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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Janeiro 2014

Da Grama à Gramática – Regência Verbal

Por Orlando Nunes em Regência

25 de Janeiro de 2014

A depender do campo semântico…

o verbo implicar ora é transitivo direto (aquele tipo de verbo cujo complemento não vem precedido de preposição), ora é transitivo indireto (seu complemento vem precedido por uma destas preposições: a, de, em, para, com, contra, por).

 

Observe o desempenho (sin)tático do verbo implicar em três campos semânticos distintos.

 

1- Implicar – sinônimo de “acarretar”: transitivo direto (sem preposição):

“Sua saída do time implicará grande perda (e não implicará em grande perda) à equipe”.

 

2- Implicar – (com algo ou alguém)”: transitivo indireto (com a preposição com):

“O treinador implicava com o bandeirinha o tempo todo”.

 

3- Implicar-se (envolver-se): transitivo indireto (com a preposição em):

“O cartola implicou-se em negócios suspeitos”.

 

Resumo: evite, em linguagem formal (noticiário jornalístico, por exemplo, a estrutura…

IMOLICAR EM.

Essa preposição só “aparece” quando o verbo é pronominal:

IMPLICAR-SE EM.

 

Dúvidas? Mensagens para o marjangadeiro@gmail.com

 

Até!

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Às vezes tem crase, mas nem todas as vezes

Por Orlando Nunes em Crase

18 de Janeiro de 2014

Uma dica de “crase” trazida ao Brasil por meu amigo Pedro Álvares Cabral em 1500, mas que continua uma gatinha: quando usar o acento indicativo de crase com a expressão “as vezes”?

Com ou sem crase?

“Iracema as vezes vai à praia, mas nem todas as vezes banha-se no MAR.”

Dica de Cabral, antigo leitor do MAR: substitua a palavra feminina “vezes” por uma masculina. Se antes da palavra masculina empregada vier um “AO”, antes de “vezes” ocorrerá crase.

Em vez de “vezes”, escreverei “domingos” (ou outra palavra masculina qualquer):

“Iracema AOS domingos vai à praia, mas nem todos OS domingos banha-se no MAR.”

Conclusão: graças a navegantes como Cabral, escrevemos:

“Iracema às vezes vai à praia, mas nem todas as vezes banha-se no MAR.”

Comprove a dica relendo o título do post.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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É crase ou amizade?

Por Orlando Nunes em Crase

13 de Janeiro de 2014

Em relação ao emprego do acento grave indicativo de crase, analise a frase:

Todas as promoções estão “sujeitas à alteração” ou “sujeitas a alteração”?

 

Parece crase, mas não é. Ou melhor: poderia ser, se…

… o substantivo “alteração” fosse determinado, viesse com um artigo definido feminino (A).

Mas vamos por parte, Jack.

 

“As promoções estão sujeitas A alteração, sujeitas A ajuste.” Viu como aparece um A antes de “ajuste”, uma palavra masculina? Um A antes de palavra masculina pode ser “preposição”, mas nunca “artigo”. Quando um A (preposição) se encontra com outro A (artigo, normalmente, ou pronome), se prepare porque isso vai dar crase na certa.

Se faltar um dos ingredientes (A + A), contudo, não tem crase, é só amizade.

 

 Voltando à frase inicial, digamos agora que a “alteração” já seja conhecida, identificada, determinada (não se tratando, pois, de “qualquer alteração”, mas da “alteração X ou Y”, já referida no texto. Assim:

“As promoções estão sujeitas À alteração X, AO ajuste X”.

O X, aqui, restringe a alteração, e o leitor já sabe de antemão ou é informado na hora de qual alteração o texto se refere.

 

Contextualizando:

“As promoções estão sujeitas à alteração prevista no artigo segundo do parágrafo primeiro deste regulamento”, por exemplo.

 

Percebeu a diferença?

“As oportunidades estão sujeitas A alteração, sujeitas A ajuste.”

(sujeitas a uma alteração ou a um ajuste qualquer, o A é mera preposição)

 

“As oportunidades estão sujeitas À alteração X, AO ajuste X”.

(sujeitas à alteração conhecida, determinada; temos aqui preposição A + artigo A)

 

Sábado tem Cadis

Turma do curso de Português – CADIS 3: próxima aula, dia 18: CRASE.

“Do céu a terra ou do céu à terra”? Nesse caso, ocorre ou não o fenômeno da crase?

Até!

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Da grama à gramática

Por Orlando Nunes em Teste simulado

06 de Janeiro de 2014

“O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou em entrevista à imprensa suíça que o Brasil vem acumulando atrasos nas obras para a Copa do Mundo 2014 porque começou tarde demais a se preparar para o Mundial.”

No campo gramatical é correto afirmar que

(a) em “porque começou tarde demais…”, o vocábulo “porque” é uma conjunção causal e introduz (com o devido respeito) uma oração subordinada adverbial causal.

(b) o presidente da Fifa subestima o jeitinho brasileiro de deixar tudo para a última hora, esquecendo-se de que o jogo “só acaba quando termina”, ou vice-versa.

(c) em “O presidente da Fifa, Joseph Blatter”, o termo destacado é o aposto explicativo, pois ele não apostou um centavo nas explicações sobre atraso nas obras.

(d) em “Copa do Mundo”, vista a grande variedade das cozinhas participantes, “do Mundo” deixa de ser mero adjunto adnominal para tornar-se adjunto abdominal.

(e) acumular atraso e superfaturar nas obras para a Copa pode resultar em acréscimos no final da partida, aumentando a parcela interna dos beneficiados da bola – PIB.

GABARITO OFICIAL: letra A, de atraso.

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Da grama à gramática

Por Orlando Nunes em Teste simulado

06 de Janeiro de 2014

“O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou em entrevista à imprensa suíça que o Brasil vem acumulando atrasos nas obras para a Copa do Mundo 2014 porque começou tarde demais a se preparar para o Mundial.”

No campo gramatical é correto afirmar que

(a) em “porque começou tarde demais…”, o vocábulo “porque” é uma conjunção causal e introduz (com o devido respeito) uma oração subordinada adverbial causal.

(b) o presidente da Fifa subestima o jeitinho brasileiro de deixar tudo para a última hora, esquecendo-se de que o jogo “só acaba quando termina”, ou vice-versa.

(c) em “O presidente da Fifa, Joseph Blatter”, o termo destacado é o aposto explicativo, pois ele não apostou um centavo nas explicações sobre atraso nas obras.

(d) em “Copa do Mundo”, vista a grande variedade das cozinhas participantes, “do Mundo” deixa de ser mero adjunto adnominal para tornar-se adjunto abdominal.

(e) acumular atraso e superfaturar nas obras para a Copa pode resultar em acréscimos no final da partida, aumentando a parcela interna dos beneficiados da bola – PIB.

GABARITO OFICIAL: letra A, de atraso.