Sem categoria Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Sem categoria

Meu pai não cabe apenas num verso

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2019

De Meu pai, lembrAnças tenho

que um veRso meu só, não sabe

por Isso mesmo, hoje eu venho

dizer quanto O amo, Deus sabe.

 

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Dias de chumbo – Facções forçam policial a abandonar sua casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

01 de agosto de 2019

Você já deve ter notado que vivemos dias de chumbo, a ponto de todo noticiário – não falo só aqui do Barra – mas a maior parte do noticiário falado, escrito e televisionado se reportar sobre assuntos de violência. É sinal claro e evidente que o setor segurança está em cheque. A exigir das autoridades uma tomada de posição mais objetiva.

Ninguém aguenta mais sair de casa e ser vítima de assaltantes; perder um celular para não perder a vida. Ir a um culto religioso, pedir proteção a Deus, e se deparar com ação de criminosos dentro da igreja. De saber que os presídios continuam a ser fábricas de aprimoramento do mal, de onde partem as ações mais infelicitadas, como a de Altamira. E não se tem um plano, um projeto que, pelo menos, diminua tudo isso.

Como entender que um trabalhador se obrigue a mudar de residência diante da pressão de membros de facções criminosas que chegaram a metralhar sua casa, só porque ele é um agente de segurança. E olhe que nem os policiais se consideram protegidos numa terra onde o vale tudo da sobrevivência cada vez mais indiferencia as pessoas nas ruas, nos coletivos, nas igrejas, nas escolas. Porque cada uma vive com medo da outra. Não sabe quem é. Não confia. E o pior: perdeu a confiança, também, em quem devia lhe dar proteção.

A única saída é rezar – e por isso as igrejas estão superlotadas. Ou adoecer com medo – e é por isso que Fortaleza tem tanta farmácia – para evitar que a esperança seja vítima numa esquina qualquer e acabe, também, não sendo mais a última que morre.

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ALTAR INTERIOR

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

27 de julho de 2019

ALTAR INTERIOR

Nonato Albuquerque

O coração sagrado do maior herói
Repousa num baú, entre trastes velhos;
À espera, provavelmente, de mudanças.

Era tão belo o quadro que se via
Na sala de visitas de cada casa,
Por onde circulava, domada, a família.

Ao lado desse coração, o de Maria
Era o par perfeito que se desejava
Como modelo a ser seguido por todas
aquelas em sua maternal religiosidade.

O mundo mudou muito ultimamente.
Retirados da parede, todos os quadros
Dos santos de nossa maior devoção…
Eles morreram em nosso altar interior.

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O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.

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Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

25 de junho de 2019

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O roubo da arma na mostra de segurança

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

03 de Abril de 2019

O Brasil não é um país sério, já teorizava o então presidente francês DeGaulle. E na prática tem demonstrado isso. Onde já se viu, um país realizar a maior feira de segurança das Américas, com a amostra dos melhores armamentos do mundo e, no momento da inauguração, com a presença do presidente em exercício, general Mourão, do ministro da Justiça, Sérgio Moro e do alto comando das forças armadas, de repente acontece o roubo de uma arma que estava na exposição. Gente, parece piada.

Durante as investigações, a Polícia descobriu que não havia no Riocentro, o local da mostra, nenhum câmera instalada e ficou impossível ter alguma imagem de auxílio. Vale lembrar que esse é mesmo local onde há pouco tempo um medalhista iraniano, participante da Olimpiada de Matemática teve surrupiada a medalha que acabara de receber.

Isso só mostra a que ponto chega a ousadia dos bandidos, num país onde se rouba objetos dos mortos – aqui em Fortaleza, levaram o relógio do ex-presidente Castelo Branco que vivia no memorial do palácio da Abolição – a sede do governo cearense.

Outros furtos incríveis também ocorreram por aqui. Carregaram objetos pessoais do Frei Tito; os óculos da estátua de Rachel de Queiroz; a batuta do maestro Alberto Nepomuceno; a perna da estátua de Capistrano de Abreu; o arco do índio do Parque da Criança. Levaram até o motor da fonte da estátua de Iracema (Messejana).

Esse, realmente, não é um país sério.

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O homem que dignificou a figura feminina

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de Março de 2019

Para que não se perca da memória a importância da mulher na experiência terrena do Cristo, necessário é lembrar que ela se faz presente e de forma incomum nas narrativas do Novo Testamento, ainda que a humanidade nem sempre ressalte esse rico detalhe.

É de Maria, a santíssima genitora desse avatar supremo, a primeira citação dos evangelistas, notabilizando-a desde o instante em que ela se humilda ao anúncio do anjo Gabriel, antecipando-lhe a origem luminosa do próximo nascituro. “Seja feita a vossa vontade”.

