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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Pontuação

O Bruxo do Cosme Velho e a Vírgula

Por Orlando Nunes em Pontuação

29 de outubro de 2016

machado

(FOTO: Reprodução)

“Quem viesse pelo lado do mar, veria as costas do palácio, os jardins e os lagos…” Machado de Assis – Esaú e Jacó

Antes de mais nada, três breves considerações acerca da organização sintática do período acima:

1) Há nele dois verbos; trata-se, portanto, de um período composto formado por duas orações. A primeira: “Quem viesse pelo mar”. A segunda: “veria as costas do palácio, os jardins e os lagos”.
2) A primeira oração funciona sintaticamente como sujeito, um “sujeito oracional”. O predicado desse “sujeito oracional” é a segunda oração do período.
3) Não devemos empregar uma vírgula entre o sujeito e seu predicado.

Aqui a regra range

Se a primeira oração é o sujeito e a segunda é o predicado, por que o grande Machado não cortou a pequena vírgula entre elas?
a) O Machado estava meio cego
b) O Machado tropeçou na vírgula
c) Machado que se preza não corta vírgula
d) O Machado era mesmo de lascar
e) O Machado acertou na mosca

Gabarito oficial: “e”, de extraordinário.

Comentário

Nesse contexto, a vírgula é correta, embora opcional. O sujeito oracional iniciado por “QUEM” pode vir separado por vírgula de seu predicado. Escritores valem-se desse recurso para deixar mais clara a estrutura sintática do enunciado. Com uma vírgula, o Bruxo do Cosme Velho deixa evidente o conjunto de vocábulos representativo do sujeito. Sem a vírgula, uma leitura apressada, por exemplo, poderia levar a uma equivocada interpretação da frase.

Vejamos

* Abaixo, os colchetes são empregados para destacar o que foi tomado como “sujeito oracional”.

– A “visualização” correta do “sujeito oracional” conduz o leitor a uma rápida compreensão do enunciado:
[Quem viesse pelo lado do mar] veria as costas do palácio, os jardins e os lagos…”
– A “visualização” errada do “sujeito oracional” possibilita uma interpretação equivocada da frase:
[Quem viesse] pelo lado do mar veria as costas do palácio… ou seja, [Quem viesse] veria, pelo lado do mar, as costas do palácio…

A vírgula de Machado, nesse caso, contribui para a compreensão imediata do período.

Moral da história

Uma vírgula não separa o sujeito do predicado, a não ser quando ela, à Machado, abre caminho para a melhor leitura.

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Se sai o Vaccari, a vírgula também sai

Por Orlando Nunes em Pontuação

18 de Abril de 2015

Há apostos (aberto, rima com impostos) especificativos e apostos de valor explicativo. Os do segundo grupo vêm assinalados com vírgula(s); os do primeiro, não.

Com exemplos não é complicado, como pode parecer à primeira vista.

Vejamos esta frase:

“A presidente da República, Dilma Rousseff, enfrenta talvez a pior crise de seu governo”.

Ora, se Dilma Rousseff vem entre vírgulas, não é por intriga da oposição (embora haja quem jure de pés juntos que seja por isso), mas porque é, no contexto do fragmento acima, um aposto de valor explicativo.

Quando o aposto representa a totalidade do conjunto sugerido pelo termo antecedente (presidente da República do Brasil, no caso), ele é de natureza “explicativa”. Detalhe: esse tipo de aposto sempre vem assinalado por vírgula(s).

“O governador do estado do Ceará, Camilo Santana, disse que…”

“O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, disse que…”

Agora atenção para não ser pego (ou pegado) de calça curta:

“A prisão do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Netto, ofuscou a mobilização que próceres da sigla vinham fazendo contra o Projeto de Lei 4.330”.

Perceba que “João Vaccari Netto”, no contexto acima, seleciona apenas uma parte dos membros do conjunto representado pelo termo antecedente (ex-tesoureiro do PT). Vaccari não é o único ex-tesoureiro do partido.

Então, o aposto aqui especifica um membro de um grupo maior, é um “aposto especificativo”, nunca assinalado com vírgula(s).

Reescritura do fragmento de texto:

“A prisão do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Netto ofuscou a mobilização que próceres da sigla vinham fazendo contra o Projeto de Lei 4.330”.

Até!

 

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Gols e travessões duplos

Por Orlando Nunes em Pontuação

24 de Janeiro de 2015

 

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa – em Iguatu, e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

Como estou mesmo na arquibancada, vou soltar um palavrão: pontuação parentética.

