Sem categoria Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Sem categoria

O racional do irracional

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

06 de Março de 2020

O mundo anda tão revirado que, às vezes, se tem a impressão de estarmos caminhando em círculos. Por mais que avancemos no tempo, que adiantemos o nosso passo, mais parece que estamos voltando ao mesmo lugar.

Repare nas coisas que acontecem: todo mundo reclama de falcatruas, de corrupção, de politica rasteira, de representantes sem nenhum compromisso com o povo, de gente que é presa cometendo absurdos. Mas quanto mais se denuncia, quanto mais se prende, quanto mais se fala, mais tem gente fazendo coisa errada.

Ainda bem que eu sou um dos últimos otimistas do Planeta. Que acredito piamente que isso aqui ainda vai melhorar. Mas até chegar esse dia, como se tem maus exemplos da pessoa humana. Roubando, matando, mentindo, enganando, tirando a paciência de todos e pensando em se dar bem.

Talvez por isso, nas redes sociais hoje em dia, o que mais aparece são exemplos de animais – dando bom exemplo. Quer ver um? Um bezerro com pouco mais de um ano de idade, ajuda todo santo dia, um deficiente físico a se locomover. Não é brincadeira. Tem um vídeo mostrando um bezerro ajudando um deficiente a se deslocar.

Claro que existem pessoas boas, fazendo o bem, dignificando a raça humana. Mas esse vídeo vai para todas aquelas que fogem a essa regra. Enquanto não imitarem os ditos irracionais, promovendo algo em favor de outrem, a gente vai imaginar que a Terra não tem futuro. Mas tem.

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Os livros que podem vir a ser censurados nesses tempos de hoje

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, BIZARRICE, Sem categoria

07 de Fevereiro de 2020

Pelo que se viu em Rondônia – o governo censurando mais de 40 livros por conter ‘viés ideológico’, entre as quais “Os Sertões” de Euclides da Cunha, “Macunaíma” de Mário de Andrade e até Machado de Assis – dá pra se prever o que vem por aí.  Lista dos livros que os censores devem estar selecionando (mesmo sem ter lido nenhum deles) e que podem ser recolhidos das bibliotecas e livrarias e a justificativa do pessoal da censura.

Tarzan – de Edgar Rice Bourroghs – por mostrar um personagem que impede que o agronegócio se desenvolva na floresta.

Alice no País das Maravilhas – de Lewis Carrol – por conta da menina que vive se lombrando e vendo coisas que não existe.

Os Lusíadas – de Camões – porque na capa do livro tem PT, que embora se refira ao País de origem do autor, na verdade, é mais um seguidor do Lula livre.

E Isso é Homem! – de Primo Levi – é uma biografia não autorizada de um dos filhos do nosso capitão…

Em busca do Tempo Perdido – de Marcel Proust – por instigar o povo a procurar o passado quando o PT governava o País.

O Estrangeiro – de Albert Camus – por ser uma biografia do Greenwald.

Ensaio sobre a Cegueira – de José Saramago – segundo os censores, por reportar-se aos eleitores de Bolsonaro.

Terra Sonâmbula – de Mia Couto – por descrever de forma deformada nossa Pátria Armada, Brasil.

Memória de Minhas Putas Tristes – de Gabriel Garcia Marquez – que se não bastasse o título, ele é admirador de Cuba de Fidel.

Sobre os Ossos dos Mortos  -= de Olga Tokarczuk- porque, segundo o “el capitán”, não existiu tortura em 1964.

A Revolução dos Bichos – de George Orwel – Na verdade, essa é um forma de querer enganar a censura do ano 2020. O autor queria dizer era das bichas.

Iracema – de José de Alencar – que mostra uma índia se engavidando com o “guerreiro branco” e tendo um filho Moacir, em desrespeito à campanha da ministra Damares para que todo jovem faça abstinência sexual.

A Sutil Arte de Ligar o Foda-se – Mark Manson – Tá na cara que é um livro contra nosso mito.

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Uma crônica para eu chamar de minha nesse Natal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Crônica, Sem categoria

25 de dezembro de 2019

Andava eu à procura do que falar numa crônica de Natal. Todo ano, costuma-se citar a vitoriosa passagem do menino pobre, que viveu entre os iguais a ele, cresceu num mundo dominado pelo tacanho militar de Roma e cujo povo judeu rezava pela vinda de um libertador.

O resto dessa história todo mundo sabe, não é preciso dar “spoiler”, isto é, contar o final marcado exatamente pelo que ele mais condenou. Mas as bases do regime de liberdade, apregoado por ele, ganharam o mundo. Dois mil e dezenove anos depois, o menino da manjedoura é lembrado a cada dia em que, no passado, se festejava a passagem do rei sol.

