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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Redação

Respeita a polícia, meliante!

Por Orlando Nunes em Redação

05 de dezembro de 2012

Salve, Janga.

Moçada, respeite a polícia. Mas não muito. Explico: vamos procurar nos libertar das algemas do discurso policialesco nas redações de jornal. Como exemplo, vou apresentar algumas frases de escrivão de polícia e, em seguida, uma proposta de ”tradução”. Cada um pode (deve) ter a sua maneira de escrever ou “traduzir” o material colhido no quartel ou delegacia de plantão.

Vamos lá, mãos ao alto, quero dizer, mãos à obra.

Não para, não para, não para, não

… foi socorrida para o IJF – socorrida no IJF.

Batendo as botas

… não resistiu aos ferimentos e veio a óbito – morreu.

A boca do balão

A polícia estourou o cativeiro – A polícia descobriu o esconderijo.

Vítima tem nome

A vítima foi levada… – João da Silva foi levado…

Tomada dupla

Ontem uma dupla armada tomou de assalto… – Ontem dois homens assaltaram…

Vulgo

João Maria, vulgo Ratinho, evadiu-se… – João Maria, conhecido por Ratinho, fugiu…

Grandes empreendedores

… Ratinho e Sovela empreenderam fuga – Ratinho e Sovela fugiram

Efetuar

O assaltante efetuou dois disparos. – O assaltante atirou duas vezes.

No tempo das diligências

O paradeiro de Ratinho é ignorado, e a polícia está em diligências… – deleta, apaga isso. Quando a polícia encontrar o Ratinho, a gente conta toda a história, com as nossas palavras.

Hora de puxar o carro, vou de viatura.

Até!

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Amigo da Onça

Por Orlando Nunes em Redação

11 de novembro de 2012

Erramos

Na coluna passada, publicada nesse sábado (10), disse que é mais fácil empurrar Onça ladeira abaixo do que segurar Leão faminto ladeira acima. Mas a noite do domingo (11) revela-me que não entendo nada de jogo do bicho. Onça 3 x 1 Leão.

Volto à padronização de numerais, havíamos parado no item 5.

6. Escrevemos sempre com algarismos, e não por extenso:

a) números referentes a idade dos personagens da notícia – A vítima tinha apenas 9 anos (e não nove anos)

b) datas – O primeiro registro da doença ocorreu em 3 (e não três) de agosto de 1997.

c) resultados de julgamentos e votações – Ela foi condenada por 5 votos a 1. A Comissão aprovou o relatório por 5 votos a 3.

d) resultados de jogos – O Oeste venceu o Fortaleza por 3 a 1.

Vou encerrando por aqui, não gosto de números. Todo numeral é amigo da Onça.

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Bora, bola

Por Orlando Nunes em Redação

10 de novembro de 2012

O MAR adverte: o texto a seguir faz parte do debate entre jornalistas do Portal Jangadeiro Online sobre padronização de escrita de numerais. Em outras palavras, as recomendações apresentadas não foram colhidas por Moisés, não são dogmáticas.

Salve, Janga.

Vamos bater uma bola sobre padronização de escrita de numerais. É moleza, fácil como empurrar Onça ladeira abaixo – difícil é segurar Leão faminto ladeira acima. Hehehe!!!

O princípio geral é escrever por extenso os números de um a dez, e utilizar algarismos de 11 em diante. Esse, repito, é o “princípio geral”, poucas vezes superado – parece o Barça. Mas não embaça!

O melhor é entrar em campo com exemplos práticos.

1. Princípio geral.

O Fortaleza entra em campo no domingo com três volantes?

Em campo, 11 tricolores; na arquibancada, 20 mil.

2. Mistão

Com mil, milhão, bilhão, trilhão, usamos a forma mista quando o número é redondo ou aproximado. Misto aqui quer dizer metade algarismo, metade por extenso.

Na arquibancada, 20 mil tricolores.

Antes que me corrijam, eu o faço: não são 20 mil tricolores, não. A torcida do Ceará vem dar um apoio ao Oeste: 1,5 mil (aproximadamente) alvinegros e rubro-negros.

