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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Pontuação – Não tropece na vírgula

Por Orlando Nunes em Gramática

13 de agosto de 2012

Sobrou vírgula

A decisão é do juiz da 13ª Zona Eleitoral, de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch.

– A sequência nominal “Zona Eleitoral de Florianópolis” não deve ser separada por vírgula.

A decisão é do juiz da 13ª Zona Eleitoral de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch.

Faltou vírgula

 Se essa determinação não for atendida, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 50 mil e o prazo de suspensão do Facebook no país será duplicado.

– A conjunção “e” pode vir antecedida de vírgula quando liga orações de sujeitos diferentes.

Se essa determinação não for atendida, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 50 mil, e o prazo de suspensão do Facebook no país será duplicado.

Sujeito 1: a empresa; sujeito 2: o prazo.

Navegar é preciso

 Vai ancorar no Portal:

Português Prático do Manual de Apoio à Redação – MAR Jangadeiro

Alguns tópicos para um bate-bola com a Redação da Janga:

Nova Ortografia – piada de português?

Acentuação gráfica – a prova de que português é inteligente,

Regência – vitalícia ou provisória?

Crase – é grave, doutor?

Concordância – há discordâncias.

Colocação pronominal – pronomes de esquerda, de centro, de direita.

Flexões nominais e verbais – em forma sem fôrma.

Orações – para entrar no reino do MAR: 3ACE ou C6FTP.

Pontuação: não tropece na vírgula.

2012 dúvidas – um ou dois-pontos depois de um dois?

Até!

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As vírgulas dizem coisas

Por Orlando Nunes em Gramática

09 de agosto de 2012

A vírgula é um sinal gráfico utilizado pelo redator quando precisa “informar” ao leitor que a ordem “normal” dos termos da frase foi alterada.

Dessa forma, a relação entre vírgula e “pausa para respirar” é pura piada de português.

Em outras palavras, não faz a menor diferença se o escritor tem 81 ou 18 anos, se respira graças a intervenção de aparelhos ou se tem pulmão de boliviano.

Vírgula tem a ver com sintaxe, não com balão de oxigênio.

Nesse caso, aliás, é bem provável (por uma questão de quilometragem de texto) que o velhote dispunha de muito mais “gás” na corrida virgulada da linguagem escrita.

Muito bem. Disse que vírgula serve para “informar” o leitor sobre mudança de percurso. O caminho sintático “normal” dispensa a vírgula. Que caminho normal é este?

Vamos lá: largada – sujeito. Próximos passos: verbo, complemento verbal, adjunto adverbial. Quando a sequência é essa, guarde suas vírgulas na sacola.

Se a sequência sujeito–verbo–complemento verbal–adjunto adverbial for alterada, é hora de a vírgula entrar em campo. Vejamos isso na prática jornalística de todos os dias.

“Senado aprova contas de 50% para vagas das federais.”

No exemplo acima, a ordem “normal” dos termos da frase não foi alterada: sujeito (Senado), verbo (aprova), complemento verbal (contas de 50%), adjunto adverbial (para vagas das federais).

Como a ordem padrão não foi modificada, para que encher o saco do leitor com vírgulas?

Se, no entanto, promovermos mudanças na ordem tradicional dos termos da frase:

1) “Para vagas das federais, Senado aprova contas de 50%.”

2) “Senado aprova, para vagas das federais, contas de 50%.”

a vírgula eloquentemente “avisa” ao leitor que “alguma coisa está fora da ordem”.

Meu e-mail: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Primeiro eu

Por Orlando Nunes em Dica

05 de agosto de 2012

O PAC (Piedade Atlético Clube) não andou em campo neste primeiro domingo de agosto – uma derrota humilhante dentro de casa para o Ajax do Acaracuzinho.

Eu, Ludovico e Pardal fomos considerados os responsáveis pela queda do PAC.

Não vamos mais falar do PAC, tampouco tampar o sol com uma peneira e apresentar uma defesa tonta para o trio de marcação do meio de campo do Piedade Atlético Clube.

Jogamos mal mesmo, não dormimos bem na véspera do jogo – aliás, não dormimos na véspera do jogo, fomos convidados para a festa de dez anos dos Aviões do Forró.

Álcool e volante não combinam – Eu, Pardal e Ludovico somos os três volantes do PAC. Um por todos e todos por um. Forró e futebol combinam – dançamos todos.

Agora é bola pra frente, levantar a cabeça e lançar mão de todos os chavões – perdemos a batalha, não perdemos a guerra, futebol tem dessas coisas, é uma caixinha de surpresas. Vamos conversar durante a semana com o professor e botar ordem na casa.

