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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

novembro 2013

Português na privada

Por Orlando Nunes em Teste simulado

27 de novembro de 2013

Uma questão de Linguagens, Códigos e suas (deles) Tecnologias

Sobre novas tecnologias, metodologias e enterologias, é correto afirmar que

(a)    na era do pós-tudo (a das novas tecnologias da informação), o pronome pessoal da segunda pessoa do plural (vós, a vítima) está obsoleto e não consta em nenhum book eletrônico ou gramática on-line que descrevam as anomalias do caso reto.

(b)   aulas no século 21 devem ser o mais dinâmicas possível, não se admitindo, por exemplo, a não exibição de ao menos um filme de ação ou aventura, e mesmo de um ou dois combates de UFC, uma das academias mais procuradas por alunos no Ceará.

(c)    testes de seleção para novos professores estão cada vez mais sofisticados e é indispensável ao candidato o domínio da grande arte de contar piadas e de imitar os colegas de profissão, ganhando mais pontos se souber dançar até o chão, chão, chão.

(d)   alunos da rede pública e privada têm queda no desempenho na redação do Enem, considerando os anos 2011 e 2012, segundo dados divulgados nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep.

(e)   o baixo rendimento juvenil na esfera pública e também na privada revela um dado ultrapreocupante: os jovens estão lentamente adquirindo novos hábitos alimentares, ingerindo menos calorias e, ipso facto, inibindo a livre movimentação peristáltica.

 

GABARITO OFICIAL: alternativa D, até prova em contrário.

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Não sou branco, sou brasileiro

Por Orlando Nunes em Vocabulário

23 de novembro de 2013

Quais as cinco nações africanas que falam a língua mais bela do mundo, a portuguesa?

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

E qual a contribuição africana para o vocabulário da língua portuguesa? Há, contribuição generosa, de muita raça. Vamos apresentar aqui uma pequena lista.

Sem África, não há Português feliz no Brasil

 

A – acarajé, agogô (instrumento musical), angu.

B – batuque, berimbau, búzio.

C – cachaça, cafuné, caxambu (dança, tambor grande).

D – dendê, dengo.

E – eparrei! (saudação a Iansã, senhora dos ventos, do ar, das tempestades).

F – farofa, fubá.

G – ganzá (chocalho), ginga.

H –  hã!, hum-hum! (interjeições).

I – Iemanjá (rainha das águas), Ilê (casa, morada).

J – jiló.

L – lelé (maluco), lengalenga (conversa fiada).

M – mambembe, maracatu, mugunzá.

N – Nanã (divindade da vida e da morte)..

O – Odara (bom, bonito), orixás (divindades ligadas às forças da natureza).

P – patota (turma, grupo), pirão.

Q – quenga (guisado de quiabo com galinha, mulher prostituta).

R – ranzinza, reco-reco.

S – samba, sarava (saudação).

T – tanga (roupa), tutu (feijão cozido e refogado, e farinha).

U – urucubaca (má sorte).

V – vissongos (canções de trabalho).

X – Xangô (divindade dos raios, trovões e da justiça).

Z – Zumbi dos Palmares (um libelo da liberdade).

 

O uso frequente de muitas dessas palavras no meu dia a dia me renova sempre o orgulho e a consciência de que não sou branco, sou brasileiro. Saravá, meu pai!

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Ortografia: jota jamais vira gê

Por Orlando Nunes em Ortografia

15 de novembro de 2013

Um G “vira” J antes de A, O e U, na boa: monge e monja; proteger e protejo; jonge e lonjura. Agora, aqui entre nós, o J é uma jiboia, não se torna G nem com o “jeitinho brasileiro”.

Toda loja tem lojista, nunca logista; o derivado de granja é granjeiro, e não grangeiro; onde há sujo tem sujeira, jamais sugeira; um anjo pequeno ou “joiado” é um anjinho, nada de anginho.

Mas o diabo é esta dúvida infernal: o que é angélico, com G, vem do quê?

“Parece que o angélico desviou-se do bom caminho.” Grande engano! Jota não vira G, angélico não vem do nosso anjo da guarda. Angélico, meu amigo Aulete me contou, veio lá do latim.

[F.: Do lat. angelicus, a, um.] Dicionário Caldas Aulete.

Até!

