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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Abril 2014

Paisinhos ou Paizinhos?

Por Orlando Nunes em Flexão nominal

26 de Abril de 2014

Paisinhos ou Paizinhos?

Paisinhos ou Paizinhos? DEPENDE.

Diminutivo de país, paisinho; plural do diminutivo, paisinhos.

Diminutivo de pai, paizinho, plural do diminutivo, paizinhos.

 

O plural dos diminutivos formados com o sufixo -inho é uma mãe.

Primeiro, acrescenta-se à palavra primitiva o sufixo -inho, depois a desinência -s:

– pires – piresinho – piresinhos

– rapaz – rapazinho – rapazinhos

 

O plural dos diminutivos formados com o sufixo -zinho é uma madrasta.

Primeiro, o plural da palavra primitiva; depois o sufixo -zinho; e só então o -S do plural da palavra primitiva vai para o final da palavra derivada:

Canalzinho:

– canal – canai(s)zinho – canaizinhos (e não canalzinhos, simplesmente)

Papelzinho:

– papel – papéi(s)zinhopapeizinhos (e não papelzinhos, simplesmente)

Alemãozinho:

– alemão – alemãe(s)zinhoalemãezinhos (e não alemãozinhos, simplesmente)

Farolzinho:

– farol – farói(s)zinhofaroizinhos (e não farolzinhos, simplesmente)

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Novas Turmas

É isso aí. Aproveito para lembrar às empresas interessadas que em maio abriremos novas turmas do curso Português Básico para Empresas (12 horas-aula).

 

Informações no marjangadeiro@gmail.com.br

 

 

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Dois meios de concordar com frações

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

23 de Abril de 2014

“Um terço dos estados do país passam por essa dificuldade atualmente.”

Um terço dos estados passam ou passa…?

Nesse caso, TANTO FAZ. Há um meio de entender por quê. Vejamo-lo (arre!):

 

  1. Quando o número fracionário não vem seguido de um especificador, a concordância do verbo se dá com o numeral do numerador (o de riba).

Um terço passa… / Dois terços passam

 

  1. Quando o número fracionário vem seguido de especificador, a concordância do verbo se dá com o numerador ou com o especificador (boca-livre, bom apetite).

Um terço dos estados passa por essa dificuldade atualmente. OU

Um terço dos estados passam por essa dificuldade atualmente.

Dois terços da área foram afetados. OU

Dois terços da área foi afetada.

 

Sabe qual é a preferência da maioria dos gramáticos? A concordância com o numerador, que integra o núcleo do sujeito. A concordância atrativa do verbo com o termo periférico (especificador) é registrada como “aceitável”, com direito a aspas.

Em todo o caso, é sempre bom “pensar” antes de “penar”:

“Um terço das mulheres foram vacinadas” é concordância preferível, penso, a esta outra (gramaticalmente correta também): “Um terço das mulheres foi vacinado”.

E mais, agora sobre concordância “aceitável” com o especificador:

“Dos estados, um terço passa por essa dificuldade atualmente”.

Nesse último exemplo, o verbo no SINGULAR parece-me “imexível” (por que ainda uso aspas com essa palavrinha tão bem acolhida no nosso Houaiss de cada dia?).

A concordância com o numerador da fração é uma mão na roda, já que o especificador plural, afastado do verbo, parece atrair menos (atração a distância rola mais na web).

 

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Até!

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GABARITO. Feriado de Tira-Dúvidas.

Por Orlando Nunes em Teste simulado

21 de Abril de 2014

No feriado de Tiradentes, o gabarito comentado da questão do feriado de Páscoa.

Abra o olho e feche a boca!

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, em diversas locuções a preposição A pode ser substituída por outra, sem incorreção gramatical ou prejuízo semântico para o enunciado. Analise as frases abaixo e marque a alternativa que julgar correta.

 

1-        Todos, à/com exceção de você, vieram assistir ao espetáculo no José de Alencar.

2-        A/Em meu ver, essa discussão de bastidores não contribuirá em nada.

3-        A/Com muito custo, foi convencido a votar segundo a orientação do seu partido.

4-        Havia um café em frente à/da praça, e o grupo se reunia lá todos os sábados.

5-        Na dúvida, dizem, o árbitro da partida sempre apita a/em favor do time da casa.

 

(a)     Há uma alternativa incorreta. Qual? —-.

(b)     Há duas alternativas incorretas. Quais? —- e —-.

(c)      Há três alternativas incorretas. Quais? —-, —- e —-.

(d)     Todas as alternativas estão incorretas.

(e)     Todas as alternativas estão corretas.

 

Gabarito: E. TODAS as alternativas apresentam duplas de preposições permutáveis.

A segunda alternativa, A/Em meu ver, parece-me ser a “pegadinha” da questão. A correta locução “em meu ver”, redução de “em meu modo de ver”, é clássica, praticamente ausente na escrita contemporânea. Concurso público gosta disso, adora puxar o tapete, isto é, puxar o tapete vermelho para o CDF passar.

 

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Até!

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Português na Páscoa, Pô?!