Virando o jogo

Professor, ordem na casa, isso mesmo. O assunto da coluna de hoje não é futebol, nunca foi ou será, este blog não trata disso, estou é fazendo cera e posso ser punido por isso. Eu, Ludovico e Pardal seremos responsabilizados pelo bisonho desempenho do PAC.

A pergunta é: por que comecei a frase com “Eu”, e não com “Ludovico” ou “Pardal”?

Não se trata de egocentrismo, não. A dica de hoje é a seguinte: quando “eu” e outra(s) pessoa(s) integram uma estrutura de frase cujo conteúdo não é dos mais racomendáveis, manda a etiqueta (boa educação?) que “EU” vá na frente para o buraco. Em contrapartida, se a mensagem é positiva, o último a comer do bolo será o educado “EU”.

Ludovico, Pardal e eu seremos homenageados em breve com o troféu Limão com Mel.

Claro como água que passarinho não bebe?

Dúvidas, debates e desaforos, mande mensagem: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Mega acumula dois ss

Por Orlando Nunes em Gramática

01 de agosto de 2012

Mega-Sena: hífen como licença poética

Quando usar hífen com o prefixo mega?

Somente quando a palavra seguinte for iniciada pelas letras A ou H.

Mega-atleta, mega-hertz.

Nos demais casos, escreva sempre “tudo junto”.

Megaoperação, megaevento, megacomício, mega qualquer coisa, ó megaleitor.

– Espere, aí, alto lá! Mas quem está acumulada nesta semana não é a Mega-Sena?

Na verdade, a grafia Mega-Sena, com hífen, está contida na caixa da “licença poética”, com o perdão do deslocamento da expressão.

Isso tudo é só para que o apostador pense que a vida é fácil. Deveríamos ter, isso sim, a compacta Megassena, com dois ss para garantir o som autêntico do fonema /s/. Se tivéssemos apenas um “s” entre vogais, ouviríamos o brado retumbante do fonema /z/.

Mas o importante é o dinheiro no bolso, enfim. Por que não Mega$$ena?

Arre! Boa sorte aos otimi$ta$.

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Olimpíada de Língua Portuguesa – acentuação gráfica

Por Orlando Nunes em Gramática

28 de julho de 2012

“Ligia Silva estreia com vitória.”

Nomes próprios seguem as mesmas regras de acentuação gráfica dos nomes comuns?

Sim, o que vale para substantivos comuns vale também para os substantivos próprios.

Ligia ou Lígia?

Palavras paroxítonas (o acento tônico está na penúltima sílaba) terminadas em ditongo crescente (semivogal seguida de vogal) são acentuadas graficamente em bom português.

Assim, escreveremos Lígia, com acento.

Mas a Ligia Silva não foi (admitamos) registrada no cartório com acento gráfico. Então, em razão dessa raquetada cartorial, ela pode perder uma medalha olímpica?

Graças a Deus, não. Há uma bem-vinda tradição entre nós, brasileiros, de respeitar a grafia com a qual o cidadão foi registrado. Ou seja, a Ligia Silva tem o direito de disputar medalhas assinando a súmula da forma como seu nome foi documentado no registro de nascimento – quem manda no nome é o dono.

Agora, no jornalismo, ou o repórter pergunta ao entrevistado como é grafada sua “graça” (com acento ou sem acento), ou segue naturalmente a regra gramatical.

Vejamos agora alguns nomes de atletas olímpicos do Brasil e imaginemos que o jornal “decidiu”, educada e exemplarmente, usar as regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, sem pedir “licença” ao carimbo cartorial dos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Atletas & Acentos

Ana Cláudia Lemos – Cláudia: paroxítona terminada em ditongo.

Ana Luíza Ferrão Mello – Luíza: hiato com a vogal “i”.

Ana Sátila – Sátila: toda proparoxítona é acentuada graficamente.

André Sá: oxítona terminada em “e” / monossílabo tônico em “a”.

César Cielo – César: paroxítona terminada em “r”..

Nílson André – Nílson: paroxítona terminada em “n”.

Tamíris Liz – Tamíris: paroxítona terminada em “i(s)”.

De volta à mesa-tenista:

“Lígia (com acento) Silva estreia com vitória”.

PS: o substantivo comum “estreia”, palavra paroxítona portadora do ditongo aberto /éi/, perdeu o acento gráfico. Toda nova Andreia agora deve fazer o mesmo. Que ideia!

