Warning: Use of undefined constant S3_URL - assumed 'S3_URL' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/tribu/public_html/blogs/wp-content/themes/2016_tribuna_blogs/functions.php on line 11
Arquivos novembro 2014 - MAR Jangadeiro

Publicidade

MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

novembro 2014

Tinha ou tinham duas pedras no meio do caminho?

Por Orlando Nunes em Flexão verbal

29 de novembro de 2014

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

(No meio do caminho – Carlos Drummond de Andrade)

 

Na linguagem informal brasileira, o verbo impessoal HAVER (sinônimo de existir) é substituído pelo verbo TER. Dizemos, por exemplo, “Tem gente demais nesta sala”, em vez do culto “Há gente demais nesta sala”.

O verbo HAVER impessoal (sem sujeito) não é flexionado no plural:

Havia pessoas demais nesta sala”, e não “*Haviam pessoas demais nesta sala”.

Dessa forma, quando, coloquialmente, substituímos HAVER (= a existir) por TER. este verbo, igualmente, não será flexionado no plural. No poema de Drummond, se, em vez de uma, houvesse duas pedras no meio do caminho, teríamos os seguintes versos:

Tinha duas pedras
Tinha duas pedras no meio do caminho
No meio do caminho tinha duas pedras

Claro que essa grosseira alteração numérica nos versos do genial poeta mineiro é só para chamar a atenção do leitor para a “impessoalidade” do verbo TER (= a HAVER) neste contexto, porque uma pedra no meio do caminho já é o suficiente para simbolizar uma pedra no sapato de qualquer caminhante deste mundo de pedras.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!.

 

leia tudo sobre

Publicidade

Distorções de leitura

Por Orlando Nunes em Dica

27 de novembro de 2014

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Tabacaria – Fernando Pessoa

O último verso da estrofe guia o leitor a releituras dos versos anteriores.

***

Numa avaliação de entrevistas de emprego, o contratante analisa relatório sobre pretendente a uma vaga na empresa. Um candidato, quatro entrevistadores, quatro pontos de vista.

E1 – o candidato deve ser dispensado por faltar-lhe ambição profissional
E2 – o candidato não está preparado para assumir um cargo de liderança
E3 – o candidato deve ser dispensado por sua baixíssima autoestima
E4 – o candidato sonha alto, revela grande lucidez e pé no chão; seja contratado.

O contratante, intrigado com o ponto de vista surpreendente do Entrevistador 4, admite o candidato para um período de experiência, e, não demora muito, efetiva-o funcionário.

Moral da história: são muito comuns juízos equivocados com base em distorções de leitura.

Publicidade

… é eu!

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

22 de novembro de 2014

“Homem encontra dinheiro e faz campanha na TV Jangadeiro para achar o dono. É você?”

— É eu!

— É nóis!

Não é nada disso. Quase todos dirão, conforme a norma culta: “Sou eu”, “Somos nós”.

Mas há um caso especial de concordância do verbo SER que dá no “… é eu / … é nós”.

Veja:

Concordância verbal: verbo SER entre pronomes pessoais

Quando o verbo SER vem entre dois pronomes pessoais, concordará com o primeiro:

“Ele não É eu”.

“Ele não É nós”.

O SER é mesmo um verbo riquíssimo em matéria de concordância.

A propósito, o homem que encontrou dinheiro e fez campanha na TV para encontrar o dono é um exemplo de que SER vale mais do que TER. É fácil encontrar gente assim, concorda?

Até!

leia tudo sobre

Publicidade

Sobre eleições no Fortaleza Esporte Clube: uma reanálise do discurso do “mudar tudo”

Por Orlando Nunes em Crônica

15 de novembro de 2014

Às portas das eleições para a presidência do Fortaleza Esporte Clube, sempre é bom lembrar, neste momento em que a emoção fala mais alto que a razão (momento em que “mudar tudo” é preciso), que mudar tudo pode não ser necessariamente preciso.

O futebol não é preciso!

(em futebolês, isso é dito com outras palavras: O futebol não é uma ciência exata)

Mudanças se impõem, certamente, porque é inegável que erros pontuais ocorreram, e esses erros afastaram o Fortaleza mais uma vez do indispensável acesso à série B.

Um erro fatal: ouvidos de mercador da diretoria em relação ao apelo da torcida tricolor, que pedia contratação qualificada de reservas meias-atacantes e atacantes.

(E ninguém pedia contratação para estrear nos jogos finais, sem tempo de adaptação)

Mudanças gerais, todavia, compreendendo como mudanças gerais a negação de tudo que foi construído em 2014, seria um projeto tolo, mesmo que bem-intencionado.

Eleições gerais, sim; mudanças gerais talvez não. Devem-se corrigir somente os erros.

(E nem tudo no Fortaleza está errado para ser mudado tudo)

O Fortaleza agora precisa é de união, mais do que de facção. “Quem sabe, depois do pleito, ressurja um Fortaleza unido e, das chapas concorrentes, forme-se um grupo forte de apoio ao novo presidente.” Mas, pensando bem, por que isso ocorreria agora?

Acorda, Zé! (ou À corda, Zé!)

A ocasião é propícia para a pregação de que tudo está errado no Fortaleza, de que é preciso “zerar” e começar de novo, de que a diretoria atual nada é senão “fracassada”.

Até se sugeriu, “cordialmente”, uma saída “honrosa” para os atuais diretores: “Vocês reconhecem que seu tempo passou, pedem desculpas à torcida, pegam o boné e vão embora; em troca, agradeceremos a atitude finalmente tomada e colocaremos numa sala da sede um quadro com a foto dos senhores e uma tarja: ‘Pentafracassados’”.