Por Orlando Nunes em Teste simulado

19 de Abril de 2014

Português na Páscoa é programa de índio. Viva o 19 de abril! Esta questão é só pra CDF (concurseiros de Fortaleza). Aqui ninguém para nem toma chocolate. Feliz Páscoa.

Mata esta:

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, em diversas locuções a preposição A pode ser substituída por outra, sem incorreção gramatical ou prejuízo semântico para o enunciado. Analise as frases abaixo e marque a alternativa que julgar correta.

 

1-        Todos, à/com exceção de você, vieram assistir ao espetáculo no José de Alencar.

2-        A/Em meu ver, essa discussão de bastidores não contribuirá em nada.

3-        A/Com muito custo, foi convencido a votar segundo a orientação do seu partido.

4-        Havia um café em frente à/da praça, e o grupo se reunia lá todos os sábados.

5-        Na dúvida, dizem, o árbitro da partida sempre apita a/em favor do time da casa.

 

(a)     Há uma alternativa incorreta. Qual? —-.

(b)     Há duas alternativas incorretas. Quais? —- e —-.

(c)      Há três alternativas incorretas. Quais? —-, —- e —-.

(d)     Todas as alternativas estão incorretas.

(e)     Todas as alternativas estão corretas.

 

Gabarito na segunda-feira, outro feriado bom para estudar.

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Até!

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Dica infalível dos porquês

Por Orlando Nunes em Dica

13 de Abril de 2014

Há um caminho equivocado percorrido por quem deseja grafar os porquês.

A dica “furada” é a seguinte: “Nas perguntas, use por que (dois vocábulos), e, nas respostas, escreva “tudo junto”: porque.

 

Essa dica às vezes funciona:

Pergunta: Por que você não veio à aula?

Resposta: Porque o Icasa perdeu o jogo.

 

Essa dica às vezes não funciona:

Pergunta: Não veio à aula porque o Icasa perdeu o jogo?

Resposta: Sim, esse é o motivo por que não vim à aula.

 

Quer conhecer uma dica que sempre funciona?

Quando puder substituir o porquê por “por qual”, “pelo qual”, separe a fera: por que. Se a substituição ocorrer com a conjunção “pois”, escreva “porque”, junto.

 

Essa dica vale para pergunta ou resposta, não interessa. Vejamos:

Pergunta: Por que você não veio à aula? (por qual motivo?)

Resposta: Porque o Icasa perdeu o jogo. (pois o Icasa perdeu)

Pergunta: Não veio à aula porque o Icasa perdeu o jogo? (pois o Icasa perdeu?)

Resposta: Sim, esse é o motivo por que não vim à aula. (motivo pelo qual)

Resposta: Sim, essa é a razão por que não vim à aula. (razão pela qual)

 

Observações finais: quando determinado (antecedido de artigo, pronome), escreva “junto e com acento”: “Este é o porquê de eu não ter vindo à aula”; “Esse porquê me parece desculpa sem pé nem cabeça”; “Meus porquês não lhe interessam”.

Também vêm acentuados todos os porquês de fim de frase ou imediatamente seguidos de pontuação forte: Não veio por quê? Não sei dizer por quê. Por quê? Sei lá.

Até!

 

 

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A violenta ordem dos termos

Por Orlando Nunes em Sintaxe

12 de Abril de 2014

“ONU anuncia que Fortaleza é a sede da Copa do Mundo mais violenta.”

 

DUPLA LEITURA

A ordem dos termos na frase deve contribuir para a clareza do texto. Normalmente, a segunda leitura do redator (revisão) elimina a necessidade da segunda leitura do receptor para entender (decodificar) a mensagem.

 

A frase destacada é um bom exemplo disso.

 

QUEM É A MAIS VIOLENTA?

“ONU anuncia que Fortaleza é a sede da Copa do Mundo mais violenta.”

“ONU anuncia que Fortaleza é a sede da Copa do Mundo mais violenta.

 

A disposição dos termos da frase nos leva à compreensão de que “a Copa do Mundo” é a mais violenta; mas imediatamente entra em cena o conhecimento de mundo, que nos alerta para a possibilidade da segunda interpretação: “a sede” é a mais violenta.

 

ORDEM E PROGRESSO

“ONU anuncia que Fortaleza é a sede mais violenta da Copa do Mundo.”

 

Ao pé da letra, nem tudo é tão simples assim. Ambiguidade faz parte do jogo, o duplo sentido nem sempre é indesejado (ou o que seria do humor, do cearense, da vida?).

Ora, o leitor desvela o texto.

Se o redator (quase um deus) escreve certo por linhas tortas, é porque o leitor (quase um santo) lê certo por linhas tortas. Isso é uma verdade; relativa, mas uma verdade.

Agora, uma verdade absoluta: mais mirabolante do que a capacidade humana de “ler certo por linhas tortas” é a capacidade animalesca de “ler errado por linhas certas”.

 

Veja a prova:

 

Redação, a prova; ou Redação à prova; ou (sei lá!) Redação aprova.

Banca: Gabola (Gramática para Alunos Bem Orientados sobre Leituras Absurdas).

