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Arquivos Fevereiro 2013 - MAR Jangadeiro

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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Fevereiro 2013

Teste gramatical – Gabarito comentado

Por Orlando Nunes em Gramática

23 de Fevereiro de 2013

Agora bote banca (banca examinadora) e marque a alternativa preparada com o tempero da norma culta escrita da língua portuguesa e do novo Acordo Ortográfico.

(A) Neymar chega a quinta expulsão da carreira e reclama muito da arbitragem.

(B)  Teste detecta pêlo de rato em ketchup Heinz; empresa nega.

(C)  Cão encontrado no DF não é o mesmo que desapareceu durante conexão de voo.

(D) Irmãos Cravinhos cumprirão pena em regime semi-aberto.

(E)  Ney Franco sobre Wellington: “teve erros decisivos”.

Resposta: opção correta, letra (C)

Comentário

A opção (A) está incorreta, porque faltou o acento indicativo da crase em “chegou a quinta expulsão”. O verbo “chegar rege a preposição “a” (quem chega, chega A algum lugar), e o substantivo feminino “expulsão” é antecedido pelo artigo definido “a”. Resultado: a + a = à (Neymar chega à quinta expulsão da carreira…).

A opção (B) está incorreta porque, com a nova Reforma Ortográfica, “caiu” o acento diferencial em substantivos como pelo, polo e pera.

A opção (C) está correta. As palavras terminadas em eem e oo(s) não são mais acentuadas graficamente (creem, leem, enjoo, voo).

A opção (D) está incorreta. Um dos princípios básicos do uso do hífen com os prefixos é o seguinte: se a letra final do prefixo é igual à letra inicial da palavra seguinte, usamos o hífen (microônibus); se as letras são distintas, escrevemos sem o hífen (semiaberto).

A opção (E) está incorreta só porque, depois de dois-pontos, quando transcrevemos uma citação direta (registramos a fala do personagem da notícia, da história), devemos utilizar letra inicial maiúscula. Ney Franco sobre Wellington: “Teve erros decisivos”. Entre aspas, a fala, a citação de Ney Franco, escrita com inicial maiúscula “T”.

Pois sim! Dúvidas & Debates: marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.

 

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Teste gramatical com Neymar, ketchup e cachorro-quente

Por Orlando Nunes em Gramática

20 de Fevereiro de 2013

As frases abaixo foram adaptadas do noticiário on-line brasileiro, para testar seus conhecimentos gramaticais – fique frio, é coisa light, como hot dog com ketchup.

Agora bote banca (banca examinadora) e assinale a opção preparada com a maionese da norma culta escrita da língua portuguesa e do novo Acordo Ortográfico. Bom apetite!

(A) Neymar chega a quinta expulsão da carreira e reclama muito da arbitragem.

(B)  Teste detecta pêlo de rato em ketchup Heinz; empresa nega.

(C)  Cão encontrado no DF não é o mesmo que desapareceu durante conexão de voo.

(D) Irmãos Cravinhos cumprirão pena em regime semi-aberto.

(E)  Ney Franco sobre Wellington: “teve erros decisivos”.

Participe! Envie sua resposta para o e-mail marjangadeiro@gmail.com

Na manhã de sábado, confira o gabarito comentado.

Abraço!

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Vogal x Semivogal, a pegada final

Por Orlando Nunes em Gramática

17 de Fevereiro de 2013

Olá, gente boa. Depois da pegação, não vá beijar a lona.

Primeiro round

Desafio do post  Pegadinha de português pós-pegação:

“Quantas palavras do gênero feminino terminadas pela vogal O você conhece?”

Pois a pegadinha estava numa só palavra: VOGAL.

Alguns leitores (agradeço a participação de todos) que enviaram sugestões para aumentarmos a lista anterior (formada pelos vocábulos libido, tribo, moto e foto) desconsideraram um detalhe importante: vogal e semivogal não são a mesma coisa.

Parece japonês, né? Mas não é!

Exemplos sugeridos por leitores:

A cançãO

A confusãO

A dispersãO

A exatidãO

A inflaçãO

A intoxicaçãO

(…)

Toda essa lista tangencia o desafio proposto, mas não acerta o alvo.

Mas por quê?

 

Segundo round

Exatamente porque nenhuma das palavras citadas termina por VOGAL. A letra O final nesses exemplos representa uma semivogal (presente no ditongo ão da última sílaba).

