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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Março 2014

Isso já é de mais. Ou demais?

Por Orlando Nunes em Ortografia

30 de Março de 2014

“Comeu demais (ou de mais?), e já não se põe de pé o pobre diabo” (perdoe-me a intromissão dos parênteses, mas gostaria de alertar: aqui “o pobre diabo” não é o tal do objeto direto).

 

Uma das invenções mais saborosas do mundo diz respeito certamente ao espaço em branco entre as palavras. Quem o criou senão um gourmet? Uma palavra, um espaço, outra palavra… isso aumenta formidavelmente o apetite da leitura. Comer demais ou de mais? Eis a questão.

 

Quando a relação se der com substantivo ou pronome, separe os ingredientes.

“Saúde de mais; educação de menos.”

“Isso não é nada de mais, só exagero seu.”

 

Escreva numa só palavra na relação com um verbo, adjetivo ou advérbio.

“Ele comeu demais.”

“Ela é linda demais.”

“Cozinha bem demais.”

 

Vem cá.

Mas, se a relação com substantivo me leva à escrita “de mais”, com dois vocábulos”, onde ficam nessa história as “Três espiãs demais”, por exemplo?

 

Vamos lá.

Veja bem, as três espiãs são mesmo demais, é que a relação não se dá com o substantivo plural “espiãs”, expresso na frase, mas sim com um adjetivo implícito, elíptico, latente:

As três espiãs inteligentes demais.

As três espiãs bonitas demais.

As três espiãs gostosas demais.

 

Chega! Isso já é de mais, intimidade de mais.

Até!

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O buraco é mais embaixo ou em baixo?

Por Orlando Nunes em Dica

22 de Março de 2014

É necessário muita cautela diante de questões… ortográficas.

Ora escrevemos embaixo, “tudo junto”; ora escrevemos em baixo, com dois vocábulos.

Bom de buraco que sou (eu me refiro ao jogo de cartas), apresento um curinga:

 

Escreva “em baixo”, separadamente, quando o vocábulo “baixo” se tratar de um adjetivo, ou seja, vier relacionado a um substantivo:

“Cantava em baixo tom”, “Não viva em baixo astral”.

 

E quando vou escrever “embaixo”, numa só palavra? Resposta: Nos demais casos.

 

“O poeta louco vivia embaixo do viaduto.”

“Embaixo da mesa comia uma gata.” (a gata é o sujeito da oração)

“O buraco é mais embaixo.”

 

É isso o que dizem as cartas.  Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!).

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Todo o elenco do Audax no Verdão

Por Orlando Nunes em Gramática

19 de Março de 2014

Audax pretende firmar parceria com Icasa.

Assim, todos jogadores do Audax jogariam pelo Verdão do Cariri . Todo elenco paulista, bem como sua Comissão Técnica, viriam para o Ceará por empréstimo.

 

Agora vamos da grama à gramática, que é nosso campo aqui no Tribuna.

 

TODO X TODO O

Há diferença semântica entre as expressões “todo elenco” e “todo o elenco”?

Naturalmente.

Poderíamos reescrever a primeira estrutura, sem alterar seu sentido, deste modo: “Qualquer elenco”. Ex.: “Todo/qualquer elenco pode ser reforçado com novos atletas”.

A segunda estrutura (Todo o elenco) equivale a “O elenco inteiro”. Ex.: “Todo o elenco/O elenco inteiro pode ser reforçado com novos atletas”.

Na estrutura 1 (todo elenco), nos referimos a mais de uma equipe, na verdade a qualquer equipe. Na estrutura 2, a referência é a apenas um time de futebol.

 

TODOS OS

Com o pronome no plural (todos), não há tabelinha, sempre empregaremos o artigo depois dele e antes do substantivo: todos os jogadores, e não *todos jogadores.

 

CONCORDÂNCIA

“Todo o elenco paulista, bem como sua Comissão Técnica, viria para o Ceará por empréstimo.”

Observe que o verbo não deve ser flexionado no plural nessa estrutura. O sujeito (sublinhado) está no singular; o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

 

REESCRITA

Audax pretende firmar parceria com Icasa.

Assim, todos os jogadores do Audax jogariam pelo Verdão do Cariri. Todo o elenco paulista, bem como sua Comissão Técnica, viria para o Icasa por empréstimo.

