Sem categoria Archives - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Sem categoria

Um dia para se pensar em proclamar mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

15 de novembro de 2019

No dia da Proclamação da República, como seria bom se a gente resolvesse proclamar o fim de regimes que nos prendem a comportamentos indesejáveis.

Quem vive sob o regime da violência, bem que poderia pensar melhor e dispor o seu tempo em favor da prática de coisas boas.

Quem está sob o comando da desordem moral, seria de boa utilidade começar a agir corretamente. Seja na vida pessoal, na atividade profissional.

A dependência ao vício, que acomete a muitos, bem que poderia ser proclamada a libertação disso.

15 de novembro pode muito bem servir de estímulo a que se proclame o regime de quem perde seu tempo falando da vida alheia. Julgando os erros dos outros, ao invés de aprender com eles a não repeti-los. E de fazer algo bom, apagando o lado sombra que todos carregamos.

Hoje – e todos os dias do ano – são oportunidades de alguém mudar o comportamento errôneo, para viverem a bonança da Vida e a proclamação de um tempo melhor.

leia tudo sobre

Publicidade

OLHAI POR NÓS, OS PESCADORES

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

17 de outubro de 2019

O demônio do mar despeja seu óleo de pedra

Por sobre a fluente correnteza das águas

e estende esse negro manto por sobre a areia

encobrindo de piche as praias, os recifes e os corais.

 

As tartarugas marinhas conflitadas pela mancha

Se tornam vítimas dessa poluição extensa

Golfinhos se envenenam e alguns perdem a força

Para encalhar quase mortos em meio a sujeira.

 

Junto ao caldeirão de Netuno, os que vivem da pesca

Elevam, comovidos, a voz aos céu e recitam versos

Lamentando a situação nordestina das águas;

 

“Senhor dos vastos oceanos e de todas as procelas”

Aquietai no mar, esse sangue negro que ele verte

Olhai por nós, os pescadores, agora e a toda hora amem.

leia tudo sobre

Publicidade

JORNAIS COMETEM GAFES. E AÍ?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

29 de setembro de 2019

Os jornais cometem gafes imperdoáveis. Somos humanos, dirão colegas, diante de alguns equívocos. Ninguém é perfeito, admitirão outros na tentativa de minimizar alguns desses erros. Resolvemos postar algumas manchetes que alguns jornais andaram cometendo. A maioria, curiosamente, da editoria policial.

 

 

leia tudo sobre

Publicidade

Meu pai não cabe apenas num verso

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2019

De Meu pai, lembrAnças tenho

que um veRso meu só, não sabe

por Isso mesmo, hoje eu venho

dizer quanto O amo, Deus sabe.

 

leia tudo sobre

Publicidade

Dias de chumbo – Facções forçam policial a abandonar sua casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

01 de agosto de 2019

Você já deve ter notado que vivemos dias de chumbo, a ponto de todo noticiário – não falo só aqui do Barra – mas a maior parte do noticiário falado, escrito e televisionado se reportar sobre assuntos de violência. É sinal claro e evidente que o setor segurança está em cheque. A exigir das autoridades uma tomada de posição mais objetiva.

Ninguém aguenta mais sair de casa e ser vítima de assaltantes; perder um celular para não perder a vida. Ir a um culto religioso, pedir proteção a Deus, e se deparar com ação de criminosos dentro da igreja. De saber que os presídios continuam a ser fábricas de aprimoramento do mal, de onde partem as ações mais infelicitadas, como a de Altamira. E não se tem um plano, um projeto que, pelo menos, diminua tudo isso.

Como entender que um trabalhador se obrigue a mudar de residência diante da pressão de membros de facções criminosas que chegaram a metralhar sua casa, só porque ele é um agente de segurança. E olhe que nem os policiais se consideram protegidos numa terra onde o vale tudo da sobrevivência cada vez mais indiferencia as pessoas nas ruas, nos coletivos, nas igrejas, nas escolas. Porque cada uma vive com medo da outra. Não sabe quem é. Não confia. E o pior: perdeu a confiança, também, em quem devia lhe dar proteção.

A única saída é rezar – e por isso as igrejas estão superlotadas. Ou adoecer com medo – e é por isso que Fortaleza tem tanta farmácia – para evitar que a esperança seja vítima numa esquina qualquer e acabe, também, não sendo mais a última que morre.

leia tudo sobre

Publicidade

ALTAR INTERIOR

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

27 de julho de 2019

ALTAR INTERIOR

Nonato Albuquerque

O coração sagrado do maior herói
Repousa num baú, entre trastes velhos;
À espera, provavelmente, de mudanças.

