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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

agosto 2012

Nas ondas do rádio

Por Orlando Nunes em Gramática

21 de agosto de 2012

Ops! Falta pra cartão.  Verbo pôr conjugado no pretérito perfeito do indicativo

Falta pra cartão

“Com a chegada do novo treinador e o pagamento de parte dos salários atrasados, os jogadores icasianos poram fim à greve.”

Ops! Falta pra cartão.

Verbo pôr conjugado no pretérito perfeito do indicativo:

Eu pus, tu puseste, ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles puseram.

Agora vai:

“Com a chegada do novo treinador e o pagamento de parte dos salários atrasados, os jogadores icasianos puseram fim à greve.”

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Pontuação – Não tropece na vírgula

Por Orlando Nunes em Gramática

13 de agosto de 2012

Sobrou vírgula

A decisão é do juiz da 13ª Zona Eleitoral, de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch.

– A sequência nominal “Zona Eleitoral de Florianópolis” não deve ser separada por vírgula.

A decisão é do juiz da 13ª Zona Eleitoral de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch.

Faltou vírgula

 Se essa determinação não for atendida, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 50 mil e o prazo de suspensão do Facebook no país será duplicado.

– A conjunção “e” pode vir antecedida de vírgula quando liga orações de sujeitos diferentes.

Se essa determinação não for atendida, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 50 mil, e o prazo de suspensão do Facebook no país será duplicado.

Sujeito 1: a empresa; sujeito 2: o prazo.

Navegar é preciso

 Vai ancorar no Portal:

Português Prático do Manual de Apoio à Redação – MAR Jangadeiro

Alguns tópicos para um bate-bola com a Redação da Janga:

Nova Ortografia – piada de português?

Acentuação gráfica – a prova de que português é inteligente,

Regência – vitalícia ou provisória?

Crase – é grave, doutor?

Concordância – há discordâncias.

Colocação pronominal – pronomes de esquerda, de centro, de direita.

Flexões nominais e verbais – em forma sem fôrma.

Orações – para entrar no reino do MAR: 3ACE ou C6FTP.

Pontuação: não tropece na vírgula.

2012 dúvidas – um ou dois-pontos depois de um dois?

Até!

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As vírgulas dizem coisas

Por Orlando Nunes em Gramática

09 de agosto de 2012

A vírgula é um sinal gráfico utilizado pelo redator quando precisa “informar” ao leitor que a ordem “normal” dos termos da frase foi alterada.

Dessa forma, a relação entre vírgula e “pausa para respirar” é pura piada de português.

Em outras palavras, não faz a menor diferença se o escritor tem 81 ou 18 anos, se respira graças a intervenção de aparelhos ou se tem pulmão de boliviano.

Vírgula tem a ver com sintaxe, não com balão de oxigênio.

Nesse caso, aliás, é bem provável (por uma questão de quilometragem de texto) que o velhote dispunha de muito mais “gás” na corrida virgulada da linguagem escrita.

Muito bem. Disse que vírgula serve para “informar” o leitor sobre mudança de percurso. O caminho sintático “normal” dispensa a vírgula. Que caminho normal é este?

Vamos lá: largada – sujeito. Próximos passos: verbo, complemento verbal, adjunto adverbial. Quando a sequência é essa, guarde suas vírgulas na sacola.

Se a sequência sujeito–verbo–complemento verbal–adjunto adverbial for alterada, é hora de a vírgula entrar em campo. Vejamos isso na prática jornalística de todos os dias.

“Senado aprova contas de 50% para vagas das federais.”

No exemplo acima, a ordem “normal” dos termos da frase não foi alterada: sujeito (Senado), verbo (aprova), complemento verbal (contas de 50%), adjunto adverbial (para vagas das federais).

Como a ordem padrão não foi modificada, para que encher o saco do leitor com vírgulas?

Se, no entanto, promovermos mudanças na ordem tradicional dos termos da frase:

1) “Para vagas das federais, Senado aprova contas de 50%.”

2) “Senado aprova, para vagas das federais, contas de 50%.”

a vírgula eloquentemente “avisa” ao leitor que “alguma coisa está fora da ordem”.

