses ocupantes das praças do centro estão cobrando ‘pedágio’ de quem passa pelos logradouros. Quem precisa circular pela José de Alencar está sendo pressionado a pagar de 1 a 2 reais, caso contrário sofre algum tipo de agressão segundo denúncias.

Em meio aos desassistidos da sorte – os que não têm teto, os que foram largados ou largaram a família -, circulam alguns viciados que utilizam crack a céu aberto, em meio a crianças carregadas por suas famílias. Dor social ainda maior, a presença de garotas vendendo o corpo no mesmo espaço sem o menor receio de serem importunadas. Nunca se viu tão degradação de um espaço da cidade como o que ocorre, atualmente, em Fortaleza. As autoridades têm conhecimento. Fazem vista curta e até justificam ser da filosofia de trabalho não usar de violência, mas de uma abordagem conscientizadora.

Em qualquer lugar do mundo, a desobediência a regras de convivência por quem quer que seja, é considerado algo em desacordo com o perfil de uma cidade que deseja o melhor para os seus. A Secretaria de Segurança Cidadã diz atuar com equipes de ciclopatrulhamento. A PM tem patrulhamento motorizado. A Guarda Municipal circula por ali. Mas é preciso uma atitude cidadã – não se usar de violência, para afastá-los. Eles são vítimas e estão ali a cobrar atitudes de quem gerencia os problemas de uma cidade. Cidade que se preocupa (necessariamente) com o embelezamento de suas ruas – e isso é importante -, mas parece dar as costas ao drama social de quem está nas ruas e que está a merecer mais do que a sopa doada noturnamente por grupos religiosos. Necessita de um tratamento mais humano.