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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

dicas

Exame nacional de eleitores mascarados

Por Orlando Nunes em Dica

04 de novembro de 2013

Gol do LulinhaAvalie seus conhecimentos em política da língua portuguesa.

Texto de apoio

“A presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará nos dias 21 e 22 de novembro, quando deverá sobrevoar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. Candidata à reeleição, Dilma busca defender o empreendimento das críticas feitas por seus potenciais adversários em 2014.”

Infere-se da leitura do texto de apoio que

a) o trecho “sobrevoar as obras de transposição” (linha 2), segundo o guia de redação do Inep, pode ser interpretado em bom português como “tangenciar o tema”, levando o candidato(a) à nota zero.

b) o caminho constitucional por meio do qual os políticos, olhando pelo retrovisor do pretérito imperfeito do indicativo, tentam engatar a segunda governança denomina-se, com a nova reforma ortográfica, marcha à ré-eleição.

c) segundo Caquit, a presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará só porque o Vozão prometeu chegar à série A com um gol de mão do Lulinha.

d) com a transposição do São Francisco no futuro do subjuntivo, muita água ainda vai rolar por baixo do viaduto do Cocó, quando então avaliaremos todos os Pros e Contras à obra que vier a boiar.

e) Nenhuma das alternativas anteriores; é tudo intriga dos vândalos da oposição.

GABARITO OFICIAL: alternativa E, de Enem (Exame nacional de eleitores mascarados).

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Para o quê?

Por Orlando Nunes em Gramática

25 de outubro de 2012

O MAR adverte: o fonema inicial do radical português é… imexível (boa palavra).

Boa parte da imprensa brasileira, no entanto, levou gato por lebre – copiou uma forma torta do inglês e perdeu a cabeça: lascou uma tal de paralimpíada, um tal de paralímpico, que se alastra na velocidade de um superatleta, de um superpateta.

Cadê o antivírus? Acuda, Houaiss!

Em português, quando juntamos um prefixo a um radical, ocorre o seguinte:

Para- + elétrico = paraelétrico (o radical, eletric– não perde fonema; por isso não temos *paralétrico).

Para- + estatal = paraestatal, e não *parestatal.

Para- + encéfalo = parencéfalo (quem perde fonema, como sempre, é o prefixo, jamais a parte inicial do radical: por isso não temos *parancéfalo).

Para- + odontia = parodontia (quem perde fonema é, de novo, o prefixo, nunca o radical; por isso não temos *paradontia).

Para- + olimpíada = paraolimpíada, e não +paralimpíada.

Obs. O símbolo * significa “deleta, doidim”.

Meus amigos, um comitê olímpico nacional (ou internacional) chega com o narizinho arrebitado e manda o Houaiss, o Aulete, o Aurélio, os brasileiros, enfim, dobrarem a língua? Ora, mas que menino, diria algum parlamentar letrado. Faça isso não, viu?!

Abraço.

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Caça-Rato caixa-alta

Por Orlando Nunes em Ortografia

17 de outubro de 2012

“Flávio Caça-rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

– O substantivo composto acima faz parte do nome próprio, por isso deve ser escrito com letras maiúsculas.

Mas atenção: sendo o composto um nome próprio, todos os elementos serão iniciados por letra maiúscula, e não só o primeiro.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

Observe ainda: “em que” equivale a “na qual”, um pronome relativo.

Casa “em que” moro / Casa “na qual” moro; Cidade “em que” nasci / Cidade “na qual” nasci.

Se fizéssemos a substituição no trecho em destaque, teríamos: “Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta na qual o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso”.

Com a substituição parece ficar mais claro que algo está meio… ambíguo.

Vejamos:

… bicicleta em que o árbitro marcou jogo perigoso / … bicicleta na qual o árbitro marcou jogo perigoso. Mas o árbitro não marcou jogo perigoso na bicicleta, sabemos.

Se quiséssemos mesmo usar um pronome relativo nessa estrutura, poderíamos ter, por exemplo:

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta a qual/que, corretamente, foi considerada jogo perigoso pelo árbitro”.

Mas há uma pedalada mais simples, sem o relativo.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta, e o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.” A conjunção “e” trouxe mais harmonia ao meio-campo, quero crer.

Nada contra os relativos, mas…

Pronome relativo às vezes é jogo perigoso, principalmente quando precedido de preposição. Pronomes relativos, além de bicicletas, adoram carrinhos e rasteiras.

Até!

Participe: dúvidas & debates, marjangadeiro@gmail.com

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Salas de aula ou salas de aulas?

Por Orlando Nunes em Gramática

17 de setembro de 2012

Dica: quando está contida no segundo substantivo a ideia de “variedade”, “unidades” ou “indivíduos”, os dois substantivos vão para o plural.

Caixas de sapatos (unidades)

Grupos de paramilitares (indivíduos)

Espécies de minerais (variedade)

Mas, se o segundo substantivo não representa unidades, indivíduos ou variedade, mas traz a ideia de “matéria contínua”, só o primeiro substantivo flexiona-se no plural.

Caixas de cerveja (referência à matéria contínua, e não às unidades)

Caixas de cervejas (referência aos diversos tipos de cerveja)

Bancas de revista (matéria contínua)

Bancas de revistas (destaco a variedade, a diversidade de revistas)

Resposta:

Salas de aula (realço a finalidade, a aula, e não a variedade ou a quantidade de aulas)

Abraço.

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Manual ou Manuel?

Por Orlando Nunes em Dica

06 de setembro de 2012

Todo manual de redação jornalística adverte: preposição faz mal ao sujeito.

É por isso que eles (os manuais) torcem o nariz para construções do tipo: “Está na hora dos jogadores tomarem vergonha na cara”. Na verdade, o manual não dá a mínima para a mudança de comportamento dos atletas de futebol, mas faz absoluta questão de que o jornalista escreva: “Está na hora de os jogadores tomarem vergonha na cara”.

E não adianta o eminentíssimo professor Evanildo Bechara dizer que isso é uma tremenda bobagem, um equívoco de análise. Nesse caso não é a função de sujeito (os jogadores), mas sim toda a oração infinitiva (os jogadores tomarem vergonha na cara), que está regida pela preposição. Quase todo Manual de Português é Manuel. Paciência.

Escreva, então, está na hora de os / de as / de eles / de elas… Mas fique ligado: eu falei ESCREVA, eu não disse FALE. Atenção locutores de Rádio e de TV: vocês não vão FALAR “Está na hora de os jogadores tomarem vergonha na cara”. Isso é dica para redatores. Os locutores têm a liberdade natural da fala: “Está na hora dos jogadores tomarem vergonha na cara”. Os manuais é que não tomam jeito. Exceto o MAR, claro.

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.