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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Ari de Sá

Estudar é preciso, celular (não) é preciso

Por Orlando Nunes em Entrevista

23 de junho de 2015

Faz algum tempo que o celular deixou de ser apenas um equipamento para ligação telefônica a quem está fora de casa. Virou extensão do corpo humano.

Mas os onipresentes smartphones, telefones inteligentes, com todo o fascínio que despertam, podem ser usados à vontade em sala de aula?

Os equipamentos são aliados ou vilões no processo de aprendizagem?

Essa questão não é tão simples assim. Vamos pesquisar.

Notícia recentemente mostrou um estudo feito em quatro cidades inglesas por pesquisadores de universidades norte-americanas e concluiu que o desempenho dos alunos aumentou em 6% nas escolas que proibiram o uso de celulares em sala de aula.

Em vários estados do Brasil – e aqui no Ceará desde junho de 2008, com a Lei 14.146 –, é proibido o “uso de equipamentos de comunicação eletrônicos e outros aparelhos similares, nos estabelecimentos de ensino durante o horário das aulas”.

Todos sabemos que tecnologia é importante por vários motivos, mas os colégios estão preparados para lidar com os problemas que ela também pode trazer? Como a direção das escolas administra essa questão? Como segurar a atenção do aluno com todas as possibilidades que a internet oferece? Que pensam educadores e estudantes?

Com a palavra, e por ordem alfabética, os seguintes educadores:

Letícia Gontijo, supervisora de ensino da Organização Educacional Farias Brito: No Farias Brito, é vedado ao aluno o uso de celular na sala de aula. As razões vão muito além da falta de polidez ou da incivilidade. Apesar de a escola reconhecer a relevante contribuição dos recursos tecnológicos para o acesso ao mundo do conhecimento, na sala de aula o professor é orientado a impedir que o aluno se ocupe de qualquer atividade alheia ao assunto da aula. Nada impede, porém, que o professor possa programar sua aula utilizando o smartphone.

Marcos André, diretor de ensino do Colégio Ari de Sá Cavalcante: O Colégio Ari de Sá não permite o uso de celular em sala de aula e baseia-se tanto em lei estadual (nº 14.146, de 25.6.08 (D.O. de 30.6.08), como também pelo Regimento Interno da Escola.

Regiana Nepomuceno, supervisora de ensino do Colégio 7 de Setembro:  Embora saibamos que as consequências do uso das tecnologias na nossa sociedade ainda não foram amplamente pesquisadas ou debatidas, percebemos o quanto o uso dessas ferramentas pode prejudicar nossos jovens ao ocuparem muito o tempo deles.

Rogério Andrade, coordenador escolar da Escola de Ensino Médio Adauto Bezerra: Em nossa unidade de ensino obedecemos à lei estadual que proíbe o uso do celular em sala de aula; os alunos e os responsáveis são informados desde o primeiro dia de aula que o uso não é permitido e que o professor tem o livre arbítrio para recolher o celular e encaminhar à coordenação. O aparelho é entregue somente ao responsável.

MAR: Estar conectado durante a aula atrapalha mesmo os alunos?

Letícia Gontijo (FB): O ponto central é com que finalidade os alunos se utilizam do celular. A questão não é tecnológica, e sim pedagógica. Para a grande maioria, o celular é utilizado para entretenimento. Nesses casos, não há ganho educacional, e sim dispersão. O grande desafio é que o professor, cada vez mais, deve preparar bem sua aula, criar situações de encantamento pelo saber, de maneira que o aluno não desvie sua atenção – nem para o celular.

Marcos André (Ari): Como sugere o levantamento feito pela reportagem em questão, entendemos que o uso do celular em sala de aula atrapalha o aprendizado.​

Regiana Nepomuceno (C7S): O uso do celular atrapalha, uma vez que não há intencionalidade pedagógica para a sua utilização.  É claro que estamos falando de hoje. Quando se trata de tecnologia, situar a discussão em um tempo determinado é fundamental. Quando tivermos aplicações pedagógicas eficazes para o uso de celulares, certamente elas serão bem-vindas.

