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dica - MAR Jangadeiro

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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

dica

Porque junto também faz perguntas?

Por Orlando Nunes em Gramática

02 de Fevereiro de 2016

(Ilustração: Divulgação)

(Ilustração: Divulgação)

Sabia que “porque junto” (uma só palavra) também faz perguntas?

Se não, talvez você seja a milionésima vítima desta enganosa dicazinha:

“por que separado usamos em perguntas, e porque junto nas respostas”.

Na verdade, nem sempre funciona assim. Observe o seguinte diálogo extraído (não confundir com “ex-traído”, aquele que votou enganado, mas não vota mais) de um debate entre um situacionista e um oposicionista do Planalto:

Situacionista (com a mão direita sobre a Bíblia): “Camarada, o Brasil vive uma crise econômica PORQUE a economia no mundo também vai mal”.

Oposicionista (incrédulo como um pobre diabo): “Pelo amor de Deus, Excelência, se o Brasil vive esta crise toda, então é PORQUE a economia no mundo vai mal?”

Viu?!

O oposicionista faz uma pergunta (com direito a ponto de interrogação e tudo) lançando mão de um “porque” junto (uma só palavra).

Isso não é intriga da oposição, é somente uma conjunção.

Sim, uma conjunção causal (= pois), e não um advérbio interrogativo (por que).

O oposicionista se valeu de uma pergunta retórica (aquela que, no fundo monetário gramatical, dispensa resposta) para dizer, com outras palavras e ao pé da letra:

“Então Vossa Excelência tem, com o devido respeito, a cara de pau de afirmar que o Brasil vive esta crise toda PORQUE/POIS o mundo também a vive?”.

É tudo verdade!

Até podemos discordar do discurso da esquerda ou da direita. Mas, como diz o ditado, o porquê unido jamais será vencido. Por que, hein? Será porque assim Deus quis?

Até!

marjangadeiro@gmail.com

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Vírgula de enumeração e concordância nominal

Por Orlando Nunes em Dica

19 de agosto de 2013

“A Jamaica venceu a prova de revezamento 4×100 m masculino no Mundial de Atletismo, em Moscou, na Rússia.”

Um passo além do princípio geral de não pontuar os termos da oração dispostos na ordem direta (sujeito-verbo-complemento verbal-adjunto adverbial): uma sequência de dois ou mais adjuntos adverbiais será separada por vírgula(s).

A frase-modelo apresenta os seguintes termos na ordem direta:

Sujeito: A Jamaica
Verbo transitivo direto: venceu
Objeto direto: a prova de revezamento 4×100 m masculino
Adjunto adverbial 1: no Mundial de Atletismo
Adjunto adverbial 2: em Moscou
Adjunto adverbial 3: na Rússia

Analisando a pontuação

Até o primeiro adjunto adverbial, nenhuma vírgula foi utilizada, pois os termos estão na ordem direta, ordem normal da frase – não há necessidade de nenhum “aviso” ao leitor..
Os adjuntos adverbiais seguintes (2 e 3) são separados por vírgulas – apesar de a ordem direta não ter sido alterada – por causa da estrutura de enumeração, da sequência de termos de mesmo valor sintático na frase – as enumerações acompanham-se de vírgulas.

Analisando a concordância

Aproveitando o embalo da corrida: com quem concorda o adjetivo “masculino” na frase destacada acima (A Jamaica venceu a prova de revezamento 4×100 m masculino)?

Resposta: com o substantivo masculino “revezamento”. Ou seja, revezamento 4×100 m masculino. Trata-se, no entanto, de uma concordância medalha de bronze, Uma dica de ouro para o portal: nas estruturas formadas por substantivo + termo preposicionado, prefira a concordância com o núcleo (substantivo que precede a preposição).

Exemplos:

“A seleção cearense masculina de basquete”, em vez de
“A seleção cearense de basquete masculino”.
“A prova de revezamento 4×100 m masculina”, ou
“A prova masculina de revezamento 4×100 m, em vez de
“A prova de revezamento 4×100 m masculino

É isso, vamos correr. Boa semana.
Até!

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Conheça a vírgula de Oxford

Por Orlando Nunes em Dica

08 de julho de 2013

“Antes da premiação, o desfile das equipes classificadas: a verde e branca, vermelha e preto e azul.” Agora uma pergunta: Quantas equipes se classificaram? Chamem a vírgula de Oxford.