Essa expressão abrange o conceito de vírgulas, parênteses ou travessões duplos. Isso significa dizer que, no contexto de pontuação parentética, se empregamos a primeira vírgula, o primeiro parêntese ou o primeiro travessão, temos de concluir a pontuação com idêntico sinal (outra vírgula, outro parêntese ou outro travessão. Em outras palavras, ajoelhou, tem de rezar. É o caso do fragmento acima, entre aspas.

O termo “em Iguatu” tem à sua esquerda um travessão, e, à sua direita, uma vírgula.

Ninguém agrada a dois senhores; então, resta-nos uma de três alternativas:

  1. empregar travessões duplos

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa – em Iguatu – e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

  1. empregar vírgulas duplas

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa, em Iguatu, e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

  1. empregar parênteses duplos

“Tricolor do Pici empatou na rodada inaugural da competição, longe de casa (em Iguatu) e estreou no Estádio Presidente Vargas no domingo”

É isso. E, para completar, no meio da semana o Fortaleza tomou gols duplos em Juazeiro.

Paciência, as coisas hão de melhorar, inclusive nossa pontuação na tabela, seja ela parentética ou não.

 

 

 

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É correto usar vírgula antes de etc.?

Por Orlando Nunes em Pontuação

17 de Janeiro de 2015

Nesta semana me perguntaram se podemos usar vírgula antes do etc.

Antes de mim, alguém respondeu, taxativo: “Não”.

Em seguida, respondi: “Podemos”. Não era uma resposta para ser “do contra”, mas é que, conhecendo a defesa dos que condenam a vírgula antes do etc. e a defesa dos que a empregam, me alinho à segunda corrente. E digo por quê. A seguir, uma brevíssima análise do assunto.

O etc. é a abreviatura (de uso internacional) da expressão latina et cetera, que significa “e outras coisas da mesma espécie”, “e o resto”.

Então, se a abreviatura etc. traduz-se por “e outras coisas”, não caberia a vírgula antes dela, diriam alguns, pois a conjunção “e” elimina essa possibilidade.

Quem não emprega a vírgula antes do etc., portanto, ancora sua tese em fundamentos de natureza etimológica, ou seja, vai buscar na origem da forma as razões de sua escolha.

Entretanto, se formos sempre seguir ao pé da letra os valores semânticos originais de uma forma, também não utilizaremos o etc., por exemplo, para encerrar uma enumeração de pessoas, tendo em vista que, originalmente, et cetera diz respeito a “coisas”.

Escritores importantes, clássicos e modernos, sabiamente “ignoraram” a origem do etc.

Na verdade, as línguas são avessas à fôrma, ao gesso, ao concreto armado – evoluem.

No caso em discussão neste post, a tese mais evoluída, a meu ver, é a defendida por mestres como Celso Pedro Luft, por exemplo, para quem a pontuação do etc. deve ser a mesma empregada para os demais itens da enumeração: vírgula, ponto e vírgula ou mesmo ponto.

Vejamos exemplos de pontuação do etc. colhidos do “Grande Manual de Ortografia Globo”, do incomparável Luft:

– Comprou livros, revistas, cadernos, etc. (vírgula antes do etc.)

– Palavras que se escrevem com RR e SS: carro, narrar; excesso, remessa; etc. (ponto e vírgula)

– Levantar cedo. Respirar o ar puro da manhã. Fazer ginástica. Etc. (ponto).

É isso. Podemos usar vírgula antes do etc.? Sim, podemos.

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Tinha um dois-pontos no meio do caminho

Por Orlando Nunes em Pontuação

28 de outubro de 2014

“A Polícia Rodoviária fiscalizará: motoristas, motociclistas e até ciclistas.”

Um dois-pontos não deve separar o complemento de um verbo. Na frase acima, à direita do dois-pontos, temos o complemento verbal denominado de “objeto direto”. Assim como não separamos com pontuação o “sujeito” do “verbo”, também não devemos separar o complemento verbal (objeto direto, objeto indireto) do verbo.

Reescrita:

“A Polícia Rodoviária fiscalizará motoristas, motociclistas e até ciclistas.”

Observação: o dois-pontos estaria adequado se a estrutura tivesse um objeto antes do sinal de pontuação: “A Polícia Rodoviária fiscalizará todo condutor de veículo: motoristas, motociclistas e até ciclistas”. Agora, depois do dois-pontos, temos um aposto enumerativo (termo acessório), e não mais um complemento verbal (termo integrante da frase).

Até!

