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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

dezembro 2013

O 1º lugar, do Quênia; o 2º e 3º lugares, também

Por Orlando Nunes em Dica

31 de dezembro de 2013

“O título masculino da São Silvestre 2013 foi para o Quênia, assim como a segunda e terceira colocações.”

 

Há três estruturas corretas de concordância quando relacionamos um substantivo e dois numerais (cardinais ou ordinais).

 

1-      A primeira, conforme modelo da frase acima, com artigo no singular antes do primeiro numeral e o substantivo no plural, ou seja:

“… a segunda e terceira colocações”.

 

2-      A segunda (mais raramente empregada), com o substantivo no singular:

“… a segunda e terceira colocação”.

 

3-      A terceira, com a repetição do artigo antes de cada numeral e o substantivo, neste caso, sempre no singular:

“… a segunda e a terceira colocação”.

 

Observe que, em qualquer uma das estruturas, o artigo que antecede o numeral vem sempre no singular (“a segunda e terceira…”, e não *as segunda e terceira”.

 

A todos, um 2014 de primeira na São Silvestre nossa de cada dia.

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Padronização de numerais

Por Orlando Nunes em Dica

26 de dezembro de 2013

No Portal Tribuna…

Seguimos algumas normas de padronização na escrita de numerais.

Princípio gera (há casos especiais para títulos, legendas, tabelas, etc.):

escrevemos por extenso números inteiros de zero a dez (cardinais ou ordinais).

 

“Entre as seis sedes da Copa das Confederações, evento realizado em junho deste ano, Fortaleza foi a segunda cidade-sede que mais recebeu turistas, com um total de 59 mil, ficando atrás somente do Rio de Janeiro, palco da final, cujo número foi de 75,8 mil estrangeiros.”

 

De 11 a 9.999, escrevemos na forma de algarismos (exceção para cem e mil, por extenso).

A partir de 10 mil, servimos um misto quente de algarismo e palavra indicativa da ordem de grandeza: “… um total de 59 mil, ficando atrás somente do Rio de Janeiro, palco da final, cujo número foi de 75,8 mil estrangeiros”.

Obs.

 59 mil, mas 59.123 (não arredondado), por exemplo).

75,8 mil, mas 75.832 (não arredondado), por exemplo.

Casos especiais que driblam o princípio geral veremos a conta-gotas.

 

Dez, nove, oito… 2014 vem aí!

Até!

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Coração-presépio

Por Orlando Nunes em Homenagem

24 de dezembro de 2013

Que Deus nos permita a graça do acolhimento, a grandeza de abrir o coração a Jesus.

O Natal é o melhor momento de comemorar o renascimento de Cristo em nós.

A vida de todos será mais radiante se pulsar no coração de cada um a vida do menino Jesus.

Feliz Natal.

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Quem manda é Teresa

Por Orlando Nunes em Dica

20 de dezembro de 2013

Chega dezembro, lá vem a pergunta: ano novo ou ano-novo?

Burro velho, vou ao nosso pai, o Dicionário. Não, vou aos dicionários (plural).

Pô! Um burro tem mais de um pai? Um burro é um filho duma égua! Elucubrações.

“Nossos pais’ têm várias entradas.

A primeira: ano-novo: ano entrante, ano que começa.

Então, se desejo a alguém “Feliz ano-novo, estou torcendo para que o ano que se inicia seja descomunal, coisa de jegue, um ano bem aloprado, de muita fartura e coisa e tal.

A segunda entrada: ano-novo: dia 1º de janeiro, ano-bom. Assim, ano-novo é também o dia da festa das Coleguinhas no Aterro da Praia de Iracema e do Chiclete no Marina.

Então, ano-novo é tudo! E ano novo não é nada?

Antes da missa do galo, vou dizer uma coisa. Gosto muito da explicação de uma professora chamada Teresa (ela tem um livro só de palavras compostas) que é taxativa: ano-novo é o réveillon; ano novo são os novos 12 meses no lombo.

Pois me decidi: neste e no próximo ano, quem manda é Teresa.

Até!

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De volta ao latim

Por Orlando Nunes em Ortografia

18 de dezembro de 2013

“Há uma preocupação dos conselheiros com o déficit deste ano de 75 milhões de reais.”

