Fortaleza é a segunda capital em número de jovens executados - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Fortaleza é a segunda capital em número de jovens executados

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

15 de julho de 2015

No dia em que nós brasileiros não demonstrarmos mais o sentimento de perda dos nossos jovens, esse será o momento de lamentar também a sorte do País. Não há como não se preocupar pela sorte de parcela dessa juventude que, dia após dia, se mata e morre por conta da violência. Os números dessa tragédia diária parecem não sensibilizar a maioria daqueles que se dizem responsáveis pelo destino dessa nação. Ainda bem que órgãos como o UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, se tocam com o drama dos jovens e escancarou ontem esse ranking absurdo, ao revelar que a cada ano, 2 mil e 100 jovens entre 10 e 19 anos são assassinados em oito capitais brasileiras. Belém está no topo. E em segundo lugar surge Fortaleza, já à frente de Maceió, que até há pouco ganhava de nós nessa miserável lista.

Os nossos jovens estão morrendo mais do que os de estados maiores como SP e Rio de Janeiro. A taxa de homicídios de jovens nos bairros mais pobres das metrópoles brasileiras chega a 136 mortes por 100 mil habitantes. Nas áreas mais ricas, a taxa tende a zero. Isso é sintomático. Tem muito a ver com o problema sócio-econômico, sem com isso querer afirmar ser a pobreza responsável pela violência. Isso tem que mudar, enfatizou a coordenadora do UNICEF, uma das vozes a reivindicar atenção das autoridades para essa problemática. Aos que consideram ‘fim de mundo’, ‘destino de quem se meteu com drogas e gente ruim’, é preciso dizer que essa realidade é uma distorção social que precisa ser corregida. A solução está em reduzir as desigualdades sociais. Se levarmos em conta esse dado, iremos reduzir os assassinatos dos jovens e adolescentes brasileiros. Porém não é com falácias de projetos onde se dá um palito de fósforo à família pobre, enquanto enriquece os cofres daqueles que usam o poder para usurpar e dilapidar as riquezas do País, através do mecanismo criminoso da corrupção.

Que pena do País que, diariamente, assiste jovens sendo executados e não se permite, pelo menos, a mover um dedo para evitar essa tragédia. Que dívida enorme esse País acrescenta à sua carga de pecados morais, quando poderia estar estimulando o potencial desses que, hoje, são arrastados pelos fomentadores da morte, os traficantes e passam a ser deles os seus dependentes. Miséria total!

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Fortaleza é a segunda capital em número de jovens executados

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

15 de julho de 2015

No dia em que nós brasileiros não demonstrarmos mais o sentimento de perda dos nossos jovens, esse será o momento de lamentar também a sorte do País. Não há como não se preocupar pela sorte de parcela dessa juventude que, dia após dia, se mata e morre por conta da violência. Os números dessa tragédia diária parecem não sensibilizar a maioria daqueles que se dizem responsáveis pelo destino dessa nação. Ainda bem que órgãos como o UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, se tocam com o drama dos jovens e escancarou ontem esse ranking absurdo, ao revelar que a cada ano, 2 mil e 100 jovens entre 10 e 19 anos são assassinados em oito capitais brasileiras. Belém está no topo. E em segundo lugar surge Fortaleza, já à frente de Maceió, que até há pouco ganhava de nós nessa miserável lista.

Os nossos jovens estão morrendo mais do que os de estados maiores como SP e Rio de Janeiro. A taxa de homicídios de jovens nos bairros mais pobres das metrópoles brasileiras chega a 136 mortes por 100 mil habitantes. Nas áreas mais ricas, a taxa tende a zero. Isso é sintomático. Tem muito a ver com o problema sócio-econômico, sem com isso querer afirmar ser a pobreza responsável pela violência. Isso tem que mudar, enfatizou a coordenadora do UNICEF, uma das vozes a reivindicar atenção das autoridades para essa problemática. Aos que consideram ‘fim de mundo’, ‘destino de quem se meteu com drogas e gente ruim’, é preciso dizer que essa realidade é uma distorção social que precisa ser corregida. A solução está em reduzir as desigualdades sociais. Se levarmos em conta esse dado, iremos reduzir os assassinatos dos jovens e adolescentes brasileiros. Porém não é com falácias de projetos onde se dá um palito de fósforo à família pobre, enquanto enriquece os cofres daqueles que usam o poder para usurpar e dilapidar as riquezas do País, através do mecanismo criminoso da corrupção.

Que pena do País que, diariamente, assiste jovens sendo executados e não se permite, pelo menos, a mover um dedo para evitar essa tragédia. Que dívida enorme esse País acrescenta à sua carga de pecados morais, quando poderia estar estimulando o potencial desses que, hoje, são arrastados pelos fomentadores da morte, os traficantes e passam a ser deles os seus dependentes. Miséria total!