Era tão belo o quadro que se via
Na sala de visitas de cada casa,
Por onde circulava, domada, a família.

Ao lado desse coração, o de Maria
Era o par perfeito que se desejava
Como modelo a ser seguido por todas
aquelas em sua maternal religiosidade.

O mundo mudou muito ultimamente.
Retirados da parede, todos os quadros
Dos santos de nossa maior devoção…
Eles morreram em nosso altar interior.

leia tudo sobre

Publicidade

O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.

leia tudo sobre

Publicidade

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

25 de junho de 2019

leia tudo sobre

Publicidade

O roubo da arma na mostra de segurança

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

03 de Abril de 2019

O Brasil não é um país sério, já teorizava o então presidente francês DeGaulle. E na prática tem demonstrado isso. Onde já se viu, um país realizar a maior feira de segurança das Américas, com a amostra dos melhores armamentos do mundo e, no momento da inauguração, com a presença do presidente em exercício, general Mourão, do ministro da Justiça, Sérgio Moro e do alto comando das forças armadas, de repente acontece o roubo de uma arma que estava na exposição. Gente, parece piada.

Durante as investigações, a Polícia descobriu que não havia no Riocentro, o local da mostra, nenhum câmera instalada e ficou impossível ter alguma imagem de auxílio. Vale lembrar que esse é mesmo local onde há pouco tempo um medalhista iraniano, participante da Olimpiada de Matemática teve surrupiada a medalha que acabara de receber.

Isso só mostra a que ponto chega a ousadia dos bandidos, num país onde se rouba objetos dos mortos – aqui em Fortaleza, levaram o relógio do ex-presidente Castelo Branco que vivia no memorial do palácio da Abolição – a sede do governo cearense.

Outros furtos incríveis também ocorreram por aqui. Carregaram objetos pessoais do Frei Tito; os óculos da estátua de Rachel de Queiroz; a batuta do maestro Alberto Nepomuceno; a perna da estátua de Capistrano de Abreu; o arco do índio do Parque da Criança. Levaram até o motor da fonte da estátua de Iracema (Messejana).

Esse, realmente, não é um país sério.

leia tudo sobre

Publicidade

O homem que dignificou a figura feminina

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de Março de 2019

Para que não se perca da memória a importância da mulher na experiência terrena do Cristo, necessário é lembrar que ela se faz presente e de forma incomum nas narrativas do Novo Testamento, ainda que a humanidade nem sempre ressalte esse rico detalhe.

É de Maria, a santíssima genitora desse avatar supremo, a primeira citação dos evangelistas, notabilizando-a desde o instante em que ela se humilda ao anúncio do anjo Gabriel, antecipando-lhe a origem luminosa do próximo nascituro. “Seja feita a vossa vontade”.

É da sogra de Simão, verdadeiramente, o primeiro milagre compartilhado por Cristo a uma pessoa. Beneficiada com a efusão de novas energias que dele recebe, ela recupera a saúde e, de bom-grado, passa a dispensar ao seu curador e visitantes o tratamento sempre cordato e hospitaleiro de seu povo.É da atenciosa pecadora de quem os evangelistas guardam o anonimato, por um respeitoso gesto de caridade, que o livro registra a sua aparição repentina no caminho do mestre, a dedicar-lhe mais atenção do que o fariseu petulante que desavergonhadamente a destratara.

É de mulheres que legitimam o interesse no bem, o grupo que acompanha o roteiro luminoso do mestre na caminhada de ensinamentos que ele dispensa a todos. Entre elas, destacam-se Madalena, Joana de Cuza e Susana.É da filha do príncipe Jairo que, aos 12 anos de nascida experimenta o trâmite da dolorosa provação, de que fala o episódio da cura depois que o amoroso pai se lança aos pés do Cristo, implorando sua prestimosa ajuda.

E o que dizer da mulher hemorroíssa que, padecente 12 anos desses sofreres, se destaca da multidão ao tocar a orla das vestes de Jesus, a ponto de extrair-lhe uma grande emanação energética? “De mim saía uma virtude”.

Das irmãs Marta e de Maria, recolhe ele a oportuna chance de orientar o ensino sobre a importância de cada um informar-se sobre a vida espiritual e de não apenas dedicar-se às coisas da matéria.São mulheres, as personagens eleitas por ele para transmitir as significativas parábolas da dracma perdida e da viúva reclamante junto ao juiz opressor.