Na verdade, desse número, se formos exatos, 500 são corais. Ferrim, meu filho!

3. Números quebrados

A forma mista só vale para números acima de mil – redondos ou aproximados. Números quebrados são escritos sempre com algarismos (e nunca se esqueça do ponto do milhar).

Na entrada do PV, um homem foi preso com 1.111 ingressos falsificados na cueca.

4. Quem peita o princípio geral?

Claro que a prática de escrever números de um a dez por extenso merece respeito, mas quem não dribla um bom marcador de vez em quando não deve nem entrar em campo.

Olha a hora. Escreva com algarismo (mesmo para número abaixo de 11), quando o “dito cujo” servir de resposta à pergunta “(a) que horas?”, “(a) quantos minutos, segundos?”.

A dupla estreia às 10 horas, na arena montada na Praia de Iracema.

O gol foi marcado aos 5 minutos do primeiro tempo.

Fique esperto! Basta haver subtendida a palavra período para o princípio geral virar o jogo. O Pé de Vento da Piedade precisou apenas de cinco minutos para abrir o placar.

5. Bola parada

Que é isso, companheiro, boiou? Perceba que neste exemplo subtende-se a ideia de período, duração: O Pé de Vento precisou apenas [do período, do tempo] de cinco minutos para abrir o placar. Bem diferente é dizer que o gol foi marcado aos 5 minutos (em vez de duração de tempo, a ideia é pontual, a “que horas”, a “quantos minutos” aconteceu o gol? Sacou? Se não, amanhã eu volto com uma explicação “mais mole”.

Ainda há meia dúzia sobre padronização de numerais, mas depois eu conto. Agora minha mulher está me chamando para a concentração, vamos bater uma bola. Bora!

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Reescrevendo

Por Orlando Nunes em Redação

22 de julho de 2012

 

Encarando

Nesta semana, mais uma rodada de escrita e reescrita inspirada em material veiculado nos meios de comunicação Brasil afora. Vale tudo, rádio, TV, jornal, internet.

As frases podem estar maquiadas, penteadas ou assanhadas, o fato linguístico é real.

 Artigo definido

Os TJs de Goiás e de Santa Catarina pediram mais 30 dias. O do Paraná solicitou prorrogação de 20 dias. O do Mato Grosso, 20 dias. O do Mato Grosso do Sul, dez dias.

Oficialmente não se usa artigo definido antes do nome dos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul. Trata-se do estado DE Mato Grosso e DE Mato Grosso do Sul.

Os TJs de Goiás e de Santa Catarina pediram mais 30 dias. O do Paraná solicitou prorrogação de 20 dias. O de Mato Grosso, 20 dias. O de Mato Grosso do Sul, dez dias.

Vacine-se

Crianças de zero a cinco anos devem ser vacinadas.

Pergunta inocente: esse zero aí em cima faz o que mesmo? É um zero à esquerda a título de decoração? Retire-o da sala por um ano, as crianças não vão chorar por ele, garanto.

Crianças (com) até cinco anos devem ser vacinadas.

Chover no molhado

A chuva que caiu na madrugada deste sábado…

Essa história de chuva que caiu, que cai no telhado e coisa e tal só fica bem em letra de samba, depois de umas e outras, pra quebrar o gelo. No jornal seja mais sóbrio, sempre.

A chuva (ocorrida) na madrugada deste sábado…

Enquanto

Poucos trabalhavam, enquanto que a maioria resolveu cruzar os braços.

“Enquanto que” o quê, ó rapaz! O “enquanto” sozinho dá conta do serviço.

Poucos trabalhavam, enquanto a maioria resolveu cruzar os braços.

Fatal

Segundo a polícia, houve cinco vítimas fatais e 11 pessoas ficaram feridas no acidente.

Esta é uma dica já bem batida, mas ainda necessária, pois, volta e meia, as vítimas fatais ressurgem nos piores momentos. Só lembrando: fatal é o acidente, não as vítimas.

Segundo a polícia, cinco pessoas morreram no acidente e 11 ficaram feridas.

Vai encarar?

O Salgueiro encarou de frente o Fortaleza no Presidente Vargas.