Crianças de todo o mundo cristão fazem pedido ao emissário de Jesus, o Papai Noel. E entre as cartas deste ano, algumas surpreenderam. Dois meninos de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, pediram para ganhar uma galinha. Para que a família tivesse um ovo para comer todo dia.

Em Petrolina, Pernambuco, duas crianças do meio da zona da mata, onde impera a seca e a miséria, pediram ao Papai Noel, i-ma-gi-nem! Pediram água.

Ah! Que tempo esse em que ao invés de brinquedos, as crianças pedem água para beber, tomar banho, encher as garrafas…

Pois anjos bons, voluntários se cotizaram e contrataram 10 carros-pipas que foram entregues ontem de presente para os meninos sem água.

2019 pois, foi o ano de um Natal em que os homens do poder se ocuparam em poder, esquecidos de que isso é, também, passageiro. Que o eterno é o bem que se faz. É o serviço que se presta ao outro. E é, principalmente, esquecer de si em favor do próximo, que é a escada por onde se trilha os degraus para a Luz.

Pois num é que isso dá uma crônica de Natal?

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Um dia para se pensar em proclamar mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

15 de novembro de 2019

No dia da Proclamação da República, como seria bom se a gente resolvesse proclamar o fim de regimes que nos prendem a comportamentos indesejáveis.

Quem vive sob o regime da violência, bem que poderia pensar melhor e dispor o seu tempo em favor da prática de coisas boas.

Quem está sob o comando da desordem moral, seria de boa utilidade começar a agir corretamente. Seja na vida pessoal, na atividade profissional.

A dependência ao vício, que acomete a muitos, bem que poderia ser proclamada a libertação disso.

15 de novembro pode muito bem servir de estímulo a que se proclame o regime de quem perde seu tempo falando da vida alheia. Julgando os erros dos outros, ao invés de aprender com eles a não repeti-los. E de fazer algo bom, apagando o lado sombra que todos carregamos.

Hoje – e todos os dias do ano – são oportunidades de alguém mudar o comportamento errôneo, para viverem a bonança da Vida e a proclamação de um tempo melhor.

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OLHAI POR NÓS, OS PESCADORES

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

17 de outubro de 2019

O demônio do mar despeja seu óleo de pedra

Por sobre a fluente correnteza das águas

e estende esse negro manto por sobre a areia

encobrindo de piche as praias, os recifes e os corais.

 

As tartarugas marinhas conflitadas pela mancha

Se tornam vítimas dessa poluição extensa

Golfinhos se envenenam e alguns perdem a força

Para encalhar quase mortos em meio a sujeira.

 

Junto ao caldeirão de Netuno, os que vivem da pesca

Elevam, comovidos, a voz aos céu e recitam versos

Lamentando a situação nordestina das águas;

 

“Senhor dos vastos oceanos e de todas as procelas”

Aquietai no mar, esse sangue negro que ele verte

Olhai por nós, os pescadores, agora e a toda hora amem.

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JORNAIS COMETEM GAFES. E AÍ?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

29 de setembro de 2019

Os jornais cometem gafes imperdoáveis. Somos humanos, dirão colegas, diante de alguns equívocos. Ninguém é perfeito, admitirão outros na tentativa de minimizar alguns desses erros. Resolvemos postar algumas manchetes que alguns jornais andaram cometendo. A maioria, curiosamente, da editoria policial.

 

 

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Meu pai não cabe apenas num verso

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2019

De Meu pai, lembrAnças tenho

que um veRso meu só, não sabe

por Isso mesmo, hoje eu venho

dizer quanto O amo, Deus sabe.

 

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Dias de chumbo – Facções forçam policial a abandonar sua casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

01 de agosto de 2019

Você já deve ter notado que vivemos dias de chumbo, a ponto de todo noticiário – não falo só aqui do Barra – mas a maior parte do noticiário falado, escrito e televisionado se reportar sobre assuntos de violência. É sinal claro e evidente que o setor segurança está em cheque. A exigir das autoridades uma tomada de posição mais objetiva.

Ninguém aguenta mais sair de casa e ser vítima de assaltantes; perder um celular para não perder a vida. Ir a um culto religioso, pedir proteção a Deus, e se deparar com ação de criminosos dentro da igreja. De saber que os presídios continuam a ser fábricas de aprimoramento do mal, de onde partem as ações mais infelicitadas, como a de Altamira. E não se tem um plano, um projeto que, pelo menos, diminua tudo isso.

Como entender que um trabalhador se obrigue a mudar de residência diante da pressão de membros de facções criminosas que chegaram a metralhar sua casa, só porque ele é um agente de segurança. E olhe que nem os policiais se consideram protegidos numa terra onde o vale tudo da sobrevivência cada vez mais indiferencia as pessoas nas ruas, nos coletivos, nas igrejas, nas escolas. Porque cada uma vive com medo da outra. Não sabe quem é. Não confia. E o pior: perdeu a confiança, também, em quem devia lhe dar proteção.