E quem ele destaca como mais importante entre os ricos que lançavam suas oferendas no gazofilácio? É exatamente a figura simples da mulher viúva que, mesmo na indigência mais acentuada, dava tudo o que lhe restava para o seu sustento.

É de Verônica, que se guarda o registro de sua face banhada em sangue quando a caminho do calvário.

E, já posto fora do corpo pela truculência dos homens, é de Maria, de Madalena e de Joana de Cuza aos pés da cruz, que falam os apóstolos, no instante em que ao lado do varão José de Arimatéia recolhem o corpo do homem santo para o sepultamento.

E foi a uma mulher, Maria de Magdala, que ao terceiro dia de sua passagem, ele ressurge, irradiando o consolo e a certeza de que a morte é tão somente uma mudança de planos. E que a Vida, ressurgente no ventre de toda mulher que se dispõe ao papel de mãe, se distingue pela anterioridade e posterioridade de cada indivíduo na Terra.

Embora convivesse com o mundo masculino no seu apostolado, Jesus consagrou respeito e admiração à mulher por onde transitou, ao longo dos anos em que dispensou ao mundo a sua tão marcante presença.

leia tudo sobre

Publicidade

O homem que dignificou a figura feminina

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de Março de 2019

Para que não se perca da memória a importância da mulher na experiência terrena do Cristo, necessário é lembrar que ela se faz presente e de forma incomum nas narrativas do Novo Testamento, ainda que a humanidade nem sempre ressalte esse rico detalhe.

É de Maria, a santíssima genitora desse avatar supremo, a primeira citação dos evangelistas, notabilizando-a desde o instante em que ela se humilda ao anúncio do anjo Gabriel, antecipando-lhe a origem luminosa do próximo nascituro. “Seja feita a vossa vontade”.

É da sogra de Simão, verdadeiramente, o primeiro milagre compartilhado por Cristo a uma pessoa. Beneficiada com a efusão de novas energias que dele recebe, ela recupera a saúde e, de bom-grado, passa a dispensar ao seu curador e visitantes o tratamento sempre cordato e hospitaleiro de seu povo.É da atenciosa pecadora de quem os evangelistas guardam o anonimato, por um respeitoso gesto de caridade, que o livro registra a sua aparição repentina no caminho do mestre, a dedicar-lhe mais atenção do que o fariseu petulante que desavergonhadamente a destratara.

É de mulheres que legitimam o interesse no bem, o grupo que acompanha o roteiro luminoso do mestre na caminhada de ensinamentos que ele dispensa a todos. Entre elas, destacam-se Madalena, Joana de Cuza e Susana.É da filha do príncipe Jairo que, aos 12 anos de nascida experimenta o trâmite da dolorosa provação, de que fala o episódio da cura depois que o amoroso pai se lança aos pés do Cristo, implorando sua prestimosa ajuda.

E o que dizer da mulher hemorroíssa que, padecente 12 anos desses sofreres, se destaca da multidão ao tocar a orla das vestes de Jesus, a ponto de extrair-lhe uma grande emanação energética? “De mim saía uma virtude”.

Das irmãs Marta e de Maria, recolhe ele a oportuna chance de orientar o ensino sobre a importância de cada um informar-se sobre a vida espiritual e de não apenas dedicar-se às coisas da matéria.São mulheres, as personagens eleitas por ele para transmitir as significativas parábolas da dracma perdida e da viúva reclamante junto ao juiz opressor.

E quem ele destaca como mais importante entre os ricos que lançavam suas oferendas no gazofilácio? É exatamente a figura simples da mulher viúva que, mesmo na indigência mais acentuada, dava tudo o que lhe restava para o seu sustento.

É de Verônica, que se guarda o registro de sua face banhada em sangue quando a caminho do calvário.

E, já posto fora do corpo pela truculência dos homens, é de Maria, de Madalena e de Joana de Cuza aos pés da cruz, que falam os apóstolos, no instante em que ao lado do varão José de Arimatéia recolhem o corpo do homem santo para o sepultamento.

E foi a uma mulher, Maria de Magdala, que ao terceiro dia de sua passagem, ele ressurge, irradiando o consolo e a certeza de que a morte é tão somente uma mudança de planos. E que a Vida, ressurgente no ventre de toda mulher que se dispõe ao papel de mãe, se distingue pela anterioridade e posterioridade de cada indivíduo na Terra.

Embora convivesse com o mundo masculino no seu apostolado, Jesus consagrou respeito e admiração à mulher por onde transitou, ao longo dos anos em que dispensou ao mundo a sua tão marcante presença.