Como encarar é algo que se faz sempre (creio) de frente, essa estrutura assemelha-se à da chuva que [sempre] cai. A redundância nem sempre é má, a linguagem humana tantas vezes se vale dela para adoçar sua prosa, sua poesia. Mas às vezes lambuza.

O Salgueiro encarou com altivez o Fortaleza no Presidente Vargas.

Vou indo.

Dúvidas, desaforos, diálogos: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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O bicho é este: vale o que está escrito

Por Orlando Nunes em Redação

14 de julho de 2012

Que bicho é esse?

Quem é do MAR não enjoa, vamos navegar pela costa brasileira. Eu crio frases, mas não invento fatos (linguísticos). Está aqui a imprensa nacional que não me deixa mentir.

Unidos para sempre

Vítima de maus tratos recupera-se em unidade hospitalar do município.

Quando o camarada redator der de cara com dois vocábulos unidos semanticamente até que a morte os separe, saiba que, na verdade, eles deixaram de ser dois, tornaram-se um só. Trata-se agora de um substantivo composto cuja união é sacramentada pelo hífen.

Vítima de maus-tratos recupera-se em unidade hospitalar do município.

O pronome do presente

Facebookson é candidato esse ano à Câmara Municipal de Sobral.

Uma das promessas apregoadas pelos pronomes demonstrativos é a de se relacionarem muito bem (um exagero!) no tempo e no espaço. O pronome “este”, por exemplo, está lá em cima nas pesquisas quando a referência é o tempo presente. Refiro-me a este ano?

Facebookson é candidato este ano [2012] à Câmara Municipal de Sobral.

A com fusão

O juiz concedeu o alvará de soltura a presidiária mais antiga do instituto penal.

Ladainha regencial: quem concede, concede algo A alguém. Esse A caixa-alta (de exibido) é uma preposição pedida (regida) pelo verbo conceder. Antes de um substantivo feminino (no exemplo, presidiária) vem outro A, agora um artigo definido. Com fusão (Ops! Cacófato), A+A vira À, ou seja, crase é o fenômeno da fusão.

O juiz concedeu o alvará de soltura à presidiária mais antiga do instituto penal.

Tempo decorrido

Consta que a presidiária está injustamente reclusa a mais de dez anos

Se faz um dia, se faz dez anos, o tempo passou na janela, viu-se o sol nascer quadrado do mesmo jeito – uma pena para pobres, pretos e pardos. Para o tempo decorrido, para o passado, também não é justo usar a preposição A. O melhor remédio é o verbo HAVER.

Consta que a presidiária está injustamente reclusa mais de dez anos

De novo, outra vez

O Real Manibura não perde uma partida a cem jogos.

A troca do verbo “haver” pela preposição “a” é mais frequente do que vitória do Barcelona. Treino resolve, principalmente se isso for feito desde as categorias de base.

O Real Manibura não perde uma partida cem jogos.

Sem mais, o resto é bola. Segunda-feira tem futebol? É dose pra Leão!

Abraço.

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Respostas do Desafio de Redação

Por Orlando Nunes em Redação

30 de junho de 2012

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1)      A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

Qual a ambiguidade?

– “ontem” é uma circunstância temporal (adjunto adverbial de tempo) que modifica o verbo “corrigir” ou o verbo “divulgar”?

Da forma como a frase foi estruturada.., dupla possibilidade.

Reescrita, em nome da clareza.

A comissão que corrigia ontem as provas divulgou nota à imprensa, ou, se o sentido não era esse: A comissão que corrigia as provas divulgou ontem nota à imprensa.

2)      Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

A que termo modifica o adjunto adverbial “nos últimos meses”? Mistério.

Seu desenvolvimento tem despertado nos últimos meses a curiosidade de muitos observadores. (“Nos últimos meses” modifica a locução verbal “tem despertado”)

Tem despertado a curiosidade de muitos observadores seu desenvolvimento nos últimos meses. (desenvolvimento [ocorrido] nos últimos meses)

3)      Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

Essa construção dá margem a perguntas do tipo: “Costumava frequentar o bairro ou a biblioteca?”. Claro que podemos sair pela tangente e simplesmente responder: “Os dois”. Mas, na verdade, o que está em jogo é a clareza do enunciado.