Meu e-mail: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Primeiro eu

Por Orlando Nunes em Dica

05 de agosto de 2012

O PAC (Piedade Atlético Clube) não andou em campo neste primeiro domingo de agosto – uma derrota humilhante dentro de casa para o Ajax do Acaracuzinho.

Eu, Ludovico e Pardal fomos considerados os responsáveis pela queda do PAC.

Não vamos mais falar do PAC, tampouco tampar o sol com uma peneira e apresentar uma defesa tonta para o trio de marcação do meio de campo do Piedade Atlético Clube.

Jogamos mal mesmo, não dormimos bem na véspera do jogo – aliás, não dormimos na véspera do jogo, fomos convidados para a festa de dez anos dos Aviões do Forró.

Álcool e volante não combinam – Eu, Pardal e Ludovico somos os três volantes do PAC. Um por todos e todos por um. Forró e futebol combinam – dançamos todos.

Agora é bola pra frente, levantar a cabeça e lançar mão de todos os chavões – perdemos a batalha, não perdemos a guerra, futebol tem dessas coisas, é uma caixinha de surpresas. Vamos conversar durante a semana com o professor e botar ordem na casa.

Virando o jogo

Professor, ordem na casa, isso mesmo. O assunto da coluna de hoje não é futebol, nunca foi ou será, este blog não trata disso, estou é fazendo cera e posso ser punido por isso. Eu, Ludovico e Pardal seremos responsabilizados pelo bisonho desempenho do PAC.

A pergunta é: por que comecei a frase com “Eu”, e não com “Ludovico” ou “Pardal”?

Não se trata de egocentrismo, não. A dica de hoje é a seguinte: quando “eu” e outra(s) pessoa(s) integram uma estrutura de frase cujo conteúdo não é dos mais racomendáveis, manda a etiqueta (boa educação?) que “EU” vá na frente para o buraco. Em contrapartida, se a mensagem é positiva, o último a comer do bolo será o educado “EU”.

Ludovico, Pardal e eu seremos homenageados em breve com o troféu Limão com Mel.

Claro como água que passarinho não bebe?

Dúvidas, debates e desaforos, mande mensagem: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Mega acumula dois ss

Por Orlando Nunes em Gramática

01 de agosto de 2012

Mega-Sena: hífen como licença poética

Quando usar hífen com o prefixo mega?

Somente quando a palavra seguinte for iniciada pelas letras A ou H.

Mega-atleta, mega-hertz.

Nos demais casos, escreva sempre “tudo junto”.

Megaoperação, megaevento, megacomício, mega qualquer coisa, ó megaleitor.

– Espere, aí, alto lá! Mas quem está acumulada nesta semana não é a Mega-Sena?

Na verdade, a grafia Mega-Sena, com hífen, está contida na caixa da “licença poética”, com o perdão do deslocamento da expressão.

Isso tudo é só para que o apostador pense que a vida é fácil. Deveríamos ter, isso sim, a compacta Megassena, com dois ss para garantir o som autêntico do fonema /s/. Se tivéssemos apenas um “s” entre vogais, ouviríamos o brado retumbante do fonema /z/.

Mas o importante é o dinheiro no bolso, enfim. Por que não Mega$$ena?

Arre! Boa sorte aos otimi$ta$.

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Mega acumula dois ss

Por Orlando Nunes em Gramática

01 de agosto de 2012

Mega-Sena: hífen como licença poética

Quando usar hífen com o prefixo mega?

Somente quando a palavra seguinte for iniciada pelas letras A ou H.

Mega-atleta, mega-hertz.

Nos demais casos, escreva sempre “tudo junto”.

Megaoperação, megaevento, megacomício, mega qualquer coisa, ó megaleitor.

– Espere, aí, alto lá! Mas quem está acumulada nesta semana não é a Mega-Sena?

Na verdade, a grafia Mega-Sena, com hífen, está contida na caixa da “licença poética”, com o perdão do deslocamento da expressão.

Isso tudo é só para que o apostador pense que a vida é fácil. Deveríamos ter, isso sim, a compacta Megassena, com dois ss para garantir o som autêntico do fonema /s/. Se tivéssemos apenas um “s” entre vogais, ouviríamos o brado retumbante do fonema /z/.

Mas o importante é o dinheiro no bolso, enfim. Por que não Mega$$ena?

Arre! Boa sorte aos otimi$ta$.