 

Hoje, dia 19, é feriado no Ceará, estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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Tem sujeito que não se enxerga

Por Orlando Nunes em Sintaxe

08 de Março de 2014

“Depois de reclamar demais em campo, o árbitro finalmente expulsou o atleta.”

 

PERÍODO COMPOSTO

Temos acima um período formado por duas orações.

– oração subordinada adverbial temporal: “Depois de reclamar demais em campo”.

– oração principal: “o árbitro finalmente expulsou o atleta”.

 

LEDO ENGANO

A estrutura sintática apresentada, contudo, revela-se inadequada. Não temos dúvida quanto à identificação do sujeito da oração principal: “o árbitro”. Mas qual o sujeito da oração subordinada? Se levarmos a sério a estruturação da frase, diríamos que é também “o árbitro”.

 

QUEM É QUEM

O tal “conhecimento de mundo”, entretanto, nos avisa que não é bem assim, quem reclamava demais em campo não era o árbitro, mas o atleta. O atleta, que reclamava demais, foi expulso.

 

PERNAS TORTAS

O “defeito” sintático do período referido é que o sujeito da oração subordinada (diferente do sujeito da oração principal) não veio expresso na frase, tornando-a, no mínimo, ambígua. A estrutura dribla o leitor, levando-o a crer que o sujeito das duas orações é o mesmo.

 

REESCRITA

“Depois de o atleta reclamar demais em campo, o árbitro o expulsou”.

Ou, fazendo com que o sujeito da oração subordinada seja o mesmo da oração principal, sem, contudoa, comprometer o sentido real da informação:

“Depois de reclamar demais em campo, o atleta foi expulso pelo árbitro”

.

Nesta última construção, “o árbitro” desempenha a função sintática de “agente da passiva”.

PLACA DE ACRÉSCIMOS: 2

1-      Os árbitros de futebol vão bem melhor de agente da passiva do que como sujeito.

2-      Domingo tem Clássico-Rei: mãos frias e pés gelados sob um sol de 40 graus.

Até!

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O erro de português mais frequente da imprensa cearense

Por Orlando Nunes em Dica

02 de Março de 2014

Neste carnaval de 2014, de uma hora para outra, fizeram-me uma pergunta… descontextualizada, digamos. A resposta eu já expunha desde 2012.:

 

– Com sua experiência de cem anos de solidão …,

qual o erro mais frequente do jornalismo impresso cearense?

 

Resposta: há cem anos, numa aula no jornal O POVO, o professor Myrson Lima comentou que a Redação (não a do jornal O POVO, mas a do cearense, de modo geral) desconhece análise sintática.  Pois no meu trabalho diário, de cem anos, assino embaixo, e provo se quiser.

O maior erro da imprensa escrita cearense é o desconhecimento sintático. Excelentes redatores (e os outros) escrevem “de ouvido”. Escrevem bem, mas  sem controle sintático.

O Sistema Jangadeiro de Comunicação, graças à visão de um visionário (redundância?), vai mudar essa realidade. Cyro Thomás quer uma redação consciente da norma culta da língua portuguesa. Falei pra ele que era uma missão minha. Doravante, cobrem de mim.

O idioma Jangadeiro será o melhor do estado, por A mais B.

 

marjangadeiro@gmail.com

até!

 

 

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O erro de português mais frequente da imprensa cearense

Por Orlando Nunes em Dica

02 de Março de 2014

Neste carnaval de 2014, de uma hora para outra, fizeram-me uma pergunta… descontextualizada, digamos. A resposta eu já expunha desde 2012.:

 

– Com sua experiência de cem anos de solidão …,

qual o erro mais frequente do jornalismo impresso cearense?

 

Resposta: há cem anos, numa aula no jornal O POVO, o professor Myrson Lima comentou que a Redação (não a do jornal O POVO, mas a do cearense, de modo geral) desconhece análise sintática.  Pois no meu trabalho diário, de cem anos, assino embaixo, e provo se quiser.

O maior erro da imprensa escrita cearense é o desconhecimento sintático. Excelentes redatores (e os outros) escrevem “de ouvido”. Escrevem bem, mas  sem controle sintático.

O Sistema Jangadeiro de Comunicação, graças à visão de um visionário (redundância?), vai mudar essa realidade. Cyro Thomás quer uma redação consciente da norma culta da língua portuguesa. Falei pra ele que era uma missão minha. Doravante, cobrem de mim.

O idioma Jangadeiro será o melhor do estado, por A mais B.

 

marjangadeiro@gmail.com

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