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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Mar Jangadeiro

Continuar ou seguir, eis a questão

Por Orlando Nunes em Dica

14 de setembro de 2018

Livros em biblioteca

Continuar ou seguir? (FOTO: Flickr/Creative Commons/CCAC North Library)

Bons dias, navegantes do MAR Jangadeiro. O blog continua, mas percebo que o verbo continuar anda em baixa no ibope. A moda agora é seguir.

“Caminhoneiros seguem parados na BR”
“Jogador segue caído no gramado”
“Candidato segue internado no Einstein”

Passei um tempo sem postar, talvez esteja ultrapassado. Devo dizer “o blog continua no Tribuna do Ceará” ou “o blog segue no Tribuna do Ceará”?

Nada disso! Sigo aquém do meu tempo, e o blog deve continuar. Sigam-me no MAR.

Português à prova. Eis a questão:

MARque a alternativa em que os vocábulos NÃO foram acentuados pela mesma regra:
(a) Óculos para míope
(b) Bônus para biquínis
(c) Fórmula do álcool
(d) Saída de veículos
(e) Monólogo de ventríloquo

Solução só na segunda. Mensagens para o marjangadeiro@gmail.com

Boa sexta, ótimo fim de semana.

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Preposição e artigo antes das horas

Por Orlando Nunes em Ortografia

10 de novembro de 2014

“A prova ocorre de 12h às 17h”

A pergunta é esta: posso empregar a preposição não acompanhada de artigo na designação das horas? Em outras palavras, o “de” antes do numeral 12, na frase acima, está correto?

Marluce D. (Barbalha-CE)

Resposta:

Antes do numeral 17, temos uma preposição (a) e um artigo feminino plural (as). O encontro dos dois aa (a da preposição + a(s) do artigo) ocasionou a crase (às). Antes do numeral da esquerda também deve haver, além da preposição (de), um artigo (as); logo, de +as = das).

“A prova ocorre das 12h às 17h30”

Essa estrutura marca o horário do início e do término do referido evento.

Duração

Diferente, contudo, seria uma estrutura como esta:

“A prova será de 12 a 17 horas”.

Nessa estrutura, não estaríamos mais indicando o horário de início e término do evento, mas informando o tempo provável de sua duração, ou seja, uma prova que duraria entre 12 e 17 horas; uma longa prova, portanto. Assim, sem artigo, não se marca o início ou fim do evento.

Veja esta questão:

“Teremos uma reunião de três a quatro horas”.

Sobre o período acima, é CORRETO afirmar que
(a) a reunião será iniciadas às três horas.
(b) a reunião terminará às quatro horas.
(c) a reunião durará até as quatro horas.
(d) a reunião pode durar até quatro horas.
(e) há mais de uma alternativa correta.

Resposta: letra (d). A estrutura do período indica que a reunião pode durar entre três e quatro horas, ou seja, até quatro horas de duração.

A reunião duraria uma hora, porém, numa estrutura com a determinação dos numerais, a marcar o horário de seu início e de seu fim: “Teremos uma reunião das três às quatro horas”.

Até!

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Prato do dia: quando há vira havia

Por Orlando Nunes em Dica

14 de Março de 2013

Olá, navegante do MAR Jangadeiro, bem-vindo ao portal Tribuna do Ceará – esse nome tem história!

Aqui no blog, o papo é português com sotaque cearês. Sinta-se em casa.

 

TEMPO & MODO

“… uma tatuagem ajudou a família a reconhecer que se tratava da moça, que estava desaparecida há três dias.”

 

CORRELAÇÃO VERBAL

Quando o verbo da oração principal (ou dependente da principal) estiver no pretérito imperfeito do indicativo (cantava/vendia/partia), o verbo “haver” da oração que indica o tempo também estará neste tempo e modo (pretérito imperfeito do indicativo).

 

“A moça estava na sala de espera havia três horas.”

“Ele falava nessa possibilidade havia uns dois meses.”

 

Dica: na dúvida, substitua o verbo “haver” por “fazer”. Perceba que a forma utilizada será “fazia”, em vez de “faz”. Igualmente, o adequado será “havia”, em vez de “há”.

 

“A moça estava na sala de espera fazia (e não faz) três horas.”

