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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Enem

Até as tem crase?

Por Orlando Nunes em Crase

03 de Janeiro de 2015

Texto de apoio:

“Até às 10h, nenhuma viatura da Autarquia Municipal de Trânsito esteve no local.”

Em relação ao texto de apoio, que alternativa explica adequadamente o descumprimento da competência 1 exigida na redação do Enem (domínio da norma culta da Língua portuguesa)?

(a) A AMC não trabalha antes das 10 horas, principalmente quando chove.

(b) As viaturas da AMC não dispõem de pneus apropriados para rodar na chuva.

(c) O indefinido ‘nenhuma’ não poderia ser substituído pela expressão ‘nem uma’.

(d) A forma ‘esteve’ é uma variante do vocábulo ‘estepe’, nome dado ao pneu reserva.

(e) Em ‘Até às’, o sinal grave, indicador de crase, deve ser retirado, pois, de fato, crase não há. Crase é fusão de dois AA; na frase, temos a preposição ‘até’ e o artigo ‘as’.

Gabarito: letra E, de Enem.

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Redação Enem: não adianta adivinhar

Por Orlando Nunes em Dica

03 de Janeiro de 2015

– Professor, quais os temas mais quentes para a redação do Enem?

– Hoje, um deles certamente é o derretimento das calotas polares.

– E o aquecimento global?

– Quentíssimo também.

Agora, sério, uma dica de macaco veio: não dê a menor importância a palpites ou a profecias que tentam ‘acertar’ o tema da redação (do Enem ou de qualquer outra instituição).

Fundamental é aprender a selecionar, organizar e apresentar ideias. Como?

LEIA E ESCREVA todos os dias! Não falte às aulas, nem que chova em Fortaleza.

P.S.: Fique esperto, não adianta também ‘adivinhar’ na véspera da prova a competência Domínio da Norma Culta da Língua Portuguesa; janeiro é joia para recomeçar a estudar.

Até!

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Exame nacional de eleitores mascarados

Por Orlando Nunes em Dica

04 de novembro de 2013

Gol do LulinhaAvalie seus conhecimentos em política da língua portuguesa.

Texto de apoio

“A presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará nos dias 21 e 22 de novembro, quando deverá sobrevoar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco. Candidata à reeleição, Dilma busca defender o empreendimento das críticas feitas por seus potenciais adversários em 2014.”

Infere-se da leitura do texto de apoio que

a) o trecho “sobrevoar as obras de transposição” (linha 2), segundo o guia de redação do Inep, pode ser interpretado em bom português como “tangenciar o tema”, levando o candidato(a) à nota zero.

b) o caminho constitucional por meio do qual os políticos, olhando pelo retrovisor do pretérito imperfeito do indicativo, tentam engatar a segunda governança denomina-se, com a nova reforma ortográfica, marcha à ré-eleição.

c) segundo Caquit, a presidente Dilma Rousseff tem visita programada ao Ceará só porque o Vozão prometeu chegar à série A com um gol de mão do Lulinha.

d) com a transposição do São Francisco no futuro do subjuntivo, muita água ainda vai rolar por baixo do viaduto do Cocó, quando então avaliaremos todos os Pros e Contras à obra que vier a boiar.

e) Nenhuma das alternativas anteriores; é tudo intriga dos vândalos da oposição.

GABARITO OFICIAL: alternativa E, de Enem (Exame nacional de eleitores mascarados).

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Com Ciro não tem vírgula

Por Orlando Nunes em Teste simulado

19 de outubro de 2013

A redação do Enem vem aí, não tropece na vírgula.

Leia o texto de apoio e entre na briga por uma vaga na academia.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Ciro Gomes, “Isso foi manipulado, é um assunto de maio passado, por um procurador da República, irresponsável, politiqueiro, que será processado pelo governador Cid Gomes”, afirmou.

Sobre o emprego de vírgulas no fragmento acima, é CORRETO afirmar:

(A)   O nome próprio “Ciro Gomes” vem entre vírgulas para demarcar o distanciamento entre o autor e a personagem da notícia, técnica esta conhecida como imparcialidade jornalística.