Há regras bem (?) definidas para o emprego da vírgula, sem dúvida. Por que polêmicas?

Mas toda vírgula é um aviso ao leitor: “Cuidado, alguma coisa está fora da ordem”.

A vírgula, por exemplo, informa ao leitor que o adjunto adverbial (cuja posição natural é o fim da frase) está deslocado, antecipado: “Todos os dias, tropeçamos em uma vírgula”.

Percebeu a vírgula informando que o adjunto adverbial foi deslocado de seu habitat? Na ordem normal da frase, ela não entraria na história: “Tropeçamos na vírgula todos os dias”.

Usamos vírgula também para enumerar elementos de uma série: “Comprou tinta verde, amarela, branco e azul”. Assim, temos um elenco de regras bem claras, “a regra é clara”.

Mas nem o redator nem o idioma são robôs, é preciso pensar, avaliar, clarear.

A vírgula nasceu para clarear o texto para o leitor, facilitar a leitura. Em outras palavras, isso nos obriga a pôr a clareza em primeiro lugar. A regra não deve turvar o texto.

Nasce a vírgula de Oxford

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Ora, sei lá! Em inglês, quem vem primeiro, o substantivo ou o adjetivo? Ora, quem vem primeiro é o segundo, o adjetivo, é claro.

Pois essa galinhagem de sempre pôr o adjetivo antes do substantivo sujou o poleiro inglês. Porém não muito, nada que impedisse a vírgula de Oxford de repor a ordem do galinheiro.

Pena no papel, range regra

Em português: política internacional e negócios (claro)

Em inglês: international politics and business (ambíguo)

A ambiguidade reside no fato de o adjetivo anteposto (na estrutura do inglês) poder ser interpretado como “política e negócios internacionais (na estrutura portuguesa).

Aqui entra em cena a vírgula de Oxford, para iluminar o breu:

Em inglês: international politics, and business (agora claro).

Que tem a ver com isso o português?

Ora, a “vírgula da clareza” também é usada por nós, pois, pois. A frase com que iniciamos o texto deste post “pede” (em nome da clareza) uma vírgula de Oxford: “Antes da premiação, o desfile das equipes classificadas: a verde e branca, vermelha e preto, e azul”. Três equipes.

Moral da história: a regra é clara, mas o usuário é complexo, superior.

Estou no marjangadeiro@gmail.com
Abraço.

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Manual de ou da Redação?

Por Orlando Nunes em Dica

29 de Março de 2013

A contração da preposição DE com o artigo A (DA) possibilita uma particularidade semântica ao sintagma nominal “manual da redação”. Com esse recurso gramatical, informo/aviso ao leitor, por exemplo, que no referido manual encontram-se “escolhas”, “padronizações”, “decisões” de escrita DA Redação X ou Y.

Não se trata, assim, de um manual geral DE redação, mas de um conjunto de orientações dirigidas prioritariamente a um público específico, os redatores de uma determinada empresa. Dessa forma, diante de mais de uma opção correta/adequada de escrita, selecionamos uma delas, a título de padronização de escrita (ou por outro motivo).

Exemplo prático

Na escrita de numerais no Sistema Jangadeiro de Comunicação, empregamos, como princípio geral (há também as particularidades), os ordinais “de zero a dez” (isso é uma decisão editorial – e não uma lei mosaica – que constará no Manual DA Redação).

Contextualizando

“Na blitz de ontem, dez carros foram multados por estacionamento proibido”, mas

“Na blitz de ontem, 11 (e não onze) carros foram multados por estacionamento proibido”.

Leitura orientada

Dica para jornalistas: leiam o manual DA redação.

Dica para vestibulandos: leiam o manual DE redação para o vestibular.

É isso. Estou no marjangadeiro@gmail.com

Um abraço.

 

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Destróier

Por Orlando Nunes em Gramática

06 de novembro de 2012

E agora? Destróier é acentuado ou não?Maria Aparecida, da cidade praiana de Aracati-CE, jogou uma garrafa no MAR (marjangadeiro@gmail.com) com uma mensagem para o blogueiro.

Ela viu num dicionário (pós-reforma ortográfica de 2009) a palavra “destróier”, com acento agudo, mas leu também numa coluna de português na internet (não diz em qual das mais de seiscentas mil existentes) que o ditongo aberto /ói/, em palavras paroxítonas (acento tônico na penúltima sílaba), perdeu o acento. E agora, José?

