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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

acentuação

Destróier

Por Orlando Nunes em Gramática

06 de novembro de 2012

E agora? Destróier é acentuado ou não?Maria Aparecida, da cidade praiana de Aracati-CE, jogou uma garrafa no MAR (marjangadeiro@gmail.com) com uma mensagem para o blogueiro.

Ela viu num dicionário (pós-reforma ortográfica de 2009) a palavra “destróier”, com acento agudo, mas leu também numa coluna de português na internet (não diz em qual das mais de seiscentas mil existentes) que o ditongo aberto /ói/, em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba), perdeu o acento. E agora, José?

Resposta: É tudo verdade! Vamos explicar.

Androide é um exemplo de palavra paroxítona. Nela encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Resultado: em 2009 o androide perdeu o acento, coitado.

Açúcar é um exemplo de palavra paroxítona terminada em R. Todas as paroxítonas com essa terminação recebem acento gráfico: hambúrguer, zíper, revólver, etc.

Voltemos ao destróier.

Nessa palavra encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Isso é mesmo uma boa razão para o acento agudo pular fora, mergulhar nas profundas do oceano. Mas…

Destróier é palavra paroxítona terminada em R. Pronto, perde lá, ganha cá!

Assim, Maria Aparecida, entre mortos e feridos, o acento de destróier sobrevive.

Quem é do MAR não enjoa.

Dúvidas & Debates: envie sua mensagem para o marjangadeiro@gmail.com

Grande abraço!

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Destrói e destroem

Por Orlando Nunes em Gramática

13 de Abril de 2012

Os ditongos /éi/, /ói/, /éu/ recebem acento gráfico, porque “abertos”: cordéis/anzóis/troféu(s). Quando “fechados”, sem acento: andeis/depois/adeus.

Com o novo acordo ortográfico, os ditongos abertos /éi/ e /ói/ perderam o acento gráfico em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba):

Heroica (mas herói, porque oxítona), plateia (mas pastéis, porque oxítona).

Cuidado com casca de banana: Méier e destróier, por exemplo, são palavras paroxítonas e nelas há o ditongo aberto /éi/ e /ói/, respectivamente, mas o acento não caiu, por quê?

Porque neste caso o acento gráfico atende à regra que determina acentuar todo vocábulo paroxítono terminado em R: açúcar, hambúrguer, etc. Uma regra não destrói outra vigente. Trata-se de duas regras independentes, distintas.

Em destrói, a regra de acentuação gráfica é a do ditongo aberto /ói/. Este ditongo não aparece, porém, na flexão destroem, e o acento gráfico também não, naturalmente.

“Vândalos destroem estátua de Madre Paulina em Barreiras.”

P.S.: As palavras com final EM são acentuadas graficamente quando oxítonas (a sílaba tônica é a última): desdém, além, também, ninguém. Destroem é paroxítona.

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Destrói e destroem

Por Orlando Nunes em Gramática

13 de Abril de 2012

Os ditongos /éi/, /ói/, /éu/ recebem acento gráfico, porque “abertos”: cordéis/anzóis/troféu(s). Quando “fechados”, sem acento: andeis/depois/adeus.

Com o novo acordo ortográfico, os ditongos abertos /éi/ e /ói/ perderam o acento gráfico em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba):

Heroica (mas herói, porque oxítona), plateia (mas pastéis, porque oxítona).

Cuidado com casca de banana: Méier e destróier, por exemplo, são palavras paroxítonas e nelas há o ditongo aberto /éi/ e /ói/, respectivamente, mas o acento não caiu, por quê?

Porque neste caso o acento gráfico atende à regra que determina acentuar todo vocábulo paroxítono terminado em R: açúcar, hambúrguer, etc. Uma regra não destrói outra vigente. Trata-se de duas regras independentes, distintas.

Em destrói, a regra de acentuação gráfica é a do ditongo aberto /ói/. Este ditongo não aparece, porém, na flexão destroem, e o acento gráfico também não, naturalmente.

“Vândalos destroem estátua de Madre Paulina em Barreiras.”

P.S.: As palavras com final EM são acentuadas graficamente quando oxítonas (a sílaba tônica é a última): desdém, além, também, ninguém. Destroem é paroxítona.