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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

julho 2014

A frase de Chamusca

Por Orlando Nunes em Crônica

27 de julho de 2014

O zero a zero no acalorado jogo contra o Botafogo-PB pode ter acendido a brasa que faltava para o Fortaleza ascender à Série B. Essa partida revela o que fazer para deixar o inferno para trás.

Uma frase do técnico do Fortaleza Esporte Clube, Marcelo Chamusca, resume muito bem o 0X0 em casa contra o Belo paraibano nesse sábado (26): “Pecamos no fundamento finalização.

De fato, o Leão do Pici, que demonstra o muito bom trabalho da comissão técnica neste ano (defesa sólida, boa participação ofensiva pelas laterais com Cametá e Fernandinho, meio-campo combativo e com boa saída de bola para o ataque), precisa ainda evoluir num ponto.

Todo o esforço da equipe não pode ser desperdiçado na hora do leão beber água.

O empate contra o Botafogo-PB deve ser visto pelo Fortaleza como fundamental — e o será, haja vista a declaração de Chamusca na coletiva de imprensa pós-jogo — no planejamento de trabalho. “Treinamos bastante o fundamento finalização, e vamos precisar melhorar”, sintetiza o treinador. Esse é o ponto, é o que falta ao Fortaleza para, enfim, tirar os pés da série C.

As vaias para Marcelinho Paraíba na sua substituição por William foram merecidas. Isso não significa que a torcida cansou do MP 10, é preciso ter cuidado para não fazer uma leitura equivocada do episódio. A torcida só deseja o velho Marcelinho no lugar do Marcelinho velho.

O Marcelinho, entretanto, como qualquer jogador experiente e inteligente, sabe que precisa dosar energia para manter -se “vivo” durante os 90 minutos da partida. Boia e morre na praia.

Por isso, tanto o torcedor quanto a comissão técnica do Fortaleza desejam um banco mais sortido. A chegada do Erick Flores pode dar a Chamusca o poder sustentável desta frase: “Marcelinho, não precisa economizar gás, joga a todo vapor, tanto quanto puder”.

Se o MP 10 jogar 30 ou 45 minutos como jogava o velho Marcelinho, a torcida vai voltar a aplaudi-lo, pois ele merece. Até o momento, o técnico Chamusca não pôde aplicar essa frase.

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Aparelho de ar condicionado tem hífen?

Por Orlando Nunes em Dica

25 de julho de 2014

“Roberto Cláudio garante ar condicionado em todos ônibus em até 6 anos”

Pronome indefinido todos (plural) seguido de substantivo vem sempre com artigo: os.

Todos os dias, todas as noites, todos os carros, todas as casas, etc.

Reescritura

“Roberto Cláudio garante ar condicionado em todos os ônibus em até 6 anos”

Dúvida recorrente: ar condicionado ou ar-condicionado?

O ar-condicionado (aparelho, com hífen) está com defeito novamente.

O ar condicionado (ambiente refrigerado, sem hífen) tranquiliza a turma.

O aparelho de ar condicionado (especificando um substantivo, sem hífen) foi consertado.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

 

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O elo e o detalhe redundantes

Por Orlando Nunes em Dica

22 de julho de 2014

Reescritura de fraselink3

“Atente-se a este pequeno detalhe: o elo de ligação entre os dois países era uma empresa fantasma.” Isso é mesmo assustador, um caso de reescritura.

Nessa estrutura, dispense o termo especificador “de ligação”. A palavra elo, sem adjunto algum, garante qualquer união, boa ou ruim. Outra coisa: detalhes, já dizia o rei da canção, são todos pequenos. Eis a frase lipoaspirada:

“Atente-se a este detalhe: o elo entre os dois países era uma empresa-fantasma.”

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Antes de engolir o Dunga, prova da maçã enfeitiçada

Por Orlando Nunes em Teste simulado

21 de julho de 2014

Era uma vez...

Marin, Nero, Parreira, Felipão, Murtosa, Gilmar e…

amanhã a CBF divulga o nome do cara, o sétimo anão.

Se for mesmo Dunga, sifu mesmo.

Com base no texto de apoio, é verdadeiro afirmar:

(a)    O verbo sifu, na primeira do plural, seria nusfu, todos.

(b)   Cara é anagrama do termo arac, coach de araque.

(c)    Sai Zangado, entra Dunga; mas a história é a mesma.

(d)   Pior que baixa Scolaridade é professor Dunga em alta.

(e)   Antes de engolir o Dunga, prova da maçã enfeitiçada.

GABARITO: a banca CBF divulga amanhã, às 11 horas.

 

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A maioria dos brasileiros confia ou confiam que não ficará ou ficarão sem emprego?

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

18 de julho de 2014

“Maioria dos brasileiros confia que não ficará sem emprego, segundo pesquisa.”

No post anterior, vimos a possibilidade de flexionar ou não o verbo na concordância com números percentuais (24% do torcedor brasileiro prefere/preferem Tite no comando da seleção). Essas duas estruturas de frase, uma com o verbo no singular e outra com o verbo no plural, também são adequadas na concordância do verbo com o sujeito formado por expressões partitivas (a maioria de, boa parte de, etc.) seguidas de um termo especificador no plural, como no fragmento selecionado acima.