(B)   O trecho entre aspas, que registra a fala do secretário, não deveria apresentar uma vírgula sequer, pois o discurso direto livre de Ciro Gomes prescinde de toda pausa ou pontuação.

(C)   A ciência linguística demonstra que a vírgula não é propriamente um recurso sintático de organização e clareza do texto, mas um sinal de pausa da fala representado na escrita pelo microdesenho de um gatilho; a arma é a língua.

(D)  A vírgula depois do vocábulo “manipulado” demonstra claramente que, neste ponto da fala, o secretário embargou a voz e fez uma leve pausa no discurso antes de disparar a sua eloquente metralhadora giratória.

(E)   A vírgula utilizada depois do vocábulo República é inadequada, porque não devemos empregar esse sinal de pontuação antes do primeiro ou depois do último item de uma série.

GABARITO OFICIAL

Seguindo pelo caminho iluminado da sintaxe, a resposta correta está na alternativa E. Caso haja algum recurso, entretanto, acredito que os procuradores só encontrem uma luz no fim do túnel escuro da semântica.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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Gramática do Absurdo: A hiperbólica meiguice de besta

Por Orlando Nunes em Gramática

22 de Março de 2013

Passar no Enem agora é sopa (de letrinhas).

 Passar no Enem agora é sopa (de letrinhas).

No Dia Mundial da Água, iniciamos a série Passar no Enem é sopa (de letrinhas). E nem precisa de recurso ou de receita (de miojo).

Mas há controvérsia

Sem miojo não dá / Minha terra tem Palmeiras / onde canta o sabiá.

Enquanto isso, baseado (!) num período retirado (com permissão da autora) do baita (coloquialismo) livro “Amores que Matam”, de Patrícia Faur, prepare-se para a prova (!) do Enem com questões elaboradas pelo blogueiro mais li(n)do em todo o continente pelo conteúdo (metonímia). Tenho três leitoras fiéis, além de uma linha ascendente de infidelidade.

Mãos à obra:

“Quando falamos de amor, é muito difícil que

todas as pessoas se refiram a um mesmo significado.” (Patrícia Faur)

A PROVA ou APROVA?

Qual a circunstância (in)contida no adjunto adverbial do período acima?

(A)Temporal. “Quando falamos de amor” equivale semanticamente a “no tempo/momento em que falamos de amor”.

(B) Abdominal. “Quando falamos de amor” (amor verdadeiro, claro), é comum uma sensação dolorosa na “boca do estômago” (catacrese).

(C) Bestial. “Quando falamos de amor” é praticamente inevitável aquela hiperbólica meiguice de besta.

(D)Lacrimal. “Quando falamos de amor” (com segundas intenções, claro), uma de duas: ou é de chorar de rir ou de rir pra não chorar.

(E) Todas as alternativas são verdadeiras.

 

GABARITO OFICIAL: alternativa A. Mas cabe recurso, creio. Chamem o Oscar!

Grande abraço.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.

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S.O.S. Oscar

Por Orlando Nunes em Redação

01 de Fevereiro de 2012

Os revisores de texto (não os eletrônicos, que são obviamente limitadíssimos, mas os de carne e osso, bem mais resistentes a vírus e vacilos) têm emprego para mais um século.

Quer saber por quê? Digo-lhe: alguém tem uma ideia, leva essa ideia para o papel (o papel vai acabar antes do revisor), faz um grande trabalho, e tal, e vira, e mexe, mas tem que haver também um sujeito para fazer o trabalho sujo. Esse cara é o copidesque.

O cara que não é o cara. O copidesque não pode aparecer na história, se isso acontece é porque algo deu em merda. Explico: quando o revisor de texto não aparece é sinal de que tudo funcionou a contento. Nenhum leitor deu de cara, por exemplo, com um “c” ou “sc” quando deveria ter encontrado um “s” (compreensível); nenhum internauta deparou-se com um “c” ou “ç” no lugar de “ss” (idiossincrasia). Todos os acentos deram conta do recado, o agudo, o circunflexo, o grave. Não houve discordância quanto à concordância de um verbo ser ou haver que seja. Não houve conspirações contra a regência, mesmo que toda regência, por mais vitalícia que seja, seja sempre provisória.