“Sim, porque o fato de o Fortaleza estar em 2015 na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil não é nada, se comparado ao fracasso da não ascensão à série B do Brasileiro.’

“Sim, porque o esforço empresarial da diretoria para equilibrar administrativamente o clube não é nada, se comparado ao fracasso de não ter obtido o acesso à série B.’

“Sim, porque as contas do Fortaleza poderiam até voltar à estaca zero ou abaixo de zero, desde que o time se livrasse desses jogos infernais da série C nos cus dos judas.’

“Sim, porque a nova diretoria vai milagrosamente transformar água em vinho, vai ganhar com um novo time todos os jogos dentro e fora do estado (e do estádio).’

“Sim, porque é a nova diretoria quem vai escalar o time no mata-mata de 2015’”.

— Não conheço ninguém que um dia tenha aceitado esse modelo de “saída honrosa”.

Mas as eleições, sim, sempre são bem-vindas.

Serão eleições diferentes, mais eleitores desta vez, novas ideias e ideais. Se a opção for por “mudar tudo”, que assim seja; mas sem negação ou desprezo do que já foi feito.

Se for pra “zerar” tudo, que seja feita democraticamente a vontade da maioria dos eleitores. Eu, que não sou um, é que não começaria do zero. Meu “mudar tudo” se limitaria à contratação de um goleiro, dois meias-atacantes e dois atacantes que merecessem esse nome (cinco contratações que tornariam a diretoria pentavitoriosa.

Agora, chegada a hora de pegar o boné, que a saída seja verdadeiramente honrosa. Ganhar ou perder nas urnas é sempre melhor que entrar ou sair pela porta dos fundos.

Avante!

leia tudo sobre

Publicidade

Preposição e artigo antes das horas

Por Orlando Nunes em Ortografia

10 de novembro de 2014

“A prova ocorre de 12h às 17h”

A pergunta é esta: posso empregar a preposição não acompanhada de artigo na designação das horas? Em outras palavras, o “de” antes do numeral 12, na frase acima, está correto?

Marluce D. (Barbalha-CE)

Resposta:

Antes do numeral 17, temos uma preposição (a) e um artigo feminino plural (as). O encontro dos dois aa (a da preposição + a(s) do artigo) ocasionou a crase (às). Antes do numeral da esquerda também deve haver, além da preposição (de), um artigo (as); logo, de +as = das).

“A prova ocorre das 12h às 17h30”

Essa estrutura marca o horário do início e do término do referido evento.

Duração

Diferente, contudo, seria uma estrutura como esta:

“A prova será de 12 a 17 horas”.

Nessa estrutura, não estaríamos mais indicando o horário de início e término do evento, mas informando o tempo provável de sua duração, ou seja, uma prova que duraria entre 12 e 17 horas; uma longa prova, portanto. Assim, sem artigo, não se marca o início ou fim do evento.

Veja esta questão:

“Teremos uma reunião de três a quatro horas”.

Sobre o período acima, é CORRETO afirmar que
(a) a reunião será iniciadas às três horas.
(b) a reunião terminará às quatro horas.
(c) a reunião durará até as quatro horas.
(d) a reunião pode durar até quatro horas.
(e) há mais de uma alternativa correta.

Resposta: letra (d). A estrutura do período indica que a reunião pode durar entre três e quatro horas, ou seja, até quatro horas de duração.

A reunião duraria uma hora, porém, numa estrutura com a determinação dos numerais, a marcar o horário de seu início e de seu fim: “Teremos uma reunião das três às quatro horas”.

Até!

Publicidade

Preposição e artigo antes das horas

Por Orlando Nunes em Ortografia

10 de novembro de 2014

“A prova ocorre de 12h às 17h”

A pergunta é esta: posso empregar a preposição não acompanhada de artigo na designação das horas? Em outras palavras, o “de” antes do numeral 12, na frase acima, está correto?

Marluce D. (Barbalha-CE)

Resposta:

Antes do numeral 17, temos uma preposição (a) e um artigo feminino plural (as). O encontro dos dois aa (a da preposição + a(s) do artigo) ocasionou a crase (às). Antes do numeral da esquerda também deve haver, além da preposição (de), um artigo (as); logo, de +as = das).

“A prova ocorre das 12h às 17h30”

Essa estrutura marca o horário do início e do término do referido evento.

Duração

Diferente, contudo, seria uma estrutura como esta:

“A prova será de 12 a 17 horas”.

Nessa estrutura, não estaríamos mais indicando o horário de início e término do evento, mas informando o tempo provável de sua duração, ou seja, uma prova que duraria entre 12 e 17 horas; uma longa prova, portanto. Assim, sem artigo, não se marca o início ou fim do evento.

Veja esta questão:

“Teremos uma reunião de três a quatro horas”.

Sobre o período acima, é CORRETO afirmar que
(a) a reunião será iniciadas às três horas.
(b) a reunião terminará às quatro horas.
(c) a reunião durará até as quatro horas.
(d) a reunião pode durar até quatro horas.
(e) há mais de uma alternativa correta.

Resposta: letra (d). A estrutura do período indica que a reunião pode durar entre três e quatro horas, ou seja, até quatro horas de duração.

A reunião duraria uma hora, porém, numa estrutura com a determinação dos numerais, a marcar o horário de seu início e de seu fim: “Teremos uma reunião das três às quatro horas”.

Até!