Rogério Andrade (AB): Percebemos que o celular causa prejuízo quando os alunos se distraem em sala de aula acessando internet, ouvindo músicas, fazendo e recebendo ligações, enviando torpedos, divertindo-se com jogos, etc. Outro fator preocupante é a cola eletrônica, usada por muitos, que se sentem fortalecidos por burlar a vigilância dos professores, prejudicando toda a finalidade da avaliação. Estas ações muito contribuem para a dispersão do aluno, comprometendo assim as atividades de sala de aula.

O outro lado: que os alunos pensam a respeito?

João Matheus,15 anos. Aluno do primeiro ano do ensino médio, Colégio Ari de Sá: É correto proibir o celular, masqual aluno gosta disso? Se fosse permitido, todos não aprenderiam nada. Muitos iriam ficar com o pensamento somente no celular e não ficariam atentos à matéria do professor.

Lucas Miguel é aluno do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides

Lucas Miguel é aluno do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides

Letícia Chaves, 16 anos. Aluna do primeiro ano do ensino médio do Colégio Farias Brito: Se o celular for usado para atividades que auxiliem a aula, não há problema. Exemplos: pesquisas e cálculos em sala de aula. O objeto que antes era problemático, acaba se tornando uma ferramenta didática. Mas os smartphones dispõem de uma série de aplicativos. A utilização desse aparelho pode dispersar o estudante. É necessário buscar um meio-termo. Os alunos precisam ter bom senso, e as escolas precisam criar exercícios que necessitem do celular como mecanismo de aprendizagem.

Lucas Miguel, 16 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides, Banabuiú-CE: Eu acho que o uso no decorrer da aula atrapalha sim, e muito, o aprendizado. Porém, nunca podemos deixar de lado a tecnologia. Tem alunos que chegam a brincar falando que [a escola] parece um presídio, pois não podem fazer nada fora do padrão. Sempre tem aqueles que infringem as regras, mas não é banalizado porque tem o risco de ser pego pela direção da escola. Acho que professores e diretores, no nosso estado devem ter bom senso e unir mais o útil ao agradável, encaixando o uso de celulares para pesquisa em algumas aulas que, para muitos, são consideradas chatas.

Millena Marques, aluna do Colégio Master

Millena Marques, aluna do Colégio Master

Millena Marques, 16 anos. Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio Master, Fortaleza: Eu concordo com a proibição do uso do celular em sala de aula, por ser um aparelho que facilita o acesso às redes sociais, jogos, dentre outros meios de distração. Assim, o jovem acaba direcionando a sua concentração em conversas paralelas no celular ou no jogo e acaba por não prestar atenção ao conteúdo que está sendo dado em sala de aula.

Samantha Silva

Samantha Silva, aluna do Colégio Adauto Bezerra

Samantha Silva, 15 anos. Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio Estadual Adauto Bezerra: Nesse assunto sou meio indecisa, pois vejo os dois lados. Acredito que não precisaria dessa proibição se os alunos conseguissem conciliar. O celular pode ser um instrumento de estudo. Sabedoria ao usar, tudo dependente do aluno e do interesse dele.

Shion Adryel, 18 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Diocesano, Fortaleza: Creio que atrapalha, pois, por mais que você consiga fazer duas coisas ao mesmo tempo, quando se trata de estudo sempre acaba deixando passar um detalhe, e cada detalhe é importante.

É isso aí, navegante do MAR. Estamos ligados!

Hoje, estar conectado é necessidade, vício, fonte de diversão, de informação, de interatividade, de trabalho. Contudo, ainda não inventaram técnica melhor para o sucesso na resolução de provas do que esta: conectar todos os sentidos à sala de aula.

