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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

dor

Quando quem está na UTI não é o paciente (de risco de vida), mas o médico saudável.

Por andreflavionb em burnout, médico indiferente

08 de setembro de 2019

 

Quando quem está na UTI não é o paciente (de risco de vida), mas o médico saudável.

Quando quem está na UTI não é o paciente (de risco de vida), mas o médico saudável.

Este é um relato pessoal.

Enfim chegou o dia em que todos um dia temos que enfrentar, mas ninguém nunca nos preparou: ver um ente querido, lutando por sua vida em um leito de UTI.

Este dia chegou para mim. Tive que ir visitar minha amada vó, que, mesmo aos 100 anos de idade, há 3 semanas, ela, ainda saudável e em casa, lembrava as pessoas (mesmo com Alzheimer) de tomar seu remédio da pressão “se eu não tomar isso, eu posso morrer!”.  Ela que, em outra ocasião, acordou minha mãe, no meio da madrugada,  dizendo que estava com muito frio e pediu outro cobertor. Quando minha mãe foi colocar o cobertor em cima dela, ela mandou tirar de cima dela imediatamente porque “esse cobertor parece uma mortalha e eu não estou morta!”. Esses são apenas alguns dos relatos que trago para enfatizar o quanto minha amada vó ama a vida. Digo isso também para coibir determinados pensamentos automáticos de “Ah, mas ela ja viveu muito… “, como se viver muito fosse um ato egoísta de se manter vivo.

Pois bem, conhecedor da influencia do estado emocional para melhoria (ou para piora) do estado de saúde que sou, já me assustou, de cara, ver pessoas, nesse momento mais crítico da vida, afastadas de seus entes queridos. Explicaram que toda UTI era assim e que tem a ver com contaminação. Ok, até entendo. Mas é para isso que servem o uso protocolar de EPIs (avental, máscaras, luvas…), ou não?

Será que com o avanço da medicina ainda não conseguiram perceber que o conforto de estar perto de alguém que se ama, produz neurotransmissores que ajudam a relaxar mais poderosos que muitas das drogas que se aplicam nesses pacientes? Que isso ajuda a produzir mais anticorpos pela queda do cortisol (hormônio estressor)?  Será que nunca estudaram 1 parágrafo sequer das teses básicas da analise comportamento que mostram em estudos experimentais que afastar uma pessoa frágil de seus entes querido, ajuda a piorar seu estado de saúde e humor?

https://amenteemaravilhosa.com.br/experimento-harlow-teoria-do-apego/

https://pt.sainte-anastasie.org/articles/psicologa/el-experimento-de-harlow-y-la-privacin-materna-sustituyendo-a-la-madre.html

Voltando, entro na sala de UTI e vejo aquele ser que fez e faz parte ativa de minha vida ali desacordada, em seu estado mais frágil, como nunca vi antes. Logo minha vó, uma mulher forte e cheia de vontades, daquelas que só faz as coisas no seu tempo (para tudo; comer, tomar banho, e etc. Somente no tempo dela, e nem insista!), estava ela lá sem condição de dizer “não quero isso/ quero aquilo!”. Obvio que isso, por si só, já nos deixou completamente atordoados, sensibilizados, emocionados… Principalmente este que vos escreve. Este que não consegue lembrar de sua infância feliz sem ter sua vó nessas lembranças. Este que foi cuidado como filho querido, na ausência de sua guerreira mãe, enquanto esta precisava trabalhar e viajar longe do filho.

Aproximei-me e, mesmo desacordada, falei com ela, torcendo para que seu inconsciente captasse minha voz, meu carinho, meu afeto, meu amor. Em seguida me afastei e fui conversar com o médico plantonista que estava com um dos bens mais preciosos da família em suas mãos. Queria entender o prognóstico, conduta medicamentosa, enfim, um quadro geral de minha vó. E vou colocar, com o máximo de fidedignidade como foi com esse dialogo.

Ele, o médico, estava sentado, com fones de ouvido, afastado das enfermeiras, uma demonstração inconsciente de “sou superior a vocês e não quero ser incomodado”, mas tentei evitar analisa-lo. Esse não era o momento. Portanto, repreendi meu cérebro psicólogo.  E segui;

-Olá, tudo bem? Sou neto da paciente Maria Paula – Ele não estava me ouvindo e nem tinha me visto porque estava de cabeça baixa escrevendo alguma coisa no celular, com fones no ouvido. Então passei a mão em seu campo de visão para que notasse minha presença. Ele me viu, tirou UM fone de ouvido, voltou a escrever no celular e disse voltando a mexer no celular, de cabeça ainda baixa;

– Oi, pode falar.

