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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

outubro 2012

Para o quê?

Por Orlando Nunes em Gramática

25 de outubro de 2012

O MAR adverte: o fonema inicial do radical português é… imexível (boa palavra).

Boa parte da imprensa brasileira, no entanto, levou gato por lebre – copiou uma forma torta do inglês e perdeu a cabeça: lascou uma tal de paralimpíada, um tal de paralímpico, que se alastra na velocidade de um superatleta, de um superpateta.

Cadê o antivírus? Acuda, Houaiss!

Em português, quando juntamos um prefixo a um radical, ocorre o seguinte:

Para- + elétrico = paraelétrico (o radical, eletric– não perde fonema; por isso não temos *paralétrico).

Para- + estatal = paraestatal, e não *parestatal.

Para- + encéfalo = parencéfalo (quem perde fonema, como sempre, é o prefixo, jamais a parte inicial do radical: por isso não temos *parancéfalo).

Para- + odontia = parodontia (quem perde fonema é, de novo, o prefixo, nunca o radical; por isso não temos *paradontia).

Para- + olimpíada = paraolimpíada, e não +paralimpíada.

Obs. O símbolo * significa “deleta, doidim”.

Meus amigos, um comitê olímpico nacional (ou internacional) chega com o narizinho arrebitado e manda o Houaiss, o Aulete, o Aurélio, os brasileiros, enfim, dobrarem a língua? Ora, mas que menino, diria algum parlamentar letrado. Faça isso não, viu?!

Abraço.

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Caça-Rato caixa-alta

Por Orlando Nunes em Ortografia

17 de outubro de 2012

“Flávio Caça-rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

– O substantivo composto acima faz parte do nome próprio, por isso deve ser escrito com letras maiúsculas.

Mas atenção: sendo o composto um nome próprio, todos os elementos serão iniciados por letra maiúscula, e não só o primeiro.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

Observe ainda: “em que” equivale a “na qual”, um pronome relativo.

Casa “em que” moro / Casa “na qual” moro; Cidade “em que” nasci / Cidade “na qual” nasci.

Se fizéssemos a substituição no trecho em destaque, teríamos: “Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta na qual o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso”.

Com a substituição parece ficar mais claro que algo está meio… ambíguo.

Vejamos:

… bicicleta em que o árbitro marcou jogo perigoso / … bicicleta na qual o árbitro marcou jogo perigoso. Mas o árbitro não marcou jogo perigoso na bicicleta, sabemos.

Se quiséssemos mesmo usar um pronome relativo nessa estrutura, poderíamos ter, por exemplo:

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta a qual/que, corretamente, foi considerada jogo perigoso pelo árbitro”.

Mas há uma pedalada mais simples, sem o relativo.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta, e o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.” A conjunção “e” trouxe mais harmonia ao meio-campo, quero crer.

Nada contra os relativos, mas…

Pronome relativo às vezes é jogo perigoso, principalmente quando precedido de preposição. Pronomes relativos, além de bicicletas, adoram carrinhos e rasteiras.

Até!

Participe: dúvidas & debates, marjangadeiro@gmail.com

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Caça-Rato caixa-alta

Por Orlando Nunes em Ortografia

17 de outubro de 2012

“Flávio Caça-rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

– O substantivo composto acima faz parte do nome próprio, por isso deve ser escrito com letras maiúsculas.

Mas atenção: sendo o composto um nome próprio, todos os elementos serão iniciados por letra maiúscula, e não só o primeiro.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

Observe ainda: “em que” equivale a “na qual”, um pronome relativo.

Casa “em que” moro / Casa “na qual” moro; Cidade “em que” nasci / Cidade “na qual” nasci.

Se fizéssemos a substituição no trecho em destaque, teríamos: “Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta na qual o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso”.

Com a substituição parece ficar mais claro que algo está meio… ambíguo.

Vejamos:

… bicicleta em que o árbitro marcou jogo perigoso / … bicicleta na qual o árbitro marcou jogo perigoso. Mas o árbitro não marcou jogo perigoso na bicicleta, sabemos.

Se quiséssemos mesmo usar um pronome relativo nessa estrutura, poderíamos ter, por exemplo:

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta a qual/que, corretamente, foi considerada jogo perigoso pelo árbitro”.

Mas há uma pedalada mais simples, sem o relativo.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta, e o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.” A conjunção “e” trouxe mais harmonia ao meio-campo, quero crer.

Nada contra os relativos, mas…

Pronome relativo às vezes é jogo perigoso, principalmente quando precedido de preposição. Pronomes relativos, além de bicicletas, adoram carrinhos e rasteiras.

Até!

Participe: dúvidas & debates, marjangadeiro@gmail.com