Tá ligado, Ivar?

A prova vem chegando: desliga o celular , fica ligado. É pressão total!

Ivar é aluno do Espaço Aberto

Ivar Ellery é aluno do Espaço Aberto

Ivar Ellery, 16 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Espaço Aberto, no Cocó, Fortaleza. Seu livro predileto é a “Revolução dos Bichos”, de George Orwell. Ano passado ele fez o Enem como experiência. Neste, será para valer! E ele tentará uma vaga no curso de Cinema e Audiovisual do Ceará – UFC.

MAR: Como foi fazer a prova do Enem?

Ivar Ellery: Foram dois dias bem cansativos, para ser sincero. Afinal, são 180 questões, mais a redação. E achei tudo muito organizado, com mais de 18 anos de funcionamento não poderia ser diferente! A prova é bem dinâmica, você tem três minutos para resolver cada questão e uma hora para a redação. Acho que é um tempo razoável, exceto para as questões de matemática, física e química, que são mais demoradas por exigirem cálculos.

MAR: E a redação?

Ivar: O tema foi publicidade infantil no Brasil. Eu já tinha um conhecimento bem amplo sobre o assunto por ter me interessado na época em que estourou na mídia. Isso me ajudou, facilitou muito minha escrita e o desenvolvimento na hora da prova. Eu realmente não fiquei nervoso, talvez por ter sido só um teste. Acho que a parte mais difícil do exame são as provas que precisam de cálculo.

MAR: O estudante do terceiro ano sofre muita pressão?

Ivar: A cobrança na escola é fato. Tanto nela, quanto em casa, é algo bem presente todos os dias! Pedem que a gente estude, assista aos noticiários e que estejamos antenados em tudo, porque o Enem também é uma prova de atualidade. E ainda tem a ansiedade, que dá um frio na barriga quando pensamos que já é quase o meio do ano!

Verdade, Ivar. Estudar é preciso; celular (não) é preciso.

Até!

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Estudar é preciso, celular (não) é preciso

Por Orlando Nunes em Entrevista

23 de junho de 2015

Faz algum tempo que o celular deixou de ser apenas um equipamento para ligação telefônica a quem está fora de casa. Virou extensão do corpo humano.

Mas os onipresentes smartphones, telefones inteligentes, com todo o fascínio que despertam, podem ser usados à vontade em sala de aula?

Os equipamentos são aliados ou vilões no processo de aprendizagem?

Essa questão não é tão simples assim. Vamos pesquisar.

Notícia recentemente mostrou um estudo feito em quatro cidades inglesas por pesquisadores de universidades norte-americanas e concluiu que o desempenho dos alunos aumentou em 6% nas escolas que proibiram o uso de celulares em sala de aula.

Em vários estados do Brasil – e aqui no Ceará desde junho de 2008, com a Lei 14.146 –, é proibido o “uso de equipamentos de comunicação eletrônicos e outros aparelhos similares, nos estabelecimentos de ensino durante o horário das aulas”.

Todos sabemos que tecnologia é importante por vários motivos, mas os colégios estão preparados para lidar com os problemas que ela também pode trazer? Como a direção das escolas administra essa questão? Como segurar a atenção do aluno com todas as possibilidades que a internet oferece? Que pensam educadores e estudantes?

Com a palavra, e por ordem alfabética, os seguintes educadores:

Letícia Gontijo, supervisora de ensino da Organização Educacional Farias Brito: No Farias Brito, é vedado ao aluno o uso de celular na sala de aula. As razões vão muito além da falta de polidez ou da incivilidade. Apesar de a escola reconhecer a relevante contribuição dos recursos tecnológicos para o acesso ao mundo do conhecimento, na sala de aula o professor é orientado a impedir que o aluno se ocupe de qualquer atividade alheia ao assunto da aula. Nada impede, porém, que o professor possa programar sua aula utilizando o smartphone.