– Certo, eu sou neto da paciente Maria Paula e …

– Ahn? Maria Paula? – Me cortou, olhou para mim 2 segundos com expressão confusa.

– Sim, Maria Paula – Dai apontei para o leito dela.

-Ahhhhhh, a paciente “leito 1” – Esse era o novo nome de minha vó. Não era mais um ser humano, com uma história de vida, importante para toda família, era apenas um número.

Tratar um número é diferente de tratar de gente. Embora, me veio a cabeça, depois de toda cena ocorrida, que aquele médico tinha menos empatia que o professor mais duro de matemática que tive no colegial. Lá estava eu, com a cara inchada, olhos vermelhos, abalado, tentando ensinar algo a ele que talvez a faculdade não o ensinou; a tratar as pessoas por seu nome, como dizia Jung “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

–  Sim, a paciente Maria Paula – Corrigi educadamente.

– Sim, sim, o que você quer saber? – Perguntou, escrevendo no celular, com apenas 1 ouvido me escutando o outro escutando sua música.

– Bom, queria saber como está o quadro dela e a conduta medicamentosa (quais medicações estavam utilizando nela, quais sedativos…) – Ele ainda de cabeça baixa perguntou;

– Você é médico?

– Não, sou psicólogo – Respondi sem entender o porquê da pergunta.

– Então não adianta explicar para você, você não vai entender nada. – Bom, eu poderia explicar que na psicologia se estuda E MUITO o corpo humano, fisiologia, anatomia, psicofarmacologia, neurociências… podia explicar que, apesar de não ser médico, tinha alguma inteligência para compreender algo, caso ele tivesse a boa vontade me explicar… Lembrei que as pessoas mais inteligentes do planeta conseguem explicar as teorias mais complicadas da física quântica como se fosse algo simples e, exatamente por esse motivo,  são inteligentes; Porque conseguem repassar o conhecimento complicado de uma forma simples e acessível e você capta sem precisar ser um físico.

– Doutor, o senhor pode me mostrar o prontuário dela (já que você não quer se incomodado, permita-me pelo menos ler o que está sendo feito com minha velhinha)? – Ele, dessa vez, parou o chat, me olhou levantando a sobrancelha, narinas infladas, bufando, levantando o canto da boca (microexpressões faciais de puro desprezo) e disse:

-A paciente leito 1 está com o mesmo quadro da manhã – Disse como se eu soubesse qual era esse “mesmo quadro da manhã” e como se fosse algo obvio, porque pacientes que estão na UTI não alteram o quadro da manha para a tarde, certo? ( estou sendo sarcástico) – E está tomando as mesmas medicações da manhã – completou e voltou para o mais importante; não dá atenção as pessoas.

Eu podia deixar minha natureza humana tomar o seu curso e explodir ali. Afinal, raiva e indignação são emoções básicas humanas que estão ali por um sentido evolutivo de sobrevivência, portanto, em muitos momentos, podem ser usadas de forma positiva, como por exemplo; Mostrar pra ele o que Dra. Nise, uma das maiores psiquiatras do mundo (brasileira) fez em uma explosão de raiva ao notar que enfermeiros e médicos estavam tratando as pessoas de forma cruel, desrespeitosa, e indiferente, ela disse:  “essas pessoas não são lixos!! Não são objetos!! São seres humanos e são amadas e importantes para outras pessoas! Além do mais, são essas pessoas que pagam o salário de vocês e, para que lembrem disso, a partir de hoje, quero que chamem essas pessoas de clientes!”.

Sim, eu podia deixar o espirito de Nise tomar conta de mim, porém, isso não ia ter serventia alguma para aquele ser. Percebi isso no primeiro “paciente leito 1”. Eu não ia conseguir fazer brotar nele empatia, inteligência para explicar algo “difícil”… Tratava-se, talvez, de alguém sem preparo emocional para cuidar da vida de outras pessoas. Alguém já na fase de UTI emocional, em burnout. Portanto, se ele não foi empático com minha dor, eu iria ser com o possível problema dele. Retirei-me. “Parei de incomodar” e voltei para minha amada vó. Ia ser mais útil, naquele momento, estando com ela, do que virando Hulk naquela sala.

Enquanto acariciava a testa fria e pálida de minha velhinha, segurando sua mão, me veio um pensamento automático que me deixou muito angustiado “Se esse hospital caro, particular, está com esse médico dessa forma (despreparado e/ou doente), como será que estão os médicos dos hospitais públicos que recebem um volume extraordinariamente maior do que este?”. Aquele médico estava tomando conta de 7 leitos apenas e, claramente, já não cuidava de pessoas, cuidava de números.

