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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

… é eu!

Por Orlando Nunes em Concordância verbal

22 de novembro de 2014

“Homem encontra dinheiro e faz campanha na TV Jangadeiro para achar o dono. É você?”

— É eu!

— É nóis!

Não é nada disso. Quase todos dirão, conforme a norma culta: “Sou eu”, “Somos nós”.

Mas há um caso especial de concordância do verbo SER que dá no “… é eu / … é nós”.

Veja:

Concordância verbal: verbo SER entre pronomes pessoais

Quando o verbo SER vem entre dois pronomes pessoais, concordará com o primeiro:

“Ele não É eu”.

“Ele não É nós”.

O SER é mesmo um verbo riquíssimo em matéria de concordância.

A propósito, o homem que encontrou dinheiro e fez campanha na TV para encontrar o dono é um exemplo de que SER vale mais do que TER. É fácil encontrar gente assim, concorda?

Até!

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Sobre eleições no Fortaleza Esporte Clube: uma reanálise do discurso do “mudar tudo”

Por Orlando Nunes em Crônica

15 de novembro de 2014

Às portas das eleições para a presidência do Fortaleza Esporte Clube, sempre é bom lembrar, neste momento em que a emoção fala mais alto que a razão (momento em que “mudar tudo” é preciso), que mudar tudo pode não ser necessariamente preciso.

O futebol não é preciso!

(em futebolês, isso é dito com outras palavras: O futebol não é uma ciência exata)

Mudanças se impõem, certamente, porque é inegável que erros pontuais ocorreram, e esses erros afastaram o Fortaleza mais uma vez do indispensável acesso à série B.

Um erro fatal: ouvidos de mercador da diretoria em relação ao apelo da torcida tricolor, que pedia contratação qualificada de reservas meias-atacantes e atacantes.

(E ninguém pedia contratação para estrear nos jogos finais, sem tempo de adaptação)

Mudanças gerais, todavia, compreendendo como mudanças gerais a negação de tudo que foi construído em 2014, seria um projeto tolo, mesmo que bem-intencionado.

Eleições gerais, sim; mudanças gerais talvez não. Devem-se corrigir somente os erros.

(E nem tudo no Fortaleza está errado para ser mudado tudo)

O Fortaleza agora precisa é de união, mais do que de facção. “Quem sabe, depois do pleito, ressurja um Fortaleza unido e, das chapas concorrentes, forme-se um grupo forte de apoio ao novo presidente.” Mas, pensando bem, por que isso ocorreria agora?

Acorda, Zé! (ou À corda, Zé!)

A ocasião é propícia para a pregação de que tudo está errado no Fortaleza, de que é preciso “zerar” e começar de novo, de que a diretoria atual nada é senão “fracassada”.

Até se sugeriu, “cordialmente”, uma saída “honrosa” para os atuais diretores: “Vocês reconhecem que seu tempo passou, pedem desculpas à torcida, pegam o boné e vão embora; em troca, agradeceremos a atitude finalmente tomada e colocaremos numa sala da sede um quadro com a foto dos senhores e uma tarja: ‘Pentafracassados’”.

“Sim, porque o fato de o Fortaleza estar em 2015 na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil não é nada, se comparado ao fracasso da não ascensão à série B do Brasileiro.’

“Sim, porque o esforço empresarial da diretoria para equilibrar administrativamente o clube não é nada, se comparado ao fracasso de não ter obtido o acesso à série B.’

“Sim, porque as contas do Fortaleza poderiam até voltar à estaca zero ou abaixo de zero, desde que o time se livrasse desses jogos infernais da série C nos cus dos judas.’

“Sim, porque a nova diretoria vai milagrosamente transformar água em vinho, vai ganhar com um novo time todos os jogos dentro e fora do estado (e do estádio).’

“Sim, porque é a nova diretoria quem vai escalar o time no mata-mata de 2015’”.

— Não conheço ninguém que um dia tenha aceitado esse modelo de “saída honrosa”.

Mas as eleições, sim, sempre são bem-vindas.

Serão eleições diferentes, mais eleitores desta vez, novas ideias e ideais. Se a opção for por “mudar tudo”, que assim seja; mas sem negação ou desprezo do que já foi feito.