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Reescrevendo

Por Orlando Nunes em Redação

22 de julho de 2012

 

Encarando

Nesta semana, mais uma rodada de escrita e reescrita inspirada em material veiculado nos meios de comunicação Brasil afora. Vale tudo, rádio, TV, jornal, internet.

As frases podem estar maquiadas, penteadas ou assanhadas, o fato linguístico é real.

 Artigo definido

Os TJs de Goiás e de Santa Catarina pediram mais 30 dias. O do Paraná solicitou prorrogação de 20 dias. O do Mato Grosso, 20 dias. O do Mato Grosso do Sul, dez dias.

Oficialmente não se usa artigo definido antes do nome dos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Trata-se do estado DE Mato Grosso e DE Mato Grosso do Sul.

Os TJs de Goiás e de Santa Catarina pediram mais 30 dias. O do Paraná solicitou prorrogação de 20 dias. O de Mato Grosso, 20 dias. O de Mato Grosso do Sul, dez dias.

Vacine-se

Crianças de zero a cinco anos devem ser vacinadas.

Pergunta inocente: esse zero aí em cima faz o que mesmo? É um zero à esquerda a título de decoração? Retire-o da sala por um ano, as crianças não vão chorar por ele, garanto.

Crianças (com) até cinco anos devem ser vacinadas.

Chover no molhado

A chuva que caiu na madrugada deste sábado…

Essa história de chuva que caiu, que cai no telhado e coisa e tal só fica bem em letra de samba, depois de umas e outras, pra quebrar o gelo. No jornal seja mais sóbrio, sempre.

A chuva (ocorrida) na madrugada deste sábado…

Enquanto

Poucos trabalhavam, enquanto que a maioria resolveu cruzar os braços.

“Enquanto que” o quê, ó rapaz! O “enquanto” sozinho dá conta do serviço.

Poucos trabalhavam, enquanto a maioria resolveu cruzar os braços.

Fatal

Segundo a polícia, houve cinco vítimas fatais e 11 pessoas ficaram feridas no acidente.

Esta é uma dica já bem batida, mas ainda necessária, pois, volta e meia, as vítimas fatais ressurgem nos piores momentos. Só lembrando: fatal é o acidente, não as vítimas.

Segundo a polícia, cinco pessoas morreram no acidente e 11 ficaram feridas.

Vai encarar?

O Salgueiro encarou de frente o Fortaleza no Presidente Vargas.

Como encarar é algo que se faz sempre (creio) de frente, essa estrutura assemelha-se à da chuva que [sempre] cai. A redundância nem sempre é má, a linguagem humana tantas vezes se vale dela para adoçar sua prosa, sua poesia. Mas às vezes lambuza.

O Salgueiro encarou com altivez o Fortaleza no Presidente Vargas.

Vou indo.

Dúvidas, desaforos, diálogos: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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O bicho é este: vale o que está escrito

Por Orlando Nunes em Redação

14 de julho de 2012

Que bicho é esse?

Quem é do MAR não enjoa, vamos navegar pela costa brasileira. Eu crio frases, mas não invento fatos (linguísticos). Está aqui a imprensa nacional que não me deixa mentir.

Unidos para sempre

Vítima de maus tratos recupera-se em unidade hospitalar do município.

Quando o camarada redator der de cara com dois vocábulos unidos semanticamente até que a morte os separe, saiba que, na verdade, eles deixaram de ser dois, tornaram-se um só. Trata-se agora de um substantivo composto cuja união é sacramentada pelo hífen.

Vítima de maus-tratos recupera-se em unidade hospitalar do município.

O pronome do presente

Facebookson é candidato esse ano à Câmara Municipal de Sobral.

Uma das promessas apregoadas pelos pronomes demonstrativos é a de se relacionarem muito bem (um exagero!) no tempo e no espaço. O pronome “este”, por exemplo, está lá em cima nas pesquisas quando a referência é o tempo presente. Refiro-me a este ano?

Facebookson é candidato este ano [2012] à Câmara Municipal de Sobral.

A com fusão

O juiz concedeu o alvará de soltura a presidiária mais antiga do instituto penal.

Ladainha regencial: quem concede, concede algo A alguém. Esse A caixa-alta (de exibido) é uma preposição pedida (regida) pelo verbo conceder. Antes de um substantivo feminino (no exemplo, presidiária) vem outro A, agora um artigo definido. Com fusão (Ops! Cacófato), A+A vira À, ou seja, crase é o fenômeno da fusão.

O juiz concedeu o alvará de soltura à presidiária mais antiga do instituto penal.