“Ele falava nessa possibilidade fazia (e não faz) uns dois meses.”

 

AJUSTANDO O TEXTO:

“… uma tatuagem ajudou a família a reconhecer que se tratava da moça, que estava desaparecida havia/fazia (e não há/faz) três dias.”

 

É isso. “Né não?!”

Estou no marjangadeiro@gmail.com

 

Abraço.

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Para o quê?

Por Orlando Nunes em Gramática

25 de outubro de 2012

O MAR adverte: o fonema inicial do radical português é… imexível (boa palavra).

Boa parte da imprensa brasileira, no entanto, levou gato por lebre – copiou uma forma torta do inglês e perdeu a cabeça: lascou uma tal de paralimpíada, um tal de paralímpico, que se alastra na velocidade de um superatleta, de um superpateta.

Cadê o antivírus? Acuda, Houaiss!

Em português, quando juntamos um prefixo a um radical, ocorre o seguinte:

Para- + elétrico = paraelétrico (o radical, eletric– não perde fonema; por isso não temos *paralétrico).

Para- + estatal = paraestatal, e não *parestatal.

Para- + encéfalo = parencéfalo (quem perde fonema, como sempre, é o prefixo, jamais a parte inicial do radical: por isso não temos *parancéfalo).

Para- + odontia = parodontia (quem perde fonema é, de novo, o prefixo, nunca o radical; por isso não temos *paradontia).

Para- + olimpíada = paraolimpíada, e não +paralimpíada.

Obs. O símbolo * significa “deleta, doidim”.

Meus amigos, um comitê olímpico nacional (ou internacional) chega com o narizinho arrebitado e manda o Houaiss, o Aulete, o Aurélio, os brasileiros, enfim, dobrarem a língua? Ora, mas que menino, diria algum parlamentar letrado. Faça isso não, viu?!

Abraço.

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Caça-Rato caixa-alta

Por Orlando Nunes em Ortografia

17 de outubro de 2012

“Flávio Caça-rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

– O substantivo composto acima faz parte do nome próprio, por isso deve ser escrito com letras maiúsculas.

Mas atenção: sendo o composto um nome próprio, todos os elementos serão iniciados por letra maiúscula, e não só o primeiro.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta em que o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.”

Observe ainda: “em que” equivale a “na qual”, um pronome relativo.

Casa “em que” moro / Casa “na qual” moro; Cidade “em que” nasci / Cidade “na qual” nasci.

Se fizéssemos a substituição no trecho em destaque, teríamos: “Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta na qual o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso”.

Com a substituição parece ficar mais claro que algo está meio… ambíguo.

Vejamos:

… bicicleta em que o árbitro marcou jogo perigoso / … bicicleta na qual o árbitro marcou jogo perigoso. Mas o árbitro não marcou jogo perigoso na bicicleta, sabemos.

Se quiséssemos mesmo usar um pronome relativo nessa estrutura, poderíamos ter, por exemplo:

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta a qual/que, corretamente, foi considerada jogo perigoso pelo árbitro”.

Mas há uma pedalada mais simples, sem o relativo.

“Flávio Caça-Rato tentou uma bicicleta, e o árbitro marcou, corretamente, jogo perigoso.” A conjunção “e” trouxe mais harmonia ao meio-campo, quero crer.

Nada contra os relativos, mas…

Pronome relativo às vezes é jogo perigoso, principalmente quando precedido de preposição. Pronomes relativos, além de bicicletas, adoram carrinhos e rasteiras.

Até!

Participe: dúvidas & debates, marjangadeiro@gmail.com

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Nas ondas do rádio

Por Orlando Nunes em Gramática

21 de agosto de 2012

Ops! Falta pra cartão.  Verbo pôr conjugado no pretérito perfeito do indicativo

Falta pra cartão

“Com a chegada do novo treinador e o pagamento de parte dos salários atrasados, os jogadores icasianos poram fim à greve.”

Ops! Falta pra cartão.

Verbo pôr conjugado no pretérito perfeito do indicativo:

Eu pus, tu puseste, ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles puseram.

Agora vai:

“Com a chegada do novo treinador e o pagamento de parte dos salários atrasados, os jogadores icasianos puseram fim à greve.”