Só lembrando:

– toda sílaba tem uma única vogal.

– a letra A sempre representa vogal, nunca semivogal.

– ditongo crescente: sequência (na mesma sílaba) de uma semivogal e uma vogal:

sá-biA, sé-riA, sé-riE, nódoa (as semivogais sempre têm o som de /i/ ou de /u/.

– ditongo decrescente: sequência (na mesma sílaba) de uma vogal e uma semivogal:

sa-bÃo, pAi, mÃe (as semivogais sempre têm o som de /i/ ou de /u/.

 

Terceiro round

Isto posto, vamos analisar uma das palavras da lista acima: canção.

CAN-ÇÃO (duas sílabas)

A (vogal da primeira sílaba, não existe sílaba sem vogal)

A (vogal da segunda sílaba, o A nunca representa semivogal)

O (não pode haver duas vogais na mesma sílaba, a letra O representa aqui uma semivogal, que, apoiada à vogal A, forma um ditongo decrescente)

Assim, todos os exemplos acima são de palavras do gênero feminino (passam no primeiro teste), porém terminadas pela semivogal O (não passam no segundo teste, que exigia uma terminação com a VOGAL O, e não com a semivogal O).

 

Quarto round (os vencedores)

Contudo, a lista ganhou dois reforços:

A logO (redução de logomarca) – sugestão de Marcela Pires (Bezerros-PE).

A lotO (redução de loteria) – sugestão de Wilson Oliveira (Gurupi-TO).

Perceba que nas duas últimas sugestões a letra O só pode ser vogal (não existe sílaba sem vogal, né, japa?!): lo-to; lo-go.

Entendeu por que o desafio era mais difícil que passar no teste do bafômetro na volta do carnaval? São RARÍSSIMAS as palavras femininas terminadas pela vogal “o”.

Em nossa lista, agora com seis aves raras, só duas não são reduções de palavras maiores: tribo e libido.

O barco segue, estou no marjangadeiro@gmail.com

Um abraço!

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Pegadinha de português pós-pegação

Por Orlando Nunes em Vocabulário

13 de Fevereiro de 2013

Olá, gente boa, quem é do Mar não enjoa. Terra à vista.

Fim da folia, troque a pegação do Carnaval por uma pegadinha de Portugal.

Mais difícil que passar no teste do bafômetro

Alá-la-ô, ô-ô-ô, ô-ô-ô…

Oh, de casa!

Para quem passou no teste do bafômetro na volta do carnaval:

Quantas palavras do gênero feminino terminadas pela vogal O você conhece?

Fazendo um quatro (um empurrãozinho ladeira abaixo depois da folia):

1. A libidO

2. A tribO

3. A motO (redução de motocicleta)

4. A fotO (redução de fotografia)

???

Agora é com o navegante. Se puder, aumente essa lista. Mensagens para o marjangadeiro@gmail.com

Grande abraço!

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Saiba como o novo Acordo foi gerado

Por Orlando Nunes em Dica

08 de Fevereiro de 2013

“Senti como se fosse desmaiar, a mesma sensação de quando pulei da plataforma da piscina pela primeira vez –  aqueles vertiginosos segundos em queda livre – a mesma sensação que tivera ao acordar um dia com a pseudo-síndrome de Ménière.”  Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, Rubem Fonseca

O romance Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, de 1988, livre, portanto, da não vasta (mas vertiginosa) nova Reforma Ortográfica, registra a palavra “pseudo-síndrome”, com hífen.

Nos bons tempos, os prefixos auto, contra, extra, intra, infra, neo, proto, pseudo, semi, supra, e ultra eram separados com hífen de vocábulos iniciados por vogais ou por H, R e S.

Assim: auto-escola, auto-serviço, pseudo-síndrome, ultra-secreto, ultra-som, etc. Mas esqueça essa história, ela é coisa do passado, a moda agora é prefixar pelado (sem o hífen, é claro).

Funciona deste modo: prefixo terminado em vogal, como na relação acima, só vem com o tracinho de união em dois casos: 1) se a palavra seguinte é iniciada com H (auto-higiene, contra-harmonia, extra-humano…) ou 2) se o vocábulo seguinte for iniciado por vogal idêntica à que encerra o prefixo (contra-ataque, infra-acústico, intra-atômico, semi-improvisado).

