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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

objeto direto

Diz que fui por aí

Por Orlando Nunes em Gramática

19 de Janeiro de 2013

Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, em meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí sempre pensando nela

O verso destacado da canção Diz que fui por aí, composição de Hortêncio Horta e Zé Keti, traz  engenhoso emprego dos pronomes oblíquos átonos. Refiro-me à função sintática do “me”.

“A saudade ME dói.”

Qual a função sintática do pronome oblíquo átono “me”? Creio que a melhor forma de análise é a da substituição. Substituo o pronome oblíquo por outra forma: “A saudade dói em minha alma”, “A saudade dói em meu corpo”, “A saudade dói no meu peito”.

Agora, minha pergunta é: dói onde? A resposta ( em minha alma, em meu corpo, em meu peito) é um adjunto adverbial de lugar. Elementar, meu caro navegante do MAR.

Em “A saudade me dói”, o pronome “me” é o adjunto adverbial da oração.

E em “[A saudade] no meu peito ME rói”, qual a função sintática do pronome oblíquo? Novamente vamos seguir pelo caminho da substituição:  “… no meu peito rói a minha alma”, “… no meu peito rói o meu corpo”. Aqui destaquei o complemento verbal não regido de preposição obrigatória chamado de objeto direto (quem rói, rói alguma coisa). Elementar!

Em “[A saudade] no meu peito me rói”, o pronome “me” é o objeto direto da oração.

PS – Saiba mais sobre “adjuntos adverbiais expressos por pronomes átonos” em Lições de Português pela Análise Sintática – Evanildo Bechara –Editora Lucerna.

Um abraço, e veja (e escute) como a Fernanda Takai Diz que fui por aí.

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Diz que fui por aí

Por Orlando Nunes em Gramática

19 de Janeiro de 2013

Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, em meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí sempre pensando nela

O verso destacado da canção Diz que fui por aí, composição de Hortêncio Horta e Zé Keti, traz  engenhoso emprego dos pronomes oblíquos átonos. Refiro-me à função sintática do “me”.

“A saudade ME dói.”

Qual a função sintática do pronome oblíquo átono “me”? Creio que a melhor forma de análise é a da substituição. Substituo o pronome oblíquo por outra forma: “A saudade dói em minha alma”, “A saudade dói em meu corpo”, “A saudade dói no meu peito”.

Agora, minha pergunta é: dói onde? A resposta ( em minha alma, em meu corpo, em meu peito) é um adjunto adverbial de lugar. Elementar, meu caro navegante do MAR.

Em “A saudade me dói”, o pronome “me” é o adjunto adverbial da oração.

E em “[A saudade] no meu peito ME rói”, qual a função sintática do pronome oblíquo? Novamente vamos seguir pelo caminho da substituição:  “… no meu peito rói a minha alma”, “… no meu peito rói o meu corpo”. Aqui destaquei o complemento verbal não regido de preposição obrigatória chamado de objeto direto (quem rói, rói alguma coisa). Elementar!

Em “[A saudade] no meu peito me rói”, o pronome “me” é o objeto direto da oração.

PS – Saiba mais sobre “adjuntos adverbiais expressos por pronomes átonos” em Lições de Português pela Análise Sintática – Evanildo Bechara –Editora Lucerna.

Um abraço, e veja (e escute) como a Fernanda Takai Diz que fui por aí.