Tempo decorrido

Consta que a presidiária está injustamente reclusa a mais de dez anos

Se faz um dia, se faz dez anos, o tempo passou na janela, viu-se o sol nascer quadrado do mesmo jeito – uma pena para pobres, pretos e pardos. Para o tempo decorrido, para o passado, também não é justo usar a preposição A. O melhor remédio é o verbo HAVER.

Consta que a presidiária está injustamente reclusa mais de dez anos

De novo, outra vez

O Real Manibura não perde uma partida a cem jogos.

A troca do verbo “haver” pela preposição “a” é mais frequente do que vitória do Barcelona. Treino resolve, principalmente se isso for feito desde as categorias de base.

O Real Manibura não perde uma partida cem jogos.

Sem mais, o resto é bola. Segunda-feira tem futebol? É dose pra Leão!

Abraço.

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Paralelismo: na grama e na gramática

Por Orlando Nunes em Gramática

08 de julho de 2012

O assunto hoje é paralelismo, uma convenção da língua escrita culta cuja proposta é apresentar ideias similares por meio de uma estrutura gramatical semelhante.

Vou buscar inspiração no meu Fortaleza Esporte Clube, que amarelou diante do Luverdense (será que novamente formamos um time de série B para jogar na C?).

Erro de paralelismo é erro de sintonia. Em bom (?) português, paralelismo é pôr cada macaco no seu galho. Macaco A na A, macaco B na B, macaco C na C.

Na C, mais força e menos técnica; na B, mais técnica e menos força; na A mais tudo. Mas vamos deixar a grama para entrar na gramática, ora bolas!

Erros de paralelismo

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e que iniciasse os contra-ataques da equipe.”

E aí, navegador do MAR Jangadeiro, percebeu a falta de sintonia entre as orações do período acima? Vamos analisar a jogada em câmera lenta.

O período é formado por três orações, a principal e duas subordinadas substantivas (coordenadas entre si pela conjunção coordenativa aditiva “e”).

Principal: O treinador mandou

Subordinada 1: o jogador fechar o meio de campo

Subordinada 2: que iniciasse os contra-ataques da equipe.

A falta de paralelismo está na estrutura das orações substantivas, uma reduzida (iniciada por verbo numa forma nominal, infinitivo no caso) e outra desenvolvida (iniciada por conjunção, no exemplo a subordinativa integrante “que”).

A simetria ou sintonia (paralelismo) pode ser estabelecida

1) reduzindo a segunda oração subordinada:

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e iniciar os contra-ataques da equipe.”

ou

2) desenvolvendo a primeira oração subordinada:

“O treinador mandou que o jogador fechasse o meio de campo e (que) iniciasse os contra-ataques da equipe.” Nesse caso não é necessário repetir a conjunção “que”.

É isso.

Na gramática, a sintonia vem assim. Na grama, agora, só vencendo o Papão da Curuzu. Sou um otimista, até a última rodada – do campeonato ou do chope. Até a próxima.

Um abraço.

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Shakespeareano ou shakespeariano?

Por Orlando Nunes em Gramática

04 de julho de 2012

ShakespeareDuas perguntinhas para mais um post do MAR. Os contos de Borges são borgeanos ou borgianos? E o pensamento de Sartre é sartreano ou sartriano?

Se o distinto navegador deste MAR azul tem alguma dúvida na hora de escolher entre o sufixo –(e)ano e o sufixo –iano, terra à vista.

Dica:

Colocaremos um /s/ hipotético após cada nome, que fará as vezes de desinência de número. A vogal átona antecedente fará as vezes de vogal temática.

Caso no final da palavra, retirando-se o /s/ do plural e a vogal átona que o antecede (temática), ainda reste um E ou EI, acrescente o sufixo –ano após o E (a semivogal I do ditongo EI, se for o caso, sai de campo com a entrada do sufixo).

Nos demais casos, o sufixo utilizado será –iano.

Português prático na prática

Vamos aplicar a dica em cada um dos exemplos abaixo:

Galileu – galileus – retiro o s e a vogal átona antecedente – galile + -ano – galileano..

Freud – termina em consoante, acrescento o sufixo -iano – freudiano.

Coreia – Coreias – Corei + ano – coreano.

Várzea – Várzeas – varzeano.

Bach – termina em consoante – bachiano.

Mallarmé – Mallarmés – o E tônico não pode ser retirado – mallarmeano.

Gláuber – termina em consoante – glauberiano.