Eu precisava fazer algo. Não podia ficar imparcial diante daquela horrível experiência. Decidi que precisava compartilhar essa experiência com meus leitores. Também decidi, ao lembrar de Freud que falava que a dor é uma ótima ferramenta para mudar as pessoas, que precisava abrir uma ocorrência na ouvidoria daquele hospital a respeito da conduta médica daquele sujeito. E que precisava abrir também uma ocorrência de sua conduta também no conselho regional de medicina. Essa seria minha melhor colaboração e oportunidade de mudança que daria para a vida daquele sujeito. Se ele não mudasse pelo amor, iria mudar pela dor, de toda forma, para o bem dele, ele teria que mudar. Consegui até imaginar Freud dizendo; “vá em frente!”.

Comentei com minha mãe do ocorrido. A resposta automática dela ( preocupada com a saúde de sua mãe) foi; “entendo meu filho, é assim mesmo, mas não vamos criar problemas, afinal, é ele quem está cuidando da mamãe. É igual ao reclamar da comida para o garçom, ele pode cuspir no prato”.

Ela estava certa? Talvez (geralmente ela está), mas, talvez, também seja por isso que temos hoje tantos médicos que deveriam ser mecânicos de oficina, ou torneiros, ou açougueiros… tudo menos médicos; porque as pessoas encontram-se reféns dessa má conduta e, ao não fazer nada, acabam perpetuando essa eterna má conduta.

Então é preciso sim começar essa mudança. Por isso, caro leitor, caso esteja passando por algo semelhante, sugiro que faça sua parte nessa mudança; vá na ouvidoria (todo hospital tem; publico ou privado), pegue o nome do médico, seu número de CRM (que é fornecido pelo próprio hospital) e faça sua reclamação ( reclame também no conselho regional de medicina do seu estado, basta dá um google para ver os números de telefone). Essa reclamação pode ser anônima também. Dessa forma, essas pessoas de jalecos que estudaram a vida inteira para cuidar e respeitar a vida, podem ter uma oportunidade de rever seus conceitos, de procurar ajuda.

Hoje, 80% de meus pacientes são médicos. E percebo a evolução dessas pessoas como profissionais, como pessoas, como seres humanos. Gostaria muito que todo médico fizesse terapia, essa seria uma maravilhosa forma de não ficar dessensibilizado com a dor dos outros, com a vida humana, de não entrar em parafuso (burnout), de não tratar as pessoas como números, como mercadoria, de tornar-se médicos melhores, diferenciados, com inteligência (e preparo) emocional, pois, hoje, o que percebi, nessa triste experiência, é que quem está em UTI é aquele médico, não minha velhinha.

André Barbosa

Orgulhosamente; Psicólogo Clínico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E essa tristeza sem motivo aparente?

Por andreflavionb em tristeza

31 de Maio de 2018

Quando sentimos uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

E essa tristeza sem motivo aparente?

Hoje vamos conversar sobre um sentimento cada vez mais presente na vida das pessoas nessa correria do dia-a-dia: uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

Para entender o caso, vamos analisar a vida de Beatriz, uma estudante universitária, 22 anos.

Beatriz mora com os pais, diz que a relação familiar é boa, namora, está no curso que sempre quis fazer; medicina. Porém, anda sentindo uma tristeza, uma angústia cada vez mais forte, cada vez mais presente em seu dia-a-dia.

Nada está ruim na vida dela, ela sabe disso, tem consciência disso, e isso piora a situação: “Como eu posso estar me sentindo assim se tenho tudo?”.

Pensamentos como: “Por que eu não me sinto feliz? / Quando eu vou ter paz?/ Quando essa dor vai passar?/ Até quando vou aguentar isso?”, estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de Beatriz e isso tem tornado sua vida mais cinza, sem graça, sem boas perspectivas futuras.

Tudo isso tem tirado o estímulo de Beatriz para estudar, querer sair, tem se achado uma péssima namorada “Ele não merece isso”, e isso está colocando até sua relação em risco. Se fosse fazer só o que tinha vontade, passaria o dia dormindo, isolada em seu quarto, sem precisar sair, sempre precisar ir ver namorado ou amigos.

Muitas vezes tem vontade de sumir. Que os outros a esqueçam.

Sente-se como se fosse uma espectadora da própria vida, sem o poder de alterar nada, apenas vai vivendo conforme a vida vai “mandando”.

Diferentemente da tristeza, que é uma emoção normal, consequência de alguma frustração, luto, rompimento de relacionamento, perda, dor (e que tem uma causa claramente notada), essa sensação de “vazio, angústia, tristeza sem motivos” deve ser levada a sério, pois são sintomas (sinalizações) de algo mais complicado como, por exemplo; uma depressão.