Afora os dois casos, como princípio geral a união será carnavalesca, corpo a corpo.

Veja só: autoadesivo, autoajuda, autoalegria, megaporre, contraceptivo, contrabalanço, extraconjugal… e tal, e tal…

Mas o melhor vem no fina: prefixo terminado em vogal + palavra iniciada por R ou S? Moleza! Tudo bem juntinho, o R vira “RR”, e o S, “SS” (autorrealização, autosserviço, contrarreforma…

Ah, em Vastas Emoções pós-reforma leremos, naturalmente, “pseudossíndrome”.

Bom carnaval, mas se ligue. Trata-se de uma época favorável ao encontro de vogais e agás. Não se esqueça, portanto, do hífen. E se for escrever, não beba. Um grande abraço.

PS: A Síndrome de Ménière é semelhante à vertiginosa sensação de descer o Insano (aquele tuboágua gigantesco do Beach Park) copulando o novo Acordo Ortográfico (pois assim ele foi gerado, está provado).

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Ouvia-a cantar

Por Orlando Nunes em Gramática

02 de Fevereiro de 2013

Quando os verbos mandar, deixar, fazer (causativos); ver, ouvir, sentir (sensitivos) vêm seguidos de verbo no infinitivo, não há nesta estrutura uma locução (conjunto) verbal.

Assim, o verbo causativo ou sensitivo pertence a uma oração e o infinitivo a outra.

O pronome oblíquo átono (o, a, lo, la, no, na,me, te, nos, etc.) que acompanhar um desses seis verbos (e sinônimos) funcionará sintaticamente como sujeito do infinitivo.

– Oh, sujeito, conhece a Margareth Menezes?

Ouvi-a cantar. Uma joia.

No exemplo acima, os verbos ouvir e cantar não pertencem à mesma oração (não há locução verbal, portanto); a oração principal é “Ouvi”, e a subordinada é “a cantar”. O “a” (pronome pessoal oblíquo átono) desempenha a função de sujeito do verbo no infinitivo (cantar).

Olho no lance:

Excêntrico (raro, incomum?) é o caso em que o pronome oblíquo “lhe”, acompanhando um dos seis verbos supracitados, faz as vezes de sujeito do infinitivo.

Nesse contexto, basta que o infinitivo apresente um objeto direto (complemento verbal não necessariamente preposicionado) para o “lhe” tornar-se, cheio de graça, sujeito da história.

História esta, diga-se de passagem, explicada com todas as letras em qualquer gramática do singular professor Evanildo Bechara.

História esta, diga-se também, excelente para relembrar um mestre que faz muita falta.

Veja o vídeo.

É isso. Dúvidas: marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.

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Ouvia-a cantar

Por Orlando Nunes em Gramática

02 de Fevereiro de 2013

Quando os verbos mandar, deixar, fazer (causativos); ver, ouvir, sentir (sensitivos) vêm seguidos de verbo no infinitivo, não há nesta estrutura uma locução (conjunto) verbal.

Assim, o verbo causativo ou sensitivo pertence a uma oração e o infinitivo a outra.

O pronome oblíquo átono (o, a, lo, la, no, na,me, te, nos, etc.) que acompanhar um desses seis verbos (e sinônimos) funcionará sintaticamente como sujeito do infinitivo.

– Oh, sujeito, conhece a Margareth Menezes?

Ouvi-a cantar. Uma joia.

No exemplo acima, os verbos ouvir e cantar não pertencem à mesma oração (não há locução verbal, portanto); a oração principal é “Ouvi”, e a subordinada é “a cantar”. O “a” (pronome pessoal oblíquo átono) desempenha a função de sujeito do verbo no infinitivo (cantar).

Olho no lance:

Excêntrico (raro, incomum?) é o caso em que o pronome oblíquo “lhe”, acompanhando um dos seis verbos supracitados, faz as vezes de sujeito do infinitivo.

Nesse contexto, basta que o infinitivo apresente um objeto direto (complemento verbal não necessariamente preposicionado) para o “lhe” tornar-se, cheio de graça, sujeito da história.

História esta, diga-se de passagem, explicada com todas as letras em qualquer gramática do singular professor Evanildo Bechara.

História esta, diga-se também, excelente para relembrar um mestre que faz muita falta.

Veja o vídeo.

É isso. Dúvidas: marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.