Uma crônica para eu chamar de minha nesse Natal - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Uma crônica para eu chamar de minha nesse Natal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Crônica, Sem categoria

25 de dezembro de 2019

Andava eu à procura do que falar numa crônica de Natal. Todo ano, costuma-se citar a vitoriosa passagem do menino pobre, que viveu entre os iguais a ele, cresceu num mundo dominado pelo tacanho militar de Roma e cujo povo judeu rezava pela vinda de um libertador.

O resto dessa história todo mundo sabe, não é preciso dar “spoiler”, isto é, contar o final marcado exatamente pelo que ele mais condenou. Mas as bases do regime de liberdade, apregoado por ele, ganharam o mundo. Dois mil e dezenove anos depois, o menino da manjedoura é lembrado a cada dia em que, no passado, se festejava a passagem do rei sol.

Crianças de todo o mundo cristão fazem pedido ao emissário de Jesus, o Papai Noel. E entre as cartas deste ano, algumas surpreenderam. Dois meninos de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, pediram para ganhar uma galinha. Para que a família tivesse um ovo para comer todo dia.

Em Petrolina, Pernambuco, duas crianças do meio da zona da mata, onde impera a seca e a miséria, pediram ao Papai Noel, i-ma-gi-nem! Pediram água.

Ah! Que tempo esse em que ao invés de brinquedos, as crianças pedem água para beber, tomar banho, encher as garrafas…

Pois anjos bons, voluntários se cotizaram e contrataram 10 carros-pipas que foram entregues ontem de presente para os meninos sem água.

2019 pois, foi o ano de um Natal em que os homens do poder se ocuparam em poder, esquecidos de que isso é, também, passageiro. Que o eterno é o bem que se faz. É o serviço que se presta ao outro. E é, principalmente, esquecer de si em favor do próximo, que é a escada por onde se trilha os degraus para a Luz.

Pois num é que isso dá uma crônica de Natal?

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Crônica, Sem categoria

25 de dezembro de 2019

Andava eu à procura do que falar numa crônica de Natal. Todo ano, costuma-se citar a vitoriosa passagem do menino pobre, que viveu entre os iguais a ele, cresceu num mundo dominado pelo tacanho militar de Roma e cujo povo judeu rezava pela vinda de um libertador.

O resto dessa história todo mundo sabe, não é preciso dar “spoiler”, isto é, contar o final marcado exatamente pelo que ele mais condenou. Mas as bases do regime de liberdade, apregoado por ele, ganharam o mundo. Dois mil e dezenove anos depois, o menino da manjedoura é lembrado a cada dia em que, no passado, se festejava a passagem do rei sol.

Crianças de todo o mundo cristão fazem pedido ao emissário de Jesus, o Papai Noel. E entre as cartas deste ano, algumas surpreenderam. Dois meninos de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, pediram para ganhar uma galinha. Para que a família tivesse um ovo para comer todo dia.

Em Petrolina, Pernambuco, duas crianças do meio da zona da mata, onde impera a seca e a miséria, pediram ao Papai Noel, i-ma-gi-nem! Pediram água.

Ah! Que tempo esse em que ao invés de brinquedos, as crianças pedem água para beber, tomar banho, encher as garrafas…

Pois anjos bons, voluntários se cotizaram e contrataram 10 carros-pipas que foram entregues ontem de presente para os meninos sem água.

2019 pois, foi o ano de um Natal em que os homens do poder se ocuparam em poder, esquecidos de que isso é, também, passageiro. Que o eterno é o bem que se faz. É o serviço que se presta ao outro. E é, principalmente, esquecer de si em favor do próximo, que é a escada por onde se trilha os degraus para a Luz.

Pois num é que isso dá uma crônica de Natal?