Quando o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Quando o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

03 de setembro de 2015

A invasão da Reitoria da UFC deixou uma marca simbólica da situação vivida pelo País. O sinal da crise. O ensino universitário paralisado por uma greve de professores. Estudantes reivindicando prioridades para as resoluções que afligem a Pátria Educadora, além do sinal mais preocupante que é o da transgressão aos limites do bom senso. Na ocupação, ficou nítida uma verdade: o que era para ser protesto descambou para um ato de vandalismo gratuito e inconsequente.

Um grupo de pelo menso 50 estudantes invadiu o local e efetuou várias pichações e depredações. Ato reprovável pela comunidade acadêmica por se inserir em violência gratuita e que não se coaduna com o nível que se espera de universitários. Foi preciso a intervenção da Polícia Federal, fato que levou algumas pessoas a lembrarem os tempos da ditadura quando a Polícia invadia os campi universitários. Embora a época seja outra, com a liberdade de expressão garantida aos estudantes, mas em tempos de crise isso soa de forma preocupante. E esse temor espalha-se pelo País.

São Paulo, semana que vem, inicia um sistema de policiamento para garantir o patrimônio e a própria segurança dos alunos da USP. Lá, a justificativa é a onda de assaltos que deixou um aluno baleado e que levou governo e universidade a colocarem em prática um modelo inspirado no sistema japonês, no qual policiais militares têm idade próxima a dos estudantes, contam com treinamento para lidar com alunos e professores e são voluntários.

Há um problema grave que o País assiste e que as autoridades não vêem como a devida importância. Falo da violência urbana que se infiltra dentro dos órgãos de ensino e, no caso de Fortaleza, ganha adeptos quando praticada pelos próprios beneficiados pelo ensino universitário. Não se pode negar aos estudantes o direito de se expressarem contra as deficiências do ensino. De reivindicar melhorias, sim; mas quando esse protesto resvala para a desordem, o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo.

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Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

03 de setembro de 2015

A invasão da Reitoria da UFC deixou uma marca simbólica da situação vivida pelo País. O sinal da crise. O ensino universitário paralisado por uma greve de professores. Estudantes reivindicando prioridades para as resoluções que afligem a Pátria Educadora, além do sinal mais preocupante que é o da transgressão aos limites do bom senso. Na ocupação, ficou nítida uma verdade: o que era para ser protesto descambou para um ato de vandalismo gratuito e inconsequente.

Um grupo de pelo menso 50 estudantes invadiu o local e efetuou várias pichações e depredações. Ato reprovável pela comunidade acadêmica por se inserir em violência gratuita e que não se coaduna com o nível que se espera de universitários. Foi preciso a intervenção da Polícia Federal, fato que levou algumas pessoas a lembrarem os tempos da ditadura quando a Polícia invadia os campi universitários. Embora a época seja outra, com a liberdade de expressão garantida aos estudantes, mas em tempos de crise isso soa de forma preocupante. E esse temor espalha-se pelo País.

São Paulo, semana que vem, inicia um sistema de policiamento para garantir o patrimônio e a própria segurança dos alunos da USP. Lá, a justificativa é a onda de assaltos que deixou um aluno baleado e que levou governo e universidade a colocarem em prática um modelo inspirado no sistema japonês, no qual policiais militares têm idade próxima a dos estudantes, contam com treinamento para lidar com alunos e professores e são voluntários.

Há um problema grave que o País assiste e que as autoridades não vêem como a devida importância. Falo da violência urbana que se infiltra dentro dos órgãos de ensino e, no caso de Fortaleza, ganha adeptos quando praticada pelos próprios beneficiados pelo ensino universitário. Não se pode negar aos estudantes o direito de se expressarem contra as deficiências do ensino. De reivindicar melhorias, sim; mas quando esse protesto resvala para a desordem, o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo.