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Arquivos Abril 2013 - MAR Jangadeiro

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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Abril 2013

Fala, que não te escuto; somos todos emissores agora

Por Orlando Nunes em Teste simulado

29 de Abril de 2013

Para pensar

“Antes da internet, não conhecia o mundo, e passava horas, dias, meses, um tempão explorando os arredores da rua em que morava; e sabíamos da vida de todo mundo.” Fofoqueiro Anônimo (inspirador da internet)

Fato

Hoje somos emissores sem fronteira, e “quem não está confuso está mal informado”. Leia abaixo o texto de apoio do jornalista Hélcio Brasileiro antes de responder ao teste proposto.

“Antigamente o jornalismo funcionava de maneira unilateral. Os meios de comunicação diziam o que acontecia, as pessoas absorviam a informação e comentavam em seus meios pessoais. A internet propiciou uma mudança enorme ao permitir que todas as pessoas se tornem emissores de informação sem fronteiras.” Hélcio Brasileiro, Tribuna do Ceará.

Agora assinale o item correto quanto à interpretação das ideias contidas no parágrafo.

(A)   O jornalismo unilateral a que o autor se refere era praxe no regime autoritário vivido no Brasil a partir de 1964, quando os militares diziam o que publicar nos jornais e usavam a seleção brasileira de futebol como anestésico. O capitão era Carlos Alberto Torres, um lateral muito atuante na direita. Vem daí o epíteto “jornalismo unilateral”.

(B)   O articulista, no trecho “que todas as pessoas se tornem emissores de informação”, faz uma crítica velada a um hábito muito comum hoje em dia que é o de todos falarem ao mesmo tempo, sem a preocupação ultrapassada de ouvir o que o outro está dizendo.

(C)   Em “as pessoas absorviam a informação e comentavam em seus meios”, mais uma vez o blogueiro Brasileiro faz uso de sua veia satírica para alfinetar o costume provinciano e antigo de repassar ao público aquilo que é privado, hábito conhecido nas camadas sociais menos favorecidas como “fofoca”, ou como “colunismo social” na grande imprensa.

(D)  O sintagma nominal “emissores de informação sem fronteiras” diz respeito à capacidade tecnológica proporcionada pela internet de qualquer pessoa emitir informação para todo o planeta, deixando de ser mera receptora de notícias.

(E)   Em “Os meios de comunicação diziam o que acontecia”, observamos um fato linguístico imprescindível à teoria da comunicação: a fala precede à escrita. Não fora assim, teríamos “Os meios de comunicação ‘escreviam’ o que acontecia”, mas o rádio veio antes da imprensa, e nele o que se diz não se escreve.

GABARITO OFICIAL: letra D, de ditadura.

Nota do autor: não cabe recurso, porque o regime é de exceção.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.

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Quatro linhas de prosa de dois craques da poesia

Por Orlando Nunes em Teste simulado

26 de Abril de 2013

Do bate-bola ao bate-boca, vale tudo em mais um exercício para deixar sua língua em forma até a Copa.

Baseado no fragmento de apoio – que narra mais um round da luta livre entre dois grandes poetas da Língua Portuguesa –, bote banca (examinadora) e assinale a alternativa adequada à norma culta empregada em Palácio.

O Rei do Futebol x O Rei dos Baixinhos

O deputado federal Romário defendeu-se por meio de sua conta no twitter e partiu para a ofensiva contra o Rei Pelé, dando prosseguimento às recentes discussões entre eles. O baixinho disse que além de poeta, Pelé é um “boçal”. As ofensas foram em resposta às palavras do Rei, que garantiu que, assim como Deus, ele também ‘perdoa os ignorantes’. A nova rusga teve início depois que Pelé sugeriu que Felipão convocasse a base do Corinthians para a seleção. Romário não gostou da sugestão de Pelé e foi taxativo, cunhando sua habitual frase: ‘Pelé calado é um poeta’.

É VERDADEIRA a alternativa:

(A) Romário está equivocado, porque Pelé não poderia ser, calado, um verdadeiro poeta, já que o Rei não usa a língua escrita em suas poesias, mas sim a oral, como no poema “ABC do bicho papão”, que lhe rendeu um Nobel de Literatura nos anos 80.

(B)  Na frase “O baixinho disse que além de poeta, Pelé é um boçal”, falta uma vírgula depois da conjunção integrante QUE, para assinalar o início de um termo intercalado: além de poeta.

(C)  Quando Pelé diz que “assim como Deus, ele também perdoa os ignorantes”, o Rei utiliza a regência recomendada pela norma culta da língua portuguesa, que considera transitivo direto o verbo perdoar quando seu complemento é representado por  pessoa: “perdoa os ignorantes”.

(D) A frase “O deputado federal Romário defendeu-se por meio de sua conta no twitter”, sacada das letras de apoio, pode ser parafraseada, sem prejuízo monetário ou semântico, assim: “O parlamentar da Câmara Baixa Baixinho pagou o pato por meio de sua conta bancária na Switz”.

(E)  Ao pé da letra, toda a prosa escrita por Pelé e Romário restringe-se a quatro linhas, tudo o mais é poesia, pura literatura de cordel, cujos exemplares mais populares já esgotaram nossa paciência: “Mil gols e uma bicicleta”, “O Rei dos Baixinhos”, “Quem marca gol, o Rei ou o Baixinho?”.

GABARITO OFICIAL: letra B, de boçal.

Nota do autor: não cabe recurso, pois é só um simulado. Se você marcou outra letra, aprenda com Pelé:

http://www.youtube.com/watch?v=HAutCDJ1Qdk

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

 

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A numerosa torcida do Ferrão não cabe em nossa vã (filosofia)

Por Orlando Nunes em Gramática

21 de Abril de 2013

 

“Polícia encontra R$ 1 milhão escondido em painel de carro”

 

Para pensar no Domingão

Se você encontrasse um milhão escondido, o que faria: uma reforma geral no barraco, um novo Ferroviário Atlético Clube ou uma nova concordância nominal na frase?

Eu, particularmente, não faria uma nova concordância nominal, é certo.

A concordância com “milhão” pode surrupiar a sintaxe do redator (talvez por ser um valor para poucos; e botamos os pés pelas mãos se a conta supera o salário mínimo.

Sintaxe em casa

Na frase acima, “escondido” tem função adjetiva, modifica a palavra milhão, um substantivo masculino no singular. Assim, a concordância do adjetivo está dez.

Em todo caso, com essa grana (milhão) dá pra falar também de concordância verbal.

A palavra milhão a princípio não mexe com a consciência do verbo, que mantém sua fleuma (ou cara de pau) no singular: “Segundo investigações preliminares da PF, um milhão foi gasto (e não foram gastos) só na reforma da casa do parlamentar”.

Mais fleuma: “Não sei por que o espanto, uma reforma política custa caro à nação!”

Mudando de gramado, mas não de gramática:

Quando a palavra milhão vem acompanhada de um termo no plural, a concordância verbal torna-se bem mais democrática: “Um milhão de torcedores navega/navegam (verbo no singular ou plural) até Horizonte para acompanhar o Tubarão da Barra”.

Data venia: “A numerosa torcida do Ferrão não cabe em nossa vã (filosofia)”.

Fique atento à armação tática da frase, no entanto.

Se na construção coral vista acima o verbo viesse antes do núcleo do sujeito (milhão), a concordância dar-se-ia (mesóclise, pra que te quero?) apenas no singular, dada a proximidade com o núcleo singular. Assim: “Navega (e não navegam) um milhão de torcedores até Horizonte para acompanhar o Tubarão da Barra”.

E digo mais: o singular também se impõe se o núcleo singular do sujeito vier determinado por um artigo ou pronome (o, esse, este, etc.).

“Esse um milhão de torcedores torce (em vez de torcem) pela revitalização coral.”

Bolas! Se achasse um milhão escondido…

 

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.

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Hífen com prefixos

Por Orlando Nunes em Nova Ortografia

19 de Abril de 2013

“Petrobras garante que país voltará a ser auto-suficiente em petróleo em 2014”

 

Novo Acordo Ortográfico – emprego do hífen com prefixos.

Com prefixos, usamos sempre o hífen diante de palavras iniciadas por H: auto-hipnose.

Usamos o hífen também quando o prefixo termina com letra idêntica à que inicia o segundo elemento: auto-observação, auto-ônibus, auto-organização.

 RR e SS

Quando o prefixo termina por vogal e se liga a palavra iniciada com a letra R ou S, não empregamos o hífen; escrevemos “tudo junto”, dobrando-se o R ou o S.

Assim:

Auto + R: autorrealização, autorreferência, autorregeneração, autorregressão,  autorregulação, autorrespeito, autorretrato, etc.

Auto + S: autossatírico, autosserviço, autossuficiência, autossustentável, etc.