O Acordo Ortográfico de 1990 promoveu um reparo bem-vindo: antes, aportuguesávamos as palavras latinas deficit e superavit, obtendo as formas déficit e superávit (acentuadas graficamente). A questão é que não é próprio do português vocábulo terminado em “t”.

Poderíamos ter chegado à forma superávite, mas o mesmo fato não seria possível com *déficite, porque a sílaba tônica das palavras portuguesas ocorre na última (oxítona), penúltima (paroxítona) ou antepenúltima sílaba (proparoxítona) do vocábulo. Mudar a sílaba tônica formando “decite” não desceria bem goela abaixo dos falantes do idioma, penso.

A solução foi simples e inteligente (simplicidade e inteligência, aliás, é quase pleonasmo): o melhor a fazer é não fazer, ou seja, essas formas serão escritas como são no latim, sem acento. Dessa maneira, quando escrevermos palavras como deficit, superavit e, também, habitat, as registramos em itálico (estrangeirismos) e sem acento gráfico (sem o acento agudo, no caso).

Para fechar: trata-se de substantivos comuns de dois números, portanto não ponha um “-s” após o “t” quando quiser formar o plural. Veja: os deficit, os superavit, os habitat.

A frase que motivou o post agora fica assim:

“Há uma preocupação dos conselheiros com o deficit deste ano de 75 milhões de reais.”

Até!

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Desde quando verbo é rei?

Por Orlando Nunes em Gramática

16 de dezembro de 2013

A Silvana, do Montese, Fortaleza-CE, escreveu para o marjangadeiro@gmail.com e lascou a pergunta: que m… é essa de regência verbal, desde quando verbo é rei?

É verdade, Silvana, só existe um rei por estas bandas, o Rei Leão do Pici.

Em bom português, regência é outra coisa, trata-se da parte da sintaxe (depois explico que bicho é esse, mas antecipo que não é o sindicato dos taxistas, ok?) que estuda a relação entre um termo regente (um verbo, por exemplo) e outro termo que o complementa, termo regido (o objeto, por exemplo). Isso tem nome: Regência Verbal.

Podemos recorrer àquela ladainha lengalenga da regência. Exemplo: obedecer é um verbo transitivo indireto (rege complemento sempre preposicionado). A ladainha oficial é assim: “quem obedece, obedece A alguém ou A alguma coisa.

Esse A é a preposição obrigatória regida pelo verbo. Aqui pra nós, lá no fundo essa ladainha é um canto de sereia, porque ela ilude. Alguém poderia cantar desafinando (João Gilberto?): “quem obedece, obedece alguém ou alguma coisa (sem a preposição A exigida pela norma culta).  Logo, quem escrever na redação, por exemplo, “O motorista não obedeceu o sinal de trânsito” pode perder ponto na carteira pela sutil barbeiragem de empregar o verbo obedecer sem a preposição A (Calma, AMC).

Deveria o redator ter escrito: “O motorista não obedeceu AO sinal de trânsito.

Então, cara Silvana, se você vai fazer uma prova ou escrever uma redação do Enem e desafinar… pense no lado bom: vai dançar.

O melhor a fazer é tocar um tango argentino e estudar a listinha das gramáticas com a regência culta dos verbos portugueses mais cobrados em provas (não são muitos, uns 30, nada de mais diante dos cerca de 60 mil verbos do nosso idioma).

Sacou, Silvana?

Um abração procê, viu? E viva o Rei!

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Não verás pênalti como este

Por Orlando Nunes em Crônica

14 de dezembro de 2013

Hoje não tem língua, a portuguesa em destaque é a de desportos. Alguns cartolas estão caindo na área para criar um pênalti e salvar seu time da morte anunciada.

Estou muito feliz nesta pré-temporada. A gente não toma gol de bola parada, ao menos até começar o campeonato (não adianta tapar o sol com uma peneira).

Falando em futebol…

Era simplesmente torcedor. Torcia o tornozelo, o joelho, a coluna… Chutei o pau da barraca e virei sócio-torcedor, mas nada mudou. Resultado: já começo a torcer o nariz.

Saiu a decisão: em 2014 estou proibido de entrar em estádio. Mas recorri, e meu dermatologista reformulou sua sentença: “À noite pode, mas com filtro solar”.

Jogar futebol ao nascer da tarde no país tropical é show de bola. Meu favorito era o PES, antigo Wining Eleven. Só quando morria a tarde desligava o ar-condicionado.