Fique ligado na saideira:

Shakespeare – Shakespeares – Shakespear – sobrou a consoante R – shakespeariano.

Assim sendo, navegante deste MAR bravio, os contos de Borges são contos borgianos (retiro o S, a vogal átona antecedente e acrescento o sufixo –iano, pois não restou um E..

O pensamento de Sartre não poderia ser outro senão (Sartres – Sartr + -iano) um pensamento sartriano.

Dúvidas? E-mails para marjangadeiro@gmail.com

Vou, mas volto. Um abraço.

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Respostas do Desafio de Redação

Por Orlando Nunes em Redação

30 de junho de 2012

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1)      A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

Qual a ambiguidade?

– “ontem” é uma circunstância temporal (adjunto adverbial de tempo) que modifica o verbo “corrigir” ou o verbo “divulgar”?

Da forma como a frase foi estruturada.., dupla possibilidade.

Reescrita, em nome da clareza.

A comissão que corrigia ontem as provas divulgou nota à imprensa, ou, se o sentido não era esse: A comissão que corrigia as provas divulgou ontem nota à imprensa.

2)      Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

A que termo modifica o adjunto adverbial “nos últimos meses”? Mistério.

Seu desenvolvimento tem despertado nos últimos meses a curiosidade de muitos observadores. (“Nos últimos meses” modifica a locução verbal “tem despertado”)

Tem despertado a curiosidade de muitos observadores seu desenvolvimento nos últimos meses. (desenvolvimento [ocorrido] nos últimos meses)

3)      Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

Essa construção dá margem a perguntas do tipo: “Costumava frequentar o bairro ou a biblioteca?”. Claro que podemos sair pela tangente e simplesmente responder: “Os dois”. Mas, na verdade, o que está em jogo é a clareza do enunciado.

Fecharam a livraria do bairro, a qual eu costumava frequentar.

Nesse caso, o gênero distinto de bairro (masculino) e biblioteca (feminino) possibilitou a troca simples e esclarecedora do relativo que pelo relativo qual. Se os substantivos, contudo, fossem do mesmo gênero, precisaríamos de uma chacoalhada diferente, p.ex.:.

Fecharam o museu que costumava frequentar no/naquele bairro.

4)      Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Quem era fascinado por contos, o pai ou o filho? Sei, sei, ambos, hehe. Mas o desafio é não dar margem a ambiguidades. Vamos lá:

a)      Sendo eu um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

b)      Sendo meu pai um fascinado por contos, ele me trouxe Os doze parafusos.

Dúvidas? marjangadeiro@gmail.com

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Respostas do Desafio de Redação

Por Orlando Nunes em Redação

30 de junho de 2012

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1)      A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

Qual a ambiguidade?

– “ontem” é uma circunstância temporal (adjunto adverbial de tempo) que modifica o verbo “corrigir” ou o verbo “divulgar”?

Da forma como a frase foi estruturada.., dupla possibilidade.

Reescrita, em nome da clareza.

A comissão que corrigia ontem as provas divulgou nota à imprensa, ou, se o sentido não era esse: A comissão que corrigia as provas divulgou ontem nota à imprensa.

2)      Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

A que termo modifica o adjunto adverbial “nos últimos meses”? Mistério.

Seu desenvolvimento tem despertado nos últimos meses a curiosidade de muitos observadores. (“Nos últimos meses” modifica a locução verbal “tem despertado”)

Tem despertado a curiosidade de muitos observadores seu desenvolvimento nos últimos meses. (desenvolvimento [ocorrido] nos últimos meses)

3)      Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

Essa construção dá margem a perguntas do tipo: “Costumava frequentar o bairro ou a biblioteca?”. Claro que podemos sair pela tangente e simplesmente responder: “Os dois”. Mas, na verdade, o que está em jogo é a clareza do enunciado.

Fecharam a livraria do bairro, a qual eu costumava frequentar.

Nesse caso, o gênero distinto de bairro (masculino) e biblioteca (feminino) possibilitou a troca simples e esclarecedora do relativo que pelo relativo qual. Se os substantivos, contudo, fossem do mesmo gênero, precisaríamos de uma chacoalhada diferente, p.ex.:.

Fecharam o museu que costumava frequentar no/naquele bairro.

4)      Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Quem era fascinado por contos, o pai ou o filho? Sei, sei, ambos, hehe. Mas o desafio é não dar margem a ambiguidades. Vamos lá:

a)      Sendo eu um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

b)      Sendo meu pai um fascinado por contos, ele me trouxe Os doze parafusos.

Dúvidas? marjangadeiro@gmail.com