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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Fevereiro 2016

Um milhão atrai um verbo?

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

24 de Fevereiro de 2016

(ILUSTRAÇÃO: Divulgação)

(ILUSTRAÇÃO: Divulgação)

Um milhão de mulheres participou OU participaram…”?

Quando a palavra “milhão” (núcleo do sujeito de uma frase) vem especificada por um termo no plural, ocorrem duas possibilidades de concordância verbal: verbo no singular, concordando com o núcleo singular, ou verbo no plural, concordando atrativamente com o especificador plural (termo mais próximo).

Passa a vista:

Mais de um milhão de mulheres participou da manifestação em todo o Brasil.”

Mais de um milhão de mulheres participaram da manifestação em todo o Brasil.”

Olho aberto:

E se, na frase acima, o verbo viesse antes do núcleo do sujeito (milhão), deveríamos empregar o singular ou o plural?

Veja só:

Participou (ou ‘Participaram’?) da manifestação, em todo o Brasil, mais de um milhão de mulheres.”

Recomenda-se aos redatores neste caso o emprego do verbo no singular. Por quê?

Primeiro: concordância lógica (gramatical): o verbo concorda com o núcleo do sujeito (‘milhão’, no caso).

Segundo: concordância atrativa (com o termo mais próximo): observe que, com a inversão dos termos da frase, o verbo (‘participar’, no caso) está mais próximo do núcleo do sujeito (milhão) que do termo especificador (‘de mulheres’).

Logo, “Participou da manifestação um milhão de mulheres…”.

marjangadeiro@gmail.com

Até!

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Porque junto também faz perguntas?

Por Orlando Nunes em Gramática

02 de Fevereiro de 2016

(Ilustração: Divulgação)

(Ilustração: Divulgação)

Sabia que “porque junto” (uma só palavra) também faz perguntas?

Se não, talvez você seja a milionésima vítima desta enganosa dicazinha:

“por que separado usamos em perguntas, e porque junto nas respostas”.

Na verdade, nem sempre funciona assim. Observe o seguinte diálogo extraído (não confundir com “ex-traído”, aquele que votou enganado, mas não vota mais) de um debate entre um situacionista e um oposicionista do Planalto:

Situacionista (com a mão direita sobre a Bíblia): “Camarada, o Brasil vive uma crise econômica PORQUE a economia no mundo também vai mal”.

Oposicionista (incrédulo como um pobre diabo): “Pelo amor de Deus, Excelência, se o Brasil vive esta crise toda, então é PORQUE a economia no mundo vai mal?”

Viu?!

O oposicionista faz uma pergunta (com direito a ponto de interrogação e tudo) lançando mão de um “porque” junto (uma só palavra).

Isso não é intriga da oposição, é somente uma conjunção.

Sim, uma conjunção causal (= pois), e não um advérbio interrogativo (por que).

O oposicionista se valeu de uma pergunta retórica (aquela que, no fundo monetário gramatical, dispensa resposta) para dizer, com outras palavras e ao pé da letra:

“Então Vossa Excelência tem, com o devido respeito, a cara de pau de afirmar que o Brasil vive esta crise toda PORQUE/POIS o mundo também a vive?”.

É tudo verdade!

Até podemos discordar do discurso da esquerda ou da direita. Mas, como diz o ditado, o porquê unido jamais será vencido. Por que, hein? Será porque assim Deus quis?

Até!

marjangadeiro@gmail.com

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Porque junto também faz perguntas?

Por Orlando Nunes em Gramática

02 de Fevereiro de 2016

(Ilustração: Divulgação)

(Ilustração: Divulgação)

Sabia que “porque junto” (uma só palavra) também faz perguntas?

Se não, talvez você seja a milionésima vítima desta enganosa dicazinha:

“por que separado usamos em perguntas, e porque junto nas respostas”.

Na verdade, nem sempre funciona assim. Observe o seguinte diálogo extraído (não confundir com “ex-traído”, aquele que votou enganado, mas não vota mais) de um debate entre um situacionista e um oposicionista do Planalto:

Situacionista (com a mão direita sobre a Bíblia): “Camarada, o Brasil vive uma crise econômica PORQUE a economia no mundo também vai mal”.

Oposicionista (incrédulo como um pobre diabo): “Pelo amor de Deus, Excelência, se o Brasil vive esta crise toda, então é PORQUE a economia no mundo vai mal?”

Viu?!

O oposicionista faz uma pergunta (com direito a ponto de interrogação e tudo) lançando mão de um “porque” junto (uma só palavra).

Isso não é intriga da oposição, é somente uma conjunção.

Sim, uma conjunção causal (= pois), e não um advérbio interrogativo (por que).

O oposicionista se valeu de uma pergunta retórica (aquela que, no fundo monetário gramatical, dispensa resposta) para dizer, com outras palavras e ao pé da letra:

“Então Vossa Excelência tem, com o devido respeito, a cara de pau de afirmar que o Brasil vive esta crise toda PORQUE/POIS o mundo também a vive?”.

É tudo verdade!

Até podemos discordar do discurso da esquerda ou da direita. Mas, como diz o ditado, o porquê unido jamais será vencido. Por que, hein? Será porque assim Deus quis?

Até!

marjangadeiro@gmail.com