Marcos André, diretor de ensino do Colégio Ari de Sá Cavalcante: O Colégio Ari de Sá não permite o uso de celular em sala de aula e baseia-se tanto em lei estadual (nº 14.146, de 25.6.08 (D.O. de 30.6.08), como também pelo Regimento Interno da Escola.

Regiana Nepomuceno, supervisora de ensino do Colégio 7 de Setembro:  Embora saibamos que as consequências do uso das tecnologias na nossa sociedade ainda não foram amplamente pesquisadas ou debatidas, percebemos o quanto o uso dessas ferramentas pode prejudicar nossos jovens ao ocuparem muito o tempo deles.

Rogério Andrade, coordenador escolar da Escola de Ensino Médio Adauto Bezerra: Em nossa unidade de ensino obedecemos à lei estadual que proíbe o uso do celular em sala de aula; os alunos e os responsáveis são informados desde o primeiro dia de aula que o uso não é permitido e que o professor tem o livre arbítrio para recolher o celular e encaminhar à coordenação. O aparelho é entregue somente ao responsável.

MAR: Estar conectado durante a aula atrapalha mesmo os alunos?

Letícia Gontijo (FB): O ponto central é com que finalidade os alunos se utilizam do celular. A questão não é tecnológica, e sim pedagógica. Para a grande maioria, o celular é utilizado para entretenimento. Nesses casos, não há ganho educacional, e sim dispersão. O grande desafio é que o professor, cada vez mais, deve preparar bem sua aula, criar situações de encantamento pelo saber, de maneira que o aluno não desvie sua atenção – nem para o celular.

Marcos André (Ari): Como sugere o levantamento feito pela reportagem em questão, entendemos que o uso do celular em sala de aula atrapalha o aprendizado.​

Regiana Nepomuceno (C7S): O uso do celular atrapalha, uma vez que não há intencionalidade pedagógica para a sua utilização.  É claro que estamos falando de hoje. Quando se trata de tecnologia, situar a discussão em um tempo determinado é fundamental. Quando tivermos aplicações pedagógicas eficazes para o uso de celulares, certamente elas serão bem-vindas.

Rogério Andrade (AB): Percebemos que o celular causa prejuízo quando os alunos se distraem em sala de aula acessando internet, ouvindo músicas, fazendo e recebendo ligações, enviando torpedos, divertindo-se com jogos, etc. Outro fator preocupante é a cola eletrônica, usada por muitos, que se sentem fortalecidos por burlar a vigilância dos professores, prejudicando toda a finalidade da avaliação. Estas ações muito contribuem para a dispersão do aluno, comprometendo assim as atividades de sala de aula.

O outro lado: que os alunos pensam a respeito?

João Matheus,15 anos. Aluno do primeiro ano do ensino médio, Colégio Ari de Sá: É correto proibir o celular, masqual aluno gosta disso? Se fosse permitido, todos não aprenderiam nada. Muitos iriam ficar com o pensamento somente no celular e não ficariam atentos à matéria do professor.

Lucas Miguel é aluno do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides

Lucas Miguel é aluno do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides

Letícia Chaves, 16 anos. Aluna do primeiro ano do ensino médio do Colégio Farias Brito: Se o celular for usado para atividades que auxiliem a aula, não há problema. Exemplos: pesquisas e cálculos em sala de aula. O objeto que antes era problemático, acaba se tornando uma ferramenta didática. Mas os smartphones dispõem de uma série de aplicativos. A utilização desse aparelho pode dispersar o estudante. É necessário buscar um meio-termo. Os alunos precisam ter bom senso, e as escolas precisam criar exercícios que necessitem do celular como mecanismo de aprendizagem.

