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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

novembro 2012

Amigo da Onça

Por Orlando Nunes em Redação

11 de novembro de 2012

Erramos

Na coluna passada, publicada nesse sábado (10), disse que é mais fácil empurrar Onça ladeira abaixo do que segurar Leão faminto ladeira acima. Mas a noite do domingo (11) revela-me que não entendo nada de jogo do bicho. Onça 3 x 1 Leão.

Volto à padronização de numerais, havíamos parado no item 5.

6. Escrevemos sempre com algarismos, e não por extenso:

a) números referentes a idade dos personagens da notícia – A vítima tinha apenas 9 anos (e não nove anos)

b) datas – O primeiro registro da doença ocorreu em 3 (e não três) de agosto de 1997.

c) resultados de julgamentos e votações – Ela foi condenada por 5 votos a 1. A Comissão aprovou o relatório por 5 votos a 3.

d) resultados de jogos – O Oeste venceu o Fortaleza por 3 a 1.

Vou encerrando por aqui, não gosto de números. Todo numeral é amigo da Onça.

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Bora, bola

Por Orlando Nunes em Redação

10 de novembro de 2012

O MAR adverte: o texto a seguir faz parte do debate entre jornalistas do Portal Jangadeiro Online sobre padronização de escrita de numerais. Em outras palavras, as recomendações apresentadas não foram colhidas por Moisés, não são dogmáticas.

Salve, Janga.

Vamos bater uma bola sobre padronização de escrita de numerais. É moleza, fácil como empurrar Onça ladeira abaixo – difícil é segurar Leão faminto ladeira acima. Hehehe!!!

O princípio geral é escrever por extenso os números de um a dez, e utilizar algarismos de 11 em diante. Esse, repito, é o “princípio geral”, poucas vezes superado – parece o Barça. Mas não embaça!

O melhor é entrar em campo com exemplos práticos.

1. Princípio geral.

O Fortaleza entra em campo no domingo com três volantes?

Em campo, 11 tricolores; na arquibancada, 20 mil.

2. Mistão

Com mil, milhão, bilhão, trilhão, usamos a forma mista quando o número é redondo ou aproximado. Misto aqui quer dizer metade algarismo, metade por extenso.

Na arquibancada, 20 mil tricolores.

Antes que me corrijam, eu o faço: não são 20 mil tricolores, não. A torcida do Ceará vem dar um apoio ao Oeste: 1,5 mil (aproximadamente) alvinegros e rubro-negros.

Na verdade, desse número, se formos exatos, 500 são corais. Ferrim, meu filho!

3. Números quebrados

A forma mista só vale para números acima de mil – redondos ou aproximados. Números quebrados são escritos sempre com algarismos (e nunca se esqueça do ponto do milhar).

Na entrada do PV, um homem foi preso com 1.111 ingressos falsificados na cueca.

4. Quem peita o princípio geral?

Claro que a prática de escrever números de um a dez por extenso merece respeito, mas quem não dribla um bom marcador de vez em quando não deve nem entrar em campo.

Olha a hora. Escreva com algarismo (mesmo para número abaixo de 11), quando o “dito cujo” servir de resposta à pergunta “(a) que horas?”, “(a) quantos minutos, segundos?”.

A dupla estreia às 10 horas, na arena montada na Praia de Iracema.

O gol foi marcado aos 5 minutos do primeiro tempo.

Fique esperto! Basta haver subtendida a palavra período para o princípio geral virar o jogo. O Pé de Vento da Piedade precisou apenas de cinco minutos para abrir o placar.

5. Bola parada

Que é isso, companheiro, boiou? Perceba que neste exemplo subtende-se a ideia de período, duração: O Pé de Vento precisou apenas [do período, do tempo] de cinco minutos para abrir o placar. Bem diferente é dizer que o gol foi marcado aos 5 minutos (em vez de duração de tempo, a ideia é pontual, a “que horas”, a “quantos minutos” aconteceu o gol? Sacou? Se não, amanhã eu volto com uma explicação “mais mole”.

Ainda há meia dúzia sobre padronização de numerais, mas depois eu conto. Agora minha mulher está me chamando para a concentração, vamos bater uma bola. Bora!

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Destróier

Por Orlando Nunes em Gramática

06 de novembro de 2012

E agora? Destróier é acentuado ou não?Maria Aparecida, da cidade praiana de Aracati-CE, jogou uma garrafa no MAR (marjangadeiro@gmail.com) com uma mensagem para o blogueiro.

Ela viu num dicionário (pós-reforma ortográfica de 2009) a palavra “destróier”, com acento agudo, mas leu também numa coluna de português na internet (não diz em qual das mais de seiscentas mil existentes) que o ditongo aberto /ói/, em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba), perdeu o acento. E agora, José?

Resposta: É tudo verdade! Vamos explicar.

Androide é um exemplo de palavra paroxítona. Nela encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Resultado: em 2009 o androide perdeu o acento, coitado.

Açúcar é um exemplo de palavra paroxítona terminada em R. Todas as paroxítonas com essa terminação recebem acento gráfico: hambúrguer, zíper, revólver, etc.

Voltemos ao destróier.

Nessa palavra encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Isso é mesmo uma boa razão para o acento agudo pular fora, mergulhar nas profundas do oceano. Mas…

Destróier é palavra paroxítona terminada em R. Pronto, perde lá, ganha cá!

Assim, Maria Aparecida, entre mortos e feridos, o acento de destróier sobrevive.

Quem é do MAR não enjoa.

Dúvidas & Debates: envie sua mensagem para o marjangadeiro@gmail.com

Grande abraço!

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Destróier

Por Orlando Nunes em Gramática

06 de novembro de 2012

E agora? Destróier é acentuado ou não?Maria Aparecida, da cidade praiana de Aracati-CE, jogou uma garrafa no MAR (marjangadeiro@gmail.com) com uma mensagem para o blogueiro.

Ela viu num dicionário (pós-reforma ortográfica de 2009) a palavra “destróier”, com acento agudo, mas leu também numa coluna de português na internet (não diz em qual das mais de seiscentas mil existentes) que o ditongo aberto /ói/, em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba), perdeu o acento. E agora, José?

Resposta: É tudo verdade! Vamos explicar.

Androide é um exemplo de palavra paroxítona. Nela encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Resultado: em 2009 o androide perdeu o acento, coitado.

Açúcar é um exemplo de palavra paroxítona terminada em R. Todas as paroxítonas com essa terminação recebem acento gráfico: hambúrguer, zíper, revólver, etc.

Voltemos ao destróier.

Nessa palavra encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Isso é mesmo uma boa razão para o acento agudo pular fora, mergulhar nas profundas do oceano. Mas…

Destróier é palavra paroxítona terminada em R. Pronto, perde lá, ganha cá!

Assim, Maria Aparecida, entre mortos e feridos, o acento de destróier sobrevive.

Quem é do MAR não enjoa.

Dúvidas & Debates: envie sua mensagem para o marjangadeiro@gmail.com

Grande abraço!