Nossos pequenos atentados do dia-a-dia - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Nossos pequenos atentados do dia-a-dia

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

16 de Janeiro de 2015

Muita gente que assiste ao Barra Pesada, quando se encontra comigo, fala da importância que dá ao editorial do programa – aquela parte final quando elegemos sempre um assunto para nossas reflexões. É o momento de suavizar um pouco o lado rude da tensão provocada pela carga de violência do noticiário. Na verdade, o programa é um espelho do nosso cotidiano. Aborda (ainda) a selvageria que existe em cada um de nós. Fatos relatados que fazem parte de uma realidade, a qual não podemos fugir. Ninguém trabalha com ficção. Infelizmente, tudo é gerado e produzido pelas pessoas que ainda não perceberam a grandeza da vida.

Mesmo quem se surpreende com atentados como o da França, da semana passada, esquece que cada indivíduo é senhor portador de pequenos atentados diários. Quando explode encolerizado por conta do trânsito caótico. Quando agride verbalmente alguém. Quando destrata o semelhante, seja em casa ou no trabalho. Quando fura uma fila tirando proveito próprio. São atentados à dignidade humana.

Aquele ocorrido na França é apenas um exemplo macro das pequenas violências que acontecem diariamente. Cometidas por cada um de nós. Em favor de um tempo de paz é preciso mudança no mundo. Mas o mundo só vai mudar esse perfil belicoso, quando houver disposição de mudança em cada pessoa.

Os velhos gregos estavam cobertos de razão ao reivindicar para todos o auto-conhecimento. Conhecendo-se, a pessoa descobre que somos todos não só o ‘Charlie’ solidários às vítimas do atentado; mas somos culpados nesse jogo da bestialidade humana. Essa, uma verdade que poucos querem enxergar.

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Nossos pequenos atentados do dia-a-dia

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

16 de Janeiro de 2015

Muita gente que assiste ao Barra Pesada, quando se encontra comigo, fala da importância que dá ao editorial do programa – aquela parte final quando elegemos sempre um assunto para nossas reflexões. É o momento de suavizar um pouco o lado rude da tensão provocada pela carga de violência do noticiário. Na verdade, o programa é um espelho do nosso cotidiano. Aborda (ainda) a selvageria que existe em cada um de nós. Fatos relatados que fazem parte de uma realidade, a qual não podemos fugir. Ninguém trabalha com ficção. Infelizmente, tudo é gerado e produzido pelas pessoas que ainda não perceberam a grandeza da vida.

Mesmo quem se surpreende com atentados como o da França, da semana passada, esquece que cada indivíduo é senhor portador de pequenos atentados diários. Quando explode encolerizado por conta do trânsito caótico. Quando agride verbalmente alguém. Quando destrata o semelhante, seja em casa ou no trabalho. Quando fura uma fila tirando proveito próprio. São atentados à dignidade humana.

Aquele ocorrido na França é apenas um exemplo macro das pequenas violências que acontecem diariamente. Cometidas por cada um de nós. Em favor de um tempo de paz é preciso mudança no mundo. Mas o mundo só vai mudar esse perfil belicoso, quando houver disposição de mudança em cada pessoa.

Os velhos gregos estavam cobertos de razão ao reivindicar para todos o auto-conhecimento. Conhecendo-se, a pessoa descobre que somos todos não só o ‘Charlie’ solidários às vítimas do atentado; mas somos culpados nesse jogo da bestialidade humana. Essa, uma verdade que poucos querem enxergar.