Nada, nenhum boletim de ocorrência contra sequer uma dessas bobagens ortográficas ou de sintaxe, nem contra algo mais sério, feito fuga do tema ou total desprezo aos modalizadores do texto. Quando, enfim, ninguém recorre ao procurador Oscar Costa Filho para que ele acione a Justiça, quando nenhum redator deseja rever a redação do Enem, justiça seja feita: viva o revisor, e que ninguém perceba sua existência.

Para que serve um revisor senão para deixar em paz um redator? Aqui jaz um revisor.

Todo professor de redação do ensino médio deve alertar sua turma. Começa de maneira terna, para não estourar a boiada. Deve dizer algo como “Galera (e professor tem coragem de usar termo tão tosco?), tenho uma boa e uma má notícia”. E o docente apresenta logo a má notícia: “Até a prova do vestibular, não basta ser redator, tem de ser revisor”. É isso, e a boa notícia: “Só até a prova do Enem, depois, quando cada um de vocês voltar a ser uma pessoa normal, se resolver a escrever um livro (depois, é claro, de plantar uma árvore e de ter um filho, ou filha, PT, PC, não necessariamente nessa ordem ou partido), de ficção ou de fricção, pode ou deve contratar um revisor.

Mas (no vestibular) redator bota banca (examinadora). Não vou assistir o/ao Oscar.

Fui.

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S.O.S. Oscar

Por Orlando Nunes em Redação

01 de Fevereiro de 2012

Os revisores de texto (não os eletrônicos, que são obviamente limitadíssimos, mas os de carne e osso, bem mais resistentes a vírus e vacilos) têm emprego para mais um século.

Quer saber por quê? Digo-lhe: alguém tem uma ideia, leva essa ideia para o papel (o papel vai acabar antes do revisor), faz um grande trabalho, e tal, e vira, e mexe, mas tem que haver também um sujeito para fazer o trabalho sujo. Esse cara é o copidesque.

O cara que não é o cara. O copidesque não pode aparecer na história, se isso acontece é porque algo deu em merda. Explico: quando o revisor de texto não aparece é sinal de que tudo funcionou a contento. Nenhum leitor deu de cara, por exemplo, com um “c” ou “sc” quando deveria ter encontrado um “s” (compreensível); nenhum internauta deparou-se com um “c” ou “ç” no lugar de “ss” (idiossincrasia). Todos os acentos deram conta do recado, o agudo, o circunflexo, o grave. Não houve discordância quanto à concordância de um verbo ser ou haver que seja. Não houve conspirações contra a regência, mesmo que toda regência, por mais vitalícia que seja, seja sempre provisória.

Nada, nenhum boletim de ocorrência contra sequer uma dessas bobagens ortográficas ou de sintaxe, nem contra algo mais sério, feito fuga do tema ou total desprezo aos modalizadores do texto. Quando, enfim, ninguém recorre ao procurador Oscar Costa Filho para que ele acione a Justiça, quando nenhum redator deseja rever a redação do Enem, justiça seja feita: viva o revisor, e que ninguém perceba sua existência.

Para que serve um revisor senão para deixar em paz um redator? Aqui jaz um revisor.

Todo professor de redação do ensino médio deve alertar sua turma. Começa de maneira terna, para não estourar a boiada. Deve dizer algo como “Galera (e professor tem coragem de usar termo tão tosco?), tenho uma boa e uma má notícia”. E o docente apresenta logo a má notícia: “Até a prova do vestibular, não basta ser redator, tem de ser revisor”. É isso, e a boa notícia: “Só até a prova do Enem, depois, quando cada um de vocês voltar a ser uma pessoa normal, se resolver a escrever um livro (depois, é claro, de plantar uma árvore e de ter um filho, ou filha, PT, PC, não necessariamente nessa ordem ou partido), de ficção ou de fricção, pode ou deve contratar um revisor.

Mas (no vestibular) redator bota banca (examinadora). Não vou assistir o/ao Oscar.

Fui.