Existe um conjunto de coisas (o que chamamos de “fatores sistêmicos”) que podem estar provocando isso: desregulação do sono, ansiedade/estresse crônico, alimentação desregulada, pensamentos distorcidos sobre si e sobre o mundo, comportamentos automáticos, falta de exposição a luz solar saudável, baixo consumo de água, falta de atividades prazerosas, sedentarismo… Enfim, existe um vasto conjunto de coisas que podem estar contribuindo para vir esse tipo de sensação que acaba tirando o brilho da vida, prejudicando todos os campos da vida: pessoal, profissional, familiar, afetivo…

A boa notícia, dito isso, é que essa sensação tem sim motivos, portanto, tem cura/controle. Porém, o primeiro passo é querer e agir para melhorar. Existem pessoas que estão nessa situação, querem até melhorar, mas não fazem nada a respeito.

Procurar ajuda de um profissional da saúde mental: psicólogo/psiquiatra é um importante passo.

Psicólogo/psiquiatra com um bom entendimento cognitivo-comportamental deverá analisar sua vida de forma ampla, entendendo que nem tudo é psicológico, que somos resultado de vários fatores: ambientais, fisiológicos, genéticos e sociais. E tudo isso impacta diretamente em nossa saúde mental.

Iai? Vamos sair dessa?

 

André Barbosa

Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental

Contato: 85 98813-9593

 

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E essa tristeza sem motivo aparente?

Por andreflavionb em tristeza

31 de Maio de 2018

Quando sentimos uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

E essa tristeza sem motivo aparente?

Hoje vamos conversar sobre um sentimento cada vez mais presente na vida das pessoas nessa correria do dia-a-dia: uma tristeza, desânimo, sensação de vazio… sem motivos aparente.

Para entender o caso, vamos analisar a vida de Beatriz, uma estudante universitária, 22 anos.

Beatriz mora com os pais, diz que a relação familiar é boa, namora, está no curso que sempre quis fazer; medicina. Porém, anda sentindo uma tristeza, uma angústia cada vez mais forte, cada vez mais presente em seu dia-a-dia.

Nada está ruim na vida dela, ela sabe disso, tem consciência disso, e isso piora a situação: “Como eu posso estar me sentindo assim se tenho tudo?”.

Pensamentos como: “Por que eu não me sinto feliz? / Quando eu vou ter paz?/ Quando essa dor vai passar?/ Até quando vou aguentar isso?”, estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de Beatriz e isso tem tornado sua vida mais cinza, sem graça, sem boas perspectivas futuras.

Tudo isso tem tirado o estímulo de Beatriz para estudar, querer sair, tem se achado uma péssima namorada “Ele não merece isso”, e isso está colocando até sua relação em risco. Se fosse fazer só o que tinha vontade, passaria o dia dormindo, isolada em seu quarto, sem precisar sair, sempre precisar ir ver namorado ou amigos.

Muitas vezes tem vontade de sumir. Que os outros a esqueçam.

Sente-se como se fosse uma espectadora da própria vida, sem o poder de alterar nada, apenas vai vivendo conforme a vida vai “mandando”.

Diferentemente da tristeza, que é uma emoção normal, consequência de alguma frustração, luto, rompimento de relacionamento, perda, dor (e que tem uma causa claramente notada), essa sensação de “vazio, angústia, tristeza sem motivos” deve ser levada a sério, pois são sintomas (sinalizações) de algo mais complicado como, por exemplo; uma depressão.

Existe um conjunto de coisas (o que chamamos de “fatores sistêmicos”) que podem estar provocando isso: desregulação do sono, ansiedade/estresse crônico, alimentação desregulada, pensamentos distorcidos sobre si e sobre o mundo, comportamentos automáticos, falta de exposição a luz solar saudável, baixo consumo de água, falta de atividades prazerosas, sedentarismo… Enfim, existe um vasto conjunto de coisas que podem estar contribuindo para vir esse tipo de sensação que acaba tirando o brilho da vida, prejudicando todos os campos da vida: pessoal, profissional, familiar, afetivo…

A boa notícia, dito isso, é que essa sensação tem sim motivos, portanto, tem cura/controle. Porém, o primeiro passo é querer e agir para melhorar. Existem pessoas que estão nessa situação, querem até melhorar, mas não fazem nada a respeito.

Procurar ajuda de um profissional da saúde mental: psicólogo/psiquiatra é um importante passo.

Psicólogo/psiquiatra com um bom entendimento cognitivo-comportamental deverá analisar sua vida de forma ampla, entendendo que nem tudo é psicológico, que somos resultado de vários fatores: ambientais, fisiológicos, genéticos e sociais. E tudo isso impacta diretamente em nossa saúde mental.

Iai? Vamos sair dessa?

 

André Barbosa

Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental

Contato: 85 98813-9593