Se for pra “zerar” tudo, que seja feita democraticamente a vontade da maioria dos eleitores. Eu, que não sou um, é que não começaria do zero. Meu “mudar tudo” se limitaria à contratação de um goleiro, dois meias-atacantes e dois atacantes que merecessem esse nome (cinco contratações que tornariam a diretoria pentavitoriosa.

Agora, chegada a hora de pegar o boné, que a saída seja verdadeiramente honrosa. Ganhar ou perder nas urnas é sempre melhor que entrar ou sair pela porta dos fundos.

Avante!

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Preposição e artigo antes das horas

Por Orlando Nunes em Ortografia

10 de novembro de 2014

“A prova ocorre de 12h às 17h”

A pergunta é esta: posso empregar a preposição não acompanhada de artigo na designação das horas? Em outras palavras, o “de” antes do numeral 12, na frase acima, está correto?

Marluce D. (Barbalha-CE)

Resposta:

Antes do numeral 17, temos uma preposição (a) e um artigo feminino plural (as). O encontro dos dois aa (a da preposição + a(s) do artigo) ocasionou a crase (às). Antes do numeral da esquerda também deve haver, além da preposição (de), um artigo (as); logo, de +as = das).

“A prova ocorre das 12h às 17h30”

Essa estrutura marca o horário do início e do término do referido evento.

Duração

Diferente, contudo, seria uma estrutura como esta:

“A prova será de 12 a 17 horas”.

Nessa estrutura, não estaríamos mais indicando o horário de início e término do evento, mas informando o tempo provável de sua duração, ou seja, uma prova que duraria entre 12 e 17 horas; uma longa prova, portanto. Assim, sem artigo, não se marca o início ou fim do evento.

Veja esta questão:

“Teremos uma reunião de três a quatro horas”.

Sobre o período acima, é CORRETO afirmar que
(a) a reunião será iniciadas às três horas.
(b) a reunião terminará às quatro horas.
(c) a reunião durará até as quatro horas.
(d) a reunião pode durar até quatro horas.
(e) há mais de uma alternativa correta.

Resposta: letra (d). A estrutura do período indica que a reunião pode durar entre três e quatro horas, ou seja, até quatro horas de duração.

A reunião duraria uma hora, porém, numa estrutura com a determinação dos numerais, a marcar o horário de seu início e de seu fim: “Teremos uma reunião das três às quatro horas”.

Até!

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Tinha um dois-pontos no meio do caminho

Por Orlando Nunes em Pontuação

28 de outubro de 2014

“A Polícia Rodoviária fiscalizará: motoristas, motociclistas e até ciclistas.”

Um dois-pontos não deve separar o complemento de um verbo. Na frase acima, à direita do dois-pontos, temos o complemento verbal denominado de “objeto direto”. Assim como não separamos com pontuação o “sujeito” do “verbo”, também não devemos separar o complemento verbal (objeto direto, objeto indireto) do verbo.

Reescrita:

“A Polícia Rodoviária fiscalizará motoristas, motociclistas e até ciclistas.”

Observação: o dois-pontos estaria adequado se a estrutura tivesse um objeto antes do sinal de pontuação: “A Polícia Rodoviária fiscalizará todo condutor de veículo: motoristas, motociclistas e até ciclistas”. Agora, depois do dois-pontos, temos um aposto enumerativo (termo acessório), e não mais um complemento verbal (termo integrante da frase).

Até!

 

 

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O segundo deputado mais bem votado

Por Orlando Nunes em Gramática

19 de outubro de 2014

Diga-me cá uma coisa, caro internauta:

O correto é falar (ou escrever) “O segundo deputado mais bem votado para a Assembleia Legislativa do Ceará foi Aderlânia Noronha” OU “A segunda deputada mais bem votada para a Assembleia Legislativa do Ceará foi Aderlânia Noronha”?

Se você respondeu algo do tipo: “Claro que a correta é a segunda frase, afinal de contas, nos referimos a uma deputada, e não a um deputado”, devo-lhe dizer que não é bem assim que a regra range em português; vamos devagar na apuração.

Não resta hoje a menor dúvida ou polêmica quanto a formas femininas como “vereadora”, “prefeita”, “deputada”, “senadora”, “ministra” (há, sim, uma discussãozinha boba a respeito da corretíssima forma “presidenta”, mas isso são outros quinhentos). A questão em análise neste post, porém, traz consigo dois traços importantes a serem levados em consideração: o de “gênero” e o de “generalidade”.