 

 

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Candidatos, cuidado com as adjetivas

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de outubro de 2014

Candidatos e candidatas, ao abrirem a boca, muito cuidado com as chamadas “orações adjetivas”. Elas se acomodam em dois partidos bem parecidos, o PAE e o PAR – Partido das Adjetivas Explicativas e Partido das Adjetivas Restritivas, respectivamente.

Onde mora o perigo? Ele mora na escrita; mais precisamente, nas vírgulas.

Digamos que um candidato ou candidata, no clamor da campanha e tomado(a) pelo mal súbito da sinceridade, declare solenemente, com todas as letras:

“Os políticos do partido que são corruptos devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”.

Admitamos, seria uma declaração não só sincera, mas também corajosa.

A sinceridade está no fundo d’alma do político (todo político mergulha de corpo e alma numa campanha; logo, todo político deve ter alma); a coragem está na escolha do modo indicativo (“são”, e não “sejam”). Veja que é confiar demais na habilidade de pontuação de um jornalista.

No dia seguinte à declaração, o político senta à mesa para o café da manhã e abre o jornal:

O candidato X disse ontem que “os políticos do partido, que são corruptos, devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”. O candidato se engasgará com pão, pontuação e café com leite.

Admitamos também que não houve má-fé do jornalista ao pôr a oração adjetiva entre vírgulas, transformando a restritiva em explicativa. Foi tudo uma questão de pressa, “língua e pressa”.

O fato é que, com as vírgulas desastradas, todos os políticos do partido viraram farinha do mesmo saco, todos se tornaram corruptos – uma generalização perversa e, o pior, segundo o jornal, proveniente da boca de um membro do partido em questão. Só direito de resposta?!

Candidato(a), para não correr o risco, quando usar uma adjetiva restritiva em sua fala, por segurança, empregue o modo subjuntivo, pois não há adjetiva explicativa com esse modo.

Veja:

“Os políticos do partido que sejam corruptos devem ser julgados pelo povo no dia da eleição”.

Aqui não cabem vírgulas traiçoeiras, pode abrir o jornal ou a revista sem medo.

Até!

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Como não ir para o céu por uma besteirinha de nada

Por Orlando Nunes em Pontuação

05 de agosto de 2014

Todos sabemos que “o desafortunado que separar o sujeito de seu verbo com uma vírgula não vai para o céu quando bater as botas” (para os mais novos, bater as botas tem o mesmo teor semântico de “ser deletado”, serena ou abruptamente, do planeta Terra).

Gramaticalmente, no princípio era o sujeito, não o verbo. Mas como revelar o sujeito?

A milenar perguntinha feita antes do verbo (Que/Quem é quê?) descobre praticamente qualquer sujeito na face da terra, tiro e queda, só vendo pra crer.

Isso vale para encontrar um sujeitinho mixuruca:

Frase: “Zecão fez um golaço”.

Descubra o sujeito: “Quem fez um golaço?”. Resposta: “Zecão”. Então, Zecão é o cara.

Isso vale também para encontrar um sujeito mais feladagaita:

Frase: “A simples presença em campo de um dos melhores jogadores de futebol dos últimos tempos garantiu a venda antecipada de mais da metade dos ingressos disponíveis”.

Descubra o sujeito: “Quem garantiu…?”

Resposta: “A simples presença em campo de um dos melhores jogadores de futebol dos últimos tempos”. Eis, portanto, o aloprado sujeito procurado.

É sempre bom lembrar: como não se separa o sujeito e o verbo com uma vírgula…

1-      Esta vírgula está condenada:

“A simples presença em campo de um dos melhores jogadores de futebol dos últimos tempos, garantiu a venda antecipada de mais da metade dos ingressos disponíveis”.

2-      A ausência de vírgula neste longo período vos salvará das trevas:

“A simples presença em campo de um dos melhores jogadores de futebol dos últimos tempos garantiu a venda antecipada de mais da metade dos ingressos disponíveis”.

Isto posto, você não vai perder o paraíso por uma besteirinha deste tamanho, vai?

Até!

 

 

 

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Jornalistas, não sigam Saramago

Por Orlando Nunes em Pontuação

03 de agosto de 2014

O Ocidente, ao longo dos séculos, vem desenvolvendo o sistema de pontuação da escrita.

Hoje, podemos dizer que chegamos a uma sistematização satisfatória.

Um dos meus autores inquestionáveis, José Saramago, pôs na lixeira esse esforço genial da humanidade, em nome da liberdade de expressão literária. Perfeito, mas isso é de uma lógica redacional desprezível. Jornalista, nada de “cesta edição” para as vírgulas e companhia: a pontuação é valiosa demais para a clareza da informação. E clareza é o que importa.

