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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Janeiro 2015

Premium 3, vale morrer de novo?

Por Orlando Nunes em Crônica

31 de Janeiro de 2015

Refinaria é futuro do pretérito: eu refinaria, e tu? Futuro do presente: eu refinarei, todos refinaremos um dia. Refinaria, em português vulgar, equivale a “morreria duas vezes”, uma com Lula e outra com Dilma, daí o verbete “Premium 2”. Refinaria é vocábulo formado pelo prefixo latino “re”, o mesmo de “marcha à ré”, com o verbo apocalíptico “finar”, “falecer”, “morrer na praia”. A finada morreu de quê? Pressão alta, desvio de septo na camada de pré-sal. Tentaram de tudo, mas não deu em nada. O canal da mancha é aqui, e o mar morto também, morto e sepultado. Mas o Camilo vai cobrar caro pelo prejuízo da Petrobras. Tu cobras, mas ela pagaria? Pagaria é também futuro do pretérito. No presente, porém, pagaria rima é com padaria, e já estão cobrando mais caro pelo pãozinho. O cliente que disser “eu pagaria”, no futuro do pretérito, não leva o pãozinho no presente. O pão-francês “fazia” parte do café da manhã imperfeito do indicativo da maioria dos fortalezenses. Não podemos nos esquecer de que o fortalezense é antes de tudo um forte, e parte dessa energia vinha exatamente do pãozinho francês; a outra parte vem da Coelce. Como o sistema é ligado em série, o preço de tudo vai subir. E pra completar a água está evaporando, não vai dar nem para o carnaval. Mas que calor, ô, ô, ô, ô, ô, ô. Espera aí! Tiram nossa sonhada refinaria, sugam nossa decantada energia, bebem nossa limitada água… e ainda acham pouco? Pois sim, agora mandam a conta: sem carnaval nem carioquinha. Então vão tirar pão e circo? Assim não tem povo que aguente. Na verdade, palhaço nenhum aguentaria, para voltarmos ao futuro do pretérito. De todo modo, como a carne é mesmo fraca e já engataram a I e a II, se prometerem a Premium III no futuro do presente (eu refinarei… ele refinará), vale morrer de novo?

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Gols e travessões duplos

Por Orlando Nunes em Pontuação

24 de Janeiro de 2015

 

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa – em Iguatu, e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

Como estou mesmo na arquibancada, vou soltar um palavrão: pontuação parentética.

Essa expressão abrange o conceito de vírgulas, parênteses ou travessões duplos. Isso significa dizer que, no contexto de pontuação parentética, se empregamos a primeira vírgula, o primeiro parêntese ou o primeiro travessão, temos de concluir a pontuação com idêntico sinal (outra vírgula, outro parêntese ou outro travessão. Em outras palavras, ajoelhou, tem de rezar. É o caso do fragmento acima, entre aspas.

O termo “em Iguatu” tem à sua esquerda um travessão, e, à sua direita, uma vírgula.

Ninguém agrada a dois senhores; então, resta-nos uma de três alternativas:

  1. empregar travessões duplos

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa – em Iguatu – e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

  1. empregar vírgulas duplas

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa, em Iguatu, e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

  1. empregar parênteses duplos

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa (em Iguatu) e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

É isso. E, para completar, no meio da semana o Fortaleza tomou gols duplos em Juazeiro.

Paciência, as coisas hão de melhorar, inclusive nossa pontuação na tabela, seja ela parentética ou não.

 

 

 

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É correto usar vírgula antes de etc.?

Por Orlando Nunes em Pontuação

17 de Janeiro de 2015

Nesta semana me perguntaram se podemos usar vírgula antes do etc.

Antes de mim, alguém respondeu, taxativo: “Não”.

Em seguida, respondi: “Podemos”. Não era uma resposta para ser “do contra”, mas é que, conhecendo a defesa dos que condenam a vírgula antes do etc. e a defesa dos que a empregam, me alinho à segunda corrente. E digo por quê. A seguir, uma brevíssima análise do assunto.

O etc. é a abreviatura (de uso internacional) da expressão latina et cetera, que significa “e outras coisas da mesma espécie”, “e o resto”.

Então, se a abreviatura etc. traduz-se por “e outras coisas”, não caberia a vírgula antes dela, diriam alguns, pois a conjunção “e” elimina essa possibilidade.

Quem não emprega a vírgula antes do etc., portanto, ancora sua tese em fundamentos de natureza etimológica, ou seja, vai buscar na origem da forma as razões de sua escolha.

Entretanto, se formos sempre seguir ao pé da letra os valores semânticos originais de uma forma, também não utilizaremos o etc., por exemplo, para encerrar uma enumeração de pessoas, tendo em vista que, originalmente, et cetera diz respeito a “coisas”.

Escritores importantes, clássicos e modernos, sabiamente “ignoraram” a origem do etc.

Na verdade, as línguas são avessas à fôrma, ao gesso, ao concreto armado – evoluem.