Quem fala (ou escreve) “O segundo deputado mais bem votado para a Assembleia Legislativa do Ceará foi Aderlânia Noronha” declara algo distinto daquilo que declara quem fala (ou escreve) “A segunda deputada mais bem votada para a Assembleia Legislativa do Ceará foi Aderlânia Noronha”. Vixe Maria; e agora, José?

Aviso aos navegantes do MAR: as duas estruturas estão gramaticalmente CORRETAS.

Mas…

  • a primeira frase nos informa, ao pé da letra, que, dentre os deputados eleitos (homens e mulheres) para a Assembleia Legislativa, a deputada Aderlânia Noronha foi “o segundo candidato (repito, consideram-se aqui os homens e mulheres) mais bem votado”.
  • a segunda frase nos informa (e aqui teríamos uma informação incorreta (não no âmbito da gramática, mas no da matemática)) que a parlamentar foi “a segunda deputada mais bem votada” (neste caso, são consideradas apenas as mulheres eleitas para o cargo (além de Aderlânia, e pela ordem decrescente do número de votos recebidos, a deputada Fernanda Pessoa, a deputada Augusta Brito, a deputada Laís Nunes, a deputada Mirian Sobreira, a deputada Dra. Silvana e a deputada Bethrose)).

Nesse novo contexto, deveríamos declarar (para a correção numérica do enunciado e precisão da notícia): “A segunda deputada mais bem votada para a Assembleia Legislativa do Ceará foi Fernanda Pessoa”. Resumindo, a desinência de gênero manda.

Em outras palavras, a língua portuguesa nunca foi “machista”, pelo contrário. Quando queremos ser genéricos, empregamos formas neutras, as do masculino; quando queremos especificar o sexo, utilizamos formas marcadas, as do feminino.

Em razão da marca forte do gênero feminino é que ouvimos (ou lemos), por exemplo, frases assim: “Fulano tem dois filhos, um homem e uma mulher”. Se fossem duas mulheres, ouviríamos (ou leríamos) apenas: “Fulano tem duas filhas”. É o bastante.

Em bom português, a mulher é o gênero forte. Parabéns às deputadas eleitas.

Até!

P.S. Aqui entre nós, meu irmão camarada, me responda a última: quem emprega muitos parênteses num texto pode ser também acusado da prática de nepotismo?

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Candidatos, cuidado com as adjetivas

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de outubro de 2014

Candidatos e candidatas, ao abrirem a boca, muito cuidado com as chamadas “orações adjetivas”. Elas se acomodam em dois partidos bem parecidos, o PAE e o PAR – Partido das Adjetivas Explicativas e Partido das Adjetivas Restritivas, respectivamente.

Onde mora o perigo? Ele mora na escrita; mais precisamente, nas vírgulas.

Digamos que um candidato ou candidata, no clamor da campanha e tomado(a) pelo mal súbito da sinceridade, declare solenemente, com todas as letras:

“Os políticos do partido que são corruptos devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”.

Admitamos, seria uma declaração não só sincera, mas também corajosa.

A sinceridade está no fundo d’alma do político (todo político mergulha de corpo e alma numa campanha; logo, todo político deve ter alma); a coragem está na escolha do modo indicativo (“são”, e não “sejam”). Veja que é confiar demais na habilidade de pontuação de um jornalista.

No dia seguinte à declaração, o político senta à mesa para o café da manhã e abre o jornal:

O candidato X disse ontem que “os políticos do partido, que são corruptos, devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”. O candidato se engasgará com pão, pontuação e café com leite.

Admitamos também que não houve má-fé do jornalista ao pôr a oração adjetiva entre vírgulas, transformando a restritiva em explicativa. Foi tudo uma questão de pressa, “língua e pressa”.

O fato é que, com as vírgulas desastradas, todos os políticos do partido viraram farinha do mesmo saco, todos se tornaram corruptos – uma generalização perversa e, o pior, segundo o jornal, proveniente da boca de um membro do partido em questão. Só direito de resposta?!