Resposta: É tudo verdade! Vamos explicar.

Androide é um exemplo de palavra paroxítona. Nela encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Resultado: em 2009 o androide perdeu o acento, coitado.

Açúcar é um exemplo de palavra paroxítona terminada em R. Todas as paroxítonas com essa terminação recebem acento gráfico: hambúrguer, zíper, revólver, etc.

Voltemos ao destróier.

Nessa palavra encontramos o ditongo aberto /ói/ na penúltima sílaba. Isso é mesmo uma boa razão para o acento agudo pular fora, mergulhar nas profundas do oceano. Mas…

Destróier é palavra paroxítona terminada em R. Pronto, perde lá, ganha cá!

Assim, Maria Aparecida, entre mortos e feridos, o acento de destróier sobrevive.

Quem é do MAR não enjoa.

Dúvidas & Debates: envie sua mensagem para o marjangadeiro@gmail.com

Grande abraço!

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Vou-me embora pra Bahia

Por Orlando Nunes em Redação

08 de Fevereiro de 2012

Hoje apresento uma velha dica de guerra: cuidado com as maiúsculas. Sim, as redações estão repletas de letras maiúsculas desnecessárias, e, se o leitor estiver pensando que é mania de grandeza, saiba que não é, trata-se de puxa-saquismo mesmo.

Quer um exemplo, ou dois? Vamos lá.

Comecemos pela polícia, que não está pra brincadeira – camarada, hoje a Bahia é déjà vu; amanhã, estão comentando, o Rio será déjà vu. E o Carnaval Sifu.

Aqui entre nós, leitor, e já correndo o risco de fugir do tema proposto, permita-me mais dois dedos de prosa e circunlóquio, e que a banca do Enem não nos ouça ou leia.

Eu nunca tinha vivido uma epidemia de greve tão devastadora. Claro, nos meus velhos tempos de UFC (a academia, não o ringue), passei por poucas e boas, paralisações aqui e ali – de estudantes, de professores, de servidores – mas, não sei se porque era mais jovem e, de certo modo, mais esperançoso, o fato é que não eram greves como as de hoje.

Hoje, quando leio no jornal que uma determinada categoria ameaça cruzar os braços, já experimento os estranhos calafrios do medo. Mas por quê? Não sou funcionário público, não sou fura-greve, não sou pelego, não tenho nenhum poder, não sou governador de nada, não sou sequer aspone, não sou o louro belo nem nada.

Seja como for, ultimamente ando com medo de greve.

Não ando de ônibus (só a pé), e tenho medo de greve de motorista de busão; não tenho carro (a banca examinadora de vista decreta que não sei ler) e tenho medo da greve da AMC; não tenho muito medo de ladrão (um vem, pergunta diplomaticamente se tenho cigarro, digo que não, pergunta se tenho grana, celular, algum livro do Jorge Luis Borges ou a camisa do Messi, me chama de perna de pau, sobe na bicicleta e se vai, em paz) e tenho medo de greve de polícia; a saúde, me parece, vai bem, obrigado (o último resfriado eu ainda era solteiro, passara a noite num colchão d’água com uma namorada e, em seguida, cinco dias de cama com febre alta e uma moleza avermelhada pelo corpo.

O doutor diagnosticou dengue, o Aedes aegypti tem terna tara por colchão d’água) e morro de medo de greve de médico.

Ora, mas que grande bobagem. Não pode haver medo maior que o medo de fugir do tema no Enem, isso vai lhe valer uma nota zero bem redonda no meio da cara pintada.

Então voltemos ao início. A tese a ser defendida é a do excesso de maiúsculas desnecessárias. Veja bem, se Polícia Militar, ou Polícia Civil, ou Polícia Federal são palavras escritas merecidamente com iniciais maiúsculas, quando a referência é genérica, contudo, devemos economizar as caixas-altas, sem medo ou puxa-saquismo.

Assim, escrevemos “Lugar de jornalista e de polícia é na rua”, e não “Lugar de jornalista e de Polícia é na rua”. O mesmo raciocínio vale para governo: “O Governo do Estado do Ceará divulgou nota à imprensa”, mas “O governo ameaçou cortar pontos”.