 

Frase de apoio:

“ONU anuncia que Fortaleza é a sede da Copa do Mundo mais violenta”

 

Com base no que está por trás, à margem e à frente do anúncio da ONU, assinale a alternativa correta segundo a norma culta da língua portuguesa do país da Copa.

(a)   Esse ponto de vista é anterior às últimas chuvas na capital registradas pela Fundação Cearense de Meteorologia – Funceme; o problema agora não é mais a sede, mas a fome, a fome de bola da Copa, conforme números do Fome Zero.

(b)   Se, de fato, tivermos a “Copa do Mundo mais violenta”, o quadro de arbitragem da Fifa vai direto pra geladeira, uma vez que a cerveja, estupidamente negada no Cearense, recebeu carta branca na Copa.

(c)    O anúncio das Nações Unidas vai ao encontro de uma bem bolada parceria do Ministério do Esporte com o Ministério do Turismo, que tem por objetivo fomentar o turismo de aventureiros de todos os países-membros da ONU.

(d)   Quem é rato de arquibancada sabe muito bem que a declaração da ONU (Organizada Não Uniformizada) não passa de orquestração mal disfarçada contra a TUF (Torcida Uniformizada do Fortaleza), com apoio da Ceará Amor.

(e)   Sem prejuízo semântico ao ponto de vista das Nações Unidas e com a vantagem de eliminação de ambiguidade, poderíamos ter esta reescritura: “ONU anuncia que Fortaleza é a sede mais violenta da Copa do Mundo”.

 

GABARITO OFICIAL: letra “e”, de elucubração.

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Até!

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Irá fazer ou Vai fazer?

Por Orlando Nunes em Dica

04 de Abril de 2014

“O treinador disse que não irá fazer qualquer mudança na equipe.”

Temos uma locução verbal na frase acima: irá fazer. O auxiliar, verbo à esquerda, está flexionado no futuro do presente do indicativo: irá fazer. Em vez da locução, poderíamos empregar só o verbo principal, flexionado no mesmo tempo e modo: fará.

Os manuais de redação jornalística costumam aconselhar o redator a optar (1) pelo verbo simples no futuro do presente (fará, no caso) ou, empregando-se uma locução verbal, (2) pelo auxiliar no presente do indicativo (vai, em vez de irá):

1-      “O treinador disse que não fará qualquer mudança na equipe”.

2-      “O treinador disse que não vai fazer qualquer mudança na equipe”.

Em outras palavras, os manuais estão “dizendo” ao redator:

“Meu caro, se você considera meio esnobe o futuro do presente simples (fará), e tenta fugir dele como o diabo da cruz, por que empregá-lo na locução verbal irá fazer?”.

Para acomodar confortavelmente o verbo auxiliar “ir” neste caso, graças a Deus dispomos do simpático e jornalístico presente do indicativo: [não] vai fazer.

 

Todo manual de redação é chato mesmo. Não satisfeito, diz mais: “O pronome qualquer não é sinônimo do pronome nenhum”. Então, aquele que, por alguma razão (talvez por zelo às normas de escrita da empresa em que trabalha), segue as recomendações do manual, pode escrever a frase inicial do post de duas maneiras:

1-      “O treinador disse que não fará nenhuma mudança na equipe”.

2-      “O treinador disse que não vai fazer nenhuma mudança na equipe”.

 

Mas, na prática, conselho (inclusive de manual) e rapé toma quem quer.

Até!

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Irá fazer ou Vai fazer?

Por Orlando Nunes em Dica

04 de Abril de 2014

“O treinador disse que não irá fazer qualquer mudança na equipe.”

Temos uma locução verbal na frase acima: irá fazer. O auxiliar, verbo à esquerda, está flexionado no futuro do presente do indicativo: irá fazer. Em vez da locução, poderíamos empregar só o verbo principal, flexionado no mesmo tempo e modo: fará.

Os manuais de redação jornalística costumam aconselhar o redator a optar (1) pelo verbo simples no futuro do presente (fará, no caso) ou, empregando-se uma locução verbal, (2) pelo auxiliar no presente do indicativo (vai, em vez de irá):

1-      “O treinador disse que não fará qualquer mudança na equipe”.

2-      “O treinador disse que não vai fazer qualquer mudança na equipe”.

Em outras palavras, os manuais estão “dizendo” ao redator:

“Meu caro, se você considera meio esnobe o futuro do presente simples (fará), e tenta fugir dele como o diabo da cruz, por que empregá-lo na locução verbal irá fazer?”.

Para acomodar confortavelmente o verbo auxiliar “ir” neste caso, graças a Deus dispomos do simpático e jornalístico presente do indicativo: [não] vai fazer.

 

Todo manual de redação é chato mesmo. Não satisfeito, diz mais: “O pronome qualquer não é sinônimo do pronome nenhum”. Então, aquele que, por alguma razão (talvez por zelo às normas de escrita da empresa em que trabalha), segue as recomendações do manual, pode escrever a frase inicial do post de duas maneiras:

1-      “O treinador disse que não fará nenhuma mudança na equipe”.

2-      “O treinador disse que não vai fazer nenhuma mudança na equipe”.

 

Mas, na prática, conselho (inclusive de manual) e rapé toma quem quer.

Até!