Candidato(a), para não correr o risco, quando usar uma adjetiva restritiva em sua fala, por segurança, empregue o modo subjuntivo, pois não há adjetiva explicativa com esse modo.

Veja:

“Os políticos do partido que sejam corruptos devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”.

Aqui não cabem vírgulas traiçoeiras, pode abrir o jornal ou a revista sem medo.

Até!

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Vendeu pra burro, muito inteligente

Por Orlando Nunes em Gramática

08 de outubro de 2014

Aposto que você um dia já separou o aposto com um ponto.

Veja esta frase:

“O deputado reeleito é natural de Lavras da Mangabeira. Uma pequena e aprazível cidade do interior do Ceará”.

Então, camarada, já ouviu falar em frase fragmentada?

Se não, releia o enunciado acima, ele é um bom exemplo disso. Vamos lá, percebeu que há um ponto no meio do caminho de Lavras da Mangabeira? Nunca se esqueça disso.

Afinal, o que é uma frase não fragmentada?

É um enunciado que contém duas partes: um sujeito e um predicado.

Assim, não resta dúvida de que em “O deputado reeleito é natural de Lavras da Mangabeira” temos uma frase bem-comportada. Sujeito: O deputado reeleito; predicado: é natural de Lavras da Mangabeira. Agora, em “Uma pequena e aprazível cidade do interior do Ceará”, onde está o sujeito? Onde está o verbo?

Não há, não temos aí uma frase, mas um fragmento dela, no caso um aposto.

Um aposto se refere a um nome à sua esquerda e dele vem separado por vírgula, não por ponto. Essa pseudofrase é, aqui, um aposto explicativo – “explica” Lavras da Mangabeira.

Reescritura: se no meio do caminho tinha (havia, como dizem os gramáticos) um ponto, agora tem (como dizem os poetas) uma vírgula. Esta é a pontuação jornalística adequada:

“O deputado reeleito é natural de Lavras da Mangabeira, uma pequena e aprazível cidade do interior do Ceará”.

Detalhe: no texto publicitário, é muito comum o emprego de “frases fragmentadas”: um ponto separando um aposto, um adjunto, etc. Utilizadas com criatividade, elas (frases fragmentadas) possibilitam valor expressivo inegável. Contudo, utilizadas desastradamente, vão vender gato por lebre; vão quebrar a unidade da frase, vão quebrar o pau da barraca.

Não dá pra lavar as mãos, é preciso saber onde pôr os pés, onde pôr os pontos.

Crianças, não façam isso em casa

Exemplo de boa (a meu ver) frase fragmentada na publicidade (anúncio adaptado).

Observo que há nela erro de estruturação (não deve ser imitada na redação do Enem, por exemplo). O desvio gramatical, contudo, foi calculado, consciente, “estudado”.

Anúncio de revista
Videoaulas Exatas.
Falamos sua língua: Matemática.
Fique ligado.
Nossos professores dão aula na sala.
Da sua casa.

Quantos engraçadinhos de plantão não devem ter comentado: “Ainda bem que não é curso de português”. Sim, porque o termo “Da sua casa” é adjunto de “sala” (núcleo do sintagma), e quem já viu separar o adjunto de seu núcleo por um ponto? Eu já vi. Às vezes cumpre uma missão, ou mais de uma.

Vejamos algumas do anúncio publicitário acima:

– nossa língua é a matemática, o português é o que você usa em casa mesmo.

– o termo “Da sua casa”, isolado e em um corpo maior que o do restante do texto, chamava atenção (destacava) para o “conforto” de o aluno “não precisar sair de casa para estudar (matemática)”.

– Entre “descrição” e “discrição”, o texto publicitário marca a primeira alternativa quase sempre (o desvio intencional do padrão gramatical pode ser útil, se apreciado com moderação).

– Veja em um dicionário os verbetes “eficácia” e “eficiência”.

– O curso de matemática anunciado vendeu pra burro (pra inteligente também, a maioria).

Até!

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Presidento?

Por Orlando Nunes em Flexão nominal

27 de setembro de 2014

Leandro Sousa, de Juazeiro do Norte (CE) manda mensagem para o marjangadeiro@gmail.com dizendo ter visto na TV uma entrevista com um professor de português que afirmara algo “mais ou menos” assim: Se alguém fala “presidenta”, deveria falar também “presidento”.