Dessa maneira, são construções gramaticalmente corretas:

“Maioria dos brasileiros confia que não ficará sem emprego, segundo pesquisa.”

“Maioria dos brasileiros confiam que não ficarão sem emprego, segundo pesquisa.”

Sempre bom lembrar

A inversão do termo especificador (dos brasileiros) para o início da frase nos leva jornalisticamente à preferência pela concordância lógica com o núcleo do sujeito:

“Dos brasileiros, a maioria confia que não ficará sem emprego, segundo pesquisa.”

Confiar só com preposição?

“Quem confia, confia EM…”, certo? O verbo da oração principal (confia), como vimos, rege a preposição “em”. Dizem os sábios (Evanildo Bechara, por exemplo) que a preposição pode vir subentendida ou expressa antes da conjunção integrante “que”, conectora de uma oração subordinada substantiva (aquela substituível pelo demonstrativo ISTO). Trocando esse blá-blá-blá em miúdos, são adequadas as frases:

“Maioria dos brasileiros confia que não ficará sem emprego, segundo pesquisa.”

“Maioria dos brasileiros confia em que não ficará sem emprego, segundo pesquisa.”

Observe: “Maioria dos brasileiros confia nisto”.(com o demonstrativo isto substituindo a oração, provo que ela é mesmo uma oração subordinada substantiva).

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

 

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24% do torcedor prefere ou preferem Tite?

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

17 de julho de 2014

Concordância verbal com percentuais

“Segundo pesquisa, 24% do torcedor brasileiro prefere Tite no comando da seleção.”

A concordância verbal pode ser feita com base no número percentual (24%) ou com o termo especificador (do torcedor brasileiro). A segunda possibilidade é a preferida da maioria dos jornais brasileiros. Assim, são frases gramaticalmente corretas:

“Segundo pesquisa, 24% do torcedor brasileiro prefere Tite no comando da seleção.”

“Segundo pesquisa, 24% do torcedor brasileiro preferem Tite no comando da seleção.”

Olho no lance

“Do torcedor brasileiro, 24% preferem Tite no comando da seleção.”

Observe que, com o deslocamento (e afastamento do verbo) do termo especificador para o início da frase, a preferida é a concordância lógica com o número percentual.

Até!

 

 

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É Neuer, é nóis!

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de julho de 2014

Pontuação parentética

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13), mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Olho no lance: veja que nome campeão: “pontuação parentética”. Bonito, não?

Pontuação parentética é a pontuação típica dos parênteses, e quem abre parêntese deve fechá-lo, certo? O travessão, às vezes, tem o mesmo valor do parêntese (travessões duplos). Assim, “abriu” um travessão, “feche-o” também.

Em outras palavras, a frase intercalada ficará entre travessões.

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13) –, mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Note que a vírgula que antecede a segunda oração permanece em seu lugar, ela não está nem aí para o travessão, que entrou em campo por outro motivo (fechar a intercalação).

Palpite em riba da hora         

Antes de o Mundial começar, “chutei” que a Argentina de Messi e Di María seria campeã (que Deus, brasileiro que era – até o 7×1 –, me perdoe). Sabia também que a Alemanha tinha uma seleção quase tão poderosa quanto a do meu Fortaleza Esporte Clube, mas achei que o sol brasileiro derreteria a Müller e Cia. Arre égua, esses alemães conquistaram até o astro-rei e se tornaram mais amigos do Sol do que eu, um filho legítimo das caatingas do sertão. Cruz, credo! A esta altura da Copa, pelo que vi (mas não cri), mudo meu palpite em riba da hora: se o tal Lionel não fizer chover no Rio, o sol vai brilhar para a Alemanha no Maracanã. É Neuer, é nóis!

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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É Neuer, é nóis!

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de julho de 2014

Pontuação parentética

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13), mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Olho no lance: veja que nome campeão: “pontuação parentética”. Bonito, não?

Pontuação parentética é a pontuação típica dos parênteses, e quem abre parêntese deve fechá-lo, certo? O travessão, às vezes, tem o mesmo valor do parêntese (travessões duplos). Assim, “abriu” um travessão, “feche-o” também.

Em outras palavras, a frase intercalada ficará entre travessões.

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13) –, mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Note que a vírgula que antecede a segunda oração permanece em seu lugar, ela não está nem aí para o travessão, que entrou em campo por outro motivo (fechar a intercalação).

Palpite em riba da hora         

Antes de o Mundial começar, “chutei” que a Argentina de Messi e Di María seria campeã (que Deus, brasileiro que era – até o 7×1 –, me perdoe). Sabia também que a Alemanha tinha uma seleção quase tão poderosa quanto a do meu Fortaleza Esporte Clube, mas achei que o sol brasileiro derreteria a Müller e Cia. Arre égua, esses alemães conquistaram até o astro-rei e se tornaram mais amigos do Sol do que eu, um filho legítimo das caatingas do sertão. Cruz, credo! A esta altura da Copa, pelo que vi (mas não cri), mudo meu palpite em riba da hora: se o tal Lionel não fizer chover no Rio, o sol vai brilhar para a Alemanha no Maracanã. É Neuer, é nóis!

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