Arte e lógica, de fato, são independentes; assim seja.

A pontuação saramaguiana pode merecer nota dez no reino seleto da literatura, onde, enfim, reina, mas não deve servir em nada na planície medíocre da comunicação contemporânea.

Não tomem medíocre além da conta, medíocre no sentido primeiro, de mediano.

O sistema de pontuação da língua portuguesa é riquíssimo, uma luz fantástica a iluminar o terreno complexo da linguagem humana. Eis um ponto que me anima.

Um ponto que me intriga e desafia: boa parte do jornalismo impresso cearense não aprendeu ainda as noções básicas de pontuação. Tantas vezes, parece-me um Saramago perdido, não o criativo.

Creio que sei a razão. Há uma merecida atenção ao desenvolvimento estético-gráfico dos jornais. Ponto. Mas a atenção ao alinhamento da estrutura sintática da informação parece-me não ter batido à porta da Redação. E não me peçam a prova do crime, por gentileza.

Isso, por força de meu trabalho, me incomoda um pouco, ou bastante. Mas não devo me tornar entediado ou entediante; devo manter o humor, e o sério curso de Pontuação para Redatores. Simples assim, ponto final.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

 

 

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É Neuer, é nóis!

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de julho de 2014

Pontuação parentética

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13), mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Olho no lance: veja que nome campeão: “pontuação parentética”. Bonito, não?

Pontuação parentética é a pontuação típica dos parênteses, e quem abre parêntese deve fechá-lo, certo? O travessão, às vezes, tem o mesmo valor do parêntese (travessões duplos). Assim, “abriu” um travessão, “feche-o” também.

Em outras palavras, a frase intercalada ficará entre travessões.

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13) –, mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Note que a vírgula que antecede a segunda oração permanece em seu lugar, ela não está nem aí para o travessão, que entrou em campo por outro motivo (fechar a intercalação).

Palpite em riba da hora         

Antes de o Mundial começar, “chutei” que a Argentina de Messi e Di María seria campeã (que Deus, brasileiro que era – até o 7×1 –, me perdoe). Sabia também que a Alemanha tinha uma seleção quase tão poderosa quanto a do meu Fortaleza Esporte Clube, mas achei que o sol brasileiro derreteria a Müller e Cia. Arre égua, esses alemães conquistaram até o astro-rei e se tornaram mais amigos do Sol do que eu, um filho legítimo das caatingas do sertão. Cruz, credo! A esta altura da Copa, pelo que vi (mas não cri), mudo meu palpite em riba da hora: se o tal Lionel não fizer chover no Rio, o sol vai brilhar para a Alemanha no Maracanã. É Neuer, é nóis!

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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É Neuer, é nóis!

Por Orlando Nunes em Pontuação

12 de julho de 2014

Pontuação parentética

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13), mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Olho no lance: veja que nome campeão: “pontuação parentética”. Bonito, não?

Pontuação parentética é a pontuação típica dos parênteses, e quem abre parêntese deve fechá-lo, certo? O travessão, às vezes, tem o mesmo valor do parêntese (travessões duplos). Assim, “abriu” um travessão, “feche-o” também.

Em outras palavras, a frase intercalada ficará entre travessões.

“Copa do Mundo de 2014 já conhece seus finalistas – Argentina e Alemanha se enfrentam no próximo domingo (13) –, mas antes de o Mundial começar, jornalistas do Sistema Jangadeiro fizeram apostas sobre quem seria a campeã.”

Note que a vírgula que antecede a segunda oração permanece em seu lugar, ela não está nem aí para o travessão, que entrou em campo por outro motivo (fechar a intercalação).

Palpite em riba da hora         

Antes de o Mundial começar, “chutei” que a Argentina de Messi e Di María seria campeã (que Deus, brasileiro que era – até o 7×1 –, me perdoe). Sabia também que a Alemanha tinha uma seleção quase tão poderosa quanto a do meu Fortaleza Esporte Clube, mas achei que o sol brasileiro derreteria a Müller e Cia. Arre égua, esses alemães conquistaram até o astro-rei e se tornaram mais amigos do Sol do que eu, um filho legítimo das caatingas do sertão. Cruz, credo! A esta altura da Copa, pelo que vi (mas não cri), mudo meu palpite em riba da hora: se o tal Lionel não fizer chover no Rio, o sol vai brilhar para a Alemanha no Maracanã. É Neuer, é nóis!

Estou no marjangadeiro@gmail.com

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