Fecharam a livraria do bairro, a qual eu costumava frequentar.

Nesse caso, o gênero distinto de bairro (masculino) e biblioteca (feminino) possibilitou a troca simples e esclarecedora do relativo que pelo relativo qual. Se os substantivos, contudo, fossem do mesmo gênero, precisaríamos de uma chacoalhada diferente, p.ex.:.

Fecharam o museu que costumava frequentar no/naquele bairro.

4)      Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Quem era fascinado por contos, o pai ou o filho? Sei, sei, ambos, hehe. Mas o desafio é não dar margem a ambiguidades. Vamos lá:

a)      Sendo eu um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

b)      Sendo meu pai um fascinado por contos, ele me trouxe Os doze parafusos.

Dúvidas? marjangadeiro@gmail.com

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.

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Discurso Dilma – Reescrita

Por Orlando Nunes em Gramática, Redação

23 de junho de 2012

Olá, leitor. Chegou o sábado da verdade, da verdade relativa, naturalmente, pois a absoluta mora no Céu (no Olimpo também, dizem, mas não estou bem certo).

Com a ajuda dos internautas que enviaram e-mails encarando o desafio de redação proposto na quinta (21), vamos às sugestões de reescrita.

RIO+20

1° parágrafo

A presidente da República, Dilma Rousseff, discursou na cerimônia de abertura da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

1 – Letra inicial minúscula nas preposições que fazem parte do nome do evento:

A presidente da República, Dilma Rousseff, discursou na cerimônia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

Obs. Nenhum leitor propôs a possível e também correta forma “presidenta”.

2° parágrafo

O discurso da presidente tinha alvo certo. Mandar um recado aos países desenvolvidos que se posicionam contra à criação de um fundo para financiar o desenvolvimento sustentável nas nações mais pobres.

2 – Temos no parágrafo acima uma oração subordinada (reduzida de infinitivo). Ora, uma oração subordinada não é separa da principal por um ponto.

O discurso da presidente tinha alvo certo: mandar um recado aos países desenvolvidos…

Obs. Em vez de dois-pontos, poderíamos também usar uma vírgula.

Ainda no segundo parágrafo, o acento grave marca uma crase não existente.

“… países desenvolvidos que se posicionam contra a (e não contra à) criação de um fundo para financiar o desenvolvimento…”

Lembre-se de que a contração da preposição a com o artigo a resulta na crase à. Mas, no texto em análise, o que temos é a preposição contra e o artigo a.

3° parágrafo

Segundo ela, as promessas de financiamento elaboradas em encontros internacionais anteriores não se materializaram. Caso considerados os “níveis necessários”.

3 – Mesmo problema visto antes, uma oração subordinada separada da principal por um ponto.

Segundo ela, as promessas de financiamento elaboradas em encontros internacionais anteriores não se materializaram, caso considerados os “níveis necessários”.

4° parágrafo

Dilma lembrou de que o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, em que os países ricos teriam mais responsabilidade que os pobres na promoção do desenvolvimento sustentável, “têm sido, muitas vezes, recusadas, na prática”.

4 – Duas intervenções no parágrafo, uma relativa à regência verbal e outra relacionada à concordância verbal.

4.1 Regência do verbo “lembrar”: alguém se lembra de alguma coisa, ou alguém lembra alguma coisa [a alguém].

Lembrou-se do princípio das responsabilidades comuns, mas

Lembrou o princípio das responsabilidades comuns

4.2 Um caso de concordância: a regra é clara, o verbo concorda com o sujeito:

Dilma lembrou que o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, em que os países ricos teriam mais responsabilidade que os pobres na promoção do desenvolvimento sustentável, “tem sido, muitas vezes, recusado, na prática”.

Ou seja, “O princípio das responsabilidades comuns tem sido recusado”, e não “têm sido recusadas” A inflação de termos no plural dentro do período afetou a concordância.

É isso. Sai do chão, vem pro MAR Jangadeiro.

Dúvidas, diálogos ou desaforos: marjangadeiro@gmail.com

Abraço a todos.

