A Segurança já dá respostas ao povo - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A Segurança já dá respostas ao povo

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2015

Hoje tive oportunidade de conversar com o novo secretário de Segurança do Ceará, Delcí Teixeira. Ele me passou uma imagem de pessoa sensível e interessada na resolução da problemática da violência em nosso Estado. Mostrou sinceridade na conversa, dando transparência a dados que, até então, eram intocáveis pelos gestores passados.

Falou do Ronda do Quarteirão, que precisa ter a feição original de quando foi lançado. Do perfil de polícia concidadã exigida nos novos tempos. Do diálogo que está mantendo com os mais diferentes setores das corporações, o que demonstra sensibilidade de quem deseja ouvir as demandas para então tomar decisões objetivas.

Até me surpreendeu ao revelar que um equipamento como os patinetes – os segways -, comprados para o patrulhamento na Beira Mar estavam largados, abandonados, por falta de bateria. A bateria custa mais do que o próprio equipamento, comprado a 26 mil cada um. E, sobre as câmeras de segurança instaladas nas ruas – em número de 412 -, ficamos sabendo que apenas 42 delas estavam funcionando. Isso revela mau uso dos equipamentos adquiridos com dinheiro do povo.

O secretário Delcí demonstrou, também, ter noção de que o combate à violência exige a participação de outros setores do governo e da própria população. Anunciou o ingresso de um novo contingente de aprovados em concurso da PM e fez uma referência importante: é preciso adequar o funcionamento das delegacias à realidade do nosso tempo.

Nenhuma cidade pode conviver mais com distritais fechadas nos finais de semana, como acontece aqui mesmo na capital, forçando o cidadão a andar vários quilômetros para prestar uma simples queixa, levando-o a desistir de fazê-la, unicamente, por falta de incentivo. Talvez, por isso, o próprio governo não tenha um levantamento real dos crimes que são cometidos no dia-a-dia. Para fazer frente a essa problemática, o secretário anuncia a instalação de totens eletrônicos nos terminais de ônibus, onde o cidadão digitará sua queixa, eliminando a burocracia e a perda de tempo nas incômodas filas das delegacias.

Isso tudo, evidentemente, pode não resolver a questão da insegurança a curto prazo; mas são iniciativas que acenam para novos tempos em que os responsáveis pelo fator Segurança, pelo menos, já dão respostas ao povo.

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A Segurança já dá respostas ao povo

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2015

Hoje tive oportunidade de conversar com o novo secretário de Segurança do Ceará, Delcí Teixeira. Ele me passou uma imagem de pessoa sensível e interessada na resolução da problemática da violência em nosso Estado. Mostrou sinceridade na conversa, dando transparência a dados que, até então, eram intocáveis pelos gestores passados.

Falou do Ronda do Quarteirão, que precisa ter a feição original de quando foi lançado. Do perfil de polícia concidadã exigida nos novos tempos. Do diálogo que está mantendo com os mais diferentes setores das corporações, o que demonstra sensibilidade de quem deseja ouvir as demandas para então tomar decisões objetivas.

Até me surpreendeu ao revelar que um equipamento como os patinetes – os segways -, comprados para o patrulhamento na Beira Mar estavam largados, abandonados, por falta de bateria. A bateria custa mais do que o próprio equipamento, comprado a 26 mil cada um. E, sobre as câmeras de segurança instaladas nas ruas – em número de 412 -, ficamos sabendo que apenas 42 delas estavam funcionando. Isso revela mau uso dos equipamentos adquiridos com dinheiro do povo.

O secretário Delcí demonstrou, também, ter noção de que o combate à violência exige a participação de outros setores do governo e da própria população. Anunciou o ingresso de um novo contingente de aprovados em concurso da PM e fez uma referência importante: é preciso adequar o funcionamento das delegacias à realidade do nosso tempo.

Nenhuma cidade pode conviver mais com distritais fechadas nos finais de semana, como acontece aqui mesmo na capital, forçando o cidadão a andar vários quilômetros para prestar uma simples queixa, levando-o a desistir de fazê-la, unicamente, por falta de incentivo. Talvez, por isso, o próprio governo não tenha um levantamento real dos crimes que são cometidos no dia-a-dia. Para fazer frente a essa problemática, o secretário anuncia a instalação de totens eletrônicos nos terminais de ônibus, onde o cidadão digitará sua queixa, eliminando a burocracia e a perda de tempo nas incômodas filas das delegacias.

Isso tudo, evidentemente, pode não resolver a questão da insegurança a curto prazo; mas são iniciativas que acenam para novos tempos em que os responsáveis pelo fator Segurança, pelo menos, já dão respostas ao povo.