Pergunta-me Sousa: “Poderia existir mesmo essa palavra?”.

Caro Leandro, se o professor falou isso, ele estava brincando (há brincadeira de mau gosto em toda categoria). Na verdade, o que existe em português é a formação do gênero FEMININO, mediante o emprego da desinência “-a” (há algumas variantes, o que explica femininos como “embaixatriz”, por exemplo). O masculino caracteriza-se pela AUSÊNCIA da desinência de gênero feminino “-a”, e não pelo acréscimo de uma inexistente desinência de gênero masculino “-o”. Caso houvesse tal desinência de masculino, aí sim iríamos incomodar muita gente, por exemplo, com um pesadíssimo “elefanto”, masculino de elefanta. Não é o caso.

São do gênero masculino: doutor (não doutoro), professor (não professoro), profeta (não profeto); sal (não salo). Então, por que engolir um “presidento” só porque “presidenta” – uma forma perfeitamente ajustada ao sistema ortográfico português – foi escolhida? Oposição genérica?

Agora, outra coisa seria afirmar que a grande maioria (vão dizer que isso é uma redundância de iletrados!) dos vocábulos terminados em “o” são do gênero masculino. Isso é verdade.

Há raras exceções, por exemplo: A tribo, A libido, A moto, A foto.

Enfim, a presidenta é uma forma BOA, ainda que a vaca tussa.

Já o presidento é uma forma RUIM, ainda que de um doutoro.

Até!

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Absolutamente sempre quer dizer não?

Por Orlando Nunes em Dica

25 de setembro de 2014

Não é sempre que a palavra absolutamente significa não.

Vejamos.

Se a utilizamos como resposta, não resta dúvida: absolutamente equivale a não.

Exemplo:

“Foi você quem deixou a pasta de dente sem a tampinha, Alice?”

“Absolutamente, pai.”

Esse absolutamente da resposta de Alice quer dizer: “Não, não fui eu não”.

MAS há um absolutamente diferente, advérbio de intensidade (modificando normalmente adjetivos), que NÃO quer dizer um não.

Exemplos:

“A resposta está absolutamente errada, acho que foi você sim.”

“O senhor está absolutamente certo disso, tem provas?”

É isto. Então, absolutamente sempre quer dizer não? Absolutamente!

Até!

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Todos os quatro ou Todos quatro?

Por Orlando Nunes em Dica

21 de setembro de 2014

Na língua escrita culta padrão (utilizada no jornalismo, por exemplo), este é o emprego adequado do pronome indefinido plural TODOS/TODAS.

O pronome todos (ou todas), seguido de substantivo, acompanha-se sempre de artigo (os/as).

Assim,

em vez de

Confira a agenda de todos candidatos ao governo do estado.

escreva:

Confira a agenda de todos os candidatos ao governo do estado.

 – O artigo também se faz necessário quando, antes do substantivo, houver um numeral.

Logo, em vez de

Confira a agenda de todos quatro candidatos ao governo do estado.

escreva:

Confira a agenda de todos os quatro candidatos ao governo do estado.

– Mas, se houver na frase só o numeral (sem o substantivo), o artigo não será empregado.

Então, em vez de

Confira a agenda de todos os quatro.

escreva:

Confira a agenda de todos quatro.

Simples assim.

Até!

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Todos os quatro ou Todos quatro?

Por Orlando Nunes em Dica

21 de setembro de 2014

Na língua escrita culta padrão (utilizada no jornalismo, por exemplo), este é o emprego adequado do pronome indefinido plural TODOS/TODAS.

O pronome todos (ou todas), seguido de substantivo, acompanha-se sempre de artigo (os/as).

Assim,

em vez de

Confira a agenda de todos candidatos ao governo do estado.

escreva:

Confira a agenda de todos os candidatos ao governo do estado.

 – O artigo também se faz necessário quando, antes do substantivo, houver um numeral.

Logo, em vez de

Confira a agenda de todos quatro candidatos ao governo do estado.

escreva:

Confira a agenda de todos os quatro candidatos ao governo do estado.

– Mas, se houver na frase só o numeral (sem o substantivo), o artigo não será empregado.

Então, em vez de

Confira a agenda de todos os quatro.

escreva:

Confira a agenda de todos quatro.

Simples assim.

Até!