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Comentários sobre desafios da redação

Por Orlando Nunes em Redação

19 de junho de 2012

Chegou a hora da onça beber água (ou “de a” onça beber água, se a felina resolver usar sua língua padrão). Vamos ajustar o texto do desafio proposto aos navegantes do MAR.

REDAÇÃO À PROVA

Documento Rio+20

 O texto é amplo e generalista, mas ressalta aspectos sociais, como as parcerias para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, transportes e educação, além do combate a discriminação por gênero.

Mão na massa:

1 – … como as parcerias para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, [os] transportes e [a] educação…

Que fiz, afinal? Paralelismo: todos os elementos determinados pelo artigo, e não apenas parte deles. Ou, se preferirmos, nenhum elemento com determinante:

2 – … como parcerias para a erradicação da pobreza, melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, transportes e educação…

3 – … combate à discriminação por gênero (fenômeno da crase).

Agora, a análise do segundo parágrafo:

Há, ainda, destaque para reafirmar todos os compromissos assumidos anteriormente. “Reafirmamos ainda nossos respectivos compromissos de outros relevantes objetivos acordados internacionalmente nos domínios econômico, social e ambiental desde 1992”.

1 – “Reafirmamos ainda nossos respectivos compromissos de outros relevantes objetivos acordados internacionalmente nos domínios econômico, social e ambiental desde 1992.”

 Olho nas aspas: quando inicio o período abrindo aspas, encerro-o com aspas (é o caso do fragmento acima). Se abro aspas no interior do período, as aspas serão fechadas antes da pontuação final. Exemplo: Segundo o relator, “o documento ainda será ajustado”.

 Então, claro como as águas do Cocó? Dúvidas: marjangadeiro@gmail.com

P.S. Na quinta (21), novo desafio.

Vou, mas volto. Abraço.

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Desafios da redação

Por Orlando Nunes em Redação

17 de junho de 2012

Nesta semana, o MAR Jangadeiro lança um desafio ao leitor do blog, pondo à prova escrita & estilo do internauta, com atenção prioritária aos aspectos gramaticais e de estrutura do texto. Vamos, portanto, ao primeiro deles. Mão na massa, manos.

REDAÇÃO À PROVA

Leia o texto abaixo e promova os ajustes que considerar necessários para deixá-lo com “a sua cara”. A ilustração guiará seu olho a um dos aspectos a ser considerados.

Envie seu comentário para marjangadeiro@gmail.com

Documento Rio+20

O texto é amplo e generalista, mas ressalta aspectos sociais, como as parcerias para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, transportes e educação, além do combate a discriminação por gênero.

Há, ainda, destaque para reafirmar todos os compromissos assumidos anteriormente. “Reafirmamos ainda nossos respectivos compromissos de outros relevantes objetivos acordados internacionalmente nos domínios econômico, social e ambiental desde 1992”.

P.S. Na terça (19), comentário do blogueiro e novo desafio.

Vou, mas volto. Abraço.

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Desafios da redação

Por Orlando Nunes em Redação

17 de junho de 2012

Nesta semana, o MAR Jangadeiro lança um desafio ao leitor do blog, pondo à prova escrita & estilo do internauta, com atenção prioritária aos aspectos gramaticais e de estrutura do texto. Vamos, portanto, ao primeiro deles. Mão na massa, manos.

REDAÇÃO À PROVA

Leia o texto abaixo e promova os ajustes que considerar necessários para deixá-lo com “a sua cara”. A ilustração guiará seu olho a um dos aspectos a ser considerados.

Envie seu comentário para marjangadeiro@gmail.com

Documento Rio+20

O texto é amplo e generalista, mas ressalta aspectos sociais, como as parcerias para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, transportes e educação, além do combate a discriminação por gênero.

Há, ainda, destaque para reafirmar todos os compromissos assumidos anteriormente. “Reafirmamos ainda nossos respectivos compromissos de outros relevantes objetivos acordados internacionalmente nos domínios econômico, social e ambiental desde 1992”.

P.S. Na terça (19), comentário do blogueiro e novo desafio.

Vou, mas volto. Abraço.