 

Ajuste da frase que inicia o post:

“Petrobras garante que país voltará a ser autossuficiente em petróleo em 2014”

Pois, sim! Estou no marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Teste seu poder de fogo (gramatical) com Kim Jong-ur

Por Orlando Nunes em Teste simulado

08 de Abril de 2013

A Gramática do Absurdo volta a atacar, e vem superquente com a participação especial de um antirreformista empedernido, Kim Jong-un, protetor dos hifens norte-coreanos.

Texto de apoio:

“Pelo menos 40 veículos aguardavam para cruzar a fronteira em direção a Kaesong, no lado norte-coreano, quando o serviço de alto-falante anunciou que deveriam retroceder.”

Antes de o quebra-pau começar, assinale a única alternativa em paz com a verdade.

(A)   Há semelhança no plural de alto-falante e alto-forno.

(B)   A Coreia do Norte perdeu o acento gráfico num conflito com a Coreia do Sul.

(C)   O plural de alto-falante é alto-falantes, e o de alto-forno é altos-fornos.

(D)  O hífen em norte-coreano deve cair em 2016 com a nova Reforma Ortográfica.

(E)   A tradução de Kaesong em português castiço seria algo como “Cai-hífen”.

GABARITO OFICIAL: alternativa C, de Coreia.

Comentário

– A alternativa A está errada, pois, em alto-falante, temos um substantivo composto formado de um advérbio + um adjetivo: só o segundo se flexiona no plural (alto-falantes); em alto-forno, o composto é formado por um adjetivo e um substantivo: ambos se flexionam no plural (altos-fornos).

– A alternativa B está incorreta porque o conflito que dizimou um punhado de hifens ocorreu entre os países lusófonos, e a Coreia do Norte é inocente nesta briga de foice.

– A alternativa C está uma beleza, pode botar a boca no trombone, ou megafone, sei lá.

– A alternativa D está incorreta, afinal os hifens dos adjetivos pátrios não sofreram nenhum arranhão na briga de foice da nova Reforma Ortográfica do Português cego.

– A alternativa E está incorreta, porque o ditador norte-coreano leva a regra ao pé da letra e assina embaixo: Kim Jong-un, sempre com hífen.

“Aqui não tem reforma, e mexa com meu hífen!”

Melhor não contrariar o home, teacher. Ou seria home theater?

Pela paz no mundo, o MAR é nosso, como pensam os ingleses.

marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Teste seu poder de fogo (gramatical) com Kim Jong-ur

Por Orlando Nunes em Teste simulado

08 de Abril de 2013

A Gramática do Absurdo volta a atacar, e vem superquente com a participação especial de um antirreformista empedernido, Kim Jong-un, protetor dos hifens norte-coreanos.

Texto de apoio:

“Pelo menos 40 veículos aguardavam para cruzar a fronteira em direção a Kaesong, no lado norte-coreano, quando o serviço de alto-falante anunciou que deveriam retroceder.”

Antes de o quebra-pau começar, assinale a única alternativa em paz com a verdade.

(A)   Há semelhança no plural de alto-falante e alto-forno.

(B)   A Coreia do Norte perdeu o acento gráfico num conflito com a Coreia do Sul.

(C)   O plural de alto-falante é alto-falantes, e o de alto-forno é altos-fornos.

(D)  O hífen em norte-coreano deve cair em 2016 com a nova Reforma Ortográfica.

(E)   A tradução de Kaesong em português castiço seria algo como “Cai-hífen”.

GABARITO OFICIAL: alternativa C, de Coreia.

Comentário

– A alternativa A está errada, pois, em alto-falante, temos um substantivo composto formado de um advérbio + um adjetivo: só o segundo se flexiona no plural (alto-falantes); em alto-forno, o composto é formado por um adjetivo e um substantivo: ambos se flexionam no plural (altos-fornos).

– A alternativa B está incorreta porque o conflito que dizimou um punhado de hifens ocorreu entre os países lusófonos, e a Coreia do Norte é inocente nesta briga de foice.

– A alternativa C está uma beleza, pode botar a boca no trombone, ou megafone, sei lá.

– A alternativa D está incorreta, afinal os hifens dos adjetivos pátrios não sofreram nenhum arranhão na briga de foice da nova Reforma Ortográfica do Português cego.

– A alternativa E está incorreta, porque o ditador norte-coreano leva a regra ao pé da letra e assina embaixo: Kim Jong-un, sempre com hífen.

“Aqui não tem reforma, e mexa com meu hífen!”

Melhor não contrariar o home, teacher. Ou seria home theater?

Pela paz no mundo, o MAR é nosso, como pensam os ingleses.

marjangadeiro@gmail.com

Abraço.