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Os que leem, creem

Por Orlando Nunes em Ortografia

09 de novembro de 2013

Tomé Afonso Gonçalves, de Castanhal-PA, envia e-mail para o marjangadeiro@gmail.com, dizendo-se “pê da vida” com a degola impiedosa do circunflexo em plurais como “leem” e “veem”.

Pergunta-me, impaciente: “Esses caras não têm mais o que fazer, não?”.

Tomé – sabedor de que não morro de amores pelo novo Acordo Ortográfico – pede, por fim, que eu ateie fogo, ou seja, ele joga gasolina e me passa a caixa de fósforo.

Estimado Tomé, “os caras” acertaram desta vez, e devemos jogar água na fornalha.

Por que as formas verbais creem, leem, deem e veem perderam o acento circunflexo? Trata-se, neste novo Acordo Ortográfico (1990), de um acerto de contas, de um reparo feito ao muito bom sistema ortográfico de 1943 (todos os que o leem, creem, Tomé).

O registro dos dois ee (creem, leem) já indica o plural, sendo, portanto, desnecessário (redundante?!) o acento gráfico adotado desde 1943 – crêem, lêem, dêem e vêem.

Diferente é o caso do plural das formas verbais “tem” e “vem”.

Aqui a marca de plural vem representada pelo acento gráfico, e não pela vogal dobrada: eles/elas têm; eles/elas vêm. Uma boa economia de palitos de fósforos!

Sou, sim, um admirador do sistema ortográfico de 1943 (melhorado ainda mais com os pequenos ajustes de 1971). Mas o texto ortográfico de 1990 tem seus méritos.

Para o Pará, um abraço. Estou no marjangadeiro@gmail.com

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Exame nacional de eleitores mascarados

Por Orlando Nunes em Dica

04 de novembro de 2013

Gol do LulinhaAvalie seus conhecimentos em política da língua portuguesa.

Texto de apoio

“A presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará nos dias 21 e 22 de novembro, quando deverá sobrevoar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. Candidata à reeleição, Dilma busca defender o empreendimento das críticas feitas por seus potenciais adversários em 2014.”

Infere-se da leitura do texto de apoio que

a) o trecho “sobrevoar as obras de transposição” (linha 2), segundo o guia de redação do Inep, pode ser interpretado em bom português como “tangenciar o tema”, levando o candidato(a) à nota zero.

b) o caminho constitucional por meio do qual os políticos, olhando pelo retrovisor do pretérito imperfeito do indicativo, tentam engatar a segunda governança denomina-se, com a nova reforma ortográfica, marcha à ré-eleição.

c) segundo Caquit, a presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará só porque o Vozão prometeu chegar à série A com um gol de mão do Lulinha.

d) com a transposição do São Francisco no futuro do subjuntivo, muita água ainda vai rolar por baixo do viaduto do Cocó, quando então avaliaremos todos os Pros e Contras à obra que vier a boiar.

e) Nenhuma das alternativas anteriores; é tudo intriga dos vândalos da oposição.

GABARITO OFICIAL: alternativa E, de Enem (Exame nacional de eleitores mascarados).

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Exame nacional de eleitores mascarados

Por Orlando Nunes em Dica

04 de novembro de 2013

Gol do LulinhaAvalie seus conhecimentos em política da língua portuguesa.

Texto de apoio

“A presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará nos dias 21 e 22 de novembro, quando deverá sobrevoar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. Candidata à reeleição, Dilma busca defender o empreendimento das críticas feitas por seus potenciais adversários em 2014.”

Infere-se da leitura do texto de apoio que

a) o trecho “sobrevoar as obras de transposição” (linha 2), segundo o guia de redação do Inep, pode ser interpretado em bom português como “tangenciar o tema”, levando o candidato(a) à nota zero.

b) o caminho constitucional por meio do qual os políticos, olhando pelo retrovisor do pretérito imperfeito do indicativo, tentam engatar a segunda governança denomina-se, com a nova reforma ortográfica, marcha à ré-eleição.

c) segundo Caquit, a presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará só porque o Vozão prometeu chegar à série A com um gol de mão do Lulinha.

d) com a transposição do São Francisco no futuro do subjuntivo, muita água ainda vai rolar por baixo do viaduto do Cocó, quando então avaliaremos todos os Pros e Contras à obra que vier a boiar.

e) Nenhuma das alternativas anteriores; é tudo intriga dos vândalos da oposição.

GABARITO OFICIAL: alternativa E, de Enem (Exame nacional de eleitores mascarados).