A regra é clara, mas ninguém a obedece. Acho nossas leis muito brandas, senão quem marcasse um jogo de futebol para as 15 horas seria punido com uma temporada de prisão domiciliar, sem direito a banho de sol. Ora, futebol Fifa começa ao meio-dia!

Não. Cadeia no Brasil não. Isso é usar de força desproporcional, um mensalão, um papelão, um estrelão. Quem marcar jogo de futebol para as 15 horas vai ter de assistir ao jogo na arquibancada, do lado do sol, é claro, de paletó e gravata – cem cartolas.

E para todos os cem cartolas está proibida a venda não só de bebida alcoólica, mas também de água mineral, com ou sem gás, de picolé de palitinho ou de saquinho.

Boné, óculos escuros, guarda-sol ou guarda-chuva? Nem pensar – vermelho na hora.

Mas vamos falar de esquema (tático) para as quatro linhas. O melhor sistema defensivo, por exemplo, é mesmo o da seleção: uma linha de três goleiros: Júlio César, Felipão e Nero. Salvo engano, o terceiro goleiro ainda não está definido, esquenta nos bastidores o nome do guarda-valas do Botafogo – seis por meia dúzia. Melhor talvez  fosse o Fernando Henrique, um goleiro de centro, mas que se movimenta bem tanto pela esquerda quanto pela direita. No Ceará ele só não fez chover, mas vazou muito.

Três volantes de destruição e mais três de armação.

Pensando bem, esse negócio de armação é coisa de atacante brasileiro.

O atacante é um fingidor

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é pênalti

O pênalti que deveras sofre

Criança, não verás pênalti como este.

Moral da história: o Brasil é o país do fingidor.

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Não verás pênalti como este

Por Orlando Nunes em Crônica

14 de dezembro de 2013

Hoje não tem língua, a portuguesa em destaque é a de desportos. Alguns cartolas estão caindo na área para criar um pênalti e salvar seu time da morte anunciada.

Estou muito feliz nesta pré-temporada. A gente não toma gol de bola parada, ao menos até começar o campeonato (não adianta tapar o sol com uma peneira).

Falando em futebol…

Era simplesmente torcedor. Torcia o tornozelo, o joelho, a coluna… Chutei o pau da barraca e virei sócio-torcedor, mas nada mudou. Resultado: já começo a torcer o nariz.

Saiu a decisão: em 2014 estou proibido de entrar em estádio. Mas recorri, e meu dermatologista reformulou sua sentença: “À noite pode, mas com filtro solar”.

Jogar futebol ao nascer da tarde no país tropical é show de bola. Meu favorito era o PES, antigo Wining Eleven. Só quando morria a tarde desligava o ar-condicionado.

A regra é clara, mas ninguém a obedece. Acho nossas leis muito brandas, senão quem marcasse um jogo de futebol para as 15 horas seria punido com uma temporada de prisão domiciliar, sem direito a banho de sol. Ora, futebol Fifa começa ao meio-dia!

Não. Cadeia no Brasil não. Isso é usar de força desproporcional, um mensalão, um papelão, um estrelão. Quem marcar jogo de futebol para as 15 horas vai ter de assistir ao jogo na arquibancada, do lado do sol, é claro, de paletó e gravata – cem cartolas.

E para todos os cem cartolas está proibida a venda não só de bebida alcoólica, mas também de água mineral, com ou sem gás, de picolé de palitinho ou de saquinho.

Boné, óculos escuros, guarda-sol ou guarda-chuva? Nem pensar – vermelho na hora.

Mas vamos falar de esquema (tático) para as quatro linhas. O melhor sistema defensivo, por exemplo, é mesmo o da seleção: uma linha de três goleiros: Júlio César, Felipão e Nero. Salvo engano, o terceiro goleiro ainda não está definido, esquenta nos bastidores o nome do guarda-valas do Botafogo – seis por meia dúzia. Melhor talvez  fosse o Fernando Henrique, um goleiro de centro, mas que se movimenta bem tanto pela esquerda quanto pela direita. No Ceará ele só não fez chover, mas vazou muito.

Três volantes de destruição e mais três de armação.

Pensando bem, esse negócio de armação é coisa de atacante brasileiro.

O atacante é um fingidor

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é pênalti

O pênalti que deveras sofre

Criança, não verás pênalti como este.

Moral da história: o Brasil é o país do fingidor.