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As vírgulas dizem coisas

Por Orlando Nunes em Gramática

09 de agosto de 2012

A vírgula é um sinal gráfico utilizado pelo redator quando precisa “informar” ao leitor que a ordem “normal” dos termos da frase foi alterada.

Dessa forma, a relação entre vírgula e “pausa para respirar” é pura piada de português.

Em outras palavras, não faz a menor diferença se o escritor tem 81 ou 18 anos, se respira graças a intervenção de aparelhos ou se tem pulmão de boliviano.

Vírgula tem a ver com sintaxe, não com balão de oxigênio.

Nesse caso, aliás, é bem provável (por uma questão de quilometragem de texto) que o velhote dispunha de muito mais “gás” na corrida virgulada da linguagem escrita.

Muito bem. Disse que vírgula serve para “informar” o leitor sobre mudança de percurso. O caminho sintático “normal” dispensa a vírgula. Que caminho normal é este?

Vamos lá: largada – sujeito. Próximos passos: verbo, complemento verbal, adjunto adverbial. Quando a sequência é essa, guarde suas vírgulas na sacola.

Se a sequência sujeito–verbo–complemento verbal–adjunto adverbial for alterada, é hora de a vírgula entrar em campo. Vejamos isso na prática jornalística de todos os dias.

“Senado aprova contas de 50% para vagas das federais.”

No exemplo acima, a ordem “normal” dos termos da frase não foi alterada: sujeito (Senado), verbo (aprova), complemento verbal (contas de 50%), adjunto adverbial (para vagas das federais).

Como a ordem padrão não foi modificada, para que encher o saco do leitor com vírgulas?

Se, no entanto, promovermos mudanças na ordem tradicional dos termos da frase:

1) “Para vagas das federais, Senado aprova contas de 50%.”

2) “Senado aprova, para vagas das federais, contas de 50%.”

a vírgula eloquentemente “avisa” ao leitor que “alguma coisa está fora da ordem”.

Meu e-mail: marjangadeiro@gmail.com

Abraço.

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.

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Quatro dicas para não cair de quatro no Enem

Por Orlando Nunes em Dica, Redação

28 de junho de 2012

Veja as dicas para quem vai fazer a prova do Enem

1) Está estudando para o Enem? Não falte às aulas de sua escola nunca, mesmo que um temporal não previsto pela Funceme o obrigue a ir a nado, mesmo que haja greve de ônibus, mesmo que na véspera você tenha chegado às quatro da visita às bases.

SEM QUORUM
Nem sempre o sujeito oculto é compreendido, mas, na política do corpo a corpo, muita gente não vê a hora de visitar as bases.

2) No vestibular, redator bota banca. É necessário botar banca examinadora antes de entregar a prova de redação. Revise o texto, frase por frase, não conte com a possibilidade de rever sua prova batendo à porta da Justiça.

SINTAXE EM CASA
Ordem indireta, mas não falha: a Justiça tarda.

3) Leia com atenção os textos de apoio, cuidado com interpretações ao pé da letra, contextualize – conforme minha oficina do texto, nem sempre um pneu é um pneu. Não deixe para o dia da prova seu primeiro exercício de “descubra o tema”, isso é fatal.

AO PÉ DA LETRA
Paradoxo: somente para doutores; detergente: botar colarinho branco atrás das grades.

4) Facilite a leitura da banca examinadora, uma letrinha legível antes de passar para Medicina é a receita. Cuidado também com frases ambíguas, duplo sentido no Enem vale dois pontos, ambos no queixo – é bem difícil se levantar da lona antes dos dez.

Desafio de redação.

Reescreva as frases abaixo de modo a eliminar a ambiguidade do texto.

1) A comissão que corrigia as provas ontem divulgou nota à imprensa.

2) Seu desenvolvimento nos últimos meses tem despertado a curiosidade de muitos observadores.

3) Fecharam a livraria do bairro que eu costumava frequentar.

4) Sendo um fascinado por contos, meu pai me trouxe Os doze parafusos.

Envie sua proposta de correção para marjangadei@gmail.com

Sábado, comentário do blogueiro. Domingo, retorno ao PV. Ufa!

O STJD tarda, mas não falha.

Saudações.