E, por falar em pontos, não teve jeito, misturei alhos com bugalhos, minha redação ficou sem pé nem cabeça, a banca examinadora do Enem não vai perdoar, minha única esperança é o Oscar, eu quero rever minha redação, vou à Justiça (caixa-alta).

Justiça Já. E nem quero saber, ou entro em greve por tempo indeterminado.

Vou-me embora pra Bahia,

Lá sou amigo do rei Jaques

Lá tenho a mulher que eu quero

No colchão d’água que escolherei.

– Então, doutor, não é possível tentar um acordo?

– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

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Vou-me embora pra Bahia

Por Orlando Nunes em Redação

08 de Fevereiro de 2012

Hoje apresento uma velha dica de guerra: cuidado com as maiúsculas. Sim, as redações estão repletas de letras maiúsculas desnecessárias, e, se o leitor estiver pensando que é mania de grandeza, saiba que não é, trata-se de puxa-saquismo mesmo.

Quer um exemplo, ou dois? Vamos lá.

Comecemos pela polícia, que não está pra brincadeira – camarada, hoje a Bahia é déjà vu; amanhã, estão comentando, o Rio será déjà vu. E o Carnaval Sifu.

Aqui entre nós, leitor, e já correndo o risco de fugir do tema proposto, permita-me mais dois dedos de prosa e circunlóquio, e que a banca do Enem não nos ouça ou leia.

Eu nunca tinha vivido uma epidemia de greve tão devastadora. Claro, nos meus velhos tempos de UFC (a academia, não o ringue), passei por poucas e boas, paralisações aqui e ali – de estudantes, de professores, de servidores – mas, não sei se porque era mais jovem e, de certo modo, mais esperançoso, o fato é que não eram greves como as de hoje.

Hoje, quando leio no jornal que uma determinada categoria ameaça cruzar os braços, já experimento os estranhos calafrios do medo. Mas por quê? Não sou funcionário público, não sou fura-greve, não sou pelego, não tenho nenhum poder, não sou governador de nada, não sou sequer aspone, não sou o louro belo nem nada.

Seja como for, ultimamente ando com medo de greve.

Não ando de ônibus (só a pé), e tenho medo de greve de motorista de busão; não tenho carro (a banca examinadora de vista decreta que não sei ler) e tenho medo da greve da AMC; não tenho muito medo de ladrão (um vem, pergunta diplomaticamente se tenho cigarro, digo que não, pergunta se tenho grana, celular, algum livro do Jorge Luis Borges ou a camisa do Messi, me chama de perna de pau, sobe na bicicleta e se vai, em paz) e tenho medo de greve de polícia; a saúde, me parece, vai bem, obrigado (o último resfriado eu ainda era solteiro, passara a noite num colchão d’água com uma namorada e, em seguida, cinco dias de cama com febre alta e uma moleza avermelhada pelo corpo.

O doutor diagnosticou dengue, o Aedes aegypti tem terna tara por colchão d’água) e morro de medo de greve de médico.

Ora, mas que grande bobagem. Não pode haver medo maior que o medo de fugir do tema no Enem, isso vai lhe valer uma nota zero bem redonda no meio da cara pintada.

Então voltemos ao início. A tese a ser defendida é a do excesso de maiúsculas desnecessárias. Veja bem, se Polícia Militar, ou Polícia Civil, ou Polícia Federal são palavras escritas merecidamente com iniciais maiúsculas, quando a referência é genérica, contudo, devemos economizar as caixas-altas, sem medo ou puxa-saquismo.

Assim, escrevemos “Lugar de jornalista e de polícia é na rua”, e não “Lugar de jornalista e de Polícia é na rua”. O mesmo raciocínio vale para governo: “O Governo do Estado do Ceará divulgou nota à imprensa”, mas “O governo ameaçou cortar pontos”.

E, por falar em pontos, não teve jeito, misturei alhos com bugalhos, minha redação ficou sem pé nem cabeça, a banca examinadora do Enem não vai perdoar, minha única esperança é o Oscar, eu quero rever minha redação, vou à Justiça (caixa-alta).

Justiça Já. E nem quero saber, ou entro em greve por tempo indeterminado.

Vou-me embora pra Bahia,

Lá sou amigo do rei Jaques

Lá tenho a mulher que eu quero

No colchão d’água que escolherei.

– Então, doutor, não é possível tentar um acordo?

– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.