No caso em discussão neste post, a tese mais evoluída, a meu ver, é a defendida por mestres como Celso Pedro Luft, por exemplo, para quem a pontuação do etc. deve ser a mesma empregada para os demais itens da enumeração: vírgula, ponto e vírgula ou mesmo ponto.

Vejamos exemplos de pontuação do etc. colhidos do “Grande Manual de Ortografia Globo”, do incomparável Luft:

– Comprou livros, revistas, cadernos, etc. (vírgula antes do etc.)

– Palavras que se escrevem com RR e SS: carro, narrar; excesso, remessa; etc. (ponto e vírgula)

– Levantar cedo. Respirar o ar puro da manhã. Fazer ginástica. Etc. (ponto).

É isso. Podemos usar vírgula antes do etc.? Sim, podemos.

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Parênteses ou colchetes, quando usá-los?

Por Orlando Nunes em Dica

10 de Janeiro de 2015

Quando (para apresentar um ponto de vista à parte, revelar um detalhe do contexto em que se deu o fato, ou para completar uma estrutura frasal de terceiros facilitando sua compreensão pelo leitor) interferimos no curso normal de um texto, podemos recorrer aos parênteses (…) ou aos colchetes […], por exemplo.

A pergunta: Tanto faz usar parênteses como colchetes?

Uma resposta, ou um conselho:

Quando o autor do texto faz a interferência no próprio texto, aconselha-se o emprego dos parênteses para destacá-la. Exemplo:

“O direito de expressar livremente um ponto de vista é assegurado por lei (é louvável que assim seja), apesar de haver gente que defenda a mordaça à opinião alheia, se divergente.”

Os parênteses, assim, destacam intervenções ou comentários de quem escreveu todo o texto.

Entretanto, quando o autor do texto faz a intervenção (um comentário, p.ex.) no texto de outrem, aconselha-se o emprego dos colchetes. Exemplo:

“Em defesa de minha tese, recorro à Constituição: ‘… é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’ [é lamentável que existam pessoas que combatam a ferro e fogo esse direito].”

Os colchetes, assim, separam duas canetas: quem escreveu o texto entre colchetes não foi o mesmo redator do texto apresentado aqui entre aspas simples.

Simples assim.

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Até as tem crase?

Por Orlando Nunes em Crase

03 de Janeiro de 2015

Texto de apoio:

“Até às 10h, nenhuma viatura da Autarquia Municipal de Trânsito esteve no local.”

Em relação ao texto de apoio, que alternativa explica adequadamente o descumprimento da competência 1 exigida na redação do Enem (domínio da norma culta da Língua portuguesa)?

(a) A AMC não trabalha antes das 10 horas, principalmente quando chove.

(b) As viaturas da AMC não dispõem de pneus apropriados para rodar na chuva.

(c) O indefinido ‘nenhuma’ não poderia ser substituído pela expressão ‘nem uma’.

(d) A forma ‘esteve’ é uma variante do vocábulo ‘estepe’, nome dado ao pneu reserva.

(e) Em ‘Até às’, o sinal grave, indicador de crase, deve ser retirado, pois, de fato, crase não há. Crase é fusão de dois AA; na frase, temos a preposição ‘até’ e o artigo ‘as’.

Gabarito: letra E, de Enem.

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Redação Enem: não adianta adivinhar

Por Orlando Nunes em Dica

03 de Janeiro de 2015

– Professor, quais os temas mais quentes para a redação do Enem?

– Hoje, um deles certamente é o derretimento das calotas polares.

– E o aquecimento global?

– Quentíssimo também.

Agora, sério, uma dica de macaco veio: não dê a menor importância a palpites ou a profecias que tentam ‘acertar’ o tema da redação (do Enem ou de qualquer outra instituição).

Fundamental é aprender a selecionar, organizar e apresentar ideias. Como?

LEIA E ESCREVA todos os dias! Não falte às aulas, nem que chova em Fortaleza.

P.S.: Fique esperto, não adianta também ‘adivinhar’ na véspera da prova a competência Domínio da Norma Culta da Língua Portuguesa; janeiro é joia para recomeçar a estudar.

Até!

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Redação Enem: não adianta adivinhar

Por Orlando Nunes em Dica

03 de Janeiro de 2015

– Professor, quais os temas mais quentes para a redação do Enem?

– Hoje, um deles certamente é o derretimento das calotas polares.

– E o aquecimento global?

– Quentíssimo também.

Agora, sério, uma dica de macaco veio: não dê a menor importância a palpites ou a profecias que tentam ‘acertar’ o tema da redação (do Enem ou de qualquer outra instituição).

Fundamental é aprender a selecionar, organizar e apresentar ideias. Como?

LEIA E ESCREVA todos os dias! Não falte às aulas, nem que chova em Fortaleza.

P.S.: Fique esperto, não adianta também ‘adivinhar’ na véspera da prova a competência Domínio da Norma Culta da Língua Portuguesa; janeiro é joia para recomeçar a estudar.

Até!