A única saída é rezar – e por isso as igrejas estão superlotadas. Ou adoecer com medo – e é por isso que Fortaleza tem tanta farmácia – para evitar que a esperança seja vítima numa esquina qualquer e acabe, também, não sendo mais a última que morre.

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ALTAR INTERIOR

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

27 de julho de 2019

ALTAR INTERIOR

Nonato Albuquerque

O coração sagrado do maior herói
Repousa num baú, entre trastes velhos;
À espera, provavelmente, de mudanças.

Era tão belo o quadro que se via
Na sala de visitas de cada casa,
Por onde circulava, domada, a família.

Ao lado desse coração, o de Maria
Era o par perfeito que se desejava
Como modelo a ser seguido por todas
aquelas em sua maternal religiosidade.

O mundo mudou muito ultimamente.
Retirados da parede, todos os quadros
Dos santos de nossa maior devoção…
Eles morreram em nosso altar interior.

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O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.

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O SENHOR ESQUECEU DE PAGAR AS COMPRAS

Por Nonato Albuquerque em Conto, Sem categoria

10 de julho de 2019


Dia desses eu tive um desprendimento. Essa coisa do eu sair do corpo e volitar pela dimensão dos sonhos. Os místicos dizem fazer isso com naturalidade. Eu me vi em Iguatu, cidade do interior cearense, onde já morei. Numa mercearia eu ia comprar um quilo de pedras. Curioso né? Mais ainda de saber que a dona da bodega achava a coisa normal e ao pesar as pedrinhas me dizia:

– Tudo pedrinha de primeira. Da melhor qualidade. Seixos do Jaguaribe que a gente apanha ali no Alto do Jucá.

Pois num era mesmo! Sabe aquelas pedrinhas que a gente encontra na beira dos rios? Seixos, isso. Minúsculas, lavadinhas, bem torneadaszinhas, como se a mão de um bom artífice as tivesse esculpidos com devotado brio.

Pois bem, o sonho me levara a essa mercearia para comprar pedras… para uma sopa! Sopa de pedras.

Eu também fiz essa cara de espanto, como você acabou de fazer. Mas fazer o quê? Eu sabia que aquilo era um sonho. E em sonho tudo é possível.

Comigo, mais duas senhoras de iguais aparência, esperavam a hora de ser atendidas. A dona da mercearia, ao me ver fez uma cara de surpresa e pensou:

– “Meu Deus, olha quem está aqui? Aquele homem da tv! – pois eu li desse jeito a o pensamento dela. E nem tinha aqueles balões das histórias de quadrinhos. Era sonho.

Eu pensei de ela se surpreender com a roupa que eu estava: um calção véi e um par de havaianas de tiras “que não largam cheiro”. Nu da cintura pra cima, naquele pequeno armazém de secos e molhados da rua da feira, estava eu. Era sonho.

No fiteiro sobre o balcão, me deliciei ver duas batidas, dessas de moagem – as bichinhas pareciam ter saído do engenho indagorinha.

Quando a mulher voltou para me entregar as compras, notei que uma das clientes havia saído. E deixara o celular sobre o balcão.

A senhora da venda pediu-me que eu verificasse se havia algum registro no número do aparelho que a identificasse. E eu vi, tinha. O nome dela, o endereço onde morava – na praça da matriz de Senhora Santana – o número do celular e uma foto. Resolvi ir até lá devolver-lhe o objeto.

Quando ia me retirando da bodega, ainda deu pra ouvir a vendedora cutucar a cliente e dizer baixinho:

– Num parece aquele homem da tv?

A cliente me olhou, de alto a baixo, com um ar de muxoxo danado e disse entre os dentes:

– É não, mulher. Homem de tv ia andar tão malamanhado assim! – e deu uma rabissaca.

Atravessei a rua em direção à praça da matriz, enquanto carros passavam, aproveitando o sinal aberto para eles. E eu passava por entre eles. Por dentro deles, dá pra entender? Isso! Era sonho.

Foi nesse instante que fui acordando, lembrando-me de todos os detalhes, como estou contando agora.

Desperto, ouço o meu celular tocar. Salto da cama. Tiro o aparelho da tomada onde estava carregando. Atendo. Sabe quem era? A mulher da bodega! Pra me contar que a dona do celular não recebera o aparelho, que eu prometera deixar na casa dela. Geente!

Dava pra estarrecer! E estarreci. Ora, eu eu já não estava mais sonhando. E como é que alguém, lá da dimensão da fantasia, conseguia ligar pra mim que estava desperto? Não era mais sonho.

Como se fosse pouca a surpresa, uma outra veio de carona. A voz da mulher, mudou o tom e gritou no meu ouvido:

– E tem mais: o senhor esqueceu de pagar as compras.