Lucas Miguel, 16 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Jacob Nobre de Oliveira Benevides, Banabuiú-CE: Eu acho que o uso no decorrer da aula atrapalha sim, e muito, o aprendizado. Porém, nunca podemos deixar de lado a tecnologia. Tem alunos que chegam a brincar falando que [a escola] parece um presídio, pois não podem fazer nada fora do padrão. Sempre tem aqueles que infringem as regras, mas não é banalizado porque tem o risco de ser pego pela direção da escola. Acho que professores e diretores, no nosso estado devem ter bom senso e unir mais o útil ao agradável, encaixando o uso de celulares para pesquisa em algumas aulas que, para muitos, são consideradas chatas.

Millena Marques, aluna do Colégio Master

Millena Marques, aluna do Colégio Master

Millena Marques, 16 anos. Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio Master, Fortaleza: Eu concordo com a proibição do uso do celular em sala de aula, por ser um aparelho que facilita o acesso às redes sociais, jogos, dentre outros meios de distração. Assim, o jovem acaba direcionando a sua concentração em conversas paralelas no celular ou no jogo e acaba por não prestar atenção ao conteúdo que está sendo dado em sala de aula.

Samantha Silva

Samantha Silva, aluna do Colégio Adauto Bezerra

Samantha Silva, 15 anos. Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio Estadual Adauto Bezerra: Nesse assunto sou meio indecisa, pois vejo os dois lados. Acredito que não precisaria dessa proibição se os alunos conseguissem conciliar. O celular pode ser um instrumento de estudo. Sabedoria ao usar, tudo dependente do aluno e do interesse dele.

Shion Adryel, 18 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Diocesano, Fortaleza: Creio que atrapalha, pois, por mais que você consiga fazer duas coisas ao mesmo tempo, quando se trata de estudo sempre acaba deixando passar um detalhe, e cada detalhe é importante.

É isso aí, navegante do MAR. Estamos ligados!

Hoje, estar conectado é necessidade, vício, fonte de diversão, de informação, de interatividade, de trabalho. Contudo, ainda não inventaram técnica melhor para o sucesso na resolução de provas do que esta: conectar todos os sentidos à sala de aula.

Tá ligado, Ivar?

A prova vem chegando: desliga o celular , fica ligado. É pressão total!

Ivar é aluno do Espaço Aberto

Ivar Ellery é aluno do Espaço Aberto

Ivar Ellery, 16 anos. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Espaço Aberto, no Cocó, Fortaleza. Seu livro predileto é a “Revolução dos Bichos”, de George Orwell. Ano passado ele fez o Enem como experiência. Neste, será para valer! E ele tentará uma vaga no curso de Cinema e Audiovisual do Ceará – UFC.

MAR: Como foi fazer a prova do Enem?

Ivar Ellery: Foram dois dias bem cansativos, para ser sincero. Afinal, são 180 questões, mais a redação. E achei tudo muito organizado, com mais de 18 anos de funcionamento não poderia ser diferente! A prova é bem dinâmica, você tem três minutos para resolver cada questão e uma hora para a redação. Acho que é um tempo razoável, exceto para as questões de matemática, física e química, que são mais demoradas por exigirem cálculos.

MAR: E a redação?

Ivar: O tema foi publicidade infantil no Brasil. Eu já tinha um conhecimento bem amplo sobre o assunto por ter me interessado na época em que estourou na mídia. Isso me ajudou, facilitou muito minha escrita e o desenvolvimento na hora da prova. Eu realmente não fiquei nervoso, talvez por ter sido só um teste. Acho que a parte mais difícil do exame são as provas que precisam de cálculo.

MAR: O estudante do terceiro ano sofre muita pressão?

Ivar: A cobrança na escola é fato. Tanto nela, quanto em casa, é algo bem presente todos os dias! Pedem que a gente estude, assista aos noticiários e que estejamos antenados em tudo, porque o Enem também é uma prova de atualidade. E ainda tem a ansiedade, que dá um frio na barriga quando pensamos que já é quase o meio do ano!

Verdade, Ivar. Estudar é preciso; celular (não) é preciso.

Até!