É da sogra de Simão, verdadeiramente, o primeiro milagre compartilhado por Cristo a uma pessoa. Beneficiada com a efusão de novas energias que dele recebe, ela recupera a saúde e, de bom-grado, passa a dispensar ao seu curador e visitantes o tratamento sempre cordato e hospitaleiro de seu povo.É da atenciosa pecadora de quem os evangelistas guardam o anonimato, por um respeitoso gesto de caridade, que o livro registra a sua aparição repentina no caminho do mestre, a dedicar-lhe mais atenção do que o fariseu petulante que desavergonhadamente a destratara.

É de mulheres que legitimam o interesse no bem, o grupo que acompanha o roteiro luminoso do mestre na caminhada de ensinamentos que ele dispensa a todos. Entre elas, destacam-se Madalena, Joana de Cuza e Susana.É da filha do príncipe Jairo que, aos 12 anos de nascida experimenta o trâmite da dolorosa provação, de que fala o episódio da cura depois que o amoroso pai se lança aos pés do Cristo, implorando sua prestimosa ajuda.

E o que dizer da mulher hemorroíssa que, padecente 12 anos desses sofreres, se destaca da multidão ao tocar a orla das vestes de Jesus, a ponto de extrair-lhe uma grande emanação energética? “De mim saía uma virtude”.

Das irmãs Marta e de Maria, recolhe ele a oportuna chance de orientar o ensino sobre a importância de cada um informar-se sobre a vida espiritual e de não apenas dedicar-se às coisas da matéria.São mulheres, as personagens eleitas por ele para transmitir as significativas parábolas da dracma perdida e da viúva reclamante junto ao juiz opressor.

E quem ele destaca como mais importante entre os ricos que lançavam suas oferendas no gazofilácio? É exatamente a figura simples da mulher viúva que, mesmo na indigência mais acentuada, dava tudo o que lhe restava para o seu sustento.

É de Verônica, que se guarda o registro de sua face banhada em sangue quando a caminho do calvário.

E, já posto fora do corpo pela truculência dos homens, é de Maria, de Madalena e de Joana de Cuza aos pés da cruz, que falam os apóstolos, no instante em que ao lado do varão José de Arimatéia recolhem o corpo do homem santo para o sepultamento.

E foi a uma mulher, Maria de Magdala, que ao terceiro dia de sua passagem, ele ressurge, irradiando o consolo e a certeza de que a morte é tão somente uma mudança de planos. E que a Vida, ressurgente no ventre de toda mulher que se dispõe ao papel de mãe, se distingue pela anterioridade e posterioridade de cada indivíduo na Terra.

Embora convivesse com o mundo masculino no seu apostolado, Jesus consagrou respeito e admiração à mulher por onde transitou, ao longo dos anos em que dispensou ao mundo a sua tão marcante presença.

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Ano novo e você aí não fez nada para mudar

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

01 de Janeiro de 2019

O ano é novo, mas será que a gente vai continuar com as velhas práticas do passado? Errar os mesmos erros. Cometer as mesmas tolices. Trocar os pés, pelas mãos? Se não houver decisão de cada um assumir as mudanças, não é a passagem da folhinha do calendário que vai fazer melhorar a coisa não.

Quem leva um vida desordenada, quem vive a promover desordens – não tem esperança de mudança não. Pode entrar ano e sair ano, que as coisas não mudam.

Tem gente que passa a vida toda cometendo deslizes; provocando atritos; brigando com Deus e o mundo e, quando chega o final do ano, começa a fazer promessas de “ano novo, vida nova”… Mas se não mudar o comportamento, nada muda.

Muda sim, aqueles que se propõem a evitar cometer mesmos erros. Cair na esparrela de que a mudança de ano vai mudar a vida. Quem se viciou, quem buscou só fazer o mal e não deu um passo em favor da melhoria de vida – não tem ano novo que dê jeito; vai continuar atrelado ao seu passado de erros, guardando rancor, ódio, inveja, ciúme e todo esse lixo que a gente teima em guardar na mente e no coração.

O ano é novo, sim. Mas se as suas promessas ficarem apenas no terreno das promessas, as melhorias só acontecem se houver disponibilidade de colocá-las em prática. Quem vive a prometer melhorar e não age em favor disso, parece com aquele agricultor que reza para chover, vem a chuva e ele fica de braços cruzados só olhando e dizendo: ô chuva boa! Vamos ter um bom inverno”. Mas como não planta, não vai colher nada.

Ajuda-te que o céu te ajudará – é a máxima cristã, querendo dizer que Deus ajuda a quem faz a sua parte. Do contrário, não há ano novo para quem envelhece com os meus erros e com as mesmas tolices de anos que já se foram. Só é feliz, quem busca fazer por onde sê-lo.

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Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